Má higiene bucal causa além de mau hálito, doenças; confira principais erros na escovação


Má higiene bucal causa além de mau hálito, doenças; confira principais erros na escovação

Uma das doenças mais frequentes é a retração da gengiva, que resulta na exposição das raízes dos dentes

Por Renatta Pimentel em Bem-Estar

11 de dezembro de 2013 às 16:00

Há 4 anos
Retração gengival é uma das principais doenças causadas pela má escovação (Foto: Divulgação)

Retração gengival é uma das principais doenças causadas pela má escovação (Foto: Divulgação)

Cuidar dos dentes parece ser uma tarefa fácil, mas não é.  Manter o sorriso bonito e saudável é tarefa de praxe no dia a dia. Porém, por não possuir conhecimento ou acreditar em mitos, muitas pessoas cometem erros primários, desde a seleção da escova dental incorreta, escolha do momento inadequado para escovar os dentes ou até mesmo o uso indiscriminado do enxaguatório oral.

De acordo com a fundadora e diretora do Centro de Tratamento do Hálito – pioneiro no tratamento especializado de Halitose no estado do Ceará, Daiane Rocha, os principais erros cometidos na hora da higiene oral é uso da escova errada, a força excessiva durante a escovação, a maneira errada de escovar os dentes, higiene irregular (alguns até realizam essa higiene somente uma vez por dia, quando o correto seria escovação e limpeza lingual três vezes ao dia e uso do fio dental, no mínimo, uma vez por dia), não utilização do fio dental, falhas na limpeza da língua e o uso de soluções para bochecho com álcool na composição.

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“De modo geral as pessoas acreditam que escovas grandes e de cerdas duras são as ideais, mas estão enganadas. O ideal são as escovas macias e com cerdas da mesma altura. A escova pode ser a mais simples, o importante mesmo é a técnica de escovação“.

Má higiene bucal causa doenças

A dentista alerta para um das consequências do resultado causados pelo erro na escovação, a retração da gengiva, que  resulta na exposição das raízes dos dentes  devido à perda de tecido gengival. Além de ressaltar que o uso de escovas por tempo prolongado, gera traumas nas gengivas por deformações nas cerdas das escovas – é ideal a troca a cada dois ou três meses, no máximo.

“Com o grande esforço e erros repetidos, acontece  a retração das gengivas e a raiz do dente acaba aparecendo. A gengiva vai diminuindo justamente pela falha na escovação. O foco principal é escovar os dentes de modo correto”, aponta.

A especialista aponta mais problemas causados pela falha na escovação. “Os quadros mais comuns que podem ser causados por falhas são o aumento do risco de cáries, o favorecimento das inflamações na gengiva (gengivite) e mau hálito (tanto por falhas na limpeza de língua quanto pelos problemas gengivais que causam sangramento e este contribui para a halitose e maior acúmulo de tártaro, especialmente atrás dos dentes inferiores anteriores)”, pontua.

Escovação ideal

Daiane explica quais medidas devem ser tomadas para evitar esses transtornos. Em primeiro lugar, a dentista conta que deve-se procurar a orientação de um profissional e ressalta que “nem todos gastam esse tempo ensinando o paciente a cuidar bem de seus dentes”.

Para a especialista e também diretora da Associação Brasileira de Halitose (ABH), isso é uma grande falha. “Prevenir deveria ser prioridade e não curar. Infelizmente a falta de informação de uma grande camada da população e também fatores financeiros contribuem para a não execução de uma higiene adequada”.

A fórmula milagrosa para dentes saudáveis recomendada pela dentista é a seguinte: fio dental, escovação e limpeza lingual.  Daiane também enfatiza que o uso de soluções para bochecho não é algo imprescindível e, quando forem usados, sempre dar preferência a soluções sem álcool na composição. Além disso, é necessária a visita ao dentista regularmente, no geral, de forma preventiva, a cada 6 meses

Ainda de acordo com a especialista, o fio dental deve ser usado em todos os dentes, para a limpeza da face lateral de cada dente e não apenas para a remoção dos restos alimentares entre os dentes. “O fio deve ser usado com cuidado para não machucar a gengiva”, alerta.

