Halder Gomes já prepara continuação de "Os Parças", 2ª maior bilheteria de 2017

1 MILHÃO NOS CINEMAS

Halder Gomes já prepara continuação de “Os Parças”, 2ª maior bilheteria de 2017

Em números, o filme ultrapassou as grandes bilheterias de “Cine Holliudy” e “Shaolin do Sertão”, seus sucessos anteriores

Por Gabriel Borges em Cinema

7 de Janeiro de 2018 às 06:45

Há 2 semanas

Halder Gomes espera um grande ano em 2018 (FOTO: Gabriel Borges)

Halder Gomes parece ter encontrado o segredo do sucesso. Em um ano difícil para o cinema nacional, o filme “Os Parças” bateu a marca de 1 milhão de espectadores, sendo assim a segunda maior bilheteria do ano de 2017. Em números, o filme ultrapassou as marcas expressivas de “Cine Holliúdy” e “O Shaolin do Sertão”, obras do diretor.

“O segredo passa por muito trabalho, muita paixão pelo que você faz. Escolher os projetos certos, ter maturidade para saber quais são os mais apropriados para o momento, além de ter a intuição para correr alguns riscos que podem te levar para outro patamar”, revela o diretor.

Segundo Halder, a relação dos espectadores com a obra é o que define o sucesso. “No fim de tudo, o sucesso não nos pertence, mas pertence ao público. Nosso trabalho é construir algo que dê namoro nisso aí, mas não existe garantia nenhuma”.

Os Parças leva ao público uma mistura de grandes nomes do humor. Tom Cavalcante, Whindersson Nunes e Tirulipa mesclam seus talentos em nome da obra.

“Esse encontro de gerações é muito bacana. Você pega uma geração mais nova que não teve a oportunidade de conhecer o Tom, e que foi ao cinema por causa do Whindersson, essa geração acaba se deparando com o gigante que é o Tom. Imagina como é gostoso para esse espectador. A mesma coisa acontece no sentido inverso”, conta Halder.

O diretor completa afirmando que os humoristas entenderam o seu lugar no filme. “O objetivo maior é fazer com que o melhor de cada um possa ser retroalimentado com o outro, e não uma tentativa de um humor se sobrepor ao outro. Cada um foi muito consciente do seu momento de brilhar”.

A união de gerações não acontece apenas entre os humoristas, mas também nas salas de cinemas. O público do filme é diversificado, desde crianças até a terceira idade, o que é um diferencial nos trabalhos de Halder.

“Isso unificou espectadores e trouxe outro fenômeno que vem acontecendo desde Cine Holliúdy, que são três gerações indo ao cinema. Isso não acontece nem com os filmes da Disney”, relata.

Com tanto carinho por parte do público, Halder revela que o filme pode ganhar uma continuidade. “Existe sim essa possibilidade. O filme cruza uma linha de volume de ingressos em que ele se torna rentável do ponto de vista de produção. O que automaticamente já aciona um sinal verde para uma continuação. Foi assim com Cine Holliúdy e O Shaolin do Sertão, agora acontece o mesmo com Os Parças”, conta.

“O filme agradou muito, a receptividade é muito alta. Não é só o fenômeno que ele está sendo de bilheteria, mas é o feedback positivo pelas mensagens que eu recebo. Isso é muito gratificante, 50% das mensagens são de pessoas perguntando se vai ter mais”, completa.

Quando questionado se Os Parças pode ser considerado seu maior sucesso, Halder mostra que possui grande carinho por todos os seus filmes. “Cada um é sucesso do seu tamanho e na sua proporção. No Cine Holliúdy, nós partimos do zero e chegamos aos 500 mil ingressos com um filme que custou R$ 1 milhão. Com apenas nove cópias no Ceará vendemos 300 mil ingressos, o que é um recorde absoluto. Ele já virou uma franquia que tem parte 2, além de se tornar uma série. É um sucesso imensurável que ele estabeleceu para o tamanho dele”, analisa.

A sequência do trabalho foi uma forma de afirmação dos sucessos anteriores, afirma o diretor. “O Shaolin do Sertão veio como uma consolidação. Já foi um lançamento um pouco maior e ampliamos 150 mil ingressos em relação ao Cine Holliudy. É um filme que é um grande sucesso não só pelos números, mas por ter pavimentado uma fidelização de um público que abraçou Os Parças. Somado ao potencial dos meninos, esse público cresceu bastante. Cada um é um sucesso dentro da sua particularidade. De números absolutos Os Parças é o maior deles, mas cada um tem seu papel no crescimento do outro”.

O Nordeste possui a maior bilheteria de Os Parças, 55% dos ingressos vendidos são do Nordeste e mais de 20% são do Ceará. O filme deve continuar nas salas de cinema do Região até o fim do mês de janeiro.

Para 2018, os trabalhos continuam. Dia 10 de maio será lançado Cine Holliudy 2 – A Chibata Sideral, além de uma série que será liberada em outubro. A continuação de Shaolin do Sertão já está sendo roteirizada. O diretor também está produzindo um drama, “Vermelho Monet”.

“É um momento muito especial da minha carreira, Cine Holliúdy foi meu quarto longa. Foi um amadurecimento artístico. O filme tem uma marca, uma identidade, uma assinatura que estabelece um diálogo com um público que as pessoas entendem que aquele filme pertence a aquele realizado, assim como a partir de um quadro se identifica um artista. Sinto que meus trabalhos chegaram a esse ponto, com esse compromisso artístico muito grande, mas também com o compromisso de dialogar com o público”, finaliza Halder.

