O COLETIVO TÁ NA MODA

O COLETIVO TÁ NA MODA

Médios e pequenos empreendedores da moda em Fortaleza unem esforços para concorrer com o mercado do varejo tradicional

Reportagem:

Jéssica Welma, Roberta Tavares e Rosana Romão

Vídeo:

Amália Alcântara

Edição:

Rafael Luis Azevedo

Desenvolvimento:

Index Digital

Publicação:

19/10/2016

Criatividade rima com coletividade

Conhecemos novo cenário da venda em varejo de moda, que se estabelece através de laços

Foto: Thamires Oliveira
É possível atrair o consumidor através de nova experiência de compra, mostra uma juventude inspiradora (FOTO: Thamires Oliveira)

Perceber novas oportunidades de mercado, torná-las atrativas para outras pessoas, comunicar-se com públicos diversos e até, quem sabe, influenciar positivamente a cidade na qual se está inserido: esses são alguns dos desafios de quem se arrisca no mundo da venda em varejo. De peça em peça, de pessoa em pessoa, o caminho vai sendo trilhado. É a criatividade e a vontade de inovar que alavancam o empreendedorismo brasileiro, principalmente quando o assunto é o segmento de moda e acessórios.

O Tribuna do Ceará foi conhecer de perto um novo cenário da venda em varejo em Fortaleza, que se estabelece através da criatividade e da coletividade. A partir dele, percebe-se a lição de que é cada vez mais importante ampliar a construção de novos projetos em parceria, buscar soluções específicas que permitam aos pequenos negócios inovar e a aumentar sua produtividade, além de agregar serviços – e valor – a seus produtos.

Os desafios da inovação e da maior competitividade persistem devido à própria dinâmica do mercado da moda – ainda mais em um cenário de ajustes econômicos em todo o país. Em 2014, segundo o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o Brasil chegou à quarta posição com melhor desempenho econômico no varejo de moda. Com saldo positivo nos últimos anos, o setor movimentou cerca de R$ 120 bilhões, entre 2008 e 2014; sem contabilizar os acessórios, responsáveis por outros R$ 40 bilhões no mesmo período.

Não restam dúvidas de que o mercado é promissor. Agora, é preciso olhar para o futuro e atentar para as tendências, que vão desde a mudança na forma como as pessoas vivem, trabalham e compram até a relação com marcas, modelos de venda e formas de consumo e sustentabilidade.

A partir do relato de três modelos de iniciativas nesse mercado, o Tribuna do Ceará busca mostrar que é possível atrair o consumidor e oferecer produtos de qualidade, a custos diversos, aliados a uma nova experiência de compra e venda. Para além do gesto de comprar, o ambiente de comércio divide espaço com a diversão, o lúdico e a responsabilidade social.

O babado é forte

O coletivo de feira alternativa Babado Coletivo oferece uma nova experiência de venda

 

Foto - O Babado Coletivo se transformou num evento no calendário cultural de Fortaleza (FOTO: Igor Cavalcante Moura)
O Babado Coletivo se transformou num evento no calendário cultural de Fortaleza (FOTO: Igor Cavalcante Moura)

Por Jéssica Welma

Primeiro passo para uma empreitada de sucesso: saber identificar oportunidades. Foi assim que Hadji Aires, recém-chegado ao curso de Serviço Social da Universidade Estadual do Ceará (Uece), percebeu que estudar numa turma com cerca de 50 mulheres poderia ser um caminho para conseguir uma renda extra. Morador do Bairro Maraponga, onde fica o tradicional centro de vendas em atacado Maraponga Mart Moda, Hadji decidiu usar seu cartão de crédito para comprar roupas e vendê-las entre as colegas.

Não demorou para o jovem ganhar destaque na faculdade com a venda em varejo. Como o negócio estava dando certo, largou o Serviço Social e migrou para o curso de Administração. Com o tempo e a vivência de novas experiências, Hadji começou a ver a moda muito além da venda das roupas.

E foi nesse embalo de “pensar fora da caixa” que nasceu a feira alternativa Babado Coletivo, em 2013. Hoje, aos 28 anos, Hadji é o idealizador e organizador do modelo de vendas que tem dado vida a uma nova relação entre produtores e consumidores do varejo e do artesanato em Fortaleza.

