Colecionadores cearenses guardam bicicletas que são verdadeiras relíquias

PAIXÃO POR DUAS RODAS

Colecionadores cearenses guardam bicicletas que são verdadeiras relíquias

Algumas bicicletas, com mais de meio século de lançamento, chegam a custar R$ 5 mil quando bem restauradas

Por Daniel Rocha em Comportamento

8 de Janeiro de 2018 às 06:45

Há 5 meses

Jaime Filho tem um acervo de 30 bicicletas de época (Foto: Arquivo Pessoal)

Para alguns, a bicicleta não é apenas um meio de transporte. Pode significar um equipamento de exercício físico, um meio de trabalho ou brinquedo. No caso dos colecionadores de bicicletas antigas, o veículo é um item de coleção que traz uma memória afetiva da infância.

Muitos iniciaram a coleção após lembrar dos momentos de quando aprenderam a andar de bicicleta quando criança. É o caso do engenheiro agrônomo Jaime Filho, que reúne cerca de 30 modelos de bikes de diversas décadas. E, até hoje, guarda a sua primeira bicicleta.

“Ainda tenho a bicicleta que aprendi a andar. Ela é de 1963. Era do meu irmão mais velho, que comprou em 1965. Hoje, ela tem 54 anos”, conta Jaime.

Desde 2002, o engenheiro coleciona bicicletas antigas. A paixão pelo meio de transporte surgiu quando tinha 8 a 10 anos.

Ao ver diversos modelos na rua, Jaime cativou a vontade de colecionar. “Comecei a restaurar as bicicletas que via com meus amigos. Hoje, tenho uma alemã, uma francesa, mas a maioria é brasileira”, comenta. O colecionador tem bicicletas que são avaliadas em R$ 4 mil a R$ 5 mil, devido à data de fabricação.

Marco Ximenes, engenheiro eletricista, também possui admiração por bicicletas. Ainda não se considera um colecionador como Jaime, por só ter quatro modelos de época, mas frequenta os encontros anuais de colecionadores. Assim como o colecionador, o interesse por bikes surgiu quando criança.

Admirador de bicicleta, Marco Ximenes restaura bicicletas antigas (Foto: Arquivo Pessoal)

Segundo Marco, a bicicleta traz lembranças de seus deslocamentos em duas rodas quando era criança e adolescente. “O contato com a cidade é muito maior na bicicleta do que no ônibus e no carro”, acredita.

Quando mais jovem, o engenheiro se deslocava do bairro Maraponga para a Aldeota de bicicleta com os amigos para jogar videogame. A lembrança traz a sensação de liberdade que sentia da época. “A gente não tinha dinheiro para pegar ônibus toda hora”, relembra.

Marco tenta cultivar essa sensação na sua filha de 4 anos. Hoje, ela anda em um triciclo pela idade, mas já tem uma bicicleta a sua espera quando atingir a idade apropriada.

Exposição de bicicletas 

Desde 2012, os colecionadores de bicicletas antigas se reúnem para expor suas coleções. Segundo Marco Ximenes, Fortaleza tem pelo menos 30 colecionadores. Na mostra anual, são expostos bicicletas das décadas de 1930 a 1980. A maioria é restaurada. “Tem muita gente que coleciona carros e desperta o interesse por bicicleta”, explica.

No último mês de novembro, foi realizado a 5ª edição do Encontro Anual de Bicicletas Antigas. O evento aconteceu no Passeio Público, no Centro de Fortaleza.

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PAIXÃO POR DUAS RODAS

Colecionadores cearenses guardam bicicletas que são verdadeiras relíquias

Algumas bicicletas, com mais de meio século de lançamento, chegam a custar R$ 5 mil quando bem restauradas

Por Daniel Rocha em Comportamento

8 de Janeiro de 2018 às 06:45

Há 5 meses

Jaime Filho tem um acervo de 30 bicicletas de época (Foto: Arquivo Pessoal)

Para alguns, a bicicleta não é apenas um meio de transporte. Pode significar um equipamento de exercício físico, um meio de trabalho ou brinquedo. No caso dos colecionadores de bicicletas antigas, o veículo é um item de coleção que traz uma memória afetiva da infância.

Muitos iniciaram a coleção após lembrar dos momentos de quando aprenderam a andar de bicicleta quando criança. É o caso do engenheiro agrônomo Jaime Filho, que reúne cerca de 30 modelos de bikes de diversas décadas. E, até hoje, guarda a sua primeira bicicleta.

“Ainda tenho a bicicleta que aprendi a andar. Ela é de 1963. Era do meu irmão mais velho, que comprou em 1965. Hoje, ela tem 54 anos”, conta Jaime.

Desde 2002, o engenheiro coleciona bicicletas antigas. A paixão pelo meio de transporte surgiu quando tinha 8 a 10 anos.

Ao ver diversos modelos na rua, Jaime cativou a vontade de colecionar. “Comecei a restaurar as bicicletas que via com meus amigos. Hoje, tenho uma alemã, uma francesa, mas a maioria é brasileira”, comenta. O colecionador tem bicicletas que são avaliadas em R$ 4 mil a R$ 5 mil, devido à data de fabricação.

Marco Ximenes, engenheiro eletricista, também possui admiração por bicicletas. Ainda não se considera um colecionador como Jaime, por só ter quatro modelos de época, mas frequenta os encontros anuais de colecionadores. Assim como o colecionador, o interesse por bikes surgiu quando criança.

Admirador de bicicleta, Marco Ximenes restaura bicicletas antigas (Foto: Arquivo Pessoal)

Segundo Marco, a bicicleta traz lembranças de seus deslocamentos em duas rodas quando era criança e adolescente. “O contato com a cidade é muito maior na bicicleta do que no ônibus e no carro”, acredita.

Quando mais jovem, o engenheiro se deslocava do bairro Maraponga para a Aldeota de bicicleta com os amigos para jogar videogame. A lembrança traz a sensação de liberdade que sentia da época. “A gente não tinha dinheiro para pegar ônibus toda hora”, relembra.

Marco tenta cultivar essa sensação na sua filha de 4 anos. Hoje, ela anda em um triciclo pela idade, mas já tem uma bicicleta a sua espera quando atingir a idade apropriada.

Exposição de bicicletas 

Desde 2012, os colecionadores de bicicletas antigas se reúnem para expor suas coleções. Segundo Marco Ximenes, Fortaleza tem pelo menos 30 colecionadores. Na mostra anual, são expostos bicicletas das décadas de 1930 a 1980. A maioria é restaurada. “Tem muita gente que coleciona carros e desperta o interesse por bicicleta”, explica.

No último mês de novembro, foi realizado a 5ª edição do Encontro Anual de Bicicletas Antigas. O evento aconteceu no Passeio Público, no Centro de Fortaleza.

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