Administradora transforma imóvel abandonado com itens reaproveitados e lança brechó

EMPREENDEDORISMO

Administradora transforma imóvel abandonado com itens reaproveitados e lança brechó

Pryscila Noronha conseguiu reformar imóvel da Av. Visconde do Rio Branco que estava abandonado há 10 anos, e assim montou seu brechó

Por Daniel Rocha em Moda

16 de Março de 2018 às 07:15

Há 3 meses
Foto da parte interna do brechó com as roupas e balcão

Todos os itens de decoração do brechó são reciclados e reaproveitados (FOTO: Daniel Rocha/Tribuna do Ceará)

Uma estética diferente das lojas tradicionais de Fortaleza. O que era destinado para o lixo ganha “vida” no Casarão Bazar & Brechó. São pneus velhos, telefones ou luminárias antigas que se transformam em itens de decoração. É desta forma que a loja da administradora Priscila Noronha se apresenta. Nada é comprado. Tudo que é encontrado na rua é reaproveitado.

Mas o principal destaque não está na decoração e, sim, nas roupas seminovas que são vendidas na loja. Há peças de marcas locais ou de grifes para todos os gostos e para um público que busca o custo-benefício.

“São roupas diferentes, exclusivas, de grifes e de marcas locais que eu desejava comprar, mas não tinha condições. Percebi que outras pessoas tinham o mesmo desejo que o meu”, explica Pryscila Noronha, sobre o que motivou a criar um brechó.

A empreendedora enxergou a possibilidade de negócio quando passou a frequentar os brechós da cidade. Segundo ela, comprava roupas de boa qualidade por preços abaixo do mercado. Às vezes, levava mais do que precisava. Para não ficar no prejuízo, revendia por meio de anúncios nas redes sociais. Logo percebeu a rentabilidade do segmento.

“Às vezes eu comprava e não usava. Então, comecei a vender pela internet. Anunciava as roupas pelo Instagram e pelo Facebook. Criei a loja virtual um ano antes de montar a loja. Nesta época, estava pensando em sair do meu emprego”, detalha o processo. Ao ficar desempregada e no fim do curso de Administração, decidiu apostar na vendas de roupas seminovas e em montar algo próprio.

Cliente escolhendo algumas peças de roupas

A maioria dos clientes busca por roupas de marca por preços mais baratos (FOTO: Daniel Rocha/Tribuna do Ceará)

Pelo visto, deu certo. De maio do ano passado, quando foi inaugurado, até o mês de fevereiro deste ano, Pryscila consegue mensalmente um dinheiro maior do que ganhava quando trabalhava com carteira assinada. “Eu tiro uma média de R$ 2,5 mil a R$ 3 mil. Bem mais do que eu ganhava”, ressalta.

O rendimento é graças ao público diversificado de Pryscila. De acordo com ela, há pessoas que vão até a loja para comprar roupas formais para o trabalho com um preço mais acessível, enquanto outras buscam por peças antigas. Há aqueles também que enxergam uma possibilidade de comprar uma peça de grife ou de marca por um preço mais barato.

“As pessoas querem roupas diferentes ou de marcas com preços baixos. Os meus preços variam de R$ 5 a R$ 100. As calças jeans, por exemplo, custam em média R$ 15”, aponta.

Mas não é qualquer roupa que Pryscila recebe para vender. Um dos requisitos exigidos por ela é um bom estado da peça. As roupas não podem ter manchas ou estar descosturadas, por exemplo. Para isso, possui uma lista de mulheres que desejam desfazer de algumas roupas e repassar para um brechó.

Toda semana, a proprietária avalia as propostas para repor as ofertas do Casarão. E, neste negócio, todos saem ganhando. Quando uma roupa é vendida, 60% do arrecadado é destinado para a loja e 40% para quem ofertou.

“Eu tenho uma lista de pessoas. As meninas fazem um cadastro comigo e, quando estou precisando, elas trazem as roupas. As peças ficam por um mês a três meses. Quando é vendida, eu repasso os 40% e fico com 60%. As roupas devem estar limpas, não podem ter manchas, rasgo. Essas coisas”, explica o processo.

