Zezinho Albuquerque Archives - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Zezinho Albuquerque

Autoridades em busca de explicações para a insegurança no Ceará

Por Wanfil em Segurança

11 de julho de 2017

O governador Camilo Santana defendeu a criação de uma lei que obrigue bancos gastem mais com segurança, de modo a inibir ataques a agências no interior do Ceará. Embora pareça uma solução, seria apenas um paliativo, já que as quadrilhas continuariam a cometer crimes, variando talvez de método e de alvos. A ideia foi anunciada em entrevista à rádio Tribuna Band News nesta terça-feira (11).

Na terça passada (4), o presidente da Assembleia Legislativa, Zezinho Albuquerque, afirmou que o secretário de Segurança, André Costa, “precisa da ajuda da população para que seu projeto tenha sucesso”. Bom, se dependesse da vontade consciente da população, a violência jamais teria chegado aos patamares atuais, não é mesmo?

Já o secretário Costa, comentando na última sexta (7) o aumento de 91% nos homicídios em junho deste ano, comparado com junho de 2016, criticou o judiciário e a superlotação carcerária. Em resposta, o presidente do Tribunal de Justiça, Gladyson Pontes, disse que falta de educação para os jovens.

Fica evidente que apesar das boas intenções, e delas o inferno está cheio, cada autoridade aponta para um lado. Não há um discurso coeso, uma avaliação compartilhada. Na mesma entrevista à Band News, Camilo avaliou que a insegurança é uma combinação de causas diversas, no que tem razão. O desafio, portanto, é unir ações a partir de valores e de políticas públicas consensuais entre os responsáveis por encaminhar saídas para o problema.

Não é o que parece acontecer. O programa Ceará Pacífico, inspirado na experiência de Pernambuco, ensaiou caminhar nesse sentido, mas os números e as falas mostram o contrário.

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O impeachment de Camilo e a natureza das coisas

Por Wanfil em Política

25 de Maio de 2017

A oposição pediu o impeachment do governador Camilo Santana (PT) com base nas revelações feitas pelo delator Wesley Batista, da JBS. Tecnicamente não faz muito sentido, pois os crimes supostamente cometidos, o pagamento de R$ 110 milhões em créditos de incentivo às vésperas da eleição para uma empresa que doou R$ 20 milhões logo em seguida, por mais suspeitos que sejam, teriam acontecido na gestão do ex-governador Cid Gomes.

Com efeito, esse não é o melhor instrumento para o episódio. Na verdade, até facilita a vida da base aliada. Seria melhor convidar ou convocar os secretários estaduais envolvidos nos episódios citados para que estes falem sobre o caso. Mas a natureza da oposição é focar na atual gestão.

Como era de se esperar, o presidente da Assembleia, Zezinho Albuquerque (PDT), aliado de Camilo e também beneficiário das doações da JBS, rejeitou o pedido de impeachment. Não houve nem sequer suspense. Independente de provas, é da natureza do legislativo estadual proteger, em vez de fiscalizar, qualquer governo (com as raras exceções que confirmam a regra), mesmo nos casos mais gritantes. Não haverá CPI para investigar incentivos fiscais concedidos a doadores de campanha ou coisa do gênero. Já faz uma semana que as delações chegaram ao Ceará e nada…

O sapo pula, o passarinho voa, a chuva cai, a gravidade puxa e o parlamento cearense obedece ao Executivo. É a natureza das coisas. Resta aos cearenses esperarem que investigadores de fora, de preferência de Curitiba, passem essa história a limpo.

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Quando a cobrança de atraso chega com atraso…

Por Wanfil em Política

16 de Maio de 2017

Com atraso de uma década, obras federais inacabadas e promessas não cumpridas finalmente são cobradas no Ceará

A troca de comando no governo federal ensejou, naturalmente, mudanças nas atuações de algumas autoridades estaduais. Para além das diferenças partidárias, nota-se o esforço na construção de uma nova imagem para ex-aliados do Planalto. Vejamos demonstrações recentes:

1 – O presidente da Assembleia Legislativa, Zezinho Albuquerque (PDT), mobiliza parlamentares para pressionar o governo federal na transposição do São Francisco, caso o impasse jurídico que hoje atrasa sua conclusão no Ceará não seja resolvido;

2 – O presidente da Câmara de vereadores de Fortaleza, Salmito Filho (PDT), cobra autorização federal para que a Prefeitura de Fortaleza possa contrair empréstimo internacional;

3 – Na mesma toada, o governador Camilo Santana (PT) tem apontado falhas do governo federal, como falta de ações de fronteiras, como causas de agravamento na segurança pública.

