TribunaBandNews Archives - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

TribunaBandNews

Cid Gomes e a arte do possível

Por Wanfil em Eleições 2018

08 de agosto de 2018

Cid Gomes compareceu ao programa Focus Jangadeiro nesta quarta-feira (FOTO: Daniel Rocha/ Tribuna do Ceará)

O ex-governador Cid Gomes foi o entrevistado desta quarta-feira (8) no programa Focus Jangadeiro, na condição de articulador político do PDT.

Em período eleitoral, toda interação de políticos com a imprensa, especialmente com os veículos de maior audiência, tem por objetivo consolidar versões, ou visões, sobre os fatos em andamento. Como dizem os marqueteiros, estabelecer as premissas do debate e disseminar narrativas junto ao público.

Nesse sentido, com habilidade, Cid Gomes reconheceu divergências internas na coalizão que reúne no Ceará, partidos em conflito no cenário nacional, como PDT, PT e o MDB. Na entrevista, portanto, o recado trabalhado foi o de que apesar dos pesares, tudo está sob controle no Estado.

Os ataques de Ciro Gomes a Eunício Oliveira, a rasteira de Lula em Ciro, a convivência entre golpistas e golpeados, tudo isso acabaria, segundo a exposição de Cid, superado diante do apelo maior de um projeto para o Ceará.

De fato, discursos à parte, as ações de Cid, Eunício e Camilo, sem que PDT, PT e MDB mudem de rumo no Estado, sugerem um alinhamento. O resto é disputa de espaços dentro do acórdão.

Dizia Otto Von Bismarck, na Alemanha, que a política é a arte do possível. No Ceará, é a arte do possível e do impossível ao mesmo tempo.

(Texto publicado no portal Tribuna do Ceará).

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O estilo Ciro Gomes

Por Wanfil em Ceará, Política

24 de julho de 2013

Nonato Albuquerque e Wanfil entrevistam Ciro Gomes na rádio Tribuna BandNews (FOTO: Daniel Herculano/Tribuna do Ceará).

Nonato Albuquerque e Wanfil entrevistam Ciro Gomes na rádio Tribuna BandNews (FOTO: Daniel Herculano/Tribuna do Ceará).

O noticiário político desta semana já está marcado pelas polêmicas declarações do ex-governador Ciro Gomes, feitas na terça-feira (23), em entrevista à rádio Tribuna BandNews FM (101.7), do Sistema Jangadeiro de Comunicação.

Entre outras coisas, Ciro Gomes chamou o vereador Capitão Wagner de lambanceiro e o vereador João Alfredo de inconsequente; disse que o procurador Oscar Costa Filho é exibicionista e sugeriu que o procurador Alessander Sales pintasse a bunda de branco para aparecer.

Destempero ou método?

Muitos ficam chocados com o estilo de Ciro, acusado de ser truculento. Eu estive entre os entrevistadores do ex-governador e o que eu pude perceber, na verdade, foi cálculo. O que a muitos parece destempero verbal, eu vejo como método, como ação premeditada. Se não, vejamos. As declarações foram feitas no rastro de questões sobre segurança pública e sobre o embargo da obra dos viadutos no entorno do Parque do Cocó, em Fortaleza.

Na prática, com Ciro imprimindo seu estilo desbocado, as discussões sempre acabam transferidas da esfera dos fatos para a das boas maneiras, onde o que se sobressai são as censuras ou os elogios à falta de polidez do entrevistado, com a vantagem adicional de deixá-lo em evidência mesmo sem mandato público ou cargo partidário, e de desviar o alvo natural das críticas, que seriam o governador e o prefeito, seus aliados.

Forma e conteúdo

E assim, a forma acaba ganhando mais relevo do que o conteúdo. É que as disputas políticas são diferentes das querelas judiciais ou dos debates acadêmicos. Na política, vale mais a versão do que o fato, já constatava o mineiro Tancredo neves. E a versão que prepondera é a que faz mais barulho.