Entretanto, apesar dos cuidados, não é todo mundo que vê o segmento de brechó com “bons olhos”. Pryscila se queixa da resistência de uma parcela do público feminino. Muitas enxergam que trata-se de roupas velhas e sem qualidade. Diante do preconceito, quebrar essa ideia tornou-se o seu principal objetivo.

“Há pessoas que têm nojo. Chegam falando que alguém ficou doente porque usou roupa de brechó. As pessoas ainda têm a imagem de brechó como se fosse algo do resto do resto. Mas isso mudou. A gente exige qualidade e preço”, ressalta.

Imóvel deteriorado

O prédio estava abandonado há mais de 10 anos (FOTO: Pryscila Noronha)

 O improviso que transformou o abandono em brechó

Pareceu até uma tarefa impossível ao se deparar com um imóvel deteriorado e rodeado de lixo. Como aquele prédio antigo iria se transformar em uma loja de roupas? Esse era o questionamento de Pryscila em março do ano passado. Entretanto, o jeito era enfrentar o desafio e arriscar. Era o único local que tinha disponível para criar o seu empreendimento.

Sem dinheiro para alugar outro ponto e para projetar da forma como imaginava, a alternativa foi improvisar. E deste improviso, surgiu o Casarão Bazar & Brechó.

“Eu queria algo moderno, mas não tinha condições financeiras. Quando eu vi esse prédio, eu pensei: ‘Nossa, isso não vai dar certo’. Estava tudo acabado, tudo feio”, relembra. O prédio estava sendo alugado pelo seu pai para realocar a sua metalúrgica que ficava na rua de trás.

“Esse prédio estava abandonado há mais de 10 anos. Surgiu a oportunidade do meu pai alugar esse espaço para montar a metalúrgica e eu estava tentando montar a minha loja. Foi quando surgiu a oportunidade conciliar os dois ramos”, diz Pryscila.

Foram quatro meses de muito trabalho para retirar os sinais de abandono e dar uma nova”roupagem” ao prédio antigo. Com ajuda da família, Pryscila conseguiu se dedicar ao seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) e pensar como iria ficar a sua loja.

Os seus pais foram o principal apoio nesse processo. Foram eles que contrataram um ajudante para ajudá-los a limpar o prédio histórico, retirar os escombros e o mato que crescia no quintal. Nos fins de semana, todos se dedicavam para a restauração, pois a família Noronha não podia deixar de lado os serviços da metalúrgica, a sua principal fonte de renda da família.

“Teve um ajudante com a gente para fazer os serviços mais ‘pesados’. Como temos a metalúrgica, nas horas livres, a gente ajeitava a loja. O restante foi a gente”, conta Noronha.

Após essa etapa, a empreendedora teve que enfrentar outro desafio: montar o brechó. E foi na reciclagem que encontrou uma saída. Com a ajuda da sua tia, Pryscila conseguiu o forro de PVC, balcões, itens de decoração, sofás e o tapete. Além disso, as tintas que deram outra cor para o prédio também vieram do lixo.

“Tudo isso surgiu aos poucos. Às vezes, falava para minha mãe que precisava de um tapete. Ela dizia: ‘Calma, que já aparece’. Quando eu menos espero, minha tia chegou perguntando se eu tinha interesse em um tapete. As pessoas desfazem das coisas e perguntam a ela (tia de Pryscila) se tem interesse”, explica.

Parcerias e eventos

Após esse processo desafiador, a empreendedora aposta em eventos para atrair ainda mais clientes para a sua loja. Neste sábado (3), vai ser realizado o primeiro bazar do Casarão. A ideia é firmar parcerias com outros empreendedores no segmento de moda feminina. Além das roupas de brechó, serão expostos produtos de cosméticos, maquiagem e de moda íntima. Itens que não são encontrados em sua loja.

