Peixes artilheiros preveem vitória do Brasil sobre a Croácia por 3 a 1 na abertura da Copa do Mundo


Peixes artilheiros preveem vitória do Brasil sobre a Croácia por 3 a 1 na abertura da Copa do Mundo

Os peixes de José Laurindo de Sá, de Fortaleza, têm a curiosa capacidade de fazer gols ao bater com a barbatana na bola. Será que eles substituem o polvo Paul?

Por Rafael Luis Azevedo em Copa do Mundo 2014

11 de junho de 2014 às 08:30

Há 4 anos
O Tribuna do Ceará montou um desafio Brasil x Croácia entre os peixes de José Laurindo de Sá (Foto: Renato Ferreira)

O Tribuna do Ceará montou um desafio Brasil x Croácia entre os peixes de José Laurindo de Sá (Foto: Renato Ferreira)

Se na Copa do Mundo de 2010 o polvo Paul foi o oráculo dos resultados, em 2014 os peixes artilheiros de Fortaleza serão os bichinhos da vez. Se eles podem mesmo adivinhar o futuro, ninguém sabe ainda. Por via das dúvidas, anote aí: em desafio promovido pelo Tribuna do Ceará, o Brasil venceu a Croácia por 3 a 1.

Um parêntese para explicação. Os peixinhos da espécie tamanduatá foram pescados pelo cearense José Laurindo de Sá, de 62 anos. Há quatro anos, o peixeiro descobriu casualmente a “habilidade” dos animais. “Um pregador de roupa caiu na bacia e um deles jogou pra fora”, resgata. A ideia foi instantânea: nascia o peixe jogador.

[uol video=”http://mais.uol.com.br/view/15071563″]

 

O cearense José Laurindo de Sá é peixeiro há 18 anos, pescador e agora adestrador de peixes (Foto: Renato Ferreira)

O cearense José Laurindo de Sá é peixeiro há 18 anos, pescador e agora adestrador de peixes (Foto: Renato Ferreira)

Laurindo passou a adestrar seus bichinhos, com bolinha de plástico. Logo viraram craques em arremessá-la contra uma trave de madeira, batendo com a barbatana ou a cabeça. Naturalmente, ganharam nomes dos atacantes da seleção brasileira, Neymar e Fred. “Eles já fizeram tanto gol que perdi as contas”, garante Laurindo.

Depois da Copa das Confederações de 2013, quando a fama dos peixes artilheiros foi além de Fortaleza, o time cresceu. Laurindo pescou e treinou mais três animais da mesma espécie. Todos bons de bola, ganharam os nomes de Jô, Bernard e Oscar. “Jô é o mais moreno e cumprido”, justifica a escolha no batismo.

“Os peixes já fizeram tanto gol que perdi as contas”. José Laurindo de Sá.

O peixeiro tem preferência por machos. Duas fêmeas pescadas não se mostraram fortes o suficiente para arremessar a bola. Uma delas, por ironia, chamava-se Marta. “Quando pego uma fêmea, coloco de volta no rio. Elas não sabem jogar futebol”, decreta. Barbatana-de-pau também não escapa. “Já devolvi dois machos ruins de bola”.

No bairro Vila União, os peixes artilheiros viraram febre. Mesmo depois de tantas exibições, os vizinhos ainda se impressionam com a capacidade deles. Requisitado, o criador já levou os bichinhos até para escolas. “Criança fica louca quando vê isso. Teve uma vez que queriam pegar neles, aí não pode!”

Peixes artilheiros de Fortaleza sabem fazer gol
1/4

Peixes artilheiros de Fortaleza sabem fazer gol

Peixes da espécie tamanduatá foram adestrados (Foto: Renato Ferreira)

Peixes artilheiros de Fortaleza sabem fazer gol
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Peixes artilheiros de Fortaleza sabem fazer gol

Peixes da espécie tamanduatá foram adestrados (Foto: Renato Ferreira)

Peixes artilheiros de Fortaleza sabem fazer gol
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Peixes artilheiros de Fortaleza sabem fazer gol

Peixes da espécie tamanduatá foram adestrados (Foto: Renato Ferreira)

Peixes artilheiros de Fortaleza sabem fazer gol
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Peixes artilheiros de Fortaleza sabem fazer gol

Peixes da espécie tamanduatá foram adestrados (Foto: Renato Ferreira)

Tratamento especial

Laurindo leva a coisa a sério mesmo. Para não crescerem além dos 10 centímetros, os peixes artilheiros são alimentados com ração especial. “Se comerem qualquer uma, ficam gordos e lentos”, descreve. Os treinos ocorrem duas vezes por semana, e duram meia hora. Não pode passar disso, senão estressa, ensina o criador.

Peixeiro há 18 anos, Laurindo aprendeu tudo sobre as espécies que vende. Ao ponto de fazer socorro médico. Neymar, por exemplo, perdeu uma das barbatanas duas vezes. Lesionado, não conseguia mais repetir os gols. Seu dono então fez uma operação com tesourinha. “Depois que tirei a barbatana, ela nasceu sadia”, gaba-se.

“Quando pego uma fêmea, coloco de volta no rio. Elas não sabem jogar futebol”.

Tanto cuidado assim gera ciúmes. “Esses peixes são mais chiques que eu”, provoca a esposa, Sara Silva, de 25 anos. “Tô brincando… Fico muito feliz vendo a felicidade dele”, aprova. Ironia do destino, a curiosa habilidade garantiu um lar a Neymar e seus amigos de escama. Se não fosse isso, certamente já teriam ido para o prato.