O Babado Coletivo inovou o setor da moda local ao surgir em 2013 (FOTO: Thamires Oliveira)
O Babado Coletivo inovou o setor da moda local ao surgir em 2013 (FOTO: Thamires Oliveira)

O Babado Coletivo surgiu como atividade secundária. “Eu tenho uma loja de roupas femininas com mais dois sócios. A gente não tinha loja física, e o nosso produto era bem diferenciado, bem criativo, e sentíamos falta de um espaço onde pudéssemos vender esse produto, num contexto mais coerente com a nossa identidade”, lembra Hadji.

Semelhantemente à inquietação do jovem, outras marcas – com a mesma proposta criativa – sentiam a falta de um novo espaço.

“Os eventos que aconteciam aqui, em Fortaleza, eram muito voltados à promoção, ao bazar, à liquidação, mas a gente não tinha estoque para oferecer nesse tipo de evento”, ressalta. Na primeira edição, que aconteceu no Bar & Restô Mambembe, o evento contava com 12 marcas, focadas na cultura cearense. Esse número foi aumentando até que o Babado Coletivo se abriu para outras áreas, tornando-se um importante evento de economia criativa.

“Assim como a gente estava carente de um espaço para expor de forma criativa, o público também estava carente de visitar um espaço que não fosse só para comprar, fosse também para se divertir”. (Hadji Aires)

A feira transformou a experiência da compra em uma experiência de cultura e lazer (FOTO: Thamires Oliveira)
A feira transformou a compra numa experiência de lazer (FOTO: Thamires Oliveira)

Para além da venda, o Babado se transformou em um evento no calendário cultural de Fortaleza, ocupando espaços públicos, locais abertos e democráticos. A feira transformou a experiência da compra em uma experiência de cultura e lazer.

A abordagem lúdica é o principal atrativo da feira: não só de vendas vive o Babado. Em cada evento, a expressão cultural, musical e gastronômica da cidade ganha espaço. O público percebe que o evento atrai não só pela oportunidade de compra.

Ao longo dos últimos três anos, o Babado foi se redesenhando e se adequando aos anseios do públicos e dos produtores que, cada vez mais, buscam o coletivo. O grupo também viu que era preciso capacitar o produtor para que ele pudesse potencializar as vendas.

“Eu sou formado em administração, então, na parte de gestão, tenho facilidade, mas percebia que a maioria dos empreendedores criativos são jornalistas, designers de moda, publicitários e, na hora de gerenciar os recursos, surgem dificuldades”, pontua Hadji.

A partir daí, começaram parcerias com o Sebrae e com outras pessoas com destaque no ramo de negócios da moda. Para participar do Babado Coletivo, é preciso atender a critérios como ser uma marca cearense, autoral e produtora dos próprios produtos. “Existe uma fila de espera muito grande. Hoje são 200 marcas ligadas ao coletivo. Nesses três anos, algumas marcas deixaram de existir, mas a maioria cresceu”, ressalta o idealizador do evento.

Edições do Babado Coletivo
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Mais do que um espaço de compra, uma opção de lazer (FOTO: Igor Cavalcante Moura)

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Mais do que um espaço de compra, uma opção de lazer (FOTO: Rafael Maldonado)

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Vários babados

Durante o ano, são previstos quatro eventos principais: o Babado de Carnaval, o Babado das Artes, o Babado de Férias e o Babado de Fim de Ano. Para atender a demanda de novos produtores, foi criado o Babado Lab, que funciona como um laboratório, somente com novas marcas e algumas poucas tradicionais para atrair o público.

A movimentação financeira de cada evento varia. Segundo Hadji, as edições de Carnaval e Fim de Ano são as de maior potencial e movimentam cerca de R$ 100 mil por evento. Em 2016, na edição especial de aniversário – realizada na Praça Carlos Alberto Studart (Praça das Flores), o evento reuniu quase 200 marcas e, nos três dias de evento, movimentou cerca de R$ 400 mil.

No caso do Lab, a arrecadação cai para cerca de R$ 40 mil. Ainda assim, pontua Hadji, há uma mudança considerável na capacidade de movimentação financeira dos produtores.

O coletivo na passarela

O ano de 2016 também marcou uma nova cara ao Babado Coletivo. O grupo apresentou um desfile colaborativo durante o Dragão Fashion Brasil – o maior evento de moda do Estado. “Juntamos 13 marcas, de bolsas, óculos, design, e fizemos dinâmicas com profissionais, publicitários, pessoas que trabalham em grupo, para que pudéssemos aglutinar tantas pessoas criativas”, ressalta Hadji.