Nada contra as cobranças, muito pelo contrário. Aliás, uma das críticas que sempre fiz aqui foi a subserviência com que os então aliados tudo aceitavam nessa relação, até humilhações, em nome de uma unidade que pouco rendeu aos cearenses. Com o impeachment, isso parece ter mudado um pouco e, nesse sentido, fez bem aos nossos representantes.

Basta reparar que só agora na oposição Zezinho descobriu que a entrega da transposição, sistematicamente adiada desde a década passada, está atrasada. Salmito, que nunca cobrou os governos Lula e Dilma pelo golpe da refinaria, hoje se posiciona sem receios, embora esqueça que a autorização para empréstimos ficou mais difícil por causa do rombo deixado por essas gestões, que tinham seu apoio. O mesmo vale para o governo estadual: faz muito tempo que a segurança saiu de controle.

Como ninguém admite publicamente tal mudança, fica parecendo que todos sempre foram de oposição e que problemas como insegurança, falta de investimentos e atrasos começaram – ou agravaram-se – somente agora. Na verdade, se os seus grupos políticos tivessem colocado o Ceará acima das conveniências partidárias, sem o receio de incomodar aliados em Brasília, talvez ninguém estranhasse agora tamanha disposição.

Isso não invalida algumas dessas e outras cobranças, mas qualifica a atuação de quem as faz mais por conveniência do que por dever de representação.

 

*Texto baseado no comentário que fiz para a coluna Política, na Tribuna Band News, dia 18 passado, publicado a pedidos de ouvintes.

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Quem é que sabe dos gastos do legislativo estadual? Heitor e Zezinho poderiam ajudar a responder

Por Wanfil em Assembleia Legislativa

19 de dezembro de 2016

Por favor, excelências, qual a economia com o fim do TCM? E quanto a AL gasta com servidores e passagens?

Por favor, Excelências, qual a economia com o fim do TCM? E quanto a AL gasta com servidores e passagens?

Questionado pela TV Jangadeiro sobre os cinco mil funcionários da Assembleia Legislativa do Ceará, o deputado estadual Zezinho Albuquerque, presidente da Casa e atualmente no PDT, disse que não saberia dizer se todos efetivamente trabalhariam, mas que caberia aos deputados fiscalizarem seus gabinetes.

Já na última sexta-feira (16), o presidente eleito do Tribunal de Contas dos Municípios, Domingos Filho, foi à Assembleia falar sobre o projeto do deputado Heitor Férrer que extingue o órgão. O conselheiro acusou parlamentares de retaliação por causa do seu rompimento político com o governo estadual. Que houve excesso de interferência nas recentes eleições internas do tribunal e do parlamento, isso é inegável. Mas, para além desses aspectos, números foram expostos na tentativa de questionar o argumento de economia levantada pelos defensores da medida.

De acordo com Domingos, o orçamento TCM é de R$ 86 milhões, enquanto o da Assembleia Legislativa é de R$ 500 milhões, dos quais R$ 30 milhões seriam gastos com tíquetes refeição, passagens aéreas e combustível, praticamente o dobro da folha de pagamento do TCM, de R$ 17 milhões. Desse modo, se a questão é economizar, muito poderia ser cortado no parlamento, conforme o raciocínio do conselheiro, que já foi presidente da AL antes de ir para o TCM, quando poderia ter promovido reduções nesses gastos.

Ao Diário do Nordeste, ainda na sexta-feira, Zezinho Albuquerque respondeu: “Estou ainda tomando conhecimento do que ele disse e vou averiguar se corresponde à realidade. Na próxima semana, darei uma resposta que não posso dar agora porque não tenho as informações“.