[uol video=”http://mais.uol.com.br/view/15071575″]

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Peixes artilheiros preveem vitória do Brasil sobre a Croácia por 3 a 1 na abertura da Copa do Mundo

Os peixes de José Laurindo de Sá, de Fortaleza, têm a curiosa capacidade de fazer gols ao bater com a barbatana na bola. Será que eles substituem o polvo Paul?

Por Rafael Luis Azevedo em Copa do Mundo 2014

11 de junho de 2014 às 08:30

Há 4 anos
O Tribuna do Ceará montou um desafio Brasil x Croácia entre os peixes de José Laurindo de Sá (Foto: Renato Ferreira)

O Tribuna do Ceará montou um desafio Brasil x Croácia entre os peixes de José Laurindo de Sá (Foto: Renato Ferreira)

Se na Copa do Mundo de 2010 o polvo Paul foi o oráculo dos resultados, em 2014 os peixes artilheiros de Fortaleza serão os bichinhos da vez. Se eles podem mesmo adivinhar o futuro, ninguém sabe ainda. Por via das dúvidas, anote aí: em desafio promovido pelo Tribuna do Ceará, o Brasil venceu a Croácia por 3 a 1.

Um parêntese para explicação. Os peixinhos da espécie tamanduatá foram pescados pelo cearense José Laurindo de Sá, de 62 anos. Há quatro anos, o peixeiro descobriu casualmente a “habilidade” dos animais. “Um pregador de roupa caiu na bacia e um deles jogou pra fora”, resgata. A ideia foi instantânea: nascia o peixe jogador.

[uol video=”http://mais.uol.com.br/view/15071563″]

 

O cearense José Laurindo de Sá é peixeiro há 18 anos, pescador e agora adestrador de peixes (Foto: Renato Ferreira)

O cearense José Laurindo de Sá é peixeiro há 18 anos, pescador e agora adestrador de peixes (Foto: Renato Ferreira)

Laurindo passou a adestrar seus bichinhos, com bolinha de plástico. Logo viraram craques em arremessá-la contra uma trave de madeira, batendo com a barbatana ou a cabeça. Naturalmente, ganharam nomes dos atacantes da seleção brasileira, Neymar e Fred. “Eles já fizeram tanto gol que perdi as contas”, garante Laurindo.

Depois da Copa das Confederações de 2013, quando a fama dos peixes artilheiros foi além de Fortaleza, o time cresceu. Laurindo pescou e treinou mais três animais da mesma espécie. Todos bons de bola, ganharam os nomes de Jô, Bernard e Oscar. “Jô é o mais moreno e cumprido”, justifica a escolha no batismo.

“Os peixes já fizeram tanto gol que perdi as contas”. José Laurindo de Sá.

O peixeiro tem preferência por machos. Duas fêmeas pescadas não se mostraram fortes o suficiente para arremessar a bola. Uma delas, por ironia, chamava-se Marta. “Quando pego uma fêmea, coloco de volta no rio. Elas não sabem jogar futebol”, decreta. Barbatana-de-pau também não escapa. “Já devolvi dois machos ruins de bola”.

No bairro Vila União, os peixes artilheiros viraram febre. Mesmo depois de tantas exibições, os vizinhos ainda se impressionam com a capacidade deles. Requisitado, o criador já levou os bichinhos até para escolas. “Criança fica louca quando vê isso. Teve uma vez que queriam pegar neles, aí não pode!”

Peixes artilheiros de Fortaleza sabem fazer gol
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Peixes artilheiros de Fortaleza sabem fazer gol

Peixes da espécie tamanduatá foram adestrados (Foto: Renato Ferreira)

Peixes artilheiros de Fortaleza sabem fazer gol
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Peixes artilheiros de Fortaleza sabem fazer gol

Peixes da espécie tamanduatá foram adestrados (Foto: Renato Ferreira)

Peixes artilheiros de Fortaleza sabem fazer gol
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Peixes artilheiros de Fortaleza sabem fazer gol

Peixes da espécie tamanduatá foram adestrados (Foto: Renato Ferreira)

Peixes artilheiros de Fortaleza sabem fazer gol
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Peixes artilheiros de Fortaleza sabem fazer gol

Peixes da espécie tamanduatá foram adestrados (Foto: Renato Ferreira)

Tratamento especial

Laurindo leva a coisa a sério mesmo. Para não crescerem além dos 10 centímetros, os peixes artilheiros são alimentados com ração especial. “Se comerem qualquer uma, ficam gordos e lentos”, descreve. Os treinos ocorrem duas vezes por semana, e duram meia hora. Não pode passar disso, senão estressa, ensina o criador.

Peixeiro há 18 anos, Laurindo aprendeu tudo sobre as espécies que vende. Ao ponto de fazer socorro médico. Neymar, por exemplo, perdeu uma das barbatanas duas vezes. Lesionado, não conseguia mais repetir os gols. Seu dono então fez uma operação com tesourinha. “Depois que tirei a barbatana, ela nasceu sadia”, gaba-se.

“Quando pego uma fêmea, coloco de volta no rio. Elas não sabem jogar futebol”.

Tanto cuidado assim gera ciúmes. “Esses peixes são mais chiques que eu”, provoca a esposa, Sara Silva, de 25 anos. “Tô brincando… Fico muito feliz vendo a felicidade dele”, aprova. Ironia do destino, a curiosa habilidade garantiu um lar a Neymar e seus amigos de escama. Se não fosse isso, certamente já teriam ido para o prato.

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