A proposta era encontrar palavras que definissem o Babado e a moda cearense para dar vida ao que seria levado às passarelas. “O cearense tem a característica de ser peregrino, viajante, divertido, solar, e vimos que essa era a cara do cearense e das marcas”, pontua. Assim nasceu o Babado Colab e o desfile “Peregrino Solar”, criado coletivamente por 13 marcas autorais.

O Babado Coletivo fez um desfile colaborativo durante o Dragão Fashion Brasil 2016 (FOTO: Roberta Braga)
O Babado fez um desfile colaborativo no Dragão Fashion 2016 (FOTO: Roberta Braga)

Economia Criativa

Hoje, o Babado Coletivo não é considerado apenas um evento alternativo, mas um impulsionador da economia criativa em Fortaleza.

A coordenadora de Economia Criativa do Sebrae-CE, Marília Diniz, pontua que a partilha e o aproveitamento de recursos tem crescido no mundo inteiro. “É legal para o varejo porque você aproveita recursos e, para o cliente, é bacana porque você vai a um lugar só e encontra uma variedade de opções”, frisa Marília, sobre as feiras alternativas.

“O segredo é agregar a compra à experiência, não simplesmente a compra pela compra. Os varejistas têm notado essas ações, têm ido para o e-commerce, tem ido para as redes sociais. Estão diversificando as formas de atuação, verificando o que o público dele pede. Se o público gosta de estar em um espaço mais legal, o varejista tem que ter essa percepção”, destaca.

Marília ressalta que o setor de economia criativa do Sebrae atende tanto o novo produtor, que ainda não tem uma estrutura de mercado; como marcas já inseridas na economia do Estado. Para ela, é importante que muitos empresários atentem para as tendências do mundo colaborativo. “A percepção é o primeiro passo e, posteriormente a preparação para sair de uma loja física. Não é fechar a loja, mas comunicá-la com o novo público”, afirma.

Pioneiro na abordagem lúdica das vendas em varejo no Estado, o Babado Coletivo segue reunindo novas propostas e buscando chegar a novos horizontes, quem sabe até para além das fronteira do Ceará.

Balada com jeito de bazar

Mesas viram araras; banheiros, provadores. Varejo de moda aposta nos points de baladas

Foto - Festas diurnas em boates reúnem gente disposta a sair de casa para comprar, dançar e economizar (FOTO: Divulgação)
Festas diurnas em boates reúnem gente disposta a sair de casa para comprar, dançar e economizar (FOTO: Gabriel Bessa)

Por Roberta Tavares

Uma mistura de produtos, gostos, economia, pessoas e sorrisos. Uma balada com jeito de bazar, e um bazar com jeito de balada. Em Fortaleza, as festas diurnas em boates reúnem crianças, jovens e adultos dispostos a sair de casa para comprar, dançar e economizar.

A cada dia, a Terra do Sol impressiona com a criatividade de seus moradores, que têm ânsia de ocupar espaços até então dominados por um público específico. A cada três meses, uma das boates mais visitadas e conhecidas da cidade, o Órbita Bar, na Praia de Iracema, se transforma em uma feira repleta de moda, arte, design, decoração e gastronomia.

“É lindo ver todo mundo animado, dançando, enquanto trabalha, os amigos conversando, rindo, enquanto olham os produtos. Gente que não se conhece dando dica para quem está comprando ao lado ou enquanto experimenta no banheiro. As crianças correndo. A alegria dos expositores por poderem mostrar o trabalho que eles, nitidamente, criam com tanto carinho e criatividade”, comemora uma das idealizadoras da feira La Grue, Fernanda Beviláqua, de 23 anos.

Foto - Bazar que nasceu em um salão de festas cresceu ao ponto de receber mais de 500 pessoas (FOTO: Gabriel Bessa)
Bazar que nasceu em um salão de festas cresceu ao ponto de receber mais de 500 pessoas (FOTO: Gabriel Bessa)

A jovem e o amigo Victor Cavalcante, sócio-fundador, são os responsáveis por modificar o clima da boate e chamar atenção dos visitantes. A ideia da feira surgiu após viagem feita pela estudante de Engenharia. Com vontade de vender as roupas e sapatos comprados na Austrália, resolveu fazer um pequeno bazar para comercializá-los com o público alternativo de Fortaleza.

