Livros da biblioteca pessoal de Rachel de Queiroz serão disponibilizados na Unifor
COLEÇÃO DA ESCRITORA

Livros da biblioteca pessoal de Rachel de Queiroz serão disponibilizados na Unifor

São cerca de 3 mil peças da biblioteca da escritora cearense conhecida nacionalmente

Por Tribuna Bandnews FM em Cultura

21 de janeiro de 2017 às 07:00

Há 9 meses
Rachel de Queiroz ficou conhecida nacionalmente ao escrever o livro "O Quinze" (FOTO: Divulgação)

Rachel de Queiroz ficou conhecida nacionalmente ao escrever o livro “O Quinze” (FOTO: Divulgação)

Uma coleção de cerca de 3 mil peças da biblioteca pessoal da escritora cearense Rachel de Queiroz será aberta para pesquisa em fevereiro. Os livros estão na Biblioteca da Unifor, em Fortaleza. A reportagem é da Tribuna BandNews FM.

A sobrinha da escritora, Ida de Queiroz, comemora a chegada do acervo da tia, a primeira mulher a integrar a Academia Brasileira de Letras. Ida é filha do irmão de Rachel de Queiroz. Para ela, a vinda do acervo da tia ao Ceará deixará mais próxima a relação dos conterrâneos de Rachel com os livros tão caros a ela, assim como já acontece em sua fazenda, a “Não me deixes”, em Quixadá, no Sertão Central.

“Não poderia ser mais apropriado a exposição ficar à disposição de todos os alunos, para conhecimento maior. É um acervo espetacular. Foi uma ideia muito boa. A coleção passava seis meses no Rio de Janeiro e seis meses no ‘Não me Deixes’. A casa do ‘Não me Deixes’ é aberta sempre a alunos, à visitação pública”. 

Ida diz que Rachel não tinha filhos vivos e preservava uma relação muito próxima com os sobrinhos. “Era muito engraçado, eu pequenininha, tinha uns 10 anos, 12 anos, e meu pai me colocou para ler ‘O Quinze’. Eu disse: ‘Ave Maria, tia Rachel, ô livro desanimado’! E ela disse: ‘eu vou fazer um final bem feliz, bem animado para você”, lembra.

O Quinze foi a obra que tornou a escritora Rachel de Queiroz conhecida nacionalmente, com apenas 20 anos de idade. Além de romancista, ela foi tradutora, jornalista, cronista e dramaturga. Entre suas obras mais conhecidas estão Memorial de Maria Moura, João Miguel e Dôra Doralina, o preferido de Ida de Queiroz, que fala uma curiosidade sobre a obra.

“Eu acho que tem muita coisa da tia Rachel, da passagem da vida dela, pelas histórias que a gente conhece da família. Ela tinha uma particularidade interessante, sempre dava nome de pessoas que ainda hoje existem lá nas nossas fazendas”.

A vinda do acervo pessoal da escritora aberto ao público a partir de fevereiro abre não só a curiosidade sobre as leituras que ela fazia, mas relembra aos cearenses a importância de reler suas próprias obras.

Confira mais detalhes na reportagem de Ariane Cajazeiras, da Tribuna BandNews FM:

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COLEÇÃO DA ESCRITORA

Livros da biblioteca pessoal de Rachel de Queiroz serão disponibilizados na Unifor

São cerca de 3 mil peças da biblioteca da escritora cearense conhecida nacionalmente

Por Tribuna Bandnews FM em Cultura

21 de janeiro de 2017 às 07:00

Há 9 meses
Rachel de Queiroz ficou conhecida nacionalmente ao escrever o livro "O Quinze" (FOTO: Divulgação)

Rachel de Queiroz ficou conhecida nacionalmente ao escrever o livro “O Quinze” (FOTO: Divulgação)

Uma coleção de cerca de 3 mil peças da biblioteca pessoal da escritora cearense Rachel de Queiroz será aberta para pesquisa em fevereiro. Os livros estão na Biblioteca da Unifor, em Fortaleza. A reportagem é da Tribuna BandNews FM.

A sobrinha da escritora, Ida de Queiroz, comemora a chegada do acervo da tia, a primeira mulher a integrar a Academia Brasileira de Letras. Ida é filha do irmão de Rachel de Queiroz. Para ela, a vinda do acervo da tia ao Ceará deixará mais próxima a relação dos conterrâneos de Rachel com os livros tão caros a ela, assim como já acontece em sua fazenda, a “Não me deixes”, em Quixadá, no Sertão Central.

“Não poderia ser mais apropriado a exposição ficar à disposição de todos os alunos, para conhecimento maior. É um acervo espetacular. Foi uma ideia muito boa. A coleção passava seis meses no Rio de Janeiro e seis meses no ‘Não me Deixes’. A casa do ‘Não me Deixes’ é aberta sempre a alunos, à visitação pública”. 

Ida diz que Rachel não tinha filhos vivos e preservava uma relação muito próxima com os sobrinhos. “Era muito engraçado, eu pequenininha, tinha uns 10 anos, 12 anos, e meu pai me colocou para ler ‘O Quinze’. Eu disse: ‘Ave Maria, tia Rachel, ô livro desanimado’! E ela disse: ‘eu vou fazer um final bem feliz, bem animado para você”, lembra.

O Quinze foi a obra que tornou a escritora Rachel de Queiroz conhecida nacionalmente, com apenas 20 anos de idade. Além de romancista, ela foi tradutora, jornalista, cronista e dramaturga. Entre suas obras mais conhecidas estão Memorial de Maria Moura, João Miguel e Dôra Doralina, o preferido de Ida de Queiroz, que fala uma curiosidade sobre a obra.

“Eu acho que tem muita coisa da tia Rachel, da passagem da vida dela, pelas histórias que a gente conhece da família. Ela tinha uma particularidade interessante, sempre dava nome de pessoas que ainda hoje existem lá nas nossas fazendas”.

A vinda do acervo pessoal da escritora aberto ao público a partir de fevereiro abre não só a curiosidade sobre as leituras que ela fazia, mas relembra aos cearenses a importância de reler suas próprias obras.

Confira mais detalhes na reportagem de Ariane Cajazeiras, da Tribuna BandNews FM: