De "fofoqueira da Jangadeiro FM" a novela da Globo, entrevistamos Séfora Rangel


Séfora Rangel relembra sua trajetória: de “fofoqueira das celebridades” a novela da Globo

Formada no curso de Formação Teatral, do Instituto Dragão do Mar, a atriz é um dos destaques da Regra do Jogo, novela em horário nobre

Por Ana Beatriz Leite em Comportamento

2 de Fevereiro de 2016 às 06:00

Há 3 anos
Séfora Rangel fez várias participações em novelas da Globo e atuou em Malhação até conseguir papel em A Regra do Jogo (FOTO: Arquivo Pessoal)

Séfora Rangel fez várias participações em novelas da Globo e atuou em Malhação até conseguir papel em A Regra do Jogo (FOTO: Arquivo Pessoal)

Da cena teatral de Fortaleza à novela na Globo, Séfora Rangel pouco a pouco conquista seu espaço. A atriz chegou onde está sem medir riscos e continua a trilhar seu caminho com a mesma motivação primordial: o amor pela atuação.

A cearense – de coração, pois nasceu em Recife – é formada em Direito e chegou a tirar licença para advogar. Mas a formação de que mais se orgulha é a do Colégio de Formação Teatral, do Instituto Dragão do Mar, que a tornou oficialmente uma atriz profissional.

Há cerca de 10 anos no Rio de Janeiro, Séfora fez teatro, pontas no cinema e, após diversas participações em novelas da Globo, hoje tem papel de importância na novela das nove A Regra do Jogo.

Em entrevista exclusiva ao Tribuna do Ceará, a atriz conta como foi a mudança para a capital carioca, a ascensão nas produções da Globo e a experiência na pele de Conceição, sua personagem na novela de João Emanuel Carneiro.

Tribuna do Ceará: De onde surgiu a oportunidade de ir para o Rio de Janeiro?

Séfora Rangel: Vim pro Rio com a cara e a coragem. Vim muito louca, porque eu não conhecia ninguém, nem a cidade, vim para começar do zero mesmo. Foi bem difícil no começo, muita saudade da minha família, dos amigos… Aí eu tinha muitos trabalhos, trabalhava na Jangadeiro FM, na TV, no teatro, então já tinha uma carreira consolidada. Pensei em desistir várias vezes, mas continuei firme.

Eu já tinha uma bagagem muito boa de teatro, já era atriz profissional. Só que Fortaleza tinha teatro, mas não tinha nada na área de cinema nem TV. Então eu vim para estudar cinema e TV, não só estudar como trabalhar. Fui fazendo vários cursos e fui entrando no mercado nessa área.

Tribuna: Antes disso, ainda em Fortaleza, você trabalhou na Jangadeiro como a “Fofoqueira da Jangadeiro” (veja vídeo ao final da entrevista). Essa experiência de alguma forma a ajudou depois como atriz?

Séfora: Eu trabalhei seis anos na Jangadeiro FM, tinha uma personagem que se chamava Zefinha e falava sobre as celebridades, contava o que ia acontecer nas novelas… Olha como o mundo é louco, como ele dá voltas. Eu também tinha um quadro no Na Boca do Povo, sobre cultura, na TV. Tudo isso ajuda, porque é um aprendizado constante. A rádio ajuda porque trabalha muito com o improviso, é ao vivo, e eu também apresentei o Fortal por uns quatro anos na Jangadeiro e era ao vivo. Então eu brinco assim, quem faz ao vivo faz tudo, porque é bem difícil. Isso tudo dá mais segurança para a gente.

Tribuna: Qual foi a sua trajetória no mercado carioca, até a Globo?

Séfora: Comecei fazendo participações nas novelas, não trabalhei em outra emissora. O primeiro trabalho fixo mesmo foi na Malhação Casa Cheia (2013), depois fiz a série Dupla Identidade (2014), e a agora estou na novela das 21h. Mas antes da Malhação eu fiz teatro no Rio, fiz uma peça com Miguel Falabella e Cláudia Jimenez, “Mais respeito que sou tua mãe”. No cinema, participei de “Casa da Mãe Joana 2” e “Não se preocupe, nada vai dar certo”, os dois do diretor Hugo Carvana, e fiz um que ainda não estreou, “Doidas e Santas” (previsto para 19 de maio). Trabalhei em algumas coisinhas, mas quero fazer mais cinema, ainda tá pouco (risos).

Tribuna: O papel da empregada Conceição na novela A Regra do Jogo é seu segundo fixo na Globo. Como está sendo a experiência?