“Criei uma conta no Instagram, que acabou tomando um alcance considerável. A partir disso, várias lojas locais entraram em contato pedindo para participar”, lembra.

O evento nasceu no salão de festas de um condomínio, em 2013, e reuniu oito marcas. “Nesse caminho, percebemos que a ideia pequena de vender o que tinha trazido de viagem virou uma oportunidade gigantesca de movimentar o cenário local, não só de roupas, mas de arte, de música, de gastronomia. E mais que uma oportunidade para marcas, a gente viu que também é possível entreter”.

“A ideia pequena de vender o que tinha trazido de viagem virou uma oportunidade gigantesca de movimentar o cenário local”. (Fernanda Beviláqua)

Cinco edições depois, já são mais de 35 estandes e cerca de 500 participantes. A iniciativa passou por outros restaurantes e bares até chegar definitivamente ao Órbita.

“Para a gente, é uma experiência totalmente desafiadora. A primeira edição no Órbita seria a primeira vez que a boate abriria de dia, o que deixou a gente com receio extra de como ficaria a iluminação na hora ou o calor. Todos os detalhes só poderíamos saber quando todas as pessoas estivessem lá dentro, ou seja, na hora. Foi um tiro no escuro, mas deu tudo certo. No final, todo mundo se abraçando, cansado, mas com sensação de dever cumprido”.

Fernanda Beviláqua transforma o Órbita Bar num verdadeiro bazar (FOTO: Gabriel Bessa)
Fernanda Beviláqua transforma o Órbita Bar num verdadeiro bazar (FOTO: Gabriel Bessa)

Compras, diversão e música

O La Grue reúne bazar, DJs, banda, oficinas de origamis e comida. “A feira tem gostinho de festa e encontro, mas sempre com o cuidado para não tirar o foco das vendas”. Os visitantes são surpreendidos com clássicos desde David Bowie e Billy Idol discotecados no vinil, a trap e funk no decorrer da feira, além de indie rock dançante.

O objetivo da feira se resume em um verbo: movimentar. Movimentar pessoas, ideias, criatividade. E tem produtos para todos os gostos. São comercializadas desde peças de brechós a vestidos bem trabalhados e até joias.

Os valores dos produtos variam de R$ 10 a R$ 180. No entanto, o ganho monetário, segundo Fernanda, é uma consequência. O que vem antes disso é ainda mais importante: a troca de conhecimento.

“É sempre um aprendizado muito grande para todas as partes, e isso fica explícito quando você entra lá e vê todo mundo feliz. É o que a gente quer: que as marcas sejam vistas, que cresçam, que aprendam, e que as pessoas sintam isso e façam daquele lugar um encontro. As vendas são só o retorno de toda a criatividade escancarada lá dentro”.

Bruno Cesar, sócio da Gipsy, participa do evento desde a segunda edição expondo os produtos da loja. Segundo disse, os clientes se tornam fiéis graças à evolução de estrutura, decoração e atrações diferenciadas oferecidas na feira, garantindo excelente retorno financeiro.

“Acompanhamos e crescemos juntos ao bazar. A ideia de valorizar a cultura local, abrir espaço para a criatividade, fazer disso um dia de descontração e ainda movimentar o mercado autoral é muito gratificante. O retorno financeiro tem sido ótimo. Melhor ainda é ver as pessoas saindo satisfeitas”.

Balada das compras
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Órbita Bar também virou point de moda (FOTO: Gabriel Bessa)

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Órbita Bar também virou point de moda (FOTO: Gabriel Bessa)

Vendas em todo lugar

Assim como no Órbita Bar, os empreendedores da cidade buscam outras alternativas para ir ao local onde o cliente está. Não é preciso se deslocar. Basta olhar ao redor para se deparar com feirinhas em lugares estratégicos da capital.

Em restaurantes, a iniciativa virou tendência. As mesas dão lugares às araras. Os banheiros tornam-se verdadeiros provadores. E os caixas dos estabelecimentos enchem-se de clientes.

No Empório Dayse Mota, a tendência existe desde 2014. A sorveteria ganha ares de bazar durante os fins de semana e reúne pessoas de todas as idades. Na maioria das vezes, o público é feminino. Os namorados e maridos aproveitam as inúmeras compras das amadas para se refrescar e se refugiar do calor.

