Temer Archives - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Temer

Surrealismo político: por Michel Temer, Aécio manobra contra Tasso

Por Wanfil em Partidos

09 de novembro de 2017

O senador mineiro Aécio Neves afastou o senador cearense Tasso Jereissati da presidência interina do PSDB, em mais um capítulo da divisão interna que consome o partido.

Para resumir, desde a primeira denúncia contra Temer, Tasso defende que a sigla entregue os cargos no Governo Federal, mantendo o apoio às reformas e fazendo uma autocrítica, enquanto Aécio – presidente licenciado da sigla – quer permanecer na base.

Mesmo enfraquecido depois dos áudios em que pede R$ 2 milhões à JBS para supostamente custear sua defesa na Lava Jato, Aécio ainda controla parte do PSDB, notadamente aquela contemplada com ministérios e verbas federais.

Mas Wanfil, se o governo, recordista de impopularidade, é tão rejeitado por suas práticas fisiológicas, o melhor não seria realmente deixar os cargos? Seria, mas não é tão fácil assim para muitos que contam com a máquina federal para seus projetos eleitorais. Parece surreal. Basta ver como aqui no Ceará até mesmo o PT e o PDT, de oposição, estudam uma aliança com o PMDB, reaproximados pelos recentes aportes de verbas da União para projetos no Estado.

Para Aécio, preservar a aliança formal com Temer é manter a influência sobre os governistas do partido e ainda garantir apoio da base contra novos pedidos de investigação. Para Tasso, a independência é a senha para que o partido possa formatar um discurso de renovação em sintonia com a população.

Não há dúvida de que Tasso, nesse primeiro momento, sai com a imagem fortalecida contra Aécio. O mesmo não se pode dizer do PSDB, vai depender dos próximos capítulos dessa disputa.

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A impopularidade de Temer como salvação dos que acabam esquecidos

Por Wanfil em Política

29 de setembro de 2017

Michel Temer voltou a bater recorde de impopularidade: 77% dos brasileiros o reprovam, segundo o Ibope. Nem sua companheira de chapa Dilma Rousseff, no auge da recessão, com índices de desemprego, juros e inflação maiores que os atuais, conseguiu ser assim rejeitada.

Evolução que desafia a clássica associação entre desempenho econômico e popularidade. Um efeito colateral desse cenário é a percepção de que os escândalos no entorno presidencial, revelados em proporção endêmica, acabam por ofuscar os casos locais, com a exceção talvez do Rio de Janeiro. Não há pesquisas, mas parece que lideranças políticas regionais não se desgastaram na mesma proporção.

Basta ver como no Ceará casos de considerável potencial para abalar qualquer popularidade não passaram de incômodos sem grandes consequências para seus beneficiários. Compra de votos nas eleições passadas, fichas sujas ocupando cargos importantes na administração estadual, políticos graduados citados em delações com riqueza de detalhes, autoridades investigadas ou até condenadas, nada disso perturba o doce exercício de poder no Estado. Aliás, todos esses andam por aí a desfilar tranquilamente, sem a menor preocupação com vaias, quando não dão lições de moral em nome da ética e da honestidade.

Ninguém os perturba, muito pelo contrário: são tratados com toda a deferência que seus cargos exigem. É que é mais fácil ficar indignado com quem está longe, distante, do que com quem está aqui ao alcance do nosso repúdio.

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Na mesma delação em que acusa Temer, JBS diz que propina abasteceu projeto de Cid no Ceará

Por Wanfil em Corrupção

19 de Maio de 2017

Pois é

A delação da JBS, que fez Michel Temer balançar no cargo e afastou Aécio Neves do Senado, não demorou a chegar ao Ceará. Segundo Wesley Batista, sócio do grupo, o ex-governador Cid Gomes (PDT) teria recebido R$ 20 milhões de propina em 2014 para o financiamento de campanhas, em troca da liberação de créditos de ICMS. Metade desse valor, de acordo com o delator, foi repassado como doação oficial nas últimas eleições (ver o post JBS está entre os maiores doadores de campanha no Ceará).

Em outra delação, Ricardo Saud, executivo da mesma JBS, afirma que R$ 5 milhões teriam sido pagos ao senador Eunício Oliveira (PMDB) por causa de uma medida provisória sobre créditos de PIS/Cofins.