Segundo Pryscila, esta edição será a primeira de muitas. “A gente já está pensando nos próximos eventos. A ideia é que ocorra sempre em datas comemorativas”, garante

Serviço

Local: Avenida Visconde do Rio Branco, 2.164, Joaquim Távora
Horário: de 8h às 17h de segunda a sexta-feira e, aos sábados, das 8h às 12h.
Telefone: (85) 9 9664-7609

Brechó Fortaleza
1/10

Brechó Fortaleza

Todos os itens de decoração do brechó são reciclados e reaproveitados (FOTO: Daniel Rocha)

Brechó Fortaleza
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Brechó Fortaleza

Os preços das roupas variam de R$ 5 a R$ 100 (Foto: Daniel Rocha)

Brechó Fortaleza
3/10

Brechó Fortaleza

Os clientes buscam por roupas de marca por preços mais baratos (FOTO: Daniel Rocha)

Brechó de Fortaleza
4/10

Brechó de Fortaleza

Quadros, luminárias e telefones antigos ganharam nova função na loja de Pryscila (FOTO: Daniel Rocha)

Brechó Fortaleza
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Brechó Fortaleza

Todos os itens de decoração foram encontrados no lixo e reaproveitados (FOTO: Daniel Rocha)

Brechó Fortaleza
6/10

Brechó Fortaleza

Pryscila foi responsável por pintar e montar a loja com itens encontrados no lixo (FOTO: Pryscila Noronha)

Brechó Fortaleza
7/10

Brechó Fortaleza

O imóvel estava há 10 anos abandonado (FOTO: Pryscila Noronha )

Brechó Fortaleza
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Brechó Fortaleza

A restauração da loja foi realizada por Pryscila com a ajuda de sua família (FOTO: Pryscila Noronha)

Brechó Fortaleza
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Brechó Fortaleza

O prédio estava abandonado há mais de 10 anos (FOTO: Pryscila Noronha)

Brechó Fortaleza
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Brechó Fortaleza

Pryscila decidiu criar seu próprio negócio no segmento de brechó no ano passado (FOTO: Daniel Rocha)

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EMPREENDEDORISMO

Administradora transforma imóvel abandonado com itens reaproveitados e lança brechó

Pryscila Noronha conseguiu reformar imóvel da Av. Visconde do Rio Branco que estava abandonado há 10 anos, e assim montou seu brechó

Por Daniel Rocha em Moda

16 de Março de 2018 às 07:15

Há 3 meses
Foto da parte interna do brechó com as roupas e balcão

Todos os itens de decoração do brechó são reciclados e reaproveitados (FOTO: Daniel Rocha/Tribuna do Ceará)

Uma estética diferente das lojas tradicionais de Fortaleza. O que era destinado para o lixo ganha “vida” no Casarão Bazar & Brechó. São pneus velhos, telefones ou luminárias antigas que se transformam em itens de decoração. É desta forma que a loja da administradora Priscila Noronha se apresenta. Nada é comprado. Tudo que é encontrado na rua é reaproveitado.

Mas o principal destaque não está na decoração e, sim, nas roupas seminovas que são vendidas na loja. Há peças de marcas locais ou de grifes para todos os gostos e para um público que busca o custo-benefício.

“São roupas diferentes, exclusivas, de grifes e de marcas locais que eu desejava comprar, mas não tinha condições. Percebi que outras pessoas tinham o mesmo desejo que o meu”, explica Pryscila Noronha, sobre o que motivou a criar um brechó.

A empreendedora enxergou a possibilidade de negócio quando passou a frequentar os brechós da cidade. Segundo ela, comprava roupas de boa qualidade por preços abaixo do mercado. Às vezes, levava mais do que precisava. Para não ficar no prejuízo, revendia por meio de anúncios nas redes sociais. Logo percebeu a rentabilidade do segmento.

“Às vezes eu comprava e não usava. Então, comecei a vender pela internet. Anunciava as roupas pelo Instagram e pelo Facebook. Criei a loja virtual um ano antes de montar a loja. Nesta época, estava pensando em sair do meu emprego”, detalha o processo. Ao ficar desempregada e no fim do curso de Administração, decidiu apostar na vendas de roupas seminovas e em montar algo próprio.