“Algumas pessoas não conhecem a sorveteria e passam a conhecer graças aos eventos. O crescimento das vendas nesse dia é visível”. (Dayse Mota)

“Desde a inauguração da nossa loja sul [no Bairro Parque Manibura], já iniciamos as parcerias com os bazares”, afirma a proprietária Dayse Mota. O estabelecimento ganha divulgação contínua e ainda aumenta o número de vendas nos dias dos eventos. As parcerias são feitas, na maioria das vezes, com blogueiras de moda.

As queridinhas da internet optam por utilizar o espaço da sorveteria para vender roupas, calçados e acessórios, e publicam nas redes sociais o local onde acontecerão os bazares.

“Às vezes, algumas pessoas não conhecem a sorveteria e passam a conhecer graças aos eventos. O crescimento das vendas nesse dia é visível”, confirma Dayse, que acrescenta já ter perdido as contas do número de bazares realizados no Empório.

Foto: Clientes se deliciam com açaí enquanto fazem compras (FOTO: Divulgação)
Clientes se deliciam com açaí enquanto fazem compras (FOTO: Divulgação)

O mesmo acontece no Tigela Açaí, no Bairro Aldeota, que recebe feirinhas há dois anos nos fins de semana. Pedro Ximenes, proprietário do estabelecimento, acredita ser uma troca mútua. “Levo meus clientes, assim como os bazares trazem clientes para o açaí. É um retorno constante”.

Mais do que nunca, as novas iniciativas têm aumentado a sensação de pertencimento das pessoas em relação à cidade. Para Fernanda, do La Grue, Fortaleza precisa dar continuidade ao estímulo do comércio coletivo.

“Cada vez mais surgem feiras por iniciativas dos próprios donos de marcas locais. As pessoas vestem os produtos com orgulho imenso, postam foto nas redes sociais e fazem questão de mostrar onde foi comprado. O bazar é energia, criatividade, troca, carinho, alegria, sorrisos”. Afinal, está tudo junto e misturado.

Várias lojas em uma só

Lojas colaborativas reúnem marcas que não têm venda física ou que desejam complementar a renda virtual

Foto - Elabore foi a primeira loja colaborativa de Fortaleza (FOTO: Rosana Romão/Tribuna do Ceará)
Elabore foi a primeira loja colaborativa de Fortaleza (FOTO: Rosana Romão/Tribuna do Ceará)

Por Rosana Romão

Há dois anos o termo “lojas colaborativas” não existia em Fortaleza. Agora, não só existe como vem crescendo. As marcas cearenses que antes se restringiam à venda online ou direta itinerante, como nas feiras de moda, hoje possuem lugar fixo, onde os clientes podem ver, experimentar e comprar os produtos.

A primeira loja colaborativa de Fortaleza, a Elabore, surgiu em 2014. Ao entrar na loja, o cliente se depara com diversas opções de vestuário, acessórios, artigos de decoração e até literatura. São vários quadrados e retângulos, cada um com uma marca diferente.

A maioria é cearense, sendo apenas duas de outras regiões. Nas redes sociais, a empresa brinca mixando peças de marcas diferentes. O objetivo é que o cliente “elabore” o próprio visual.

A loja iniciou com Larissa Praxedes em conjunto com a amiga Andréa Feijó, que esteve quatro meses como sócia e depois saiu para voltar ao mercado de trabalho. A irmã Raquel, que trabalha como produtora de moda e stylist há 10 anos, topou o desafio.

Além da bagagem que carregavam no mundo da moda, um curso para empreendedores deu uma força para o projeto sair do papel. Larissa trabalhava em uma televisão cearense quando participou do Empretec, desenvolvido pelo Sebrae, que tem o objetivo de fortalecer as habilidades do empreendedor, e decidiu largar o emprego para empreender.

Na Elabore, existem vários quadrados e retângulos, cada um com uma marca diferente (FOTO: Rosana Romão/Tribuna do Ceará)
Na Elabore, existem vários quadrados e retângulos, cada um com uma marca diferente (FOTO: Rosana Romão/Tribuna do Ceará)

Foi na feira alternativa Babado Coletivo que as empreendedoras encontraram a maioria das marcas que hoje são expositoras da loja. Elas também foram procuradas diretamente por marcas que tinham interesse em participar da Elabore. “Era uma coisa que não existia em Fortaleza. Então assim que a gente anunciou, as pessoas vieram atrás. Hoje já temos quase 60 expositores”, destaca Raquel Praxedes.

