Exposição em Fortaleza humaniza o cotidiano de crianças refugiadas no Oriente Médio
INFÂNCIA ROUBADA

Exposição em Fortaleza humaniza o cotidiano de crianças refugiadas no Oriente Médio

Um dos diferenciais da mostra é a fotografia tátil. Através do toque os deficientes visuais podem identificar a foto

Por Tribuna Bandnews FM em Fotografia

25 de dezembro de 2016 às 07:00

Há 3 meses
Fotografias foram feitas durante uma viagem humanitária feita pela fotógrafa durante dois anos (FOTO: Karine Garcez)

Fotografias foram feitas durante uma viagem humanitária feita pela fotógrafa durante dois anos (FOTO: Karine Garcez)

As 25 obras da exposição “Infância Refugiada” são resultado das viagens da fotógrafa Karine Garcez em missões humanitárias a países como Síria, Turquia e Líbano. As fotografias segue expostas até o dia 18 de fevereiro, no Museu da Imagem e do Som, em Fortaleza.

Karine visita Oriente Médio com ajuda humanitária desde 2012. Em entrevista à Rádio Tribuna Band News FM, ela explica que o projeto nasceu da necessidade de aproximar o povo brasileiro da realidade dos refugiados. “Se ouve falar do refugiado, mas ele não tem rosto, não tem nome, não tem semblante. É uma desumanização do nome refugiado, como se ele fosse uma coisa. A exposição trata de levar esse olhar para as pessoas, de ver o refugiado de outra forma”.

Fotos de crianças em campos de refugiados, em momentos de descontração. É esse o tipo de imagem que o público poderá ver na exibição. “Tem uma foto que mais tem chamado atenção dos visitantes. É uma foto que eu tirei e o menino estava tentando pegar a lente da câmera, então ela ficou muito interessante”, diz a fotógrafa.

Um dos diferenciais da mostra é a fotografia tátil, que é uma parceria com o curso de arquitetura e design da UFC. “Eles transformam a fotografia. Usam um formato 3D, ele corta uma placas de madeira transformando a fotografia em alto relevo. Através do toque as pessoas cegas e deficientes visuais podem identificar a foto e saber como é essa foto, o rosto da criança, como ela está, se está brincando, se está sorrindo”, explica Karine.

Serviço
Exposição “Infância Refugiada”
Data: até 18 de fevereiro
Hora: terça a sexta, das 9h às 17h; sábado, de 13h às 18h
Local: Museu da Imagem e do Som, Avenida Barão de Studart, 410
Entrada franca.

Ouça mais na reportagem de Daniella Lavor da Tribuna Band News FM:

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INFÂNCIA ROUBADA

Exposição em Fortaleza humaniza o cotidiano de crianças refugiadas no Oriente Médio

Um dos diferenciais da mostra é a fotografia tátil. Através do toque os deficientes visuais podem identificar a foto

Por Tribuna Bandnews FM em Fotografia

25 de dezembro de 2016 às 07:00

Há 3 meses
Fotografias foram feitas durante uma viagem humanitária feita pela fotógrafa durante dois anos (FOTO: Karine Garcez)

Fotografias foram feitas durante uma viagem humanitária feita pela fotógrafa durante dois anos (FOTO: Karine Garcez)

As 25 obras da exposição “Infância Refugiada” são resultado das viagens da fotógrafa Karine Garcez em missões humanitárias a países como Síria, Turquia e Líbano. As fotografias segue expostas até o dia 18 de fevereiro, no Museu da Imagem e do Som, em Fortaleza.

Karine visita Oriente Médio com ajuda humanitária desde 2012. Em entrevista à Rádio Tribuna Band News FM, ela explica que o projeto nasceu da necessidade de aproximar o povo brasileiro da realidade dos refugiados. “Se ouve falar do refugiado, mas ele não tem rosto, não tem nome, não tem semblante. É uma desumanização do nome refugiado, como se ele fosse uma coisa. A exposição trata de levar esse olhar para as pessoas, de ver o refugiado de outra forma”.

Fotos de crianças em campos de refugiados, em momentos de descontração. É esse o tipo de imagem que o público poderá ver na exibição. “Tem uma foto que mais tem chamado atenção dos visitantes. É uma foto que eu tirei e o menino estava tentando pegar a lente da câmera, então ela ficou muito interessante”, diz a fotógrafa.

Um dos diferenciais da mostra é a fotografia tátil, que é uma parceria com o curso de arquitetura e design da UFC. “Eles transformam a fotografia. Usam um formato 3D, ele corta uma placas de madeira transformando a fotografia em alto relevo. Através do toque as pessoas cegas e deficientes visuais podem identificar a foto e saber como é essa foto, o rosto da criança, como ela está, se está brincando, se está sorrindo”, explica Karine.

Serviço
Exposição “Infância Refugiada”
Data: até 18 de fevereiro
Hora: terça a sexta, das 9h às 17h; sábado, de 13h às 18h
Local: Museu da Imagem e do Som, Avenida Barão de Studart, 410
Entrada franca.

Ouça mais na reportagem de Daniella Lavor da Tribuna Band News FM: