Tribuna do Ceará - Fortaleza Azul

Fortaleza Azul

Sustentabilidade para o futuro dos recursos hídricos

Introdução

Até 2050, a Terra não fará mais jus ao apelido de Planeta Água. É o que prevê a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). No VII Fórum Mundial da Água, realizado na Coreia do Sul em 2015, daqui a 35 anos dois terços da população mundial sofrerá com a escassez de água. E isso muito se deverá não apenas à falta de chuvas, mas principalmente ao uso irracional dos recursos hídricos.

Nesse cenário, a questão da sustentabilidade nunca foi tão importante. Na prática, o termo refere-se à capacidade que o ser humano tem de usar os recursos disponíveis na natureza sem afetá-la de forma tão grave. Desta forma, a água, que se configura como um bem finito, ganha grande atenção.

Fortaleza, localizada numa área de semiárido, busca ações para evitar um cenário de plena seca. Mesmo com o Ceará sofrendo com três anos seguidos de estiagem, a capital ainda respira sem aparelhos. Mas o cenário não é tão favorável.

Em 2015, mesmo com as chuvas fortes registradas, média de precipitações entre janeiro e abril não foi atingida. O valor da média histórica para o primeiro quadrimestre do ano em Fortaleza é de 973,2 milímetros, mas choveu 820 mm. Neste contexto, o açude Castanhão, localizado em Alto Santo, no interior do Ceará – que é a principal fonte d’água da Região Metropolitana –, ainda se encontra com somente com 22% de sua capacidade.

Deste modo, é preciso que cada um de nós – e não somente os órgão oficias e empresas – tenha a consciência de que é necessário se preocupar com a questão do uso sustentável da água. O futuro das grandes metrópoles está nas nossas mãos. E, para apresentar o que tem sido feito em Fortaleza além de sugerir o que melhorar, o Tribuna do Ceará apresenta, em três áreas – educação, iniciativa privada e políticas públicas –, ações sustentáveis que vêm ganhando destaque na cidade.