Vale lembrar que a proposta de Heitor também não quantifica valores. Seria interessante que agora os dois – Zezinho e Heitor – levassem números para qualificar o debate, um em defesa do projeto de sua autoria, o outro em defesa da Casa que comanda. Quem cala, consente, diz o ditado. Nesse caso, a transparência ajudaria ainda a manter a aparência de autonomia na condução desse processo, embora todos saibam quem é quem manda e o que está em jogo.

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Zezinho, por Tiririca

Por Wanfil em Assembleia Legislativa

01 de dezembro de 2016

O deputado estadual Zezinho Albuquerque (PDT) foi reeleito para a presidência da Assembleia Legislativa do Ceará, nesta quinta-feira (1), derrotando Sérgio Aguiar (PDT) por 28 votos a 17. Não há o que se questionar do ponto de vista formal: tudo se deu dentro dos conformes. O que chamou a atenção durante o processo foi a campanha, com duas chapas encabeçadas por deputados do mesmo partido e a excessiva atuação do Governo do Estado e até da Prefeitura de Fortaleza.

É natural que o Executivo atue na costura de apoios para as disputas nos parlamentos. Até aí, tudo bem. Ocorre que dessa vez as manifestações foram explícitas e muitas vezes constrangedoras. O Palácio da Abolição se transformou em comitê eleitoral. As horas que antecederam a votação foram marcadas por negociações que resultaram em repentinas mudanças. Ameaças e exonerações também fizeram parte do cardápio de interferências.

O racha na base aliada não mudou a disposição do legislativo estadual de aceitar imposições públicas vindas de fora, me fez lembrar do trecho de uma música de Tiririca, chamada, por coincidência, de Zezinho:

(…)
Seu nome vai ser José

Se não quiser
Vai apanhar!

Zé sim mamãe
Zezin sim mamãe
Zezin sim mamãe
Zezin sim mamãe

Voltando ao Ceará, alguns deputados votaram em Zezinho Albuquerque por convicção, é preciso dizer. Outros, por oportunismo. Porém, diante dos exageros e de articulações feitas de modo tão incisivos, estes acabaram no mesmo barcos daqueles que votaram por dever de ofício, dizendo “Zezinho, sim” em resposta a ordem que receberam.

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O racha na Assembleia

Por Wanfil em Assembleia Legislativa

30 de novembro de 2016

Sentindo que a estratégia de intimidação para forçar nova eleição de Zezinho Albuquerque (PDT) para a presidência da Assembleia não foi bem recebida pelos deputados, o grupo liderado pela família Ferreira Gomes corre para inverter a situação, buscando espaços na imprensa para acusar apoiadores de Sérgio Aguiar (PDT), também candidato ao cargo, de interferência indevida no processo. Nesse caso, apontam para o ex-deputado Domingos Filho, atualmente conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios.

Mais ou menos como na piada em que o sujeito rouba a carteira de um desavisado e sai gritando “pega ladrão” para confundir o público.

É certo que Domingos apoia Sérgio e articula junto a parlamentares nesse sentido. Mas entre o poder de de um conselheiro e o poder somado do governo estadual, da prefeitura da capital e da própria Assembleia, vai uma distância muito grande. Ademais, plantar notícias não muda a realidade.

Uma das versões em curso conta que cargos foram oferecidos a Sérgio Aguiar para que este desistisse de enfrentar Zezinho, o escolhido. Como não aceitou, teria então criado, junto com Domingos, um racha na base. Não está claro porque Zezinho não poderia desistir de um inusitado terceiro mandato, mantendo a unidade da base, especialmente agora, quando não tem a mesma unanimidade das outras vezes em que foi eleito. Qual o problema se são todos do mesmo partido e existe a tradição de rodízio para o comando da Casa?

O fato é que a base rachou. E a culpa não é nem de Zezinho, nem de Sérgio Aguiar. Muito menos, de Domingos Filho.

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Governo quer “nomear” presidente da Assembleia Legislativa. Os deputados aceitarão?

Por Wanfil em Assembleia Legislativa

29 de novembro de 2016

E então?

E então?

O Governo do Estado exige que sua base vote pela continuidade de Zezinho Albuquerque (PDT) no comando da Assembleia Legislativa, para um inédito terceiro mandato consecutivo. Já não se trata de articulação, mas de ordem aberta, de interferência explícita de um poder sobre o outro.