Claro que esse é um jeito arriscado de atuar nos debates públicos, pois a margem para erros é demasiada larga. Não há espaço para a hesitação ou vacilo, pois a palavra dita não tem volta. E não basta querer ser polêmico, é preciso ter uma personalidade que comporte essa técnica, que pode ser muito útil, como, por exemplo, na hora de enfrentar consensos politicamente corretos, ou um desastre, caso venha a ferir a suscetibilidade do grande público.

Ciro Gomes apareceu na política com esse estilo, do qual agora faz uso, e com ele se tornou uma grande promessa da política brasileira. E também por causa dele, depois um ou dois escorregões, perdeu uma eleição presidencial. Acontece. Tem hora que funciona, tem hora que não. Por mais que seja calculado, é sempre um risco.

 

Esse também foi o tema do meu comentário desta quarta na Tribuna BandNews:

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Na Tribuna BandNews FM: Que tal um plebiscito local sobre a saúde?

Por Wanfil em Tribuna Band News FM

04 de julho de 2013

Minha coluna desta quinta na Tribuna BandNews FM – 101.7.

Médicos protestam em Fortaleza por melhores condições de trabalho. Quem conhece um, sabe o que eles passam. Foto: Tribuna do Ceará

Médicos protestam em Fortaleza por melhores condições de trabalho, enquanto políticos propõem um plebiscito para a obra do Acquário. Foto: Tribuna do Ceará

Agora, de repente, é grande a quantidade de governantes e parlamentares que enxergam nas consultas populares a solução para os males do Brasil. É evidente que se trata de uma reação aos protestos que cobram mais ética e eficiência nos gastos públicos, é o esboço improvisado de uma resposta que possa vir a acalmar a indignação geral contra a corrupção e a incompetência.

Nesse espírito, foi aprovado ontem, com folga, na Câmara Municipal de Fortaleza, o requerimento que pede regime de urgência no projeto de um plebiscito para saber se a população aprova ou rejeita o projeto do aquário do Ceará, do governo estadual.

A iniciativa, aliás, conta com o apoio do governador Cid Gomes, mas a questão é bem mais complicada do que parece.

A Lei Orgânica do município não exige que o tema do plebiscito seja trabalhado em campanha de esclarecimento, nem determina que a questão seja apresentada de forma clara e objetiva, como acontece com as constituições estadual e federal (ver mais no post A moda plebiscitária chegou ao Ceará).

Por se tratar de um assunto que envolve temas complexas, como legislação ambiental e economia, sobre as quais nem os próprios vereadores chegaram a um acordo, são muitas as dúvidas que ainda devem ser esclarecidas.

Enquanto isso, no mesmo dia em que o plebiscito era discutido na câmara, médicos fizeram um protesto em frente ao Palácio da Abolição pedindo melhores condições de trabalho. Quem conhece um médico, tem um parente nessa área, sabe o que eles passam, quando tentam socorrer as pessoas improvisando macas, sem remédios para ministrar, sem explicações para oferecer aos acompanhantes, sem material hospitalar.

Sobre isso, não há quem peça um plebiscito, porque todos sabem que serão reprovados em qualquer consulta. Porque isso depende exclusivamente da qualidade do trabalho de quem administra a área e de quem deve fiscalizar a aplicação dos recursos: justamente, os governantes e os parlamentares.

Mais fácil é fazer plebiscito sobre um tema que não queime o filme de ninguém. Dá a impressão de que algo está sendo feito, enquanto tudo continua como sempre foi.

Confira o áudio:

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Governador e prefeito de Fortaleza resolvem problema da segurança… deles!

Por Wanfil em Tribuna Band News FM

17 de Abril de 2013

Meu comentário na rádio Tribuna BandNews FM – 101.7, sobre a criação, pelo governo do Estado, da Coordenadoria Militar da Prefeitura de Fortaleza.

