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Cultura: tema gerou dois livros e um filme de sucesso

Daniel Herculano

Livros:

toupeira

 

O primeiro livro lançado sobre o caso foi “Toupeira: a história do assalto ao Banco Central” de Roger Franchini. 

“Quatro homens sujos de barro confundiam‑se em uma massa de indivíduos, cada qual com seu respectivo equipamento de corte apontado para cima, contra o teto do buraco. Apesar de o barulho das máquinas ser duplicado pela reverberação nas paredes, o som não escapava para além dos limites do túnel.” (Roger Franchini)

O autor, advogado e ex-investigador da polícia, busca revela as nuances do curioso assalto. A obra foi feito por encomenda pela editora Planeta e romancea o caso.

“Assalto ao Banco Central” de Renê Belmonte e J. Monteiro

Inspirado no maior roubo do século chega em julho às livrarias com conceito transmídia, ou seja, permite a exploração da ficção a partir de diferentes ângulos complementares.  Esse livro foi adaptado ao cinema, no filme homônimo.

LIVRO 2

Autores:
Renê Belmonte nasceu em São Paulo e mora no Rio de Janeiro desde 2001. Foi roteirista de filmes de grande sucesso de público como Sexo, amor e traição, Se eu fosse você e Se eu fosse você 2. Foi o autor do seriado Avassaladoras, tendo escrito também para Sob nova direção e A lei e o crime. Assalto ao Banco Central é seu primeiro filme inspirado numa história real e o roteiro mais ambicioso que desenvolveu até agora.

J. Monteiro foi militar do Exército e oficial da Polícia Militar do Distrito Federal. Ingressou na Polícia Federal em 2003, na qual chefiou, por três anos, a divisão de comunicação. Foi assessor do secretário de segurança pública do DF e atualmente integra a equipe que coordena as ações de segurança para a Copa do Mundo. É autor do livro Federal, baseado no roteiro do longa-metragem de mesmo nome.  

O filme: Assalto ao Banco Central (2011) é uma verdadeira roubada

O fato foi cinematográfico. Em agosto de 2005 ocorreu o maior assalto a banco do mundo. Sem armas ou violência. Durante três meses, bandidos cavaram um túnel com inacreditáveis 80 metros que saía exatamente dentro do caixa forte no cofre do banco. Foram cerca de 3,5 toneladas em dinheiro, que totalizaram absurdos R$ 164,7 milhões furtados do Banco Central de Fortaleza, Ceará. Sensacional, não é?

Mas o filme, que ficcionaliza os fatos e intitula a obra erroneamente (foi um furto e não um assalto), Assalto ao Banco Central (Idem, 2011), o primeiro de Marcos Paulo, é uma verdadeira roubada. Em 2011 entrou fácil na lista de piores produções do ano. A aposta é na fórmula do tema polêmico, alguma violência, muito palavrão e sexo sugerido. O resultado é apenas ridículo, mas o público pagou para ver e o quarto filme nacional mais visto em 2011, com 1,9 milhões de espectadores.  Clique aqui e leia a crítica completa.