Todos negam as acusações. De fato, delações premiadas necessitam de um conjunto probatório para que tenham efeito judicial. Acontece que os irmãos Joesley e Wesley Batista fizeram provavelmente o melhor dos acordos de delação na Lava Jato. E daí? Isso prova algo? Não, mas caso tenham mentido o acordo estará automaticamente desfeito. Sem contar que a JBS afirma ter anexado documentos.

A presunção de inocência é garantida por lei, porém, enquanto as investigações seguem, a delação da JBS aponta que o mesmo método de corrupção que abasteceu a chapa Dilma-Temer alimentou, ainda que a partir de fontes distintas, o projeto político de Cid Gomes no Ceará. É o que dizem os delatores.

O ônus da prova cabe a quem acusa e esse é um princípio jurídico indiscutível. Mas politicamente, até que tudo seja passado a limpo, o peso da suspeita é que recairá como ônus sobre as imagens dos acusados, especialmente nesses tempos de escândalos sem fim.

PS. Muita gente que comemorou as primeiras repercussões da delação da JBS mudou de ideia com a divulgação de outros nomes, como Lula e Dilma, além de outros políticos de variadas ideologias.

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“Fora Temer” foi o hit do Carnaval? Menos, gente…

Por Wanfil em Política

01 de Março de 2017

Foto utilizada pelo PT para ilustrar o “Fora Temer” de Carnaval. Sem bandeiras vermelhas ou cartazes. É a tentativa de construir um “enredo” para a imprensa (Fernando Maia/Riotur)

O site do PT publicou texto afirmando que “Fora Temer” foi o hit do Carnaval 2017, “mais do que qualquer outra música do verão”. Antes de embarcar em releases partidários é preciso rigor redobrado na avaliação dos fatos.

Sim, a expressão “Fora Temer” foi entoada como palavra de ordem aqui e ali. No entanto, não há nada que endosse o tom apoteótico e ensurdecedor sugerido pela agência petista. Além do mais, a irreverência crítica contra políticos é comum nos carnavais.

Temer consegue ser tão impopular quanto Dilma, conforme atestam as pesquisas. Além das manobras contra a Lava-Jato, pesa contra ele uma rejeição de base, que reúne eleitores do PT que o consideram traidor, com aqueles que não votaram em Dilma (e em Temer), indignados desde antes das eleições com a situação do País.

Simpatizantes e militantes do PT se misturaram a foliões de todos os credos para protestar contra a política, elegendo Temer como alvo. Foi isso. Não existe aí um “volta Lula”, que é o que se tenta construir agora. Cuidado, pessoal. Eles são bons em fabricar “narrativas”. Nesse caso, ainda em clima de Carnaval, são bons em criar enredos para a imprensa cantar.

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A culpa

Por Wanfil em Política

30 de setembro de 2016

Michel Temer disse que a culpa pela crise não é dele. Fica evidente que, no seu entendimento, o fato de ter sido vice-presidente por duas vezes na chapa de Dilma Rousseff não o torna cúmplice pelo desastre econômico que passamos.

De fato, em última instância, a culpa é de quem efetivamente tem o poder de decisão. Vice não conta. Do mesmo modo, não podemos dizer que aliados ou eleitores da ex-presidente sejam culpados pelo desemprego e pela inflação.

Isso, porém, não os isenta totalmente de responsabilidade, afinal, elegeram e deram sustentação política ao projeto que fracassou. Especialmente os aliados. No entanto, estes podem dizer, uns por esperteza, outros por arrependimento, que cometeram um erro. E ao erro, todos estão sujeitos.

Existem, no entanto, os que insistem em dizer que a recessão foi um mero acidente de percurso, ação do estrangeiro ou de forças econômicas ressentidas. Chamam de golpe o impeachment. Ao persistirem no erro, abraçados com Dilma, sem um mea-culpa, perdem o benefício da dúvida e assumem a culpa moral pela crise, tudo em nome de um projeto de poder.

PS. Não adianta Temer culpar Dilma. Ela perdeu o cargo exatamente por isso. Se não mostrar serviço e a situação não melhorar, a culpa será dele e ponto final.

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O exemplo de Camilo

Por Wanfil em Ceará

13 de Maio de 2016

Gente da assessoria do governador Camilo Santana (CE), repetindo queixumes do ressentimento petista com o impeachment, critica o fato de não haver na equipe ministerial de Michel Temer negros, mulheres ou “representantes das classes mais pobres”.