Séfora: Digo que esse é o primeiro papel mesmo. Tanto na Malhação como em Dupla Identidade eram papéis muito pequenos, esse agora é um papel maior e está sendo incrível! Eu peguei um núcleo com grandes atores, e que tem uma estrada dentro da Globo. É um pessoal que sabe muito, e eu estou aprendendo bastante. E eu estou adorando trabalhar com o João Emanuel, porque ele é um autor muito inusitado, a novela surpreende até a gente que está fazendo. Quando chega os capítulos eu corro para ler tudo. Parece coisa de série americana, que você quer saber o que vai acontecer. A Amora Mautner é uma diretora muito intensa e criativa, ela traz muito do teatro para dentro da TV, dá muita liberdade para a gente criar, o que é ótimo para eu que vim do teatro.

Tribuna: Como está sendo a vivência no papel da Conceição? Você trouxe algo dela para sua vida?

Séfora: Ela é uma mulher muito digna, uma mulher muito boa. Ela perdoou uma traição dupla do marido, não foi um filho, foram dois, então foi uma super traição. Essa mulher conseguiu perdoar o marido, conseguiu perdoar a patroa e conseguiu acolher esses dois filhos como se fossem filhos dela. Ela tem uma bondade muito grande eu brinco dizendo que não sei se eu teria. Acho que a gente tem que pegar nossos personagens e aprender com eles. Ela me fez ver essa questão do perdão e do amor de uma outra forma. É uma personagem trabalhosa, eu tive que me despir dos meus preconceitos, da minha personalidade, para entrar na dela.

Tribuna: Agora que tem a vivência em todos os formatos, de qual gosta mais: TV, cinema ou teatro?

Séfora: Eu gosto de fazer os três, é muito doido isso. Eu estou gostando muito de fazer TV. As pessoas acham que TV é uma coisa menor para um ator, mas eu não acho. Acho que tem uma dificuldade muito grande em fazer TV, porque é tudo muito rápido, eu acho um grande desafio. Se eu tivesse que escolher um não conseguiria. Eu gosto de fazer os três, sinto prazer nos três. Quero fazer tudo!

Tribuna: Você pretende voltar para Fortaleza algum dia?

Séfora: Eu não descarto nada, acho que a gente tem que estar aberto para a vida. Eu tenho aprendido que a gente não tem controle de tudo, é muita arrogância dizer que a gente tem 100% de controle. Eu amo o Rio, amo meu trabalho, mas também sinto muito falta dos meus amigos e família. Eu fui muito feliz em Fortaleza, é puxado, o coração da gente balança. Mas o que vier de bom eu vou correr atrás.

Vídeo: relembra Séfora em ação contando as Fofocas da Zefinha

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Séfora Rangel relembra sua trajetória: de “fofoqueira das celebridades” a novela da Globo

Formada no curso de Formação Teatral, do Instituto Dragão do Mar, a atriz é um dos destaques da Regra do Jogo, novela em horário nobre

Por Ana Beatriz Leite em Comportamento

2 de Fevereiro de 2016 às 06:00

Há 3 anos
Séfora Rangel fez várias participações em novelas da Globo e atuou em Malhação até conseguir papel em A Regra do Jogo (FOTO: Arquivo Pessoal)

Séfora Rangel fez várias participações em novelas da Globo e atuou em Malhação até conseguir papel em A Regra do Jogo (FOTO: Arquivo Pessoal)

Da cena teatral de Fortaleza à novela na Globo, Séfora Rangel pouco a pouco conquista seu espaço. A atriz chegou onde está sem medir riscos e continua a trilhar seu caminho com a mesma motivação primordial: o amor pela atuação.

A cearense – de coração, pois nasceu em Recife – é formada em Direito e chegou a tirar licença para advogar. Mas a formação de que mais se orgulha é a do Colégio de Formação Teatral, do Instituto Dragão do Mar, que a tornou oficialmente uma atriz profissional.

Há cerca de 10 anos no Rio de Janeiro, Séfora fez teatro, pontas no cinema e, após diversas participações em novelas da Globo, hoje tem papel de importância na novela das nove A Regra do Jogo.

Em entrevista exclusiva ao Tribuna do Ceará, a atriz conta como foi a mudança para a capital carioca, a ascensão nas produções da Globo e a experiência na pele de Conceição, sua personagem na novela de João Emanuel Carneiro.

Tribuna do Ceará: De onde surgiu a oportunidade de ir para o Rio de Janeiro?

Séfora Rangel: Vim pro Rio com a cara e a coragem. Vim muito louca, porque eu não conhecia ninguém, nem a cidade, vim para começar do zero mesmo. Foi bem difícil no começo, muita saudade da minha família, dos amigos… Aí eu tinha muitos trabalhos, trabalhava na Jangadeiro FM, na TV, no teatro, então já tinha uma carreira consolidada. Pensei em desistir várias vezes, mas continuei firme.

