Beto Barbosa pretende gravar DVD com a história da lambada

Cantor falou sobre a carreira, costumes, música e planos para o futuro; veja vídeo

Beto Barbosa tem costume de ir todas as segundas-feiras em cemitérios (Foto: Renatta Pimentel)

Beto Barbosa tem costume de ir todas as segundas-feiras em cemitérios (Foto: Renatta Pimentel)

Quando se fala em Beto Barbosa, duas coisas vêm à cabeça: a lambada e o hit “Adocica”. O cantor esteve durante a tarde desta segunda-feira (7), na Tribuna Band News FM e em entrevista falou sobre a carreira, costumes, música e o que pretende fazer no futuro.

Simpático, o rei da lambada não se intimidou ao falar do costume que tem e rezar todas as segundas-feiras em cemitérios. “É uma tradição que tenho desde antes de começar a cantar. Na verdade, foi isso que me levou a cantar, porque eu sonhava muito com Roberto Carlos e despertou a vontade de cantar e fazer algo diferente”.

Entre um intervalo e outro, o cantor falou sobre espiritualidade e da sua proximidade com Deus. E relembrou a morte da filha – há três anos, da mãe – no dia 15 de junho e do pai, e disse que mesmo diante das perdas não deixa os fãs desamparados e conta como administra esses momentos com a carreira.

“Essas perdas acontecem na minha vida sempre em datas marcantes, o meu pai por exemplo, morreu no dia do meu aniversário. A minha mãe faleceu no dia que tinha uma apresentação em Fortaleza. Eu optei por fazer o show mesmo assim, porque não podia deixar meus fãs esperando”.

No ritmo da lambada

Conhecido por difundir o ritmo dançante m meados dos anos 80, Beto Barbosa lembra a mobilização que antes era feita quando uma música era lançada.

“Você fazia o lançamento de uma música, o Brasil fazia uma blitz e tocava aquela música. Hoje, depois da internet ficou muito solto, as gravadoras quebraram, porque não faturam mais como faturavam e não têm mais interesse de investir em ninguém. Ficou mais difícil hoje“, relembra.

Separação do Pará

O paraense, reside atualmente em São Paulo e defendeu novamente a separação dos municípios de Tapajós e Carajás do território do Pará. Ele revelou que há 20 anos não faz show da sua terra natal e que não canta lá nem por R$ 1 milhão.

“Pela minha próprias história, eu vim de uma família rica e ao mesmo tempo pobre. Sei o que uma pessoa passa, a falta de hospital, por exemplo. Quando surgiu a história do plebiscito eu apoiei a separação para o crescimento das cidades. Então, a oposição entrou com força fazendo a cabeça do povo dizendo que queriam levar as riquezas do Pará,  mas a riquezas não podem ser levadas“.

Futuro

Sobre os planos para o futuro de sua carreira, o cantor diz que quer levar adiante o que já plantou durante sua trajetória.

“Meus planos no momento é esperar saber como é que vai ficar essa situação de internet, vendagem, gravadora, mas com certeza uma coisa eu vou fazer antes de morrer: é gravar um DVD contando a história da lambada no Brasil e no mundo“.

Assista ao vídeo dos principais momentos da entrevista com Beto Barbosa

 

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