Caricaturista de Canindé alcança o reconhecimento de celebridades Brasil afora
LINHAS CURVAS

Caricaturista de Canindé alcança o reconhecimento de celebridades Brasil afora

O autodidata Fabiano Chaves começou a desenvolver sua técnica aos 15 anos, e se inspirou em modelos famosas para fazer sua primeira exposição

Por Deborah Tavares em Cultura

27 de abril de 2017 às 06:30

Há 2 meses

Fabiano Chaves começou a pintar em sua casa aos 15 anos.(FOTO: Reprodução/Instagram)

Os traços das pinturas de Fabiano Chaves são marcantes e as cores, fortes. Assim como as mulheres que serviram de inspiração para a sua primeira exposição, em 2015, “Linhas Curvas”. Os rotos conhecidos ganharam formas caricatas e fizeram sucesso no município de Canindé, Ceará.

“Acho que você já nasce com esse instinto. Desde criança, eu já gostava muito. Tenho lembranças, flashes de memória, de que quando eu tinha 5 anos, gostava muito de desenhar cavalo. Meu pai é agricultor e até meus 4 anos eu morei no interior, a 42 km de Canindé, então eu tive muito convívio com esses animais”, lembra Fabiano.

Foi com 15 anos que o autodidata começou a desenvolver suas técnicas. “A minha mãe costurava e as clientes deixavam umas revistas. Eu ficava olhando as fotos coloridas. Descobri a tinta guache e pedi para a minha mãe para fazer uma decoração no ateliê de costura inspirado nas revistas, aí eu pintei umas modelos”, conta.

Depois disso, a casa inteira se tornou sua própria exposição. “Eu comecei a encher minha casa de pintura, onde você imaginar tinha pintura e os temas foram variando. Tinha surfista saído de uma onda, um anjo, um São Francisco, um dinossauro, eu não tava preocupado com o que eu tava pintando era mais só estudando as técnicas”.

Apaixonado por caricatura, começou a estudar os processos. “Eu gosto muito da caricatura. Eu acho que é uma das expressões de arte mais incríveis, porque ela expressa muita personalidade”.

Aos 17 anos, Fabiano foi chamado para ser caricaturista no Jornal “Gazeta do Sertão”, seu primeiro emprego. As características da caricatura permanecem no seu trabalho até hoje, assim como as modelos que pintava no ateliê.

“Em 2015 eu decidi fazer minha primeira exposição. Aí eu imaginei o que eu tinha feito de mais original, foi quando eu comecei a pintar as modelos no ateliê da minha mãe e quando eu fazia as caricaturas dos colegas na minha sala de aula. Aí surgiu a ideia da série Linhas Curvas, eu fundi essas experiências trazendo essas cores do Brasil e a sensualidade da mulher brasileira”.

Sua paixão pelo hobby foi aumentando e Fabiano deixou seu escritório de comunicação visual para se dedicar totalmente às artes plásticas. “Com 35 anos eu tinha que decidir alguma coisa na minha vida, porque eu fazia os trabalhos, tinha o retorno financeiro, mas acabava sendo uma coisa comum. Eu gosto de criatividade e a pintura dá mais liberdade para isso. Foi aí onde eu disse: ‘Vou investir na pintura, vou me dedicar e vamos ver no que vai dar'”.

Nos 6 meses seguintes ele se concentrou em criar as obras para sua exposição. O trabalho do artista já foi reconhecido por personalidades como Ivete Sangalo, Camila Pitanga e a blogger Camila Coelho. De 19 peças expostas na Linhas Curvas, ele vendeu 18.

“O que vai definir a qualidade do trabalho é a motivação de fazer. Meu objetivo maior é construir uma linguagem simples e compartilhar com as pessoas. A pintura acaba sendo um ato de amor”, finaliza.

Siga o artista: Facebook, Instagram, site.

Exposição Linhas Curvas
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Exposição Linhas Curvas

(FOTO: Reprodução/ Instagram)

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Caricaturista de Canindé alcança o reconhecimento de celebridades Brasil afora

O autodidata Fabiano Chaves começou a desenvolver sua técnica aos 15 anos, e se inspirou em modelos famosas para fazer sua primeira exposição

Por Deborah Tavares em Cultura

27 de abril de 2017 às 06:30

Há 2 meses

Fabiano Chaves começou a pintar em sua casa aos 15 anos.(FOTO: Reprodução/Instagram)

Os traços das pinturas de Fabiano Chaves são marcantes e as cores, fortes. Assim como as mulheres que serviram de inspiração para a sua primeira exposição, em 2015, “Linhas Curvas”. Os rotos conhecidos ganharam formas caricatas e fizeram sucesso no município de Canindé, Ceará.

“Acho que você já nasce com esse instinto. Desde criança, eu já gostava muito. Tenho lembranças, flashes de memória, de que quando eu tinha 5 anos, gostava muito de desenhar cavalo. Meu pai é agricultor e até meus 4 anos eu morei no interior, a 42 km de Canindé, então eu tive muito convívio com esses animais”, lembra Fabiano.

Foi com 15 anos que o autodidata começou a desenvolver suas técnicas. “A minha mãe costurava e as clientes deixavam umas revistas. Eu ficava olhando as fotos coloridas. Descobri a tinta guache e pedi para a minha mãe para fazer uma decoração no ateliê de costura inspirado nas revistas, aí eu pintei umas modelos”, conta.

Depois disso, a casa inteira se tornou sua própria exposição. “Eu comecei a encher minha casa de pintura, onde você imaginar tinha pintura e os temas foram variando. Tinha surfista saído de uma onda, um anjo, um São Francisco, um dinossauro, eu não tava preocupado com o que eu tava pintando era mais só estudando as técnicas”.

Apaixonado por caricatura, começou a estudar os processos. “Eu gosto muito da caricatura. Eu acho que é uma das expressões de arte mais incríveis, porque ela expressa muita personalidade”.

Aos 17 anos, Fabiano foi chamado para ser caricaturista no Jornal “Gazeta do Sertão”, seu primeiro emprego. As características da caricatura permanecem no seu trabalho até hoje, assim como as modelos que pintava no ateliê.

“Em 2015 eu decidi fazer minha primeira exposição. Aí eu imaginei o que eu tinha feito de mais original, foi quando eu comecei a pintar as modelos no ateliê da minha mãe e quando eu fazia as caricaturas dos colegas na minha sala de aula. Aí surgiu a ideia da série Linhas Curvas, eu fundi essas experiências trazendo essas cores do Brasil e a sensualidade da mulher brasileira”.

Sua paixão pelo hobby foi aumentando e Fabiano deixou seu escritório de comunicação visual para se dedicar totalmente às artes plásticas. “Com 35 anos eu tinha que decidir alguma coisa na minha vida, porque eu fazia os trabalhos, tinha o retorno financeiro, mas acabava sendo uma coisa comum. Eu gosto de criatividade e a pintura dá mais liberdade para isso. Foi aí onde eu disse: ‘Vou investir na pintura, vou me dedicar e vamos ver no que vai dar'”.

Nos 6 meses seguintes ele se concentrou em criar as obras para sua exposição. O trabalho do artista já foi reconhecido por personalidades como Ivete Sangalo, Camila Pitanga e a blogger Camila Coelho. De 19 peças expostas na Linhas Curvas, ele vendeu 18.

“O que vai definir a qualidade do trabalho é a motivação de fazer. Meu objetivo maior é construir uma linguagem simples e compartilhar com as pessoas. A pintura acaba sendo um ato de amor”, finaliza.

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