A região escolhida para a Elabore foi o coração da Aldeota, onde o comércio já é estabelecido. Apesar de estar há dois anos funcionando, a loja ainda desperta muita curiosidade. “Perguntam como funciona, se é igual uma loja multimarcas – que não é -, de onde a gente tirou essa ideia, se são marcas locais”, exemplifica Raquel.

O local possui dois andares, sendo um deles um espaço de convivência, com almofadas, videogame para os clientes, além de um escritório compartilhado para os expositores.

“A gente pega vários clientes da loja, porque são vários nichos. O legal daqui é isso, várias lojinhas em uma loja só. Atinge outros públicos indiretamente. E trabalha com moda cultural, cearense”, relata a designer e expositora Louise Nóbrega. Ela, que também realiza as vendas online e em feiras itinerantes, se destacou com a sua marca Damião, que entre 100 foi a loja masculina que mais vendeu em uma das edições do Babado Coletivo.

Já a marca de vestuário feminino Tropical Mess, da expositora Beatriz Gondim, nasceu junto com a Elabore. A designer participou das primeiras reuniões da loja colaborativa. “Eu decidi participar e comecei a minha marca junto. Vender pela internet é bom, mas ter um espaço na Aldeota é muito interessante. Até financeiramente é positivo, porque a gente tá rateando os custos. Sustenta a economia criativa do Ceará”, afirma Beatriz.

“Vender pela internet é bom, mas ter um espaço na Aldeota é muito interessante. Até financeiramente é positivo, porque a gente tá rateando os custos”. (Beatriz Gondim)

Além da facilidade de ir ao provador e experimentar as peças, os clientes também elogiam o fato de poder trocar os produtos. Alguns até compram pela internet e pedem para retirar o produto na loja, pois gostam do ambiente. Há também marcas que já possuem loja própria e mesmo assim expõem na Elabore, pois a loja funciona como uma vitrine para a marca.

“Quando você decide ter o próprio negócio acha que vai ser mais fácil. Na verdade é o contrário. Você trabalha dobrado, é muito mais cansativo, mas, em compensação, é muito mais gratificante. A Elabore é algo pra mim e pra minha irmã que a gente não sabe nem mensurar. Temos muito prazer em ter montado essa loja”, comenta a empreendedora.

Elabore – Rua Marcos Macêdo, 655, Aldeota.
Horário: Segunda a sexta (10h às 20h) e sábado (10h às 18h).

Foto - Na Colabora, um grupo de empreendedores formou uma família em torno de seus negócios (FOTO: Rosana Romão/Tribuna do Ceará)
Na Colabora, um grupo de empreendedores formou uma família em torno de seus negócios (FOTO: Rosana Romão/Tribuna do Ceará)

Dividindo o mesmo espaço

O idealizador da Colabora, Maurício Júnior, é administrador e trabalhou como gerente na área de vendas. Também possui uma marca de acessórios masculinos e quis unir sua experiência profissional com a moda. A loja chama a atenção de quem passa pela Avenida 13 de Maio, em Fortaleza. Com três meses, muitos pés sobem as escadas em busca de um look criativo e único.

“Participei de uma loja colaborativa, avaliei os prós e os contras e quis formar uma loja que seria legal para todos. Criei um grupo com as pessoas interessadas e juntos nós decidimos tudo, o nome, a logo. É uma grande família tomando decisões. Nosso diferencial foi de ouvir mais os colaboradores do que eu decidir tudo sozinho. Abrimos com 18 e agora temos 40 expositores”, explica Maurício.

Lorena Lima, de 33 anos, se formou em design de moda, pela Universidade Federal do Ceará (UFC), e há seis anos trabalha no ramo. Saiu de um trabalho como funcionária e criou sua marca, a Twins Acessórios. Há dois anos vem participando de eventos e feiras de moda, além de vender pela internet, mas sempre sentiu a necessidade de ter um ponto fixo.

“Juntos nós decidimos tudo, o nome, a logo. É uma grande família tomando decisões”. (Maurício Júnior)

Na Colabora, cada marca tem o seu espaço, onde pode decorá-lo de acordo com o seu conceito. Já a venda fica por conta da loja, que repassa o dinheiro arrecadado a cada colaborador no fim do mês.