Técnica de escovação correta evita doenças bucais (Foto: Divulgação)

Técnica de escovação correta evita doenças bucais (Foto: Divulgação)

A escovação correta deve ser feita da seguinte maneira:

  • na parte da frente dos dentes, com a boca aberta, usar a escova levemente paralela ao dente, inclinada e fazendo movimentos de baixo para cima (nos dentes inferiores) ou de cima para baixo (nos dentes superiores), como se estivesse “varrendo” o dente, fazendo uma rotação do punho.
  • na parte de trás dos dentes o movimento é igual, com apenas uma diferença: nos dentes anteriores (da frente), a escova deve ser posicionada na vertical e não na horizontal, mas o movimento é o mesmo.
  • durante essa limpeza, as cerdas da escova devem entrar de leve na gengiva e, a partir daí, “raspar” toda a placa até a borda do dente.
  • na parte de cima (cabeça) dos dentes, o movimento deve ser de vai-e-vem, porém, com o cuidado de não virar a escova, pois não é necessário limpar a “quina” dos dentes, fato que costuma machucar a gengiva. Todos os movimentos devem ser com uma leve pressão, mas não com força excessiva. Não se deve “escovar” o céu da boca (palato) os as partes de tecidos moles das laterais (mucosas), pois isso vai gerar descamação das células, machucando esses tecidos.

Língua, aparelhos e próteses dentárias

Muita gente lembra dos dentes, mas esquece da língua – responsável por boa parte da causa do mau hálito. De acordo com Daiane, a limpeza da língua deve ser feita ao final da escovação, sempre com limpadores ou raspadores linguais.

“Somente eles (limpadores) têm o formato e estrutura adequados para essa limpeza. Essa limpeza deve ser feita com uma leve pressão, mas sem força excessiva, removendo toda a placa chamada de “saburra lingual” das laterais e meio da língua.

No caso de pessoas que usam aparelhos ortodônticos, próteses totais, próteses fixas, pessoas com espaços grandes entre os dentes, a orientação deve ser ainda mais rigorosa. “Serão necessários outros instrumentos para essa higiene, como escova interdental, escova unitufo, passa-fio, escovas com anatomia diferenciada”, esclarece.

erros

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Má higiene bucal causa além de mau hálito, doenças; confira principais erros na escovação

Uma das doenças mais frequentes é a retração da gengiva, que resulta na exposição das raízes dos dentes

Por Renatta Pimentel em Bem-Estar

11 de dezembro de 2013 às 16:00

Há 4 anos
Retração gengival é uma das principais doenças causadas pela má escovação (Foto: Divulgação)

Retração gengival é uma das principais doenças causadas pela má escovação (Foto: Divulgação)

Cuidar dos dentes parece ser uma tarefa fácil, mas não é.  Manter o sorriso bonito e saudável é tarefa de praxe no dia a dia. Porém, por não possuir conhecimento ou acreditar em mitos, muitas pessoas cometem erros primários, desde a seleção da escova dental incorreta, escolha do momento inadequado para escovar os dentes ou até mesmo o uso indiscriminado do enxaguatório oral.

De acordo com a fundadora e diretora do Centro de Tratamento do Hálito – pioneiro no tratamento especializado de Halitose no estado do Ceará, Daiane Rocha, os principais erros cometidos na hora da higiene oral é uso da escova errada, a força excessiva durante a escovação, a maneira errada de escovar os dentes, higiene irregular (alguns até realizam essa higiene somente uma vez por dia, quando o correto seria escovação e limpeza lingual três vezes ao dia e uso do fio dental, no mínimo, uma vez por dia), não utilização do fio dental, falhas na limpeza da língua e o uso de soluções para bochecho com álcool na composição.

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Pesquisa aponta que 80% das mulheres usam o sutiã errado

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Má higiene bucal causa doenças

A dentista alerta para um das consequências do resultado causados pelo erro na escovação, a retração da gengiva, que  resulta na exposição das raízes dos dentes  devido à perda de tecido gengival. Além de ressaltar que o uso de escovas por tempo prolongado, gera traumas nas gengivas por deformações nas cerdas das escovas – é ideal a troca a cada dois ou três meses, no máximo.

