Artistas de outros estados contam desafio de incorporar linguajar cearense em Cine Holliúdy 2

ESTREIA NOS CINEMAS

Artistas de outros estados contam desafio de incorporar linguajar cearense em Cine Holliúdy 2

Samantha Schmutz, Miriam Freeland, Roberto Bomtempo e Gorete Milagres se juntam a Edmilson Filho, Haroldo Guimarães e Falcão no filme que chega aos cinemas no dia 21 de março

Por Crisneive Silveira em Cinema

14 de março de 2019 às 07:00

Há 2 meses

Cine Holliúdy – A Chibata Sideral. (FOTO: Divulgação)

Se tem uma coisa que tem tudo a ver com o Ceará é o cinema. Ainda mais quando o filme traz muito da cultura, do sotaque e do humor pelo qual o cearense é bem conhecido. É o que traz o Cine Holliúdy 2 – A Chibata Sideral. É muita “rumação” num filme só. Gravado na cidade de Pacatuba, na Região Metropolitana de Fortaleza, o filme conta a saga de Francisgleydisson para produzir um filme de ficção científica, e estreia nas telinhas de todo o país no dia 21 de março.

O diretor Halder Gomes, o protagonista Edmilson Filho e grande elenco conversaram sobre o novo filme em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (13), no Hotel Luzeiros, na Praia de Iracema, em Fortaleza.

Foram seis semanas de gravação em Pacatuba. Depois de trazer muito da paixão por artes marciais, em Cine Holliúdy – O Astista Contra o Caba do Mal, desta vez, o diretor Halder Gomes revela o gosto pela ficção científica.

“Fui criado assistindo Perdidos no Espaço, Terra de Gigantes, Túnel do Tempo… Tenho referências nostálgicas disso tudo. Esse gênero já faz parte da nossa cultura popular. Quando você vai a Quixadá, todo mundo diz que foi abduzido por disco voador e o diabo a quatro. Então foi fácil encontrar essa costura. A gente está criando um laboratório interessante dentro da própria comédia. A comédia sendo um gancho para atrair para o gênero”, explicou o diretor.

A linguagem do filme conversa diretamente com o público nordestino, mas a produção no “estilo comédia cearense” deve ser abraçada por todo o Brasil como o primeiro, Cine Holliúdy – O Astista Contra o Caba do Mal, de 2012. A atriz Samantha Schmutz conta como foi aprender o “cearensês” para interpretar Justina, uma ex-quenga.

“Minha maior preocupação foi não fazer um sotaque caricato. Eu não me preocupei em ser uma pessoa daqui, mas ‘chupar’ um pouquinho do sotaque, do jeito de falar, acho que o corpo ajuda também. Eu quis me aproximar do sotaque, mas eu sabia que não ia ficar uma coisa genuína. Talvez se eu tivesse mais tempo e realmente uma coisa de ficar estudando muito o sotaque, poderia chegar a uma coisa mais próxima. Eu quis pegar a energia, o espírito dessa comédia, que eu acho que é mais do que nacional, é universal. Pra mim, o humor é universal”, explicou a atriz.

Elenco de Cine Holliúdy 2 – A Chibatada Sideral. (FOTO: Crisneive Silveira/Tribuna do Ceará)

“É um filme difícil de fazer. Ele é uma coisa que não se parece com nada a não ser com ele mesmo. Para contar aquilo ali, você tem que ter atores para segurar a carga dramática quando o filme pede, dentro de uma sutileza sem exagerar e criar o universo da comédia onde é muito engraçado para quem está assistindo”, assim definiu Halder Gomes, quando explicou sobre a escolha dos atores para o desafio de interpretar a carga dramática e de comédia na produção.

O elenco é formado por cearenses como o protagonista Edmilson Filho (Francisgleydisson/Pastor Esmeraldo), Haroldo Guimarães (Munizio e Orilaudo Lécio) e Falcão (Cego Isaías), e outros nomes conhecidos do cenário nacional, como a própria Samantha Schmutz (Justina), Miriam Freeland (Maria das Graças), Roberto Bomtempo (Olegário) e Gorete Milagres (Dona Conceição), que também estiveram na coletiva de imprensa.