Ouça o áudio:

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Segue a transcrição:

Agora é oficial! A segurança do prefeito Roberto Cláudio será feita por policiais militares, conforme decreto do Governo do Estado. Antes, essa atribuição era da Guarda Municipal.

Vereadores da oposição criticam a iniciativa e dizem que policiais serão retirados das ruas justamente quando os índices de violência só aumentam. E lembram que a medida abre um precedente óbvio, caso prefeitos de outras cidades do Ceará também queiram a providencial segurança feita pela Polícia Militar.

Apesar da polêmica, em todo o mundo autoridades precisam de segurança especial, afinal, elas representam o próprio Estado. Mas existem, nesse caso de Fortaleza, algumas particularidades que ilustram bem o momento que vivemos.

Primeiro, governantes da capital cearense não ocupam uma posição de risco quanto a crimes de natureza ideológica ou política, tal qual cidades ameaçadas, por exemplo, pelo terrorismo internacional.

Segundo, vivemos, pelo menos oficialmente, em tempos de paz, sem inimigos no exterior e sem grupos paramilitares agindo em território nacional.

Terceiro, Roberto Cláudio já dispunha sim de uma segurança, só que feita, como eu disse, pela Guarda Municipal. Acontece que seus membros não portam armas de fogo, enquanto bandidos, sequestradores, assaltantes e traficantes, que são os únicos perigos à segurança do excelentíssimo prefeito, estão armados até os dentes.

No fundo, o projeto enviado à Câmara pelo prefeito Roberto Cláudio e o decreto assinado pelo governador Cid Gomes não deixam de ser uma forma de reconhecimento sobre o perigo real e imediato que é viver no Ceará e especialmente em Fortaleza nos dias de hoje.

Agora que o prefeito e o governador estão com seus problemas de segurança particular resolvidos, é hora de ver a segurança da população, que além de custear o bem estar de seus representantes, precisa pagar, quando pode, por segurança privada. Ou então, rezar a Deus para viver mais um dia.

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Eles só pensam naquilo!

Por Wanfil em Tribuna Band News FM

09 de Abril de 2013

Meu comentário na rádio Tribuna BandNews FM – 101.7, sobre a antecipação da agenda eleitoral no Brasil e no Ceará.

Ouça o áudio:

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Segue a transcrição:

A antecipação do calendário eleitoral reduz o tempo do calendário administrativo. O que não foi resolvido até agora, não será mais até outubro de 2014.

A antecipação do calendário eleitoral reduz o tempo do calendário administrativo. O que não foi resolvido até agora, não será mais até outubro de 2014.

Eles só pensam naquilo! Eles só pensam em voto e nas próximas eleições. Daqui até outubro de 2014, todos os problemas passam a ser tratados de olho nas pesquisas e na base da propaganda.

Em Brasília, a presidente Dilma, do PT, trouxe o PR de Alfredo Nascimento e o PDT de Carlos Lupi de volta ao ministério do qual saíram após denúncias de corrupção. O que interessa aí é o tempo de TV de cada partido. E que se dane a faxina ética.

Para neutralizar a possível candidatura de Eduardo Campos, do PSB, à Presidência da República, Dilma anuncia no rádio, medidas e verbas contra a seca no nordeste. Diga-se de passagem que são as mesmas promessas feitas há exatamente uma semana aqui em Fortaleza e que até os governistas mais adestrados reconhecem ser tímidas.

No Ceará não é diferente. O governador Cid Gomes e seus aliados já se dedicam à campanha eleitoral mais do que recomenda o bom senso. Basta ver as movimentações de gente como o ministro dos Portos Leônidas Cristino, do secretário da Fazenda Mauro Filho ou até da secretária de Educação Izolda Cela, nomes citados nos balões de ensaio das colunas de jornal.

Tem ainda o PT, que ressentido com o racha em Fortaleza, agora parte pra cima do PSB e do governador, com direito a acusações mútuas de espionagem. Até poucas eleições atrás, esse pessoal trocava juras de amor e elogios rasgados entre si.

