tatuzão Archives - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

tatuzão

O tatuzão da paciência: “diga ao povo que logo mais”

Por Wanfil em Assembleia Legislativa

29 de Março de 2017

O deputado estadual Heitor Férrer (PSB) denunciou o roubo de peças das tuneladoras – mais conhecidas como tatuzões – adquiridas pelo Governo do Ceará para escavações na Linha Leste do Metrô de Fortaleza. O caso trouxe de volta a polêmica sobre a inusitada compra desse equipamento, ainda em 2013.

Desde então, os tatuzões de Cid Gomes, adquiridos por US$ 66,7 milhões cada, estão parados. Ninguém sabe ao certo se ainda funcionarão, pois o equipamento exige caríssima manutenção. Governistas, porém, não dão o braço a torcer e continuam a elogiar a compra das tuneladoras, que ao lado do Hospital Regional do Sertão Central e do Acquário Ceará estão entre os maiores exemplos de falta de planejamento da história da gestão pública estadual. 

Matéria do Diário do Nordeste publicada nesta quarta-feira (29) reproduz fala do líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Evandro Leitão (PDT), garantindo que os tatuzões estão bem conservados: “Só teremos absoluta convicção se estão aptas quando colocarmos para funcionar. Aí veremos se a manutenção dada tornará, ou não, os equipamentos eficazes”. O raciocínio é um tanto peculiar: ao ser categórico, o desafio não deixa de revelar certa dúvida.

Na mesma reportagem, o deputado Julinho, do mesmo PDT, ressalta a importância dos tatuzões: “Os técnicos garantem que as tuneladoras estão aptas a começarem a operação da linha leste. E o povo tenha certeza que logo mais essa obra importante para mobilidade urbana estará em plena execução”. Quando? Logo mais…

Pois é meus amigos e amigas, ficamos assim: “Logo mais” poderemos ter “absoluta convicção” de que nosso dinheiro foi, literalmente, para o buraco.

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Mesmo com tatuzões, metrô avança apenas 1% em três anos. De quem é a culpa?

Por Wanfil em Ceará

07 de novembro de 2016

O atraso nas obras do metrô de Fortaleza (Linha Leste), que após três anos conclui apenas 1% do projeto, ganhou destaque nacional com uma matéria do O Globo, publicada no domingo (6).

“Um dos emblemas do fracasso da empreitada é a imagem dos quatro ‘tatuzões’ adquiridos pelo governo do Ceará”, explica o jornal, que cita o caso como exemplo da “megalomania empreendedora que tomou conta do país até o estouro da crise econômica”.

O Globo informa que Cid Gomes, “então governador e mentor da empreitada”, não quis comentar o assunto, mas ressalta que “aliados dos irmãos Ferreira Gomes admitem a frustração com a paralisação das obras e o custo de manutenção do equipamento”. Parece que o anonimato desperta nesses um tímido senso crítico. Oficialmente, porém, ainda segundo a matéria, o governo cearense responsabiliza a legislação e uma empresa privada que abandonou o consórcio responsável pela obra pelo atraso.

É sempre assim. Foi a mesma coisa com a segurança pública, com os hospitais superlotados e com o Acquário Ceará, outra obra milionária parada. Ninguém admite a mínima falha, preferindo acusar a Lei de Licitações ou a legislação ambiental, o preço do dólar, o TCU, os médicos, os policiais, a oposição ou a imprensa.

É bem verdade que existe uma antipatia da imprensa fora do Ceará em relação a Ciro Gomes, pré-candidato do PDT à Presidência, mas isso não muda os fatos em relação ao metrô e aos tatuzões. Fica evidente que os responsáveis não conseguem aprender com seus próprios erros porque são incapazes de admiti-los e até mesmo de enxergá-los.

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Mesmo com tatuzões, metrô avança apenas 1% em três anos. De quem é a culpa?

Por Wanfil em Ceará

07 de novembro de 2016

O atraso nas obras do metrô de Fortaleza (Linha Leste), que após três anos conclui apenas 1% do projeto, ganhou destaque nacional com uma matéria do O Globo, publicada no domingo (6).

“Um dos emblemas do fracasso da empreitada é a imagem dos quatro ‘tatuzões’ adquiridos pelo governo do Ceará”, explica o jornal, que cita o caso como exemplo da “megalomania empreendedora que tomou conta do país até o estouro da crise econômica”.

O Globo informa que Cid Gomes, “então governador e mentor da empreitada”, não quis comentar o assunto, mas ressalta que “aliados dos irmãos Ferreira Gomes admitem a frustração com a paralisação das obras e o custo de manutenção do equipamento”. Parece que o anonimato desperta nesses um tímido senso crítico. Oficialmente, porém, ainda segundo a matéria, o governo cearense responsabiliza a legislação e uma empresa privada que abandonou o consórcio responsável pela obra pelo atraso.

É sempre assim. Foi a mesma coisa com a segurança pública, com os hospitais superlotados e com o Acquário Ceará, outra obra milionária parada. Ninguém admite a mínima falha, preferindo acusar a Lei de Licitações ou a legislação ambiental, o preço do dólar, o TCU, os médicos, os policiais, a oposição ou a imprensa.

É bem verdade que existe uma antipatia da imprensa fora do Ceará em relação a Ciro Gomes, pré-candidato do PDT à Presidência, mas isso não muda os fatos em relação ao metrô e aos tatuzões. Fica evidente que os responsáveis não conseguem aprender com seus próprios erros porque são incapazes de admiti-los e até mesmo de enxergá-los.