Mulheres têm 7 vezes mais chances do que homens de apresentar disfunção hormonal


Mulheres têm 7 vezes mais chances do que homens de apresentar disfunção hormonal

Na 4ª matéria da série “Vida Saudável”, endocrinologista alerta sobre sintomas e tratamento do hipo e do hipertireoidismo, doenças relacionadas à glândula tireoide

Por Rosana Romão em Bem-Estar

5 de março de 2015 às 13:00

Há 4 anos
A tireóide é uma glândula em forma de borboleta (com dois lobos), localizada na parte anterior pescoço, logo abaixo da região conhecida como Pomo de Adão. (FOTO: Tribuna do Ceará/ Fernanda Moura)

A tireóide é uma glândula em forma de borboleta (com dois lobos), localizada na parte anterior pescoço, logo abaixo da região conhecida como Pomo de Adão. (FOTO: Tribuna do Ceará/ Fernanda Moura)

A tireoide é uma das maiores e mais importantes glândulas do ser humano, devido a sua produção de hormônios responsáveis pela regulação do metabolismo, e por manter o funcionamento normal do organismo. Quando essa glândula não está funcionando normalmente, pode liberar hormônios em excesso (hipertireoidismo) ou em quantidade insuficiente (hipotireoidismo). Ambos os casos são considerados doenças crônicas, com forte componente genético. Quando diagnosticadas, devem ser controladas por toda a vida.

Qualquer pessoa, independente da idade ou sexo, pode apresentar alterações na glândula em algum momento da vida. Entretanto, as mulheres são as principais vítimas. Para constatar a doença, é necessário realizar uma consulta ao endocrinologista, que investigará, através da história clínica, exame físico e confirmação laboratorial com dosagem nos hormônios tireoideanos (TSH e T4 livre).

> Diferença entre hipo e hipertireoidismo

O hipotireoidismo ocorre quando a glândula tireoide produz hormônios em quantidades menores do que as necessárias. Os sintomas podem ser resumidos em todos aqueles sinais de que o metabolismo está desacelerado: cansaço, fadiga, ganho de peso, queda de cabelo, unhas quebradiças e dores nas pernas. Nos homens, umas das manifestações mais comuns é a redução de libido. O tratamento tem por objetivo elevar a quantidade de hormônios tireoideanos circulantes, através da reposição hormonal com levotiroxina.

Já o hipertireoidismo é o contrário, quando a tireoide produz mais hormônio que o necessário, sendo mais difícil de detectar. Palpitações, tremores nas mãos, irritabilidade e perda de peso estão entre as principais queixas entre os pacientes com a doença, mas o quadro pode se agravar e levar a complicações cardíacas como insuficiência, arritmia e taquicardia. O tratamento visa reduzir a produção dos hormônios tireoideanos, que estão em excesso, feito através de medicações (tapazol ou propiltiouracil), radioiodoterapia, e mais raramente, cirurgia.

> Alimentação

Seguindo a endocrinologista da rede de saúde Hapvida Aline Melo, quem tem problemas de tireoide deve ficar atento para não se exceder em determinados tipos de alimentos. “O ideal é que o paciente não coma sal em grande quantidade, pois o excesso de iodo pode desencadear distúrbios na produção dos hormônios da tireoide. Vale ressaltar ainda os alimentos bociogênicos (interferem na absorção do iodo) podem ser consumidos uma ou duas vezes por semana, mas não todos os dias”, esclarece. Alimentos como repolho, nabo, soja (isoladoras), couve, alho e gengibre são considerados bociogênicos.

> Causas

No hipotireoidsmo, a causa mais frequente são os distúrbios que afetam diretamente a tireoide, como os processos inflamatórios, sendo a causa mais comum a Tireoidite de Hashimoto, que é a destruição da tireoide por meio de mecanismos ligados à imunidade. Cirurgias na tireoide e uso de medicações (amiodarona, litio) também podem desencadear a doença.

Já no hipertireoidismo, as causas estão relacionadas aos mecanismo imunológicos, levando a glândula a aumentar sua produção hormonal. Em outras situações, pode ocorrer que nódulos passem a produzir hormônio em excesso. Existem ainda casos de hipertireoidismo pós-parto, e casos de hipertireoidismo desencadeados pela ingestão de hormônios tireoideanos em fórmulas manipuladas de medicamentos para emagrecer.

Acompanhe a série “Vida Saudável”:

1) Saiba como identificar se seu filho é mais uma vítima do consumismo infantil (24/2)

2) Uso excessivo de equipamentos eletrônicos prejudica visão (26/2)

3) Brincar é coisa séria, e precisa ser tarefa diária de toda criança (2/3)

4) Mulheres têm 7 vezes mais chances do que homens de apresentar disfunção hormonal (5/3)

5) O que é vigorexia? (9/3)

6) Descubra como amenizar a calvície (12/3)

7) Confira dicas para evitar chulé (16/3)

8) Alimentação adequada é remédio contra a osteoporose (19/3)

9) O que é pé diabético? (23/3)

10) O que comer antes e após a atividade física (26/3)

11) Saiba como trabalhar o estresse pós-traumático (30/3)

12) Enxaqueca tem cura (2/4)

13) Conheça os sintomas da febre Chikungunya (6/4)

14) O que é mordida cruzada? (9/4)

15) Saúde bucal é essencial para uma boa gestação (13/4)

16) Dietas malucas: fuja delas (16/4)

17) Conheça as vantagens do parto normal (20/4)

18) O tabu do sexo na gravidez (23/4)

19) Saiba como se alimentar direito durante a gestação (27/4)