Do ponto de vista prático, tudo isso é infrutífero para resolver os grandes problemas do país e do Ceará.  Falta aproximadamente um ano e meio para as eleições do ano que vem. Já em junho próximo, teremos a Copa das Confederações. Quer dizer, de maio a agosto essa será a maior prioridade de nossas autoridades. Em 2014, depois do Carnaval, vem a Copa e as próprias eleições.

Com um pouco de otimismo, significa dizer que, na prática, o governador terá somente uns seis meses para trabalhar livremente. Talvez menos. Com a agenda eleitoral antecipada, esse tempo fica mais reduzido ainda. Portanto, será um fim de mandato apertado para encaminhar ações contra emergências que ignoram os calendários festivos e eleitorais: a seca e os obscenos índices de violência no estado. Mas sabe como é: eles só pensam naquilo!

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Eles só pensam naquilo!

Por Wanfil em Tribuna Band News FM

09 de Abril de 2013

Meu comentário na rádio Tribuna BandNews FM – 101.7, sobre a antecipação da agenda eleitoral no Brasil e no Ceará.

Ouça o áudio:

[haiku url=”http://tribunadoceara.uol.com.br/blogs/wanderley-filho/files/2013/04/POLITICA_WANDERLEY_ELES-SÓ-PENSAM-NAQUILO.mp3″]

 

Segue a transcrição:

A antecipação do calendário eleitoral reduz o tempo do calendário administrativo. O que não foi resolvido até agora, não será mais até outubro de 2014.

A antecipação do calendário eleitoral reduz o tempo do calendário administrativo. O que não foi resolvido até agora, não será mais até outubro de 2014.

Eles só pensam naquilo! Eles só pensam em voto e nas próximas eleições. Daqui até outubro de 2014, todos os problemas passam a ser tratados de olho nas pesquisas e na base da propaganda.

Em Brasília, a presidente Dilma, do PT, trouxe o PR de Alfredo Nascimento e o PDT de Carlos Lupi de volta ao ministério do qual saíram após denúncias de corrupção. O que interessa aí é o tempo de TV de cada partido. E que se dane a faxina ética.

Para neutralizar a possível candidatura de Eduardo Campos, do PSB, à Presidência da República, Dilma anuncia no rádio, medidas e verbas contra a seca no nordeste. Diga-se de passagem que são as mesmas promessas feitas há exatamente uma semana aqui em Fortaleza e que até os governistas mais adestrados reconhecem ser tímidas.

No Ceará não é diferente. O governador Cid Gomes e seus aliados já se dedicam à campanha eleitoral mais do que recomenda o bom senso. Basta ver as movimentações de gente como o ministro dos Portos Leônidas Cristino, do secretário da Fazenda Mauro Filho ou até da secretária de Educação Izolda Cela, nomes citados nos balões de ensaio das colunas de jornal.

Tem ainda o PT, que ressentido com o racha em Fortaleza, agora parte pra cima do PSB e do governador, com direito a acusações mútuas de espionagem. Até poucas eleições atrás, esse pessoal trocava juras de amor e elogios rasgados entre si.

Do ponto de vista prático, tudo isso é infrutífero para resolver os grandes problemas do país e do Ceará.  Falta aproximadamente um ano e meio para as eleições do ano que vem. Já em junho próximo, teremos a Copa das Confederações. Quer dizer, de maio a agosto essa será a maior prioridade de nossas autoridades. Em 2014, depois do Carnaval, vem a Copa e as próprias eleições.

Com um pouco de otimismo, significa dizer que, na prática, o governador terá somente uns seis meses para trabalhar livremente. Talvez menos. Com a agenda eleitoral antecipada, esse tempo fica mais reduzido ainda. Portanto, será um fim de mandato apertado para encaminhar ações contra emergências que ignoram os calendários festivos e eleitorais: a seca e os obscenos índices de violência no estado. Mas sabe como é: eles só pensam naquilo!