Chegou ao ponto de o parlamentar que optar pelo candidato Sérgio Aguiar (PDT) será tratado como oposicionista, embora – vejam a ironia – Aguiar seja da mesma base aliada e correligionário de Zezinho. Outro momento ímpar foi a reunião de apoio a Zezinho no Palácio da Abolição, com presença dos ex-governadores Ciro e Cid Gomes (leia mais no post AL: eles não largam o osso!).

A interferência, tornada pública e feita de forma incisiva, cria agora uma situação complicada. Ao tentar “nomear” um preferido, o governo faz parecer que toma a Assembleia por mera extensão de suas vontades, com deputados na condição de despachantes de luxo.

A exigência de alinhamento parlamentar a um comando externo, da forma que se deu, deixa os aliados na constrangedora posição de políticos bem mandados. Agora, quem votar em Zezinho passará recibo de cordeirinho, ainda que o tenha feito de livre e espontânea vontade.

Por último, o próprio governador fica com a imagem desgastada. Nas outras vezes em que foi eleito para o cargo, Zezinho contou com a unanimidade de seus pares. Sinal de que havia uma boa articulação. Foi assim que se tornou símbolo no parlamento do período Cid no governo estadual, responsável, por exemplo, por uma curiosa campanha em defesa da refinaria que, evidentemente, não deu em nada. Pois bem. Camilo poderia agora trabalhar, discretamente, por alguém que pudesse representar sua liderança, mas preferiu abrir mão dessa oportunidade.

Além disso, ao perceber que a segunda reeleição de Zezinho corria risco, o grupo que o apoia correu para pedir socorro a Ciro e Cid, minando a coordenação política do governo, já que não possuem cargos ou papel institucional para essa função.

Todo esse processo é uma soma de erros, precipitações e soberba que deixará cicatrizes na base aliada. Se o governo vencer, será uma vitória de Pirro, com sabor de derrota, pelo custo político e o estrago causado na relação com a própria base. Já o Legislativo, enquanto poder supostamente autônomo, precisa avaliar se aceita curvar-se de modo tão vexatório aos caprichos de quem não admite ser contrariado por – ora, vejam – simples deputados.

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Assembleia Legislativa: eles não largam o osso!

Por Wanfil em Assembleia Legislativa

28 de novembro de 2016

Zezinho Albuquerque vai ao Executivo em campanha por sua reeleição ao comando do Legislativo

Zezinho Albuquerque vai ao Executivo em campanha por sua reeleição ao comando do… Legislativo

Apesar dos inúmeros problemas que castigam os cearenses, um grupo de deputados estaduais conseguiu espaço na agenda do governador Camilo Santana, nesta segunda-feira (28), para fazer campanha pela reeleição de Zezinho Albuquerque à presidência da Assembleia Legislativa, na próxima quinta-feira.

Zezinho, que ambiciona um inédito terceiro mandato consecutivo para o cargo, tem como adversário o deputado Sérgio Aguiar. Ambos são do PDT, o que movimenta o partido.

Para se ter uma ideia, até o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, também pedetista, participou do cortejo, embora não se trate de uma eleição para a Câmara. De todo modo, o que surpreende mesmo é que geralmente essas tratativas são feitas com mais discrição, para manter a aparência de autonomia do Legislativo. No Ceará, porém, parece que explicitar esse alinhamento automático é que dá prestígio.

Quem também participou do encontro no Palácio da Abolição foi o ex-governador Cid Gomes. Mesmo sem mandato ou cargo público que justifique uma manifestação sobre a eleição, Cid fez questão de mostrar a quem é o preferido da família. Ocorre que Sérgio, se não é íntimo dos Ferreira Gomes, também não é adversário, muito pelo contrário: é um disciplinado correligionário. Por que então essa divisão? Por que não se conseguiu um consenso? Resumindo: qual o real interesse de Cid e seu grupo na reeleição de Zezinho?

Cid e Zezinho, companheiros de longa data

Cid e Zezinho, companheiros de longa data

Zezinho tem a total confiança de Cid. Fidelidade canina, como diz a expressão popular, enquanto sinônimo de lealdade absoluta. Referência que lembra outra expressão, utilizada por Cid, quando ministro da Educação, na ocasião de sua briga com Eduardo Cunha, então presidente da Câmara: “larguem o osso”, numa referência ao apego demasiado de alguns às sinecuras do Estado. Era outro contexto, mas nos bastidores da Assembleia deputados que simpatizam com Sérgio Aguiar e servidores da Casa reclamam justamente de supostos privilégios e espaços que seriam concedidos a uma panelinha de apaniguados do atual presidente, que não querem largar o osso.

