Bloco Sandijunio estica o Carnaval ao ano inteiro, com adaptações da dupla Sandy & Júnior

NOSTALGIA

Bloco Sandijunio estica o Carnaval ao ano inteiro, com adaptações da dupla Sandy & Júnior

O bloco de Carnaval de proposta inusitada nasceu em 2017, a partir da tristeza do fim do bloco Sanatório Geral

Por Daniel Rocha em Música

7 de Fevereiro de 2018 às 07:00

Há 9 meses

O grupo surgiu no pré-carnaval do ano passado (Foto: Reprodução/WhatsApp)

Um bloco com uma proposta diferente. Ao contrário de outras bandas locais que tocam músicas autorais ou ritmos cearenses ou de outros estados, o grupo formado por nove amigos decidiu dar um tom carnavalesco às músicas da extinta dupla Sandy & Júnior. Com um ano de existência, o bloco Sandijunior já conquistou público e espaço nos eventos da cidade.

Segundo o músico e produto do bloco, Artur Guigugli, o grupo iniciou quando foi anunciado o fim do bloco Sanatório Geral em 2016. Para eles, o anúncio poderia comprometer a efervescência do Carnaval de Fortaleza. Foi neste momento que os músicos se reuniram para pensar em lançar uma nova atração.

“Perder um bloco foi muito forte para a gente, porque tínhamos o medo de que a efervescência do Pré-Carnaval e do Carnaval se perdesse. A gente já tinha a vontade de fazer um bloco de Pré-Carnaval”, relata quando iniciou.

Os nove músicos desejavam um repertório diferente quando surgiu a ideia de tocar. “Um dos integrantes sugeriu: por quê a gente não toca Sandy & Júnior. Mesmo não sendo fã da dupla, conhecia boa parte do repertório. Fez parte da minha infância”, explica.

As apresentações do bloco Sandijunio são temáticas, trazendo momentos marcantes da história da dupla. Aliado com as questões musicais, o grupo também pensa na estética. Dentre as temáticas está “as quatro estações”. “As pessoas gostaram dessa abordagem e investimos nisso”, afirmou. Neste ano, a intenção é pensar em uma apresentação sobre o filme Acquária (2003), estrelado por Sandy Leah e Júnior Lima.

O trabalho do bloco SandiJunio não se restringe apenas ao mês de fevereiro. Ao longo do ano, o grupo realiza vários eventos, adaptando as músicas da dupla pop brasileira aos mais diversos ritmos, como marchinhas de Carnaval, forró, samba-reaggae, funk, entre outros. O objetivo é mostrar que o Carnaval não termina na Quarta-Feira de Cinzas.

Com um ano de existência, o bloco Sandijunio já conquistou espaço em Fortaleza (Foto: Reprodução/Facebook)

“A gente gostou muito da resposta do público e percebeu que poderia brincar com a proposta o ano inteiro”, afirma.

Retorno financeiro

Com um ano de existência, a banda já consegue ter um retorno financeiro compatível ao trabalho do grupo, que inclui também os detalhes estéticos das apresentações. Entretanto, assim como outros artistas, os músicos têm dificuldades de fechar um cachê “ideal”.

“A gente sempre prezou a classe artística. Todos os nove integrantes são músicos. Aí fica difícil fechar um valor que a gente acha justo. 90% das bandas não ganham o que deveriam ganhar“, ressalta.

Por realizarem prestação de serviço, principalmente neste período de Pré-Carnaval e de Carnaval, o grupo já recusou participar de alguns eventos por terem oferecido um pagamento incompatível com as despesas e o trabalho feito pela banda. “A gente até tenta ver um ponto positivo: fomentar aquele espaço”, pontua.

Confira uma das apresentações da banda

 

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Bloco Sandijunio estica o Carnaval ao ano inteiro, com adaptações da dupla Sandy & Júnior

O bloco de Carnaval de proposta inusitada nasceu em 2017, a partir da tristeza do fim do bloco Sanatório Geral

Por Daniel Rocha em Música

7 de Fevereiro de 2018 às 07:00

Há 9 meses

O grupo surgiu no pré-carnaval do ano passado (Foto: Reprodução/WhatsApp)

Um bloco com uma proposta diferente. Ao contrário de outras bandas locais que tocam músicas autorais ou ritmos cearenses ou de outros estados, o grupo formado por nove amigos decidiu dar um tom carnavalesco às músicas da extinta dupla Sandy & Júnior. Com um ano de existência, o bloco Sandijunior já conquistou público e espaço nos eventos da cidade.

Segundo o músico e produto do bloco, Artur Guigugli, o grupo iniciou quando foi anunciado o fim do bloco Sanatório Geral em 2016. Para eles, o anúncio poderia comprometer a efervescência do Carnaval de Fortaleza. Foi neste momento que os músicos se reuniram para pensar em lançar uma nova atração.

“Perder um bloco foi muito forte para a gente, porque tínhamos o medo de que a efervescência do Pré-Carnaval e do Carnaval se perdesse. A gente já tinha a vontade de fazer um bloco de Pré-Carnaval”, relata quando iniciou.

Os nove músicos desejavam um repertório diferente quando surgiu a ideia de tocar. “Um dos integrantes sugeriu: por quê a gente não toca Sandy & Júnior. Mesmo não sendo fã da dupla, conhecia boa parte do repertório. Fez parte da minha infância”, explica.

As apresentações do bloco Sandijunio são temáticas, trazendo momentos marcantes da história da dupla. Aliado com as questões musicais, o grupo também pensa na estética. Dentre as temáticas está “as quatro estações”. “As pessoas gostaram dessa abordagem e investimos nisso”, afirmou. Neste ano, a intenção é pensar em uma apresentação sobre o filme Acquária (2003), estrelado por Sandy Leah e Júnior Lima.

O trabalho do bloco SandiJunio não se restringe apenas ao mês de fevereiro. Ao longo do ano, o grupo realiza vários eventos, adaptando as músicas da dupla pop brasileira aos mais diversos ritmos, como marchinhas de Carnaval, forró, samba-reaggae, funk, entre outros. O objetivo é mostrar que o Carnaval não termina na Quarta-Feira de Cinzas.

Com um ano de existência, o bloco Sandijunio já conquistou espaço em Fortaleza (Foto: Reprodução/Facebook)

“A gente gostou muito da resposta do público e percebeu que poderia brincar com a proposta o ano inteiro”, afirma.

Retorno financeiro

Com um ano de existência, a banda já consegue ter um retorno financeiro compatível ao trabalho do grupo, que inclui também os detalhes estéticos das apresentações. Entretanto, assim como outros artistas, os músicos têm dificuldades de fechar um cachê “ideal”.

“A gente sempre prezou a classe artística. Todos os nove integrantes são músicos. Aí fica difícil fechar um valor que a gente acha justo. 90% das bandas não ganham o que deveriam ganhar“, ressalta.

Por realizarem prestação de serviço, principalmente neste período de Pré-Carnaval e de Carnaval, o grupo já recusou participar de alguns eventos por terem oferecido um pagamento incompatível com as despesas e o trabalho feito pela banda. “A gente até tenta ver um ponto positivo: fomentar aquele espaço”, pontua.

Confira uma das apresentações da banda