Cliente escolhendo algumas peças de roupas

A maioria dos clientes busca por roupas de marca por preços mais baratos (FOTO: Daniel Rocha/Tribuna do Ceará)

Pelo visto, deu certo. De maio do ano passado, quando foi inaugurado, até o mês de fevereiro deste ano, Pryscila consegue mensalmente um dinheiro maior do que ganhava quando trabalhava com carteira assinada. “Eu tiro uma média de R$ 2,5 mil a R$ 3 mil. Bem mais do que eu ganhava”, ressalta.

O rendimento é graças ao público diversificado de Pryscila. De acordo com ela, há pessoas que vão até a loja para comprar roupas formais para o trabalho com um preço mais acessível, enquanto outras buscam por peças antigas. Há aqueles também que enxergam uma possibilidade de comprar uma peça de grife ou de marca por um preço mais barato.

“As pessoas querem roupas diferentes ou de marcas com preços baixos. Os meus preços variam de R$ 5 a R$ 100. As calças jeans, por exemplo, custam em média R$ 15”, aponta.

Mas não é qualquer roupa que Pryscila recebe para vender. Um dos requisitos exigidos por ela é um bom estado da peça. As roupas não podem ter manchas ou estar descosturadas, por exemplo. Para isso, possui uma lista de mulheres que desejam desfazer de algumas roupas e repassar para um brechó.

Toda semana, a proprietária avalia as propostas para repor as ofertas do Casarão. E, neste negócio, todos saem ganhando. Quando uma roupa é vendida, 60% do arrecadado é destinado para a loja e 40% para quem ofertou.

“Eu tenho uma lista de pessoas. As meninas fazem um cadastro comigo e, quando estou precisando, elas trazem as roupas. As peças ficam por um mês a três meses. Quando é vendida, eu repasso os 40% e fico com 60%. As roupas devem estar limpas, não podem ter manchas, rasgo. Essas coisas”, explica o processo.

Entretanto, apesar dos cuidados, não é todo mundo que vê o segmento de brechó com “bons olhos”. Pryscila se queixa da resistência de uma parcela do público feminino. Muitas enxergam que trata-se de roupas velhas e sem qualidade. Diante do preconceito, quebrar essa ideia tornou-se o seu principal objetivo.

“Há pessoas que têm nojo. Chegam falando que alguém ficou doente porque usou roupa de brechó. As pessoas ainda têm a imagem de brechó como se fosse algo do resto do resto. Mas isso mudou. A gente exige qualidade e preço”, ressalta.

Imóvel deteriorado

O prédio estava abandonado há mais de 10 anos (FOTO: Pryscila Noronha)

 O improviso que transformou o abandono em brechó

Pareceu até uma tarefa impossível ao se deparar com um imóvel deteriorado e rodeado de lixo. Como aquele prédio antigo iria se transformar em uma loja de roupas? Esse era o questionamento de Pryscila em março do ano passado. Entretanto, o jeito era enfrentar o desafio e arriscar. Era o único local que tinha disponível para criar o seu empreendimento.

Sem dinheiro para alugar outro ponto e para projetar da forma como imaginava, a alternativa foi improvisar. E deste improviso, surgiu o Casarão Bazar & Brechó.

“Eu queria algo moderno, mas não tinha condições financeiras. Quando eu vi esse prédio, eu pensei: ‘Nossa, isso não vai dar certo’. Estava tudo acabado, tudo feio”, relembra. O prédio estava sendo alugado pelo seu pai para realocar a sua metalúrgica que ficava na rua de trás.

“Esse prédio estava abandonado há mais de 10 anos. Surgiu a oportunidade do meu pai alugar esse espaço para montar a metalúrgica e eu estava tentando montar a minha loja. Foi quando surgiu a oportunidade conciliar os dois ramos”, diz Pryscila.