“Com o grande esforço e erros repetidos, acontece  a retração das gengivas e a raiz do dente acaba aparecendo. A gengiva vai diminuindo justamente pela falha na escovação. O foco principal é escovar os dentes de modo correto”, aponta.

A especialista aponta mais problemas causados pela falha na escovação. “Os quadros mais comuns que podem ser causados por falhas são o aumento do risco de cáries, o favorecimento das inflamações na gengiva (gengivite) e mau hálito (tanto por falhas na limpeza de língua quanto pelos problemas gengivais que causam sangramento e este contribui para a halitose e maior acúmulo de tártaro, especialmente atrás dos dentes inferiores anteriores)”, pontua.

Escovação ideal

Daiane explica quais medidas devem ser tomadas para evitar esses transtornos. Em primeiro lugar, a dentista conta que deve-se procurar a orientação de um profissional e ressalta que “nem todos gastam esse tempo ensinando o paciente a cuidar bem de seus dentes”.

Para a especialista e também diretora da Associação Brasileira de Halitose (ABH), isso é uma grande falha. “Prevenir deveria ser prioridade e não curar. Infelizmente a falta de informação de uma grande camada da população e também fatores financeiros contribuem para a não execução de uma higiene adequada”.

A fórmula milagrosa para dentes saudáveis recomendada pela dentista é a seguinte: fio dental, escovação e limpeza lingual.  Daiane também enfatiza que o uso de soluções para bochecho não é algo imprescindível e, quando forem usados, sempre dar preferência a soluções sem álcool na composição. Além disso, é necessária a visita ao dentista regularmente, no geral, de forma preventiva, a cada 6 meses

Ainda de acordo com a especialista, o fio dental deve ser usado em todos os dentes, para a limpeza da face lateral de cada dente e não apenas para a remoção dos restos alimentares entre os dentes. “O fio deve ser usado com cuidado para não machucar a gengiva”, alerta.

Técnica de escovação correta evita doenças bucais (Foto: Divulgação)

Técnica de escovação correta evita doenças bucais (Foto: Divulgação)

A escovação correta deve ser feita da seguinte maneira:

  • na parte da frente dos dentes, com a boca aberta, usar a escova levemente paralela ao dente, inclinada e fazendo movimentos de baixo para cima (nos dentes inferiores) ou de cima para baixo (nos dentes superiores), como se estivesse “varrendo” o dente, fazendo uma rotação do punho.
  • na parte de trás dos dentes o movimento é igual, com apenas uma diferença: nos dentes anteriores (da frente), a escova deve ser posicionada na vertical e não na horizontal, mas o movimento é o mesmo.
  • durante essa limpeza, as cerdas da escova devem entrar de leve na gengiva e, a partir daí, “raspar” toda a placa até a borda do dente.
  • na parte de cima (cabeça) dos dentes, o movimento deve ser de vai-e-vem, porém, com o cuidado de não virar a escova, pois não é necessário limpar a “quina” dos dentes, fato que costuma machucar a gengiva. Todos os movimentos devem ser com uma leve pressão, mas não com força excessiva. Não se deve “escovar” o céu da boca (palato) os as partes de tecidos moles das laterais (mucosas), pois isso vai gerar descamação das células, machucando esses tecidos.

Língua, aparelhos e próteses dentárias

Muita gente lembra dos dentes, mas esquece da língua – responsável por boa parte da causa do mau hálito. De acordo com Daiane, a limpeza da língua deve ser feita ao final da escovação, sempre com limpadores ou raspadores linguais.

“Somente eles (limpadores) têm o formato e estrutura adequados para essa limpeza. Essa limpeza deve ser feita com uma leve pressão, mas sem força excessiva, removendo toda a placa chamada de “saburra lingual” das laterais e meio da língua.

No caso de pessoas que usam aparelhos ortodônticos, próteses totais, próteses fixas, pessoas com espaços grandes entre os dentes, a orientação deve ser ainda mais rigorosa. “Serão necessários outros instrumentos para essa higiene, como escova interdental, escova unitufo, passa-fio, escovas com anatomia diferenciada”, esclarece.

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