Wanderley Pereira Archives - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Wanderley Pereira

Uma singela lembrança para o Natal

Por Wanfil em Crônica

25 de dezembro de 2014

Reproduzo aqui poema do jornalista Wanderley Pereira, meu pai, que partiu do mundo material neste 2014. Em suas linhas, uma lembrança: o Natal pode estar presente em tudo, do noticiário às decorações públicas, mas se não contempla e não faz renascer em nós, como inspiração, o exemplo de amor, doação, desprendimento e de solidariedade incondicional deixado ao mundo por Jesus, não é um verdadeiro Natal. Que todos possamos dar um passo adiante, embalados pelos homenagens natalinas, na caminhada pela evolução moral. Feliz Natal!

NATAL EM TUDO 

Natal em casa ou no mar,
No retiro ou no lazer,
Também Natal pode ser
Momento de trabalhar.
Pode-se comemorar
Natal com cores, com luz,
Natal dos ricos, dos nus,
Natal no templo ou na arte,
Natal tem em toda parte;
Não tem Natal sem Jesus. Leia mais

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Um adjetivo para Wanderley Pereira

Por Wanfil em Crônica

10 de Março de 2014

Coluna Política desta segunda-feira, na Tribuna Bandnews 101,7

[haiku url=”http://tribunadoceara.uol.com.br/blogs/wanderley-filho/files/2014/03/POLITICA-WANDERLEY-FILHO_-1003_-UM-ADJETIVO-PARA-WANDERLEY-PEREIRA_209¨.mp3“]

Peço licença a você que me ouve para tratar de outro assunto neste espaço dedicado – como o próprio nome diz – à política.

É que no último sábado o Sistema Jangadeiro perdeu um de seus idealizadores e seu grande entusiasta, o jornalista Wanderley Pereira, que após 71 anos, deixou o mundo material para voltar à sua forma espiritual.

De Wanderley Pereira herdei o nome, o sangue e a paixão pelas palavras. E tive, pela graça de Deus, a satisfação de poder trabalhar com ele aqui, no Sistema Jangadeiro, por cinco anos. Esse é um privilégio que poucas pessoas podem desfrutar: ter na pessoa do pai um amigo e um colega de trabalho que, na verdade, sempre foi uma luz a me guiar. E uma luz rara, preocupada em não ofuscar ninguém, só em clarear caminhos.

Em minhas lembranças de menino, recordo-me das redações do Jornal do Brasil e da revista Veja, onde Wanderley Pereira – que nasceu na pacata Uruburetama, um legítimo pau de arara, como ele se definia – brilhou como um dos grandes jornalistas do Brasil. Dos tempos de Brasília, lembro-me de suas conversas animadas com colegas como Alexandre Garcia, Dora Kramer, Paulo Henrique Amorim, Antônio Brito, José Nêumane Pinto, Elio Gaspari, entre outros.

Trabalhou também com os melhores do Ceará, que de tantos, não arrisco citar nomes para não cometer injustiças, caso esqueça algum.

E apesar desse currículo, Wanderley Pereira era simples. Muito simples. Hoje uso o computador que foi dele aqui na Jangadeiro, a sua segunda casa. Sei que é impossível superá-lo ou mesmo igualá-lo, mas levarei para sempre comigo o seu conselho fraternal: “Meu filho, seja ponderado e tenha cuidado com os adjetivos, muito cuidado com os adjetivos”.

Assim, me despeço de Wanderley Pereira ponderando bem para escolher um adjetivo que lhe faça justiça e ainda expresse minha gratidão por tudo: pai, você foi, simplesmente… extraordinário!

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Palavras que curam, palavras que adoecem

Por Wanfil em Artigo, convidado

18 de Maio de 2012

Publico abaixo texto do jornalista Wanderley Pereira, da TV Jangadeiro. Vale a reflexão.

Temos que aprender a vestir as ideias com as palavras adequadas. A palavra reflete o estado de espírito. Tudo que se fala está carregado das vibrações dos sentimentos. É como a flor que espalha o perfume agradável, ou como a que espalha o odor excêntrico, irritante, importuno. Assim também é a palavra exteriorizada, ela alcança os ouvidos e a sensibilidade, produzindo reações diversas, negativas ou positivas, nos que a ouvem.