Falso problema
A preocupação, nesse momento, é saber o que a equipe ministerial de Temer, independentemente de cores, credos, raças ou gênero, fará para consertar o monumental estrago feito por Dilma nas contas públicas. A prioridade é saber como acomodar a dívida dos estados na meta fiscal do ano que vem. Isso sim é problema de verdade.

Vidraça
De resto, fui conferir mais uma vez o perfil, digamos assim, social, do secretariado de Camilo. Vejam só: não há um negro! Seria racismo? Tem gente rica e apenas um ex-representante das classes mais pobres: Inácio Arruda. E contemplando as mulheres tem Nicolle Barbosa, que na verdade foi nomeada por critérios políticos, na condição de representante das classes mais ricas, o que é perfeitamente legítimo. Quem é governo tem que ter cuidado redobrado antes de falar de outros governos.

Exemplo
Por isso mesmo o próprio Camilo Santana, mesmo sendo aliado e correligionário de Dilma, evitou criticar Temer na declaração que postou quinta no Facebook lamentando o impeachment. Na verdade, o governador foi na direção contrária aos discursos belicosos, dizendo estar “amparado no diálogo e na busca de consensos”. Fica a lição para a sua assessoria, afinal, o estado já tem muito com o que se preocupar, a começar pelo ajuste dos servidores. O resto é perda de tempo. O Brasil está quebrando e Dilma perdeu as condições de governar. Se não houver uma reação estados e municípios quebram juntos e os culpados, para os eleitores, serão os governadores e prefeitos, brancos ou pretos, homens ou mulheres.

CORREÇÃO
A assessoria de comunicação do Governo do Ceará, gentilmente, entrou em contato comigo para fazer uma correção, pelo que sou grato. Além de Nicolle Barbosa, também compõe o time feminino do secretariado Aline Bezerra (Políticas sobre Drogas). Lembrou ainda de Socorro França na Controladoria Geral de Disciplina, que não é secretaria, e a vice-governadora Izolda Cela. Todas brancas e bem posicionadas socialmente, se é que isso importa como critério.

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O exemplo de Camilo

Por Wanfil em Ceará

13 de Maio de 2016

Gente da assessoria do governador Camilo Santana (CE), repetindo queixumes do ressentimento petista com o impeachment, critica o fato de não haver na equipe ministerial de Michel Temer negros, mulheres ou “representantes das classes mais pobres”.

Falso problema
A preocupação, nesse momento, é saber o que a equipe ministerial de Temer, independentemente de cores, credos, raças ou gênero, fará para consertar o monumental estrago feito por Dilma nas contas públicas. A prioridade é saber como acomodar a dívida dos estados na meta fiscal do ano que vem. Isso sim é problema de verdade.

Vidraça
De resto, fui conferir mais uma vez o perfil, digamos assim, social, do secretariado de Camilo. Vejam só: não há um negro! Seria racismo? Tem gente rica e apenas um ex-representante das classes mais pobres: Inácio Arruda. E contemplando as mulheres tem Nicolle Barbosa, que na verdade foi nomeada por critérios políticos, na condição de representante das classes mais ricas, o que é perfeitamente legítimo. Quem é governo tem que ter cuidado redobrado antes de falar de outros governos.

Exemplo
Por isso mesmo o próprio Camilo Santana, mesmo sendo aliado e correligionário de Dilma, evitou criticar Temer na declaração que postou quinta no Facebook lamentando o impeachment. Na verdade, o governador foi na direção contrária aos discursos belicosos, dizendo estar “amparado no diálogo e na busca de consensos”. Fica a lição para a sua assessoria, afinal, o estado já tem muito com o que se preocupar, a começar pelo ajuste dos servidores. O resto é perda de tempo. O Brasil está quebrando e Dilma perdeu as condições de governar. Se não houver uma reação estados e municípios quebram juntos e os culpados, para os eleitores, serão os governadores e prefeitos, brancos ou pretos, homens ou mulheres.

CORREÇÃO
A assessoria de comunicação do Governo do Ceará, gentilmente, entrou em contato comigo para fazer uma correção, pelo que sou grato. Além de Nicolle Barbosa, também compõe o time feminino do secretariado Aline Bezerra (Políticas sobre Drogas). Lembrou ainda de Socorro França na Controladoria Geral de Disciplina, que não é secretaria, e a vice-governadora Izolda Cela. Todas brancas e bem posicionadas socialmente, se é que isso importa como critério.