10 curiosidades sobre o Maracatu cearense


10 curiosidades sobre o Maracatu cearense

Saiba mais sobre a festa tradicional de Fortaleza que é inspirada nos escravos

Por Daniel Herculano em Comportamento

1 de março de 2014 às 12:00

Há 5 anos
Fortaleza-Nobre

Foto de 1958 do maracatu AZ de Ouro, no Centro de Fortaleza. (Foto: Acervo de Antonio Marcos Gomes da Silva)

 

1. O início:

O Maracatu Cearense chegou a Fortaleza em 1936 como uma dança dramática de origem afrodescendente.

2. Histórico:

Oficialmente os Maracatus foram incluídos no carnaval de Fortaleza em 1937, como agremiação carnavalesca.

3. Ritmo cadenciado:

A música é uma das principais características com uma batida mais lenta e ritmo cadenciado.

4. Percussão:

O grupo de percussão conta com caixas, utilizadas sem esteira para acentuar a batida grave;

5. Instrumentos:

Os ferros (surdos, bumbos, ganzás, chocalhos e triângulos) são confeccionados com molas de transporte pesado, conferindo um timbre e sonoridade acentuada.

maracatu

Festa inspirada nos escravos (Foto: Chico Gomes)

6. Rostos pintados:

Nos desfiles, os brincantes possuem os rostos pintados de preto.

7. Homenagem:

O Maracatu Cearense foi criado para homenagear os escravos negros oriundos da África, por isso os rostos pintados de preto.

8. O cortejo:

Formado por baliza, porta-estandarte, índios brasileiros e nativos africanos, negras e baianas, negra da calunga, negra do incenso, balaieiro, casal de pretos velhos, pajens, tiradores de loas e batuqueiros, o cortejo é feito em reverência a uma rainha negra e sua corte real.

9. Agremiações em atividade:

Em 2014, 13 agremiações irão desfilar na avenida Domingos Olímpio: Az de Ouro (1936), Rei de Paus (fundado em 1960, como Ás de Paus), Vozes da África (1980), Nação Baobab (1995), Maracatu Solar (2001), Maracatu Rei Zumbi (2001), Nação Iracema (2002), Maracatu Kizomba (2003), Nação Fortaleza (2004), Maracatu Nação Axé de Oxossi (2007), Maracatu Nação Pici, Maracatu Filhos de Yemanjá e Maracatu Reis de Congo.

10. Exposição:

Está em cartaz no Estoril (Praia de Iracema) a exposição “Maracatus no Ceará: Festa, Ritual e Memória” até o dia 10 de março. No acervo vídeos, fotos, fantasias e adereços raros. Entre os colaboradores estão Calé Alencar, Pingo de Fortaleza, Descartes Gadelha, Oswald Barroso e Silas de Paula, que junto com a fotógrafa Iana Soares participam com uma fotografia da exposição “A face desnuda do maracatu, ou uma declaração de amor ao Zé Rainha”.

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10 curiosidades sobre o Maracatu cearense

Saiba mais sobre a festa tradicional de Fortaleza que é inspirada nos escravos

Por Daniel Herculano em Comportamento

1 de março de 2014 às 12:00

Há 5 anos
Fortaleza-Nobre

Foto de 1958 do maracatu AZ de Ouro, no Centro de Fortaleza. (Foto: Acervo de Antonio Marcos Gomes da Silva)

 

1. O início:

O Maracatu Cearense chegou a Fortaleza em 1936 como uma dança dramática de origem afrodescendente.

2. Histórico:

Oficialmente os Maracatus foram incluídos no carnaval de Fortaleza em 1937, como agremiação carnavalesca.

3. Ritmo cadenciado:

A música é uma das principais características com uma batida mais lenta e ritmo cadenciado.

4. Percussão:

O grupo de percussão conta com caixas, utilizadas sem esteira para acentuar a batida grave;

5. Instrumentos:

Os ferros (surdos, bumbos, ganzás, chocalhos e triângulos) são confeccionados com molas de transporte pesado, conferindo um timbre e sonoridade acentuada.

maracatu

Festa inspirada nos escravos (Foto: Chico Gomes)

6. Rostos pintados:

Nos desfiles, os brincantes possuem os rostos pintados de preto.

7. Homenagem:

O Maracatu Cearense foi criado para homenagear os escravos negros oriundos da África, por isso os rostos pintados de preto.

8. O cortejo:

Formado por baliza, porta-estandarte, índios brasileiros e nativos africanos, negras e baianas, negra da calunga, negra do incenso, balaieiro, casal de pretos velhos, pajens, tiradores de loas e batuqueiros, o cortejo é feito em reverência a uma rainha negra e sua corte real.

9. Agremiações em atividade:

Em 2014, 13 agremiações irão desfilar na avenida Domingos Olímpio: Az de Ouro (1936), Rei de Paus (fundado em 1960, como Ás de Paus), Vozes da África (1980), Nação Baobab (1995), Maracatu Solar (2001), Maracatu Rei Zumbi (2001), Nação Iracema (2002), Maracatu Kizomba (2003), Nação Fortaleza (2004), Maracatu Nação Axé de Oxossi (2007), Maracatu Nação Pici, Maracatu Filhos de Yemanjá e Maracatu Reis de Congo.

10. Exposição:

Está em cartaz no Estoril (Praia de Iracema) a exposição “Maracatus no Ceará: Festa, Ritual e Memória” até o dia 10 de março. No acervo vídeos, fotos, fantasias e adereços raros. Entre os colaboradores estão Calé Alencar, Pingo de Fortaleza, Descartes Gadelha, Oswald Barroso e Silas de Paula, que junto com a fotógrafa Iana Soares participam com uma fotografia da exposição “A face desnuda do maracatu, ou uma declaração de amor ao Zé Rainha”.

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