O leitor já deve ter passado certamente pela experiência de ouvir uma boca que conforta, que acalma, que levanta o ânimo, que modifica a mente para melhor, ou a boca inflamada que agride, que inquieta, amarga e põe para baixo quem a ouve. A primeira desperta um sentimento de aceitação, de segurança e bem-estar, e quem a ouve tem interesse de continuar ouvindo-a. No segundo caso, a reação do ouvinte é que o interlocutor se retire logo para que ele não se imponha ao constrangimento de continuar ouvindo-o.

Por isso, é muito importante o falar. Há pessoas capazes de magnetizar as outras com os nutrientes espirituais do seu verbo educado, alegre, sensato. Outras há que exteriorizam um magnetismo contaminado que adoece. Uma conversa atenciosa, alentadora, do médico com o paciente é capaz de produzir resultados mais satisfatórios do que uma receita muda indicando comprimidos e injeções. Um diálogo fraterno, que produz energia pacífica, pode contornar situações que a força e a imposição não conseguem.

Daí a necessidade das pessoas optarem por ouvir a palavra edificante, as mensagens da mente higienizada, sobretudo em se tratando de notícias, comentários, reportagens e entrevistas. Vivemos sob uma carga muito pesada de palavras que transportam agressão, censura, desconfiança, insegurança, medo, desespero. São tóxicos perigosos que estimulam o ódio e a violência. Só a palavra de amor, só o timbre suave da esperança, podem levantar os enfermos das emoções. Não foi à toa que o apóstolo Paulo disse numa carta aos coríntios: “As más conversações corrompem os bons costumes.”

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Palavras que curam, palavras que adoecem

Por Wanfil em Artigo, convidado

18 de Maio de 2012

Publico abaixo texto do jornalista Wanderley Pereira, da TV Jangadeiro. Vale a reflexão.

Temos que aprender a vestir as ideias com as palavras adequadas. A palavra reflete o estado de espírito. Tudo que se fala está carregado das vibrações dos sentimentos. É como a flor que espalha o perfume agradável, ou como a que espalha o odor excêntrico, irritante, importuno. Assim também é a palavra exteriorizada, ela alcança os ouvidos e a sensibilidade, produzindo reações diversas, negativas ou positivas, nos que a ouvem.

O leitor já deve ter passado certamente pela experiência de ouvir uma boca que conforta, que acalma, que levanta o ânimo, que modifica a mente para melhor, ou a boca inflamada que agride, que inquieta, amarga e põe para baixo quem a ouve. A primeira desperta um sentimento de aceitação, de segurança e bem-estar, e quem a ouve tem interesse de continuar ouvindo-a. No segundo caso, a reação do ouvinte é que o interlocutor se retire logo para que ele não se imponha ao constrangimento de continuar ouvindo-o.

Por isso, é muito importante o falar. Há pessoas capazes de magnetizar as outras com os nutrientes espirituais do seu verbo educado, alegre, sensato. Outras há que exteriorizam um magnetismo contaminado que adoece. Uma conversa atenciosa, alentadora, do médico com o paciente é capaz de produzir resultados mais satisfatórios do que uma receita muda indicando comprimidos e injeções. Um diálogo fraterno, que produz energia pacífica, pode contornar situações que a força e a imposição não conseguem.

Daí a necessidade das pessoas optarem por ouvir a palavra edificante, as mensagens da mente higienizada, sobretudo em se tratando de notícias, comentários, reportagens e entrevistas. Vivemos sob uma carga muito pesada de palavras que transportam agressão, censura, desconfiança, insegurança, medo, desespero. São tóxicos perigosos que estimulam o ódio e a violência. Só a palavra de amor, só o timbre suave da esperança, podem levantar os enfermos das emoções. Não foi à toa que o apóstolo Paulo disse numa carta aos coríntios: “As más conversações corrompem os bons costumes.”