Empresários cearenses combatem preconceito racial através da moda afro
CULTURA NEGRA

Empresários cearenses combatem preconceito racial através da moda afro

A discriminação foi o motivo para Patrícia Bittencourt criar uma marca de roupas com estampas afro

Por Tribuna do Ceará em Moda

23 de dezembro de 2016 às 06:45

Há 10 meses
(FOTO: Reprodução/Facebook)

Inicialmente, quando foi apresentada em feiras, a Preta Bitten era voltada ao universo feminino (FOTO: Reprodução/Facebook)

Com o objetivo de lutar contra a discriminação e o preconceito racial, a cearense Patrícia Bittencourt, ao ficar desempregada em 2013, criou a marca Preta Bitten, uma empresa de camisetas e vestuário com estampas afro.

Inicialmente, quando foi apresentada em feiras, a marca era voltada ao universo feminino. Atualmente, a Preta Pitten já possui loja física no Centro de Fortaleza e comercializa produtos para mulheres e homens.

As feiras que a marca participa são realizadas pela Rede Kilofé, uma rede produtiva de negócios entre empreendedores negros do Ceará.

De acordo com Patrícia, o motivo que a fez criar a Preta Bitten foi a discriminação que sofria quando era criança. “Era muito discriminada por ter a pele clara e o cabelo crespo. Observando minha mãe pintando as colchas de cama e panos de prato e enfrentando dificuldades financeiras, pensei em criar algo que desse visibilidade à população negra, mostrando quem nós somos, e que nos valorizasse”, esclarece Patrícia.

Patrícia é mãe de gêmeas e afirma que combater a discriminação que as filhas sofrem mostra que falta respeito entre os seres humanos. Ela acredita que quem fala algo que pode ofender suas filhas é uma questão de educação e explica para suas filhas que, quando isso acontecer, elas podem ajudar as pessoas que a discriminam para que entendam a importância de respeitar o que for diferente no outro.

“Um dia, minha filha veio dizer que estava se sentindo mal porque as coleguinhas na escola estavam chamando-a de feia. Porém, elas não têm culpa”, ressalta.

Rede Kilofé

A Rede Kilofé é uma ação desenvolvida a partir dos debates no Fórum de Economia de Negras e Negros do Ceará, nascido no Seminário de Economia do Negros, em 2009.

Atualmente a Rede envolve cerca de 100 pessoas e realiza um trabalho que proporciona geração de renda e oportunidades profissionais para empreendedores.

Luiz Bernardo, o coordenador da Rede Kilofé, explica que é importante a venda de produtos com conteúdos étnicos, para que a luta contra o racismo seja fortalecida. “A Rede Kilofé teve a preocupação de chamar mulheres e homens negros que já produzissem produtos, mas que pudessem agregar a sua riqueza étnica”, salienta.

O coordenador ainda explica que as feiras são realizadas em datas importantes para a população negra, como os dias da abolição da escravatura no Ceará e em Fortaleza, o Dia Nacional da Mulher Negra e o Dia da Consciência Negra.

Serviço

Rede Kilofé
Rua Senador Alencar, nº 631, sala 813, Centro
Telefone: (85) 99735-4515

Preta Bitten
Rua Senador Alencar, nº 631, sala 813, Centro
Telefone: (85) 99617-8215

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CULTURA NEGRA

Empresários cearenses combatem preconceito racial através da moda afro

A discriminação foi o motivo para Patrícia Bittencourt criar uma marca de roupas com estampas afro

Por Tribuna do Ceará em Moda

23 de dezembro de 2016 às 06:45

Há 10 meses
(FOTO: Reprodução/Facebook)

Inicialmente, quando foi apresentada em feiras, a Preta Bitten era voltada ao universo feminino (FOTO: Reprodução/Facebook)

Com o objetivo de lutar contra a discriminação e o preconceito racial, a cearense Patrícia Bittencourt, ao ficar desempregada em 2013, criou a marca Preta Bitten, uma empresa de camisetas e vestuário com estampas afro.

Inicialmente, quando foi apresentada em feiras, a marca era voltada ao universo feminino. Atualmente, a Preta Pitten já possui loja física no Centro de Fortaleza e comercializa produtos para mulheres e homens.

As feiras que a marca participa são realizadas pela Rede Kilofé, uma rede produtiva de negócios entre empreendedores negros do Ceará.

De acordo com Patrícia, o motivo que a fez criar a Preta Bitten foi a discriminação que sofria quando era criança. “Era muito discriminada por ter a pele clara e o cabelo crespo. Observando minha mãe pintando as colchas de cama e panos de prato e enfrentando dificuldades financeiras, pensei em criar algo que desse visibilidade à população negra, mostrando quem nós somos, e que nos valorizasse”, esclarece Patrícia.

Patrícia é mãe de gêmeas e afirma que combater a discriminação que as filhas sofrem mostra que falta respeito entre os seres humanos. Ela acredita que quem fala algo que pode ofender suas filhas é uma questão de educação e explica para suas filhas que, quando isso acontecer, elas podem ajudar as pessoas que a discriminam para que entendam a importância de respeitar o que for diferente no outro.

“Um dia, minha filha veio dizer que estava se sentindo mal porque as coleguinhas na escola estavam chamando-a de feia. Porém, elas não têm culpa”, ressalta.

Rede Kilofé

A Rede Kilofé é uma ação desenvolvida a partir dos debates no Fórum de Economia de Negras e Negros do Ceará, nascido no Seminário de Economia do Negros, em 2009.

Atualmente a Rede envolve cerca de 100 pessoas e realiza um trabalho que proporciona geração de renda e oportunidades profissionais para empreendedores.

Luiz Bernardo, o coordenador da Rede Kilofé, explica que é importante a venda de produtos com conteúdos étnicos, para que a luta contra o racismo seja fortalecida. “A Rede Kilofé teve a preocupação de chamar mulheres e homens negros que já produzissem produtos, mas que pudessem agregar a sua riqueza étnica”, salienta.

O coordenador ainda explica que as feiras são realizadas em datas importantes para a população negra, como os dias da abolição da escravatura no Ceará e em Fortaleza, o Dia Nacional da Mulher Negra e o Dia da Consciência Negra.

Serviço

Rede Kilofé
Rua Senador Alencar, nº 631, sala 813, Centro
Telefone: (85) 99735-4515

Preta Bitten
Rua Senador Alencar, nº 631, sala 813, Centro
Telefone: (85) 99617-8215