Eleições 2014 Contagem Regressiva

Tasso admite possível candidatura ao Senado

Tasso Jereissati

Tasso Jereissati (Foto: George Gianni/PSDB)

Por Isabela Martin

Na manhã desta terça-feira, o ex-senador Tasso Jereissati admitiu  a possibilidade de disputar as eleições de outubro. A declaração aconteceu durante encontro da executiva nacional do PSDB, em Brasília.

No encontro para avaliar cenários conjunturais nos estados para o pré-candidato do partido à Presidência da República, Aécio Neves (MG), Tasso afirmou que irá trabalhar para fortalecer a candidatura do tucano no estado, independente de ser candidato. Mas pressionado, declarou: “se for imprescindível, serei candidato”. A candidatura em questão é para disputar a única vaga de senador nesta eleição.

Pressão

Além de Aécio Neves, que também é presidente nacional do PSDB, no encontro também estavam presentes a bancada tucana no Congresso e presidentes estaduais do partido. Um dos principais expoentes do PSDB no Brasil, Tasso Jereissati havia declarado em 2010, quando não conseguiu reeleger-se ao cargo, que passaria a se dedicar apenas aos negócios e aos netos.

A possibilidade de voltar à disputa eleitoral ressurge diante da enorme pressão que o ex-senador vem sofrendo para compor palanque pró-Aécio no Ceará.

Negociações

Tasso Jereissati falou durante o encontro das negociações envolvendo o PR, do ex-prefeito de Maracanaú, Roberto Pessoa. Publicamente, Pessoa vem sustentando que só admite ser candidato ao governo numa coligação com o PSDB caso Tasso entre na chapa disputando o Senado. Mas o presidente do PSDB no Ceará, Luis Pontes, disse ao Tribuna do Ceará que Roberto Pessoa já procurou Tasso pra dizer que aceita disputar como candidato a governador, independente de sua candidatura ao Senado.

As negociações em torno do palanque de Aécio no Ceará permanecem embrionárias. Para que a aliança com o PSDB prospere, segundo Luis Pontes, será preciso que o PR, que compõe a base política governo da presidente Dilma Rousseff, apóie a candidatura do tucano Aécio Neves.

O fator Aécio

A aliança com o PMDB do senador Eunício Oliveira também não está descartada pelo PSDB. Mas, pela primeira vez, a condição para que a conversa aconteça foi posta na mesa: “Para que possamos iniciar qualquer conversa o senador Eunício Oliveira, tem que apoiar o candidato Aécio”.

Diante da relutância do governador Cid Gomes (Pros) em apoiá-lo para o Palácio da Abolição, Eunício tem enviado sinais aos tucanos de que tem interesse de conversar com vistas a uma aliança que fortaleça a pré-candidatura dele ao Palácio da Abolição.

A condição do PSDB choca com as pretensões de Eunício de descasar o palanque estadual da disputa federal. A ideia do peemedebista era – em fracassando a tentativa de manter a aliança com PT e Pros – manter apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff mesmo que formasse no estado um palanque de oposição ao governador Cid Gomes.

Eunício se pronuncia

Pré-candidato do partido ao governo do estado, Eunício mantém o discurso de que uma possível aliança com o PSDB não está descartada. Questionado se tal coligação não criaria atrito com o PT, Eunício lembrou que votou em Lula e irá votar novamente na presidente Dilma Rousseff, mas reforçando que o PMDB é democrático, disse que se sentiu na condição de conversar com outros partidos após a última reunião que teve com o governador, Cid gomes, do Pros.

Sobre a possibilidade de o PSDB aliar-se ao PR, lançando o ex-prefeito de Maracanaú, Roberto Pessoa, ao Governo do Estado, Eunício foi rígido ao dizer que a candidatura do PMDB não está vinculada aos planos de outros partidos.

Com reportagem de Laila Cavalcante, Tribuna Band News FM