Quem diria, 2016 chegou ao fim com turismo no Ceará em baixa
CRISE ECONÔMICA

Quem diria, 2016 chegou ao fim com turismo no Ceará em baixa

A venda de pacotes turísticos para o Estado chegou a cair até 40% nos momentos mais críticos do ano, como maio

Por Tribuna Bandnews FM em Turismo

1 de janeiro de 2017 às 07:00

Há 3 meses
(FOTO: Divulgação)

A venda de pacotes turísticos para o Estado chegou a cair até 40% nos momentos mais críticos do setor durante o ano (FOTO: Divulgação)

O ano de 2016 terminou em baixa para o turismo cearense. Acompanhando o cenário nacional, as agências de turismo registraram queda na venda de pacotes com destino para o Estado.

Apesar de Fortaleza ser o segundo destino do Nordeste mais procurado pelos brasileiros, segundo o Ministério do Turismo, as belas praias e o ano quase inteiro de sol não foram suficientes para seguir na contramão de queda da demanda turística nacional.

A venda de pacotes turísticos para o Estado chegou a cair até 40% nos momentos mais críticos do setor durante o ano, como o mês de maio, de acordo com a Abav, Associação Brasileira de Agências de Viagens no Ceará.

A queda produz um efeito cascata na economia local, já que impacta outros 54 setores, como explica o o presidente da Abav, Colombo Cialdini. “Quando não tem a ocupação da hotelaria, cai a questão do restaurante, de shopping, artesanato. Diante desse quadro nacional, o turismo deixou muito a desejar, mas em particular no Nordeste”, justifica Colombo.

Além da crise econômica e política que se agravou no país e a redução da demanda de voos com destino ao Ceará, outro fator foi responsável pela redução das vendas de pacotes turísticos para o Estado.

A ausência de campanha promocional de apresentação das belezas locais nos principais centros emissores de turistas, como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, também foi responsável pela redução na demanda para cá.

De acordo com o vice-presidente da Associação Brasileira de Hotéis no Ceará, Régis Medeiros, não houve campanha por quase todo o segundo semestre. “Isso com certeza nos preocupa muito e nós tivemos já indicadores de grandes operadoras turísticas do país, que houve uma queda na nossa posição no ranking de vendas da nossa operadora”.

A competência das ações promocionais é do Estado, que ficou impossibilitado pro conta de problemas de licitação, o que foi resolvido este mês.

Por outro lado, o cearense passou a viajar mais pelo Estado, afirma o secretário de Fortaleza, Erick Vasconcelos.

Para 2017, um novo fator gerar preocupação para o segmento: a crise hídrica. É o que explica o presidente da Associação dos Meios de Hospedagem e Turismo do Ceará, Walden Lins.

Agora no final do ano, o turismo apresenta leve recuperação. Segundo a Secretaria de Turismo, a quantidade de visitantes será 1,8% maior que o registrado em igual período do ano passado e ocupar 76% da rede hoteleira do Ceará.

Saiba os detalhes na reportagem completa da Tribuna Band News FM:

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CRISE ECONÔMICA

Quem diria, 2016 chegou ao fim com turismo no Ceará em baixa

A venda de pacotes turísticos para o Estado chegou a cair até 40% nos momentos mais críticos do ano, como maio

Por Tribuna Bandnews FM em Turismo

1 de janeiro de 2017 às 07:00

Há 3 meses
(FOTO: Divulgação)

A venda de pacotes turísticos para o Estado chegou a cair até 40% nos momentos mais críticos do setor durante o ano (FOTO: Divulgação)

O ano de 2016 terminou em baixa para o turismo cearense. Acompanhando o cenário nacional, as agências de turismo registraram queda na venda de pacotes com destino para o Estado.

Apesar de Fortaleza ser o segundo destino do Nordeste mais procurado pelos brasileiros, segundo o Ministério do Turismo, as belas praias e o ano quase inteiro de sol não foram suficientes para seguir na contramão de queda da demanda turística nacional.

A venda de pacotes turísticos para o Estado chegou a cair até 40% nos momentos mais críticos do setor durante o ano, como o mês de maio, de acordo com a Abav, Associação Brasileira de Agências de Viagens no Ceará.

A queda produz um efeito cascata na economia local, já que impacta outros 54 setores, como explica o o presidente da Abav, Colombo Cialdini. “Quando não tem a ocupação da hotelaria, cai a questão do restaurante, de shopping, artesanato. Diante desse quadro nacional, o turismo deixou muito a desejar, mas em particular no Nordeste”, justifica Colombo.

Além da crise econômica e política que se agravou no país e a redução da demanda de voos com destino ao Ceará, outro fator foi responsável pela redução das vendas de pacotes turísticos para o Estado.

A ausência de campanha promocional de apresentação das belezas locais nos principais centros emissores de turistas, como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, também foi responsável pela redução na demanda para cá.

De acordo com o vice-presidente da Associação Brasileira de Hotéis no Ceará, Régis Medeiros, não houve campanha por quase todo o segundo semestre. “Isso com certeza nos preocupa muito e nós tivemos já indicadores de grandes operadoras turísticas do país, que houve uma queda na nossa posição no ranking de vendas da nossa operadora”.

A competência das ações promocionais é do Estado, que ficou impossibilitado pro conta de problemas de licitação, o que foi resolvido este mês.

Por outro lado, o cearense passou a viajar mais pelo Estado, afirma o secretário de Fortaleza, Erick Vasconcelos.

Para 2017, um novo fator gerar preocupação para o segmento: a crise hídrica. É o que explica o presidente da Associação dos Meios de Hospedagem e Turismo do Ceará, Walden Lins.

Agora no final do ano, o turismo apresenta leve recuperação. Segundo a Secretaria de Turismo, a quantidade de visitantes será 1,8% maior que o registrado em igual período do ano passado e ocupar 76% da rede hoteleira do Ceará.

Saiba os detalhes na reportagem completa da Tribuna Band News FM: