Revistaria com mais de 1 milhão de exemplares é referência em Fortaleza


Revistaria com mais de 1 milhão de exemplares é referência em Fortaleza

Colecionador de HQs desde os seis anos, Silvyo Amarante comanda há 22 anos a Revista&Cia, pioneira no ramo em Fortaleza

Por Wolney Batista em Cultura

10 de julho de 2015 às 06:00

Há 2 anos
Loja tem mais de um milhão de exemplares de revistas e HQs (FOTO: Tribuna do Ceará/ Wolney Batista)

Loja tem mais de um milhão de exemplares de revistas e HQs (FOTO: Tribuna do Ceará/ Wolney Batista)

Não dá para passar pela movimentada Avenida Pontes Vieira, no bairro Dionísio Torres, em Fortaleza, sem perceber a fachada colorida da loja Revista & Cia. Repleta de super-heróis, a parede remete à infância e ao imaginário mundo fantástico da Marvel e DC Comics.

É assim em 2015 e era assim há 22 anos, quando o proprietário Silvyo Amarante abriu as portas do espaço pela primeira vez.

A loja foi pioneira especializada em histórias em quadrinhos (HQs) na capital cearense. Entre tantas histórias guardadas, outras tão interessantes foram vividas por Silvyo. Como uma vez em que um estudante furtou 7 exemplares da sua coleção da revista Playboy, que era composta desde a primeira edição até a mais recente. Os volumes foram fáceis de ser adquiridos novamente, mas o ânimo com a coleção foi se perdendo com os anos.

“Hoje eu não tenho mais aquela neura de ter que ter determinada revista. Foram coleções que me deram muito prazer, muita satisfação, mas hoje eu me desfaço de qualquer uma. Eu não tenho mais o apego que eu tinha antes”, além da revista masculina, Silvyo tinha o acervo completo de revistas como Veja, Época e Placar.

Somadas a coleção pessoal e as edições para venda, Silvyo acredita ter mais de um milhão de revistas espalhadas por quatro depósitos na cidade. Entre os títulos, o mais antigo é uma revista portuguesa de 1904. Em relação a valores, o proprietário prefere não definir uma peça mais cara, segundo ele, “há revistas que não têm preço”.

HQ é também coisa de menina

Nas duas décadas desde a inauguração da loja, algumas mudanças foram sentidas, conta o proprietário. Em relação ao público, a maior transformação foi o crescimento de clientes mulheres. “Mas isso se deu por conta muito dos mangás. Não é que eu me surpreenda, mas é mais atípico. De vez em quando aparece aparecem meninas procurando clássicos de quadrinho, como Piada Mortal, para ela! Não é mais para presente. Se juntar tudo e incluir os mangás, acho que vai ficar quase parelho”, arrisca.

Adaptações para o cinema

Colecionador de HQs desde os seis anos, Silvyo defende as adaptações feitas das histórias em quadrinho para o cinema, normalmente tão criticadas por não reproduzir com fidelidade a história.

“Isso era o que estava faltando. Vai ser muito difícil alguém chegar e dizer que o filme foi fiel ao quadrinho e vice-versa.  Watchmen é considerado um dos três maiores quadrinhos de todos os tempos. Você querer que o melhor quadrinho de todos os tempos vá ser um filme tão excepcional quanto o quadrinho? Aí você está querendo demais”.

Ele reconhece que existem adaptações excelentes, medianas e ruins, mas que a maior comemoração para os admiradores das HQs é o investimento maciço feito pelos estúdios. “Quadrinho no Brasil sempre foi muito banalizado, sempre foi coisa de criança. Até o termo que se usava era pejorativo: revistinha. Um termo totalmente depreciativo. Eu sempre fui um defensor dos quadrinhos, primeiro como roteiro”.

Entre revistas e gibis, amizade

Sempre ligadas ao público infantil, as histórias em quadrinhos atraíram gerações de crianças para a loja de Silvyo. Várias delas, ele acompanhou o crescimento de perto. “Tem um cara que eu posso falar tranquilamente, o caso do Davi. Ele comprava revista quando era garoto. Eu não tinha nem loja, ele ía no meu apartamento com a mãe dele, onde eu tinha minhas revistas. Eu fui para formatura dele, para missa de formatura, fui para o casamento e agora que ele teve um filho, uma menina, disse que vai trazer aqui para eu conhecer. E sempre está vindo ainda.”.

Entre as outras amizades que Silvyo coleciona está o desenhista de quadrinhos nacionais e internacionais Al Rio, conhecido por trabalhos em Homem-Aranha, X-Men e Capitão América, por exemplo. A parceria, inclusive, pode ser vista até hoje na loja em forma de dois painéis feitos em 1995, pintados e assinados pelo artista.

