Hugo Mendonça – promotor de justiça

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Pagamos a estrada e fomos até Caucaia, região metropolitana de Fortaleza, onde fica o juizado especial cível e criminal. O órgão é responsável por julgar crimes de menor potencial ofensivo, como ameaça, desacato e lesão corporal leve que, geralmente têm como pena a compra de cestas básicas resolveu inovar.

Antes mesmo do processo ser julgado, um acordo é proposto, chamado transação penal, em invés de comprar cestas básicas, o réu presta um serviço ou deposita a multa estipulada diretamente na conta de uma das seis instituições escolhidas pelo juizado, que promovem projetos sociais. A sensação de impunidade também é deixada de lado, uma vez que as audiências acontecem em, no máximo, uma semana após o crime.

Para o promotor de justiça, Hugo Mendonça, o melhor maneira de transformar um crime em algo positivo. “Nós tiramos desse crime consequências que vão ser benéficas à sociedade, que vão melhorar a realidade daquele meio”, completa.

Parte do dinheiro arrecadado no juizado se transforma em música para as duzentas e setenta crianças do Lar de Clara, que atende à comunidade carente de Iparana, em Caucaia.

A música também se integra às demais atividades da instituição. Na escolinha mantida pela entidade, a música também ajuda no aprendizado. “Eu tenho plena certeza que com o projeto de música nessa comunidade, teve alteração na vida das crianças. A arte dá possibilidades, é um leque de possibilidades para a criatura humana ter discernimento do que ela pode buscar na vida”, define, Lis timbó – coordenadora do Lar de Clara.

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