Álcool e gravidez: combinação perigosa para o bebê
MALES

Álcool e gravidez: combinação perigosa para o bebê

A exposição ao álcool pode desencadear consequências graves e irreversíveis ao bebê

Por Hayanne Narlla em Mulher

5 de janeiro de 2017 às 06:45

Há 3 meses
grávida-alcool

Gravidez não combina com álcool (FOTO: Divulgação)

Para comemorar a descoberta da gravidez, a futura mamãe pode brindar com um copo de água, suco ou qualquer outra bebida, desde que não contenha álcool. Mas por que é tão importante ficar longe da bebida alcoólica durante esse período?

De acordo com o Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA) – organização não governamental que se destaca como uma das principais fontes no país sobre o tema –, a exposição ao álcool pode desencadear consequências graves e irreversíveis ao bebê; isso porque a substância atravessa a placenta e, cerca de uma hora depois, o nível de álcool no sangue fetal é equivalente ao do sangue da mãe.

“A situação é agravada porque o feto não consegue metabolizar e eliminar o álcool, que permanece em seu organismo por mais tempo, até retornar à circulação materna”, afirma o médico Arthur Guerra de Andrade, presidente executivo do CISA.

Males

O consumo de álcool na gestação pode ocasionar a Síndrome Alcoólica Fetal (SAF) – que compromete o desenvolvimento do cérebro, causa anormalidades faciais, problemas intelectuais, hiperatividade, dificuldade de aprendizado, linguagem e memorização, problemas comportamentais, e até complicações cardíacas.

No Brasil, para cada 1 mil bebês nascidos, até dois podem apresentar SAF, superando os índices de outros distúrbios, como a Síndrome de Down. “Parece simples evitar a SAF, é só eliminar a ingestão de bebidas alcoólicas durante a gravidez, já que a SAF é 100% atribuída ao álcool”, reforça Arthur Guerra.

No entanto, deve-se lembrar que, segundo pesquisa feita pela Sociedade de Pediatria de São Paulo, mais de 30% das grávidas declararam consumir álcool, e mais de 20% dos médicos pré-natalistas desconhecem os perigos do álcool às gestantes.

Vale destacar também que os cuidados devem continuar no período de amamentação, pois cerca de 2% do álcool consumido pela mãe passa ao bebê pelo leite materno. Os cuidados com a saúde do bebê exigem que a futura mamãe seja consciente e responsável em relação ao consumo zero de álcool na gestação e amamentação, garantindo que a SAF passe bem longe!

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Álcool e gravidez: combinação perigosa para o bebê

A exposição ao álcool pode desencadear consequências graves e irreversíveis ao bebê

Por Hayanne Narlla em Mulher

5 de janeiro de 2017 às 06:45

Há 3 meses
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Gravidez não combina com álcool (FOTO: Divulgação)

Para comemorar a descoberta da gravidez, a futura mamãe pode brindar com um copo de água, suco ou qualquer outra bebida, desde que não contenha álcool. Mas por que é tão importante ficar longe da bebida alcoólica durante esse período?

De acordo com o Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA) – organização não governamental que se destaca como uma das principais fontes no país sobre o tema –, a exposição ao álcool pode desencadear consequências graves e irreversíveis ao bebê; isso porque a substância atravessa a placenta e, cerca de uma hora depois, o nível de álcool no sangue fetal é equivalente ao do sangue da mãe.

“A situação é agravada porque o feto não consegue metabolizar e eliminar o álcool, que permanece em seu organismo por mais tempo, até retornar à circulação materna”, afirma o médico Arthur Guerra de Andrade, presidente executivo do CISA.

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O consumo de álcool na gestação pode ocasionar a Síndrome Alcoólica Fetal (SAF) – que compromete o desenvolvimento do cérebro, causa anormalidades faciais, problemas intelectuais, hiperatividade, dificuldade de aprendizado, linguagem e memorização, problemas comportamentais, e até complicações cardíacas.

No Brasil, para cada 1 mil bebês nascidos, até dois podem apresentar SAF, superando os índices de outros distúrbios, como a Síndrome de Down. “Parece simples evitar a SAF, é só eliminar a ingestão de bebidas alcoólicas durante a gravidez, já que a SAF é 100% atribuída ao álcool”, reforça Arthur Guerra.

No entanto, deve-se lembrar que, segundo pesquisa feita pela Sociedade de Pediatria de São Paulo, mais de 30% das grávidas declararam consumir álcool, e mais de 20% dos médicos pré-natalistas desconhecem os perigos do álcool às gestantes.

Vale destacar também que os cuidados devem continuar no período de amamentação, pois cerca de 2% do álcool consumido pela mãe passa ao bebê pelo leite materno. Os cuidados com a saúde do bebê exigem que a futura mamãe seja consciente e responsável em relação ao consumo zero de álcool na gestação e amamentação, garantindo que a SAF passe bem longe!