Serviço
Revista & Cia
Endereço: Avenida Pontes Vieira, 1901 – Dionísio Torres
Contato: 3257 – 1057
Página Facebook

Pioneira na cidade
1/6

Pioneira na cidade

Pioneira na cidade

Pioneira na cidade
2/6

Pioneira na cidade

Pioneira na cidade

Pioneira na cidade
3/6

Pioneira na cidade

Pioneira na cidade

Pioneira na cidade
4/6

Pioneira na cidade

Pioneira na cidade

Pioneira na cidade
5/6

Pioneira na cidade

Pioneira na cidade

Pioneira na cidade
6/6

Pioneira na cidade

Pioneira na cidade

Publicidade

Dê sua opinião

Revistaria com mais de 1 milhão de exemplares é referência em Fortaleza

Colecionador de HQs desde os seis anos, Silvyo Amarante comanda há 22 anos a Revista&Cia, pioneira no ramo em Fortaleza

Por Wolney Batista em Cultura

10 de julho de 2015 às 06:00

Há 2 anos
Loja tem mais de um milhão de exemplares de revistas e HQs (FOTO: Tribuna do Ceará/ Wolney Batista)

Loja tem mais de um milhão de exemplares de revistas e HQs (FOTO: Tribuna do Ceará/ Wolney Batista)

Não dá para passar pela movimentada Avenida Pontes Vieira, no bairro Dionísio Torres, em Fortaleza, sem perceber a fachada colorida da loja Revista & Cia. Repleta de super-heróis, a parede remete à infância e ao imaginário mundo fantástico da Marvel e DC Comics.

É assim em 2015 e era assim há 22 anos, quando o proprietário Silvyo Amarante abriu as portas do espaço pela primeira vez.

A loja foi pioneira especializada em histórias em quadrinhos (HQs) na capital cearense. Entre tantas histórias guardadas, outras tão interessantes foram vividas por Silvyo. Como uma vez em que um estudante furtou 7 exemplares da sua coleção da revista Playboy, que era composta desde a primeira edição até a mais recente. Os volumes foram fáceis de ser adquiridos novamente, mas o ânimo com a coleção foi se perdendo com os anos.

“Hoje eu não tenho mais aquela neura de ter que ter determinada revista. Foram coleções que me deram muito prazer, muita satisfação, mas hoje eu me desfaço de qualquer uma. Eu não tenho mais o apego que eu tinha antes”, além da revista masculina, Silvyo tinha o acervo completo de revistas como Veja, Época e Placar.

Somadas a coleção pessoal e as edições para venda, Silvyo acredita ter mais de um milhão de revistas espalhadas por quatro depósitos na cidade. Entre os títulos, o mais antigo é uma revista portuguesa de 1904. Em relação a valores, o proprietário prefere não definir uma peça mais cara, segundo ele, “há revistas que não têm preço”.

HQ é também coisa de menina

Nas duas décadas desde a inauguração da loja, algumas mudanças foram sentidas, conta o proprietário. Em relação ao público, a maior transformação foi o crescimento de clientes mulheres. “Mas isso se deu por conta muito dos mangás. Não é que eu me surpreenda, mas é mais atípico. De vez em quando aparece aparecem meninas procurando clássicos de quadrinho, como Piada Mortal, para ela! Não é mais para presente. Se juntar tudo e incluir os mangás, acho que vai ficar quase parelho”, arrisca.

Adaptações para o cinema

Colecionador de HQs desde os seis anos, Silvyo defende as adaptações feitas das histórias em quadrinho para o cinema, normalmente tão criticadas por não reproduzir com fidelidade a história.

“Isso era o que estava faltando. Vai ser muito difícil alguém chegar e dizer que o filme foi fiel ao quadrinho e vice-versa.  Watchmen é considerado um dos três maiores quadrinhos de todos os tempos. Você querer que o melhor quadrinho de todos os tempos vá ser um filme tão excepcional quanto o quadrinho? Aí você está querendo demais”.

Ele reconhece que existem adaptações excelentes, medianas e ruins, mas que a maior comemoração para os admiradores das HQs é o investimento maciço feito pelos estúdios. “Quadrinho no Brasil sempre foi muito banalizado, sempre foi coisa de criança. Até o termo que se usava era pejorativo: revistinha. Um termo totalmente depreciativo. Eu sempre fui um defensor dos quadrinhos, primeiro como roteiro”.

Entre revistas e gibis, amizade

Sempre ligadas ao público infantil, as histórias em quadrinhos atraíram gerações de crianças para a loja de Silvyo. Várias delas, ele acompanhou o crescimento de perto. “Tem um cara que eu posso falar tranquilamente, o caso do Davi. Ele comprava revista quando era garoto. Eu não tinha nem loja, ele ía no meu apartamento com a mãe dele, onde eu tinha minhas revistas. Eu fui para formatura dele, para missa de formatura, fui para o casamento e agora que ele teve um filho, uma menina, disse que vai trazer aqui para eu conhecer. E sempre está vindo ainda.”.

Entre as outras amizades que Silvyo coleciona está o desenhista de quadrinhos nacionais e internacionais Al Rio, conhecido por trabalhos em Homem-Aranha, X-Men e Capitão América, por exemplo. A parceria, inclusive, pode ser vista até hoje na loja em forma de dois painéis feitos em 1995, pintados e assinados pelo artista.

Serviço
Revista & Cia
Endereço: Avenida Pontes Vieira, 1901 – Dionísio Torres
Contato: 3257 – 1057
Página Facebook

Pioneira na cidade
1/6

Pioneira na cidade

Pioneira na cidade

Pioneira na cidade
2/6

Pioneira na cidade

Pioneira na cidade

Pioneira na cidade
3/6

Pioneira na cidade

Pioneira na cidade

Pioneira na cidade
4/6

Pioneira na cidade

Pioneira na cidade

Pioneira na cidade
5/6

Pioneira na cidade

Pioneira na cidade

Pioneira na cidade
6/6

Pioneira na cidade

Pioneira na cidade