“Tem a grande vantagem de o cliente ter a opção de apalpar o produto. A gente sabe que foto, por mais que você faça algo de qualidade, não é a mesma coisa de ter o produto. O retorno é bem positivo nesse sentido. O cliente pode vir aqui, apalpar, escolher, experimentar. Muitas têm preferido isso a escolher pela internet e esperar que o produto chegue até elas”, relata.

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Maurício Júnior foi gerente de vendas e aliou sua experiência ao mercado da moda criativa (FOTO: Rosana Romão/Tribuna do Ceará)

Entre os pontos positivos, a colaboradora aponta o lado financeiro, já que os custos são rateados. E há também a possibilidade de o cliente consumir várias marcas em uma mesma experiência.

“A proposta da Colabora é ter uma variedade grande de conceitos de linguagens. Quando você tem 40 marcas reunidas, cada uma mostrando o seu público, apostando em um produto diferente, a gente consegue ampliar o leque de possibilidades pro cliente. Você não aposta só em um público alvo, você tem vários possíveis”.

Colabora – Avenida 3 de Maio, 1.081, Fátima.
Horário: Segunda a sexta (10h às 19h) e sábado (9h às 14h).

Incentivo a marcas autorais

Tanto a Elabore quanto a Colabora têm iniciativas para ajudar as marcas autorais locais a saírem do papel e ganharem as araras dos clientes. As sócias Raquel e Larissa Praxedes, da Elabora, ofertam orientação e ajuda para os seus expositores, desde marca, a identidade visual e até ensinamentos sobre empreendedorismo. A Colabora, por sua vez, realiza uma ação solidária mensalmente, fruto de uma promessa do administrador Maurício Júnior.

“Foi uma promessa que fiz antes de abrir a loja. Uma vez por mês eu deixo uma marca que não é tão conhecida, sem redes sociais e não tem como pagar a loja, ficar na Colabora gratuitamente por um mês”, explica. Dessa forma, a marca faz a divulgação do seu trabalho fisicamente e com o apoio digital da loja, além de receber todo o dinheiro das vendas no final do mês.

“Encontro essas marcas por acaso, a primeira foi de umas meninas que eu já tinha comprado o produto, que são carimbos personalizados. Elas gostaram tanto que no outro mês assinaram o contrato”, relata Maurício.

Moda é vetor de mudança no varejo

O mercado da moda é o segmento do varejo que mais se modela a novas tendências, destaca professor do CDL

Foto - Christian Aquino Avesque projeta, em entrevista, os novos rumos no comportamento do consumidor (FOTO: Arquivo pessoal)
Christian Aquino Avesque projeta, em entrevista, os novos rumos no comportamento do consumidor (FOTO: Arquivo pessoal)

Por Jéssica Welma

Futuro e inovação são palavras diretamente ligadas quando se fala em tendências e movimentações do mercado de varejo para os próximos anos. Em meio a uma recessão econômica, o consumidor freou os gastos e ficou mais controlado financeiramente. Para o varejo, surgiram novos desafios na relação com o cliente e na inovação através da tecnologia e da ressignificação dos processos de venda.

Em entrevista ao Tribuna do Ceará, o mestre em Administração de Empresas e professor da Faculdade da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) de Fortaleza Christian Aquino Avesque projeta os novos rumos no comportamento do consumidor, no marketing e na comunicação mercadológica.

Tribuna do Ceará – O formato de venda, através de coletivos de produtores locais, se configura como uma nova abordagem para o varejo?
Christian Aquino Avesque – Claro que sim. Em todos os mercados estamos presenciando o surgimento do varejo colaborativo. Nesse modelo de varejo, os custos são rateados e os produtores se encaixam numa proposta de valor em comum. Normalmente, a proposta de valor está ligada a causas vinculadas ao movimento da sustentabilidade. Logo, atributos como regionalismo, empreendedorismo social, preservação de biomas e outros entram nessa tendência. O consumidor 3.0 começa a procurar e comprar produtos que estejam alinhados com propostas mais civilizatórias e menos produtoras de externalidade. Detalhe, esse consumidor irá buscar esse formato de canal de varejo se o mesmo tiver acesso pleno à informação, o nível de renda for ascendente e sua visão de alteridade for crescente.

