Gravidez na adolescência muda rotina e forma de enxergar o mundo
AMOR INCONDICIONAL

Gravidez na adolescência muda rotina e forma de enxergar o mundo

Dois anos após aborto espontâneo, jovem de 16 anos tem a oportunidade de ser mãe

Por Tribuna Bandnews FM em Mulher

7 de maio de 2016 às 06:15

Há 11 meses
Regislane Bezerra espera a chegada de João ansiosamente (FOTO: Reprodução/Internet)

Regislane Bezerra espera a chegada de João ansiosamente (FOTO: Reprodução/Internet)

Ser mãe é uma realidade que muda a rotina, os sentimentos, a forma de enxergar o mundo. A estudante Regislane Bezerra tinha 14 anos quando recebeu a notícia que poderia mudar a vida dela. O bebê não chegou a nascer porque a jovem teve um aborto espontâneo. Mas a sensação daquela época ficou marcada pra sempre.

“Até hoje eu não consegui me recuperar. Eu não sabia o que fazer, não sabia quem chamar, e também por decepcionar a minha mãe. Ela ficou muito decepcionada, tive que me internar, e recebi alta quando completei 15 dias. Muitas meninas têm aniversário de 15 anos, festa, vestido. A minha festa foi no hospital”, disse a garota em entrevista à rádio Tribuna BandNews FM.

Hoje, aos 16 anos, Regislane acabou engravidando de novo. Ela espera a chegada do João e descobriu um amor que até então desconhecia. Mas precisou de tempo para se acostumar com a nova realidade, já que não estava mais com o pai da criança.

Eu fiquei nervosa, chorei. Passei, praticamente, um mês negando. Depois fui me acostumando e amo completamente. Eu não estou pensando como se fosse atrapalhar a minha vida, vai ser mais difícil, complicado, mas acho que filho não atrapalha em nada não”.

Um fator determinante foi o apoio da mãe Regina Maria. Para a psicóloga Gorete Moura, o apoio da família é fundamental. Quando isso não acontece, os prejuízos podem ser devastadores. “A autoestima vai para baixo, se descuidam, as vezes passam a se envolver com drogas para ter dinheiro. Realmente se degrada muito”.

Segundo especialistas, a idade mais apropriada para ser mãe é entre os 20 e 35 anos. A gravidez na adolescência é considerada de alto risco e apresenta, em muitos casos, um maior número de abortos espontâneos ou partos prematuros.

Ouça matéria completa de Danielle de Lavor, da Tribuna BandNews FM:

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Gravidez na adolescência muda rotina e forma de enxergar o mundo

Dois anos após aborto espontâneo, jovem de 16 anos tem a oportunidade de ser mãe

Por Tribuna Bandnews FM em Mulher

7 de maio de 2016 às 06:15

Há 11 meses
Regislane Bezerra espera a chegada de João ansiosamente (FOTO: Reprodução/Internet)

Regislane Bezerra espera a chegada de João ansiosamente (FOTO: Reprodução/Internet)

Ser mãe é uma realidade que muda a rotina, os sentimentos, a forma de enxergar o mundo. A estudante Regislane Bezerra tinha 14 anos quando recebeu a notícia que poderia mudar a vida dela. O bebê não chegou a nascer porque a jovem teve um aborto espontâneo. Mas a sensação daquela época ficou marcada pra sempre.

“Até hoje eu não consegui me recuperar. Eu não sabia o que fazer, não sabia quem chamar, e também por decepcionar a minha mãe. Ela ficou muito decepcionada, tive que me internar, e recebi alta quando completei 15 dias. Muitas meninas têm aniversário de 15 anos, festa, vestido. A minha festa foi no hospital”, disse a garota em entrevista à rádio Tribuna BandNews FM.

Hoje, aos 16 anos, Regislane acabou engravidando de novo. Ela espera a chegada do João e descobriu um amor que até então desconhecia. Mas precisou de tempo para se acostumar com a nova realidade, já que não estava mais com o pai da criança.

Eu fiquei nervosa, chorei. Passei, praticamente, um mês negando. Depois fui me acostumando e amo completamente. Eu não estou pensando como se fosse atrapalhar a minha vida, vai ser mais difícil, complicado, mas acho que filho não atrapalha em nada não”.

Um fator determinante foi o apoio da mãe Regina Maria. Para a psicóloga Gorete Moura, o apoio da família é fundamental. Quando isso não acontece, os prejuízos podem ser devastadores. “A autoestima vai para baixo, se descuidam, as vezes passam a se envolver com drogas para ter dinheiro. Realmente se degrada muito”.

Segundo especialistas, a idade mais apropriada para ser mãe é entre os 20 e 35 anos. A gravidez na adolescência é considerada de alto risco e apresenta, em muitos casos, um maior número de abortos espontâneos ou partos prematuros.

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