“A minha cabeça todo dia pensa uma esculhambação diferente. O jeito de falar já ajuda. Já tem uma comédia só na espontaneidade. São palavras que a gente usa no Nordeste que não são gírias, são palavras que nós criamos aqui. Nós usamos e não chega lá fora. Vira uma comédia verbal”, disse Edmilson Filho.

“Não é só a questão do cearensês, é o modo de ser do cearense. Nós estamos num estado que é 98% do território cearense está no semiárido. E o brasileiro ainda não aprendeu a conviver com a riqueza que a caatinga pode trazer. E uma peculiaridade do cearense é saber ser agradável e nós precisamos ser assim”, contou Haroldo Guimarães.

Cine Holliúdy – A Chibata Sideral. (FOTO: Divulgação)

O filme traz um protagonista que se torna cineasta e nesse processo de produzir um filme, muitas dificuldades são encaradas. A produção, que se passa na década de 1980, não esquece o contexto atual da cultura no país e traz críticas a quem não reconhece a importância do tema para a sociedade.

“Estamos vivendo um momento distorcido, onde tentam culpar o artista da desgraça que a gente tá vivendo. E nós não temos culpa de nada disso. O artista tem a arte para poder falar ao invés de falar por si (pessoa física). Ali tem uma cutucada, pra gente entender, se você parar pra pensar e tirar todas as memórias afetivas que você tem das músicas que marcaram pra você, do filme da sua vida, do livro que você leu e te encantou, de uma novela que assistiu… Se você tirar tudo isso da sua alma, que foi construído por artistas, você perde a identidade, você vira simplesmente um bicho. Então a gente faz parte do universo de ajudar a formar a essência. No caso dos nossos filmes, a gente ajuda a construir a nossa identidade. A cultura e a arte são essenciais!”

Então, anota aí no caderninho: Cine Holliúdy 2 – A Chibata Sideral estreia nos cinemas de todo o país no próximo dia 21 de março, quinta-feira.

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ESTREIA NOS CINEMAS

Artistas de outros estados contam desafio de incorporar linguajar cearense em Cine Holliúdy 2

Samantha Schmutz, Miriam Freeland, Roberto Bomtempo e Gorete Milagres se juntam a Edmilson Filho, Haroldo Guimarães e Falcão no filme que chega aos cinemas no dia 21 de março

Por Crisneive Silveira em Cinema

14 de março de 2019 às 07:00

Há 2 meses

Cine Holliúdy – A Chibata Sideral. (FOTO: Divulgação)

Se tem uma coisa que tem tudo a ver com o Ceará é o cinema. Ainda mais quando o filme traz muito da cultura, do sotaque e do humor pelo qual o cearense é bem conhecido. É o que traz o Cine Holliúdy 2 – A Chibata Sideral. É muita “rumação” num filme só. Gravado na cidade de Pacatuba, na Região Metropolitana de Fortaleza, o filme conta a saga de Francisgleydisson para produzir um filme de ficção científica, e estreia nas telinhas de todo o país no dia 21 de março.

O diretor Halder Gomes, o protagonista Edmilson Filho e grande elenco conversaram sobre o novo filme em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (13), no Hotel Luzeiros, na Praia de Iracema, em Fortaleza.

Foram seis semanas de gravação em Pacatuba. Depois de trazer muito da paixão por artes marciais, em Cine Holliúdy – O Astista Contra o Caba do Mal, desta vez, o diretor Halder Gomes revela o gosto pela ficção científica.

“Fui criado assistindo Perdidos no Espaço, Terra de Gigantes, Túnel do Tempo… Tenho referências nostálgicas disso tudo. Esse gênero já faz parte da nossa cultura popular. Quando você vai a Quixadá, todo mundo diz que foi abduzido por disco voador e o diabo a quatro. Então foi fácil encontrar essa costura. A gente está criando um laboratório interessante dentro da própria comédia. A comédia sendo um gancho para atrair para o gênero”, explicou o diretor.