Tribuna – De que forma essa economia criativa, principalmente nos artigos de moda, está influenciando (ou pode influenciar) os modelos tradicionais de venda?
Christian – Como a moda é o segmento do varejo que mais se modela às tendências inovativas e mudança de comportamento do consumidor, esse sempre será um vetor inicial de mudança. Não se esqueça de que a moda precisa elaborar narrativas e discursos que possam impregnar os produtos de simbologias e propostas de valor, e é por isso que toda a cadeia produtiva da moda começa a incorporar quatro grandes princípios colaborativos, a saber: certificação de origem das peças, logística reversa dos resíduos da produção, preço justo e respeito à legislação vigente (impostos, trabalho escravo e sustentabilidade dos artesãos). Teremos cada vez mais multicanais de vendas, dentre eles três grandes canais: web e aplicativos, eventos sazonais com propostas coletivas e cross selling de produtos complementares (produtos complementares sendo vendidos juntos em uma mesma plataforma).

“Em todos os mercados estamos presenciando o surgimento do varejo colaborativo. Nesse modelo de varejo, os custos são rateados e os produtores se encaixam numa proposta de valor em comum”. (Christian Aquino Avesque)

Tribuna – Quais as tendências para o mercado em varejo se potencializar nos próximos anos?
Christian – Citamos cinco macrotendências. A saudabilidade e qualidade de vida: retorno ao natural, menos e mais, orgânicos, funcionalidade, celebração da natureza, preservação de biomas, forma física, etc. Co-produção: o consumidor passará a interagir com a empresa e passará a produzir os produtos juntamente com os setores de pesquisa e desenvolvimento de produtos. A tecnologia e as ferramentas de pós-venda das empresas irão ajustar os atributos e acessórios dos produtos de forma customizada. Nas lojas, tecnologia RFID (sistema de identificação de produtos que pode facilitar as vendas e o controle de mercadoria) simplificará a venda. Pontos de vendas como pontos de convivência: os pontos de vendas deverão ser agradáveis e com uma atmosfera convidativa para frear a expansão do consumo via web. Os PDVs (pontos de venda) precisam ser acolhedores e devem refletir – em todos os seus estímulos – a proposta da marca; desde vitrine, móveis, piso, iluminação etc. Sustentabilidade, como já citado. Multicanal: o varejo irá se tornar multicanal. Ou seja, o varejista precisa desenvolver vários pontos de contato e vendas com o consumidor. Precisa ir onde o consumidor está se deslocando e/ou se divertindo. Cada vez mais a integração off/online é uma realidade. Adiciono a proposta de que o varejista passe a patrocinar cada vez mais eventos ligados aos hobbies e interesses do consumidor, fazendo assim, a marca se aproxima do comprador de uma forma sutil e leve, por exemplo, corridas, festivais, projetos.

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Mais do que vender produtos e serviços, grandes marcas irão criar e gerenciar relacionamentos com os consumidores (FOTO: Rosana Romão/Tribuna do Ceará)

PROJEÇÕES PARA O FUTURO

Estudo de tendência de mercado, denominado “Trendme”, da empresa de consultoria Dexi Marketing, analisou 190 empresas, com análises de mercado do Brasil, Estados Unidos, Europa e sudeste da Ásia, durante 18 meses, e mostrou expressivas mudanças no varejo para os próximos anos. O estudo, divulgado em setembro de 2016, identificou tendências que vão desde a mudança na forma como as pessoas vivem, trabalham e compram até previsões específicas para segmentos como alimentação, moda, tecnologia, design e outros:

1) A influência da ‘natureza’ na decisão de compra dos consumidores será mais próxima do controle e uso dos recursos naturais. As pessoas estão mudando o foco de atenção.

2) A era digital está transformando tudo ao nosso redor, principalmente a forma como nos relacionamos. Campanhas de marketing mais efetivas utilizarão mídias diferentes das tradicionais com novas métricas de avaliação de resultado.

3) Os clientes são únicos e a customização é uma das grandes fronteiras para o varejo. Os consumidores querem adaptar os produtos às suas necessidades e a tecnologia é um grande viabilizador.

4) Mais do que vender produtos e serviços, grandes marcas irão criar e gerenciar relacionamentos com os consumidores. Será mais vantajoso para as empresas extrair valor das relações com os clientes do que simplesmente vender algo a alguém. As relações comerciais se tornarão mais complexas e vantajosas.

5) Em 2020 teremos mais de 4 bilhões de consumidores online. A internet terá sua atuação ampliada, muito mais produtos e ofertas estarão disponíveis. É melhor se preparar para gerar valor online, não apenas o volume.

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