20) Proteção é essencial para evitar a Aids (30/4)

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Mulheres têm 7 vezes mais chances do que homens de apresentar disfunção hormonal

Na 4ª matéria da série “Vida Saudável”, endocrinologista alerta sobre sintomas e tratamento do hipo e do hipertireoidismo, doenças relacionadas à glândula tireoide

Por Rosana Romão em Bem-Estar

5 de março de 2015 às 13:00

Há 4 anos
A tireóide é uma glândula em forma de borboleta (com dois lobos), localizada na parte anterior pescoço, logo abaixo da região conhecida como Pomo de Adão. (FOTO: Tribuna do Ceará/ Fernanda Moura)

A tireóide é uma glândula em forma de borboleta (com dois lobos), localizada na parte anterior pescoço, logo abaixo da região conhecida como Pomo de Adão. (FOTO: Tribuna do Ceará/ Fernanda Moura)

A tireoide é uma das maiores e mais importantes glândulas do ser humano, devido a sua produção de hormônios responsáveis pela regulação do metabolismo, e por manter o funcionamento normal do organismo. Quando essa glândula não está funcionando normalmente, pode liberar hormônios em excesso (hipertireoidismo) ou em quantidade insuficiente (hipotireoidismo). Ambos os casos são considerados doenças crônicas, com forte componente genético. Quando diagnosticadas, devem ser controladas por toda a vida.

Qualquer pessoa, independente da idade ou sexo, pode apresentar alterações na glândula em algum momento da vida. Entretanto, as mulheres são as principais vítimas. Para constatar a doença, é necessário realizar uma consulta ao endocrinologista, que investigará, através da história clínica, exame físico e confirmação laboratorial com dosagem nos hormônios tireoideanos (TSH e T4 livre).

> Diferença entre hipo e hipertireoidismo

O hipotireoidismo ocorre quando a glândula tireoide produz hormônios em quantidades menores do que as necessárias. Os sintomas podem ser resumidos em todos aqueles sinais de que o metabolismo está desacelerado: cansaço, fadiga, ganho de peso, queda de cabelo, unhas quebradiças e dores nas pernas. Nos homens, umas das manifestações mais comuns é a redução de libido. O tratamento tem por objetivo elevar a quantidade de hormônios tireoideanos circulantes, através da reposição hormonal com levotiroxina.

Já o hipertireoidismo é o contrário, quando a tireoide produz mais hormônio que o necessário, sendo mais difícil de detectar. Palpitações, tremores nas mãos, irritabilidade e perda de peso estão entre as principais queixas entre os pacientes com a doença, mas o quadro pode se agravar e levar a complicações cardíacas como insuficiência, arritmia e taquicardia. O tratamento visa reduzir a produção dos hormônios tireoideanos, que estão em excesso, feito através de medicações (tapazol ou propiltiouracil), radioiodoterapia, e mais raramente, cirurgia.

> Alimentação

Seguindo a endocrinologista da rede de saúde Hapvida Aline Melo, quem tem problemas de tireoide deve ficar atento para não se exceder em determinados tipos de alimentos. “O ideal é que o paciente não coma sal em grande quantidade, pois o excesso de iodo pode desencadear distúrbios na produção dos hormônios da tireoide. Vale ressaltar ainda os alimentos bociogênicos (interferem na absorção do iodo) podem ser consumidos uma ou duas vezes por semana, mas não todos os dias”, esclarece. Alimentos como repolho, nabo, soja (isoladoras), couve, alho e gengibre são considerados bociogênicos.

> Causas

No hipotireoidsmo, a causa mais frequente são os distúrbios que afetam diretamente a tireoide, como os processos inflamatórios, sendo a causa mais comum a Tireoidite de Hashimoto, que é a destruição da tireoide por meio de mecanismos ligados à imunidade. Cirurgias na tireoide e uso de medicações (amiodarona, litio) também podem desencadear a doença.

Já no hipertireoidismo, as causas estão relacionadas aos mecanismo imunológicos, levando a glândula a aumentar sua produção hormonal. Em outras situações, pode ocorrer que nódulos passem a produzir hormônio em excesso. Existem ainda casos de hipertireoidismo pós-parto, e casos de hipertireoidismo desencadeados pela ingestão de hormônios tireoideanos em fórmulas manipuladas de medicamentos para emagrecer.

Acompanhe a série “Vida Saudável”:

1) Saiba como identificar se seu filho é mais uma vítima do consumismo infantil (24/2)

2) Uso excessivo de equipamentos eletrônicos prejudica visão (26/2)

3) Brincar é coisa séria, e precisa ser tarefa diária de toda criança (2/3)

4) Mulheres têm 7 vezes mais chances do que homens de apresentar disfunção hormonal (5/3)

5) O que é vigorexia? (9/3)

6) Descubra como amenizar a calvície (12/3)

7) Confira dicas para evitar chulé (16/3)

8) Alimentação adequada é remédio contra a osteoporose (19/3)

9) O que é pé diabético? (23/3)

10) O que comer antes e após a atividade física (26/3)

11) Saiba como trabalhar o estresse pós-traumático (30/3)

12) Enxaqueca tem cura (2/4)

13) Conheça os sintomas da febre Chikungunya (6/4)

14) O que é mordida cruzada? (9/4)

15) Saúde bucal é essencial para uma boa gestação (13/4)

16) Dietas malucas: fuja delas (16/4)

17) Conheça as vantagens do parto normal (20/4)

18) O tabu do sexo na gravidez (23/4)

19) Saiba como se alimentar direito durante a gestação (27/4)

20) Proteção é essencial para evitar a Aids (30/4)