A linguagem do filme conversa diretamente com o público nordestino, mas a produção no “estilo comédia cearense” deve ser abraçada por todo o Brasil como o primeiro, Cine Holliúdy – O Astista Contra o Caba do Mal, de 2012. A atriz Samantha Schmutz conta como foi aprender o “cearensês” para interpretar Justina, uma ex-quenga.

“Minha maior preocupação foi não fazer um sotaque caricato. Eu não me preocupei em ser uma pessoa daqui, mas ‘chupar’ um pouquinho do sotaque, do jeito de falar, acho que o corpo ajuda também. Eu quis me aproximar do sotaque, mas eu sabia que não ia ficar uma coisa genuína. Talvez se eu tivesse mais tempo e realmente uma coisa de ficar estudando muito o sotaque, poderia chegar a uma coisa mais próxima. Eu quis pegar a energia, o espírito dessa comédia, que eu acho que é mais do que nacional, é universal. Pra mim, o humor é universal”, explicou a atriz.

Elenco de Cine Holliúdy 2 – A Chibatada Sideral. (FOTO: Crisneive Silveira/Tribuna do Ceará)

“É um filme difícil de fazer. Ele é uma coisa que não se parece com nada a não ser com ele mesmo. Para contar aquilo ali, você tem que ter atores para segurar a carga dramática quando o filme pede, dentro de uma sutileza sem exagerar e criar o universo da comédia onde é muito engraçado para quem está assistindo”, assim definiu Halder Gomes, quando explicou sobre a escolha dos atores para o desafio de interpretar a carga dramática e de comédia na produção.

O elenco é formado por cearenses como o protagonista Edmilson Filho (Francisgleydisson/Pastor Esmeraldo), Haroldo Guimarães (Munizio e Orilaudo Lécio) e Falcão (Cego Isaías), e outros nomes conhecidos do cenário nacional, como a própria Samantha Schmutz (Justina), Miriam Freeland (Maria das Graças), Roberto Bomtempo (Olegário) e Gorete Milagres (Dona Conceição), que também estiveram na coletiva de imprensa.

“A minha cabeça todo dia pensa uma esculhambação diferente. O jeito de falar já ajuda. Já tem uma comédia só na espontaneidade. São palavras que a gente usa no Nordeste que não são gírias, são palavras que nós criamos aqui. Nós usamos e não chega lá fora. Vira uma comédia verbal”, disse Edmilson Filho.

“Não é só a questão do cearensês, é o modo de ser do cearense. Nós estamos num estado que é 98% do território cearense está no semiárido. E o brasileiro ainda não aprendeu a conviver com a riqueza que a caatinga pode trazer. E uma peculiaridade do cearense é saber ser agradável e nós precisamos ser assim”, contou Haroldo Guimarães.

Cine Holliúdy – A Chibata Sideral. (FOTO: Divulgação)

O filme traz um protagonista que se torna cineasta e nesse processo de produzir um filme, muitas dificuldades são encaradas. A produção, que se passa na década de 1980, não esquece o contexto atual da cultura no país e traz críticas a quem não reconhece a importância do tema para a sociedade.

“Estamos vivendo um momento distorcido, onde tentam culpar o artista da desgraça que a gente tá vivendo. E nós não temos culpa de nada disso. O artista tem a arte para poder falar ao invés de falar por si (pessoa física). Ali tem uma cutucada, pra gente entender, se você parar pra pensar e tirar todas as memórias afetivas que você tem das músicas que marcaram pra você, do filme da sua vida, do livro que você leu e te encantou, de uma novela que assistiu… Se você tirar tudo isso da sua alma, que foi construído por artistas, você perde a identidade, você vira simplesmente um bicho. Então a gente faz parte do universo de ajudar a formar a essência. No caso dos nossos filmes, a gente ajuda a construir a nossa identidade. A cultura e a arte são essenciais!”

Então, anota aí no caderninho: Cine Holliúdy 2 – A Chibata Sideral estreia nos cinemas de todo o país no próximo dia 21 de março, quinta-feira.