Eu já tinha uma bagagem muito boa de teatro, já era atriz profissional. Só que Fortaleza tinha teatro, mas não tinha nada na área de cinema nem TV. Então eu vim para estudar cinema e TV, não só estudar como trabalhar. Fui fazendo vários cursos e fui entrando no mercado nessa área.

Tribuna: Antes disso, ainda em Fortaleza, você trabalhou na Jangadeiro como a “Fofoqueira da Jangadeiro” (veja vídeo ao final da entrevista). Essa experiência de alguma forma a ajudou depois como atriz?

Séfora: Eu trabalhei seis anos na Jangadeiro FM, tinha uma personagem que se chamava Zefinha e falava sobre as celebridades, contava o que ia acontecer nas novelas… Olha como o mundo é louco, como ele dá voltas. Eu também tinha um quadro no Na Boca do Povo, sobre cultura, na TV. Tudo isso ajuda, porque é um aprendizado constante. A rádio ajuda porque trabalha muito com o improviso, é ao vivo, e eu também apresentei o Fortal por uns quatro anos na Jangadeiro e era ao vivo. Então eu brinco assim, quem faz ao vivo faz tudo, porque é bem difícil. Isso tudo dá mais segurança para a gente.

Tribuna: Qual foi a sua trajetória no mercado carioca, até a Globo?

Séfora: Comecei fazendo participações nas novelas, não trabalhei em outra emissora. O primeiro trabalho fixo mesmo foi na Malhação Casa Cheia (2013), depois fiz a série Dupla Identidade (2014), e a agora estou na novela das 21h. Mas antes da Malhação eu fiz teatro no Rio, fiz uma peça com Miguel Falabella e Cláudia Jimenez, “Mais respeito que sou tua mãe”. No cinema, participei de “Casa da Mãe Joana 2” e “Não se preocupe, nada vai dar certo”, os dois do diretor Hugo Carvana, e fiz um que ainda não estreou, “Doidas e Santas” (previsto para 19 de maio). Trabalhei em algumas coisinhas, mas quero fazer mais cinema, ainda tá pouco (risos).

Tribuna: O papel da empregada Conceição na novela A Regra do Jogo é seu segundo fixo na Globo. Como está sendo a experiência?

Séfora: Digo que esse é o primeiro papel mesmo. Tanto na Malhação como em Dupla Identidade eram papéis muito pequenos, esse agora é um papel maior e está sendo incrível! Eu peguei um núcleo com grandes atores, e que tem uma estrada dentro da Globo. É um pessoal que sabe muito, e eu estou aprendendo bastante. E eu estou adorando trabalhar com o João Emanuel, porque ele é um autor muito inusitado, a novela surpreende até a gente que está fazendo. Quando chega os capítulos eu corro para ler tudo. Parece coisa de série americana, que você quer saber o que vai acontecer. A Amora Mautner é uma diretora muito intensa e criativa, ela traz muito do teatro para dentro da TV, dá muita liberdade para a gente criar, o que é ótimo para eu que vim do teatro.

Tribuna: Como está sendo a vivência no papel da Conceição? Você trouxe algo dela para sua vida?

Séfora: Ela é uma mulher muito digna, uma mulher muito boa. Ela perdoou uma traição dupla do marido, não foi um filho, foram dois, então foi uma super traição. Essa mulher conseguiu perdoar o marido, conseguiu perdoar a patroa e conseguiu acolher esses dois filhos como se fossem filhos dela. Ela tem uma bondade muito grande eu brinco dizendo que não sei se eu teria. Acho que a gente tem que pegar nossos personagens e aprender com eles. Ela me fez ver essa questão do perdão e do amor de uma outra forma. É uma personagem trabalhosa, eu tive que me despir dos meus preconceitos, da minha personalidade, para entrar na dela.

Tribuna: Agora que tem a vivência em todos os formatos, de qual gosta mais: TV, cinema ou teatro?

Séfora: Eu gosto de fazer os três, é muito doido isso. Eu estou gostando muito de fazer TV. As pessoas acham que TV é uma coisa menor para um ator, mas eu não acho. Acho que tem uma dificuldade muito grande em fazer TV, porque é tudo muito rápido, eu acho um grande desafio. Se eu tivesse que escolher um não conseguiria. Eu gosto de fazer os três, sinto prazer nos três. Quero fazer tudo!

Tribuna: Você pretende voltar para Fortaleza algum dia?

Séfora: Eu não descarto nada, acho que a gente tem que estar aberto para a vida. Eu tenho aprendido que a gente não tem controle de tudo, é muita arrogância dizer que a gente tem 100% de controle. Eu amo o Rio, amo meu trabalho, mas também sinto muito falta dos meus amigos e família. Eu fui muito feliz em Fortaleza, é puxado, o coração da gente balança. Mas o que vier de bom eu vou correr atrás.

Vídeo: relembra Séfora em ação contando as Fofocas da Zefinha

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