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Halder Gomes já prepara continuação de “Os Parças”, 2ª maior bilheteria de 2017

Em números, o filme ultrapassou as grandes bilheterias de “Cine Holliudy” e “Shaolin do Sertão”, seus sucessos anteriores

Por Gabriel Borges em Cinema

7 de Janeiro de 2018 às 06:45

Há 2 semanas

Halder Gomes espera um grande ano em 2018 (FOTO: Gabriel Borges)

Halder Gomes parece ter encontrado o segredo do sucesso. Em um ano difícil para o cinema nacional, o filme “Os Parças” bateu a marca de 1 milhão de espectadores, sendo assim a segunda maior bilheteria do ano de 2017. Em números, o filme ultrapassou as marcas expressivas de “Cine Holliúdy” e “O Shaolin do Sertão”, obras do diretor.

“O segredo passa por muito trabalho, muita paixão pelo que você faz. Escolher os projetos certos, ter maturidade para saber quais são os mais apropriados para o momento, além de ter a intuição para correr alguns riscos que podem te levar para outro patamar”, revela o diretor.

Segundo Halder, a relação dos espectadores com a obra é o que define o sucesso. “No fim de tudo, o sucesso não nos pertence, mas pertence ao público. Nosso trabalho é construir algo que dê namoro nisso aí, mas não existe garantia nenhuma”.

Os Parças leva ao público uma mistura de grandes nomes do humor. Tom Cavalcante, Whindersson Nunes e Tirulipa mesclam seus talentos em nome da obra.

“Esse encontro de gerações é muito bacana. Você pega uma geração mais nova que não teve a oportunidade de conhecer o Tom, e que foi ao cinema por causa do Whindersson, essa geração acaba se deparando com o gigante que é o Tom. Imagina como é gostoso para esse espectador. A mesma coisa acontece no sentido inverso”, conta Halder.

O diretor completa afirmando que os humoristas entenderam o seu lugar no filme. “O objetivo maior é fazer com que o melhor de cada um possa ser retroalimentado com o outro, e não uma tentativa de um humor se sobrepor ao outro. Cada um foi muito consciente do seu momento de brilhar”.

A união de gerações não acontece apenas entre os humoristas, mas também nas salas de cinemas. O público do filme é diversificado, desde crianças até a terceira idade, o que é um diferencial nos trabalhos de Halder.

“Isso unificou espectadores e trouxe outro fenômeno que vem acontecendo desde Cine Holliúdy, que são três gerações indo ao cinema. Isso não acontece nem com os filmes da Disney”, relata.

Com tanto carinho por parte do público, Halder revela que o filme pode ganhar uma continuidade. “Existe sim essa possibilidade. O filme cruza uma linha de volume de ingressos em que ele se torna rentável do ponto de vista de produção. O que automaticamente já aciona um sinal verde para uma continuação. Foi assim com Cine Holliúdy e O Shaolin do Sertão, agora acontece o mesmo com Os Parças”, conta.

“O filme agradou muito, a receptividade é muito alta. Não é só o fenômeno que ele está sendo de bilheteria, mas é o feedback positivo pelas mensagens que eu recebo. Isso é muito gratificante, 50% das mensagens são de pessoas perguntando se vai ter mais”, completa.

Quando questionado se Os Parças pode ser considerado seu maior sucesso, Halder mostra que possui grande carinho por todos os seus filmes. “Cada um é sucesso do seu tamanho e na sua proporção. No Cine Holliúdy, nós partimos do zero e chegamos aos 500 mil ingressos com um filme que custou R$ 1 milhão. Com apenas nove cópias no Ceará vendemos 300 mil ingressos, o que é um recorde absoluto. Ele já virou uma franquia que tem parte 2, além de se tornar uma série. É um sucesso imensurável que ele estabeleceu para o tamanho dele”, analisa.

A sequência do trabalho foi uma forma de afirmação dos sucessos anteriores, afirma o diretor. “O Shaolin do Sertão veio como uma consolidação. Já foi um lançamento um pouco maior e ampliamos 150 mil ingressos em relação ao Cine Holliudy. É um filme que é um grande sucesso não só pelos números, mas por ter pavimentado uma fidelização de um público que abraçou Os Parças. Somado ao potencial dos meninos, esse público cresceu bastante. Cada um é um sucesso dentro da sua particularidade. De números absolutos Os Parças é o maior deles, mas cada um tem seu papel no crescimento do outro”.

O Nordeste possui a maior bilheteria de Os Parças, 55% dos ingressos vendidos são do Nordeste e mais de 20% são do Ceará. O filme deve continuar nas salas de cinema do Região até o fim do mês de janeiro.

Para 2018, os trabalhos continuam. Dia 10 de maio será lançado Cine Holliudy 2 – A Chibata Sideral, além de uma série que será liberada em outubro. A continuação de Shaolin do Sertão já está sendo roteirizada. O diretor também está produzindo um drama, “Vermelho Monet”.

“É um momento muito especial da minha carreira, Cine Holliúdy foi meu quarto longa. Foi um amadurecimento artístico. O filme tem uma marca, uma identidade, uma assinatura que estabelece um diálogo com um público que as pessoas entendem que aquele filme pertence a aquele realizado, assim como a partir de um quadro se identifica um artista. Sinto que meus trabalhos chegaram a esse ponto, com esse compromisso artístico muito grande, mas também com o compromisso de dialogar com o público”, finaliza Halder.