Seja como for, o fato de haver tantas interferências externas para quebrar a tradição de mudar o presidente após dois mandatos, pode acabar gerando ressentimentos que ameacem a unidade da base aliada de um governo que já não conta mais com o apoio do governo federal. Muito risco para algo que parecia estar sob controle.

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Zezinho Albuquerque e Sérgio Aguiar disputam comando do legislativo estadual. Ah, bom…

Por Wanfil em Assembleia Legislativa

11 de novembro de 2016

No dia 1º de dezembro deputados estaduais do Ceará escolherão quem presidirá pelos próximos dois anos a Assembleia Legislativa. Concorrem ao posto o atual presidente Zezinho Albuquerque, que ambiciona um inédito terceiro mandato consecutivo, e Sérgio Aguiar, que defende o tradicional rodízio no comando da Casa.

Ambos estão no PDT, para onde foram seguindo os Ferreira Gomes. Também são da base aliada ao governo estadual. Existem diferenças substanciais entre os candidatos? Não! Na prática, vença quem vencer, o legislativo cearense continuará a aprovar (ou a barrar) tudo o que o Executivo desejar.

De resto, tudo não passa de questão interna corporis, como dizem os ministros do STF. Demasiadamente interna e corporis.

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Eleições 2016: Massapê e Tauá, casos de família

Por Wanfil em Eleições 2016

03 de outubro de 2016

Em Massapê, Jacques Albuquerque, do PMDB, será o novo prefeito, com 53,92% dos votos, substituindo o atual gestor, Antônio José, do PP, que não conseguiu a reeleição.

O curioso é que Jacques é tio de Antônio, que por sua vez, é filho de Zezinho Albuquerque, presidente da Assembleia Legislativa do Ceará, muito próximo a Cid Gomes. Pelo cargo que exerce, pelo papel central dentro do grupo político de Cid e Ciro, a derrota chama a atenção.

Em Tauá, a candidata Patrícia, do PMB,  foi derrotada por Carlos Windson, do PR, por 50,14% a 49,86%. Resultado apertado que surpreendeu, afinal, Patrícia Aguiar é casada com Domingos Filho, ex-presidente da AL, ex-vice-governador e atual conselheiro do TCM, e o filho, o deputado federal Domingos Neto, que se manteve ao lado de Dilma até o fim.

Se os Ferreira Gomes continuam hegemônicos em casa, alguns aliados começam a perder espaços para adversários nas suas, afinal, Jacques e Carlos contaram com o apoio do senador Eunício Oliveira, do PMDB, adversário e desafeto de Cid e Ciro.

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Eleições 2016: Massapê e Tauá, casos de família

Por Wanfil em Eleições 2016

03 de outubro de 2016

Em Massapê, Jacques Albuquerque, do PMDB, será o novo prefeito, com 53,92% dos votos, substituindo o atual gestor, Antônio José, do PP, que não conseguiu a reeleição.

O curioso é que Jacques é tio de Antônio, que por sua vez, é filho de Zezinho Albuquerque, presidente da Assembleia Legislativa do Ceará, muito próximo a Cid Gomes. Pelo cargo que exerce, pelo papel central dentro do grupo político de Cid e Ciro, a derrota chama a atenção.

Em Tauá, a candidata Patrícia, do PMB,  foi derrotada por Carlos Windson, do PR, por 50,14% a 49,86%. Resultado apertado que surpreendeu, afinal, Patrícia Aguiar é casada com Domingos Filho, ex-presidente da AL, ex-vice-governador e atual conselheiro do TCM, e o filho, o deputado federal Domingos Neto, que se manteve ao lado de Dilma até o fim.

Se os Ferreira Gomes continuam hegemônicos em casa, alguns aliados começam a perder espaços para adversários nas suas, afinal, Jacques e Carlos contaram com o apoio do senador Eunício Oliveira, do PMDB, adversário e desafeto de Cid e Ciro.