Cearense é o único brasileiro a participar de evento de moda em Londres

ORGULHO

Cearense destaque na moda autoral é o único brasileiro a participar de evento em Londres

David Lee tem apenas 26 anos e se apaixonou por moda vendo a avó costurar. Autodidata, hoje colhe os frutos com a marca que leva seu nome

Por lya.cardoso em Moda

12 de Maio de 2018 às 07:00

Há 2 semanas
Menino em pé em referência a David Lee, único cearense a ir para evento internacional de moda.

A marca de David é baseada em vestir além de roupas (FOTO: Divulgação/ Jr Panela)

O Ceará vem se destacando por ser um polo de moda autoral de diversos segmentos. É possível observar vários artistas, como David Lee, que se destacam por seu trabalho.

Sua tranquilidade é notória para quem está prestes a viajar para a Inglaterra, sendo o único brasileiro a participar do grande evento de moda International Fashion Showcase (IFS). O jovem de apenas 26 anos tem grande bagagem em sua trajetória.

O amor pela moda começou ainda pequeno, vendo a avó costurar. Desde os seis anos de idade, tinha paixão por desenhar, mas foi na hora de prestar vestibular, quando teve de decidir entre Arquitetura e Moda, que o amor falou mais forte. Ele não passou na faculdade, mas mal sabia que seu caminho estava só começando.

David se tornou autodidata. Para ter conhecimento, perguntava aos colegas que cursavam Moda a grade curricular e passou a estudar sozinho. Hoje, é conhecido na moda autoral masculina do Ceará e possui marca que leva seu nome.

Ao longo da carreira, passou em diversos concursos e, quando se deu conta, já estava inserido no mundo da moda. “Ela me preenche”. O segmento de David é o público masculino. “Vem um pouco de questionamento de ver essa construção de várias masculinidades”. Para David, as definições do que é ser homem mudou. “Hoje temos várias formas de ser, não tem uma definida como antes era dito”.

Marca autoral

A marca ‘David Lee’ foi iniciada quando o jovem passou a enxergar que o homem não podia se expressar, não deveria ser sensível e sempre era questionado pela sua sexualidade. “Isso é intrínseco. Essa questão cultural que não permite que o homem tenha relação com a moda”. Para David, o segmento é muito importante e especial para ele.

Menino em pé em referência a David Lee, único cearense a ir para evento internacional de moda.

David Lee tem apenas cinco anos de trabalho profissional (FOTO: Lya Cardoso/ Tribuna do Ceará)

David elabora sua marca baseada na reconstrução e nas novas referências de masculinidade. “Toda a coleção, projeto de marca, da comunicação, tudo é voltado para isso. Eu sempre tento trazer algo além da roupa”.

Esse ano, ele completa cinco anos de trabalho profissional, mas as dificuldades foram muitas. “Apesar do mercado cearense ser composto por vários autodidatas, a gente passou por um processo de profissionalização, de faculdade. Eu não escolhi não estudar, foi um processo que levou a isso. Hoje eu até penso em cursar algo que vá complementar minha profissão, mas não o curso de Moda, e, sim, o de Design Gráfico”.

Para David, ainda há um grande preconceito no consumo de roupas pelo público masculino. “Já mudou bastante, mas ainda falta alavancar mais. O Brasil não tem uma cultura de moda voltada para a cena masculina”. Em sua marca, David Lee busca inserir elementos da cultura regional. “Eu me aproprio da questão cultural da minha terra, de inserir elementos daqui, mas não de criar um produto local e sim uma identidade”, conclui.

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Cearense destaque na moda autoral é o único brasileiro a participar de evento em Londres

David Lee tem apenas 26 anos e se apaixonou por moda vendo a avó costurar. Autodidata, hoje colhe os frutos com a marca que leva seu nome

Por lya.cardoso em Moda

12 de Maio de 2018 às 07:00

Há 2 semanas
Menino em pé em referência a David Lee, único cearense a ir para evento internacional de moda.

A marca de David é baseada em vestir além de roupas (FOTO: Divulgação/ Jr Panela)

O Ceará vem se destacando por ser um polo de moda autoral de diversos segmentos. É possível observar vários artistas, como David Lee, que se destacam por seu trabalho.

Sua tranquilidade é notória para quem está prestes a viajar para a Inglaterra, sendo o único brasileiro a participar do grande evento de moda International Fashion Showcase (IFS). O jovem de apenas 26 anos tem grande bagagem em sua trajetória.

O amor pela moda começou ainda pequeno, vendo a avó costurar. Desde os seis anos de idade, tinha paixão por desenhar, mas foi na hora de prestar vestibular, quando teve de decidir entre Arquitetura e Moda, que o amor falou mais forte. Ele não passou na faculdade, mas mal sabia que seu caminho estava só começando.

David se tornou autodidata. Para ter conhecimento, perguntava aos colegas que cursavam Moda a grade curricular e passou a estudar sozinho. Hoje, é conhecido na moda autoral masculina do Ceará e possui marca que leva seu nome.

Ao longo da carreira, passou em diversos concursos e, quando se deu conta, já estava inserido no mundo da moda. “Ela me preenche”. O segmento de David é o público masculino. “Vem um pouco de questionamento de ver essa construção de várias masculinidades”. Para David, as definições do que é ser homem mudou. “Hoje temos várias formas de ser, não tem uma definida como antes era dito”.

Marca autoral

A marca ‘David Lee’ foi iniciada quando o jovem passou a enxergar que o homem não podia se expressar, não deveria ser sensível e sempre era questionado pela sua sexualidade. “Isso é intrínseco. Essa questão cultural que não permite que o homem tenha relação com a moda”. Para David, o segmento é muito importante e especial para ele.

Menino em pé em referência a David Lee, único cearense a ir para evento internacional de moda.

David Lee tem apenas cinco anos de trabalho profissional (FOTO: Lya Cardoso/ Tribuna do Ceará)

David elabora sua marca baseada na reconstrução e nas novas referências de masculinidade. “Toda a coleção, projeto de marca, da comunicação, tudo é voltado para isso. Eu sempre tento trazer algo além da roupa”.

Esse ano, ele completa cinco anos de trabalho profissional, mas as dificuldades foram muitas. “Apesar do mercado cearense ser composto por vários autodidatas, a gente passou por um processo de profissionalização, de faculdade. Eu não escolhi não estudar, foi um processo que levou a isso. Hoje eu até penso em cursar algo que vá complementar minha profissão, mas não o curso de Moda, e, sim, o de Design Gráfico”.

Para David, ainda há um grande preconceito no consumo de roupas pelo público masculino. “Já mudou bastante, mas ainda falta alavancar mais. O Brasil não tem uma cultura de moda voltada para a cena masculina”. Em sua marca, David Lee busca inserir elementos da cultura regional. “Eu me aproprio da questão cultural da minha terra, de inserir elementos daqui, mas não de criar um produto local e sim uma identidade”, conclui.