Deusimar Oliveira, agricultor

“Está comprovado que se apostar no pequeno agricultor, ele é capaz de realizar”

IMG_7469O projeto Pingo D’água foi criado em 1998, iniciativa que nasceu da união da universidade estadual, do governo estadual e de organismos internacionais. Graças ao trabalho conjunto, hoje a comunidade vive uma realidade diferente.

A iniciativa consiste em cavar poços de baixa profundidade, usando um equipamento simples, operado manualmente e com investimento que custa entre R$ 3 mil e R$ 6 mil para a perfuração dos poços e para o projeto de irrigação.

Para o presidente da Associação dos Produtores do Pingo D’água, Deuzimar Oliveira, foi fundamental acreditar nas pessoas que na época disseram que existia água no solo de Quixeramobim. “A política do governo para esse período de seca é imediatamente perfurar poços. Está comprovado que se apostar no pequeno agricultor, ele é capaz de realizar”, explica.

Os resultados foram surpreendentes para os moradores do local, nas áreas de aluvião, em torno do leito de rios ou riachos que ficam secos durante grande parte do ano, é possível encontrar água boa para o consumo.

O desafio inicial do Pingo D’Água era combater crença de que no sertão não existia água boa para o consumo. Hoje a iniciativa é conhecida em outros estados e motiva prefeituras e governos de outros estados a investir em soluções desse tipo.

Conheça outras histórias sobre a convivência com a seca do especial “O Ceará pelos Cearenses”.

 


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