Foram quatro meses de muito trabalho para retirar os sinais de abandono e dar uma nova”roupagem” ao prédio antigo. Com ajuda da família, Pryscila conseguiu se dedicar ao seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) e pensar como iria ficar a sua loja.

Os seus pais foram o principal apoio nesse processo. Foram eles que contrataram um ajudante para ajudá-los a limpar o prédio histórico, retirar os escombros e o mato que crescia no quintal. Nos fins de semana, todos se dedicavam para a restauração, pois a família Noronha não podia deixar de lado os serviços da metalúrgica, a sua principal fonte de renda da família.

“Teve um ajudante com a gente para fazer os serviços mais ‘pesados’. Como temos a metalúrgica, nas horas livres, a gente ajeitava a loja. O restante foi a gente”, conta Noronha.

Após essa etapa, a empreendedora teve que enfrentar outro desafio: montar o brechó. E foi na reciclagem que encontrou uma saída. Com a ajuda da sua tia, Pryscila conseguiu o forro de PVC, balcões, itens de decoração, sofás e o tapete. Além disso, as tintas que deram outra cor para o prédio também vieram do lixo.

“Tudo isso surgiu aos poucos. Às vezes, falava para minha mãe que precisava de um tapete. Ela dizia: ‘Calma, que já aparece’. Quando eu menos espero, minha tia chegou perguntando se eu tinha interesse em um tapete. As pessoas desfazem das coisas e perguntam a ela (tia de Pryscila) se tem interesse”, explica.

Parcerias e eventos

Após esse processo desafiador, a empreendedora aposta em eventos para atrair ainda mais clientes para a sua loja. Neste sábado (3), vai ser realizado o primeiro bazar do Casarão. A ideia é firmar parcerias com outros empreendedores no segmento de moda feminina. Além das roupas de brechó, serão expostos produtos de cosméticos, maquiagem e de moda íntima. Itens que não são encontrados em sua loja.

Segundo Pryscila, esta edição será a primeira de muitas. “A gente já está pensando nos próximos eventos. A ideia é que ocorra sempre em datas comemorativas”, garante

Serviço

Local: Avenida Visconde do Rio Branco, 2.164, Joaquim Távora
Horário: de 8h às 17h de segunda a sexta-feira e, aos sábados, das 8h às 12h.
Telefone: (85) 9 9664-7609

Brechó Fortaleza
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Brechó Fortaleza

Todos os itens de decoração do brechó são reciclados e reaproveitados (FOTO: Daniel Rocha)

Brechó Fortaleza
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Brechó Fortaleza

Os preços das roupas variam de R$ 5 a R$ 100 (Foto: Daniel Rocha)

Brechó Fortaleza
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Brechó Fortaleza

Os clientes buscam por roupas de marca por preços mais baratos (FOTO: Daniel Rocha)

Brechó de Fortaleza
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Brechó de Fortaleza

Quadros, luminárias e telefones antigos ganharam nova função na loja de Pryscila (FOTO: Daniel Rocha)

Brechó Fortaleza
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Brechó Fortaleza

Todos os itens de decoração foram encontrados no lixo e reaproveitados (FOTO: Daniel Rocha)

Brechó Fortaleza
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Brechó Fortaleza

Pryscila foi responsável por pintar e montar a loja com itens encontrados no lixo (FOTO: Pryscila Noronha)

Brechó Fortaleza
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Brechó Fortaleza

O imóvel estava há 10 anos abandonado (FOTO: Pryscila Noronha )

Brechó Fortaleza
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Brechó Fortaleza

A restauração da loja foi realizada por Pryscila com a ajuda de sua família (FOTO: Pryscila Noronha)

Brechó Fortaleza
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Brechó Fortaleza

O prédio estava abandonado há mais de 10 anos (FOTO: Pryscila Noronha)

Brechó Fortaleza
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Brechó Fortaleza

Pryscila decidiu criar seu próprio negócio no segmento de brechó no ano passado (FOTO: Daniel Rocha)