Sun Tzu Archives - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Sun Tzu

Ciro Gomes ataca (de novo) João Doria: a arte da guerra e a guerra sem arte

Por Wanfil em Política

03 de Abril de 2017

Ciro Gomes (PDT) voltou a provocar João Doria (PSDB), prefeito de São Paulo: “Daria uma surra nele”, disse em relação as eleições presidenciais. Segundo Ciro, seus adversários mais fortes seriam Lula, o réu, e Geraldo Alckmin (PSDB), governador de São Paulo.

É interessante observar a movimentação do ex-governador cearense, reveladora das artimanhas entre profissionais da política. Quando um comportamento ou um discurso são repetidos, há nisso mais cálculo e premeditação do que espontaneidade. E essa não é a primeira vez que Ciro mira Doria, que tem 70% de aprovação e atua com forte viés midiático.

Além de tentar polarizar com quem está em evidência, ganhando espaço na cobertura da imprensa, Ciro busca alimentar a discórdia na hoste inimiga, no melhor estilo “dividir para vencer”, conceito militar consagrado em A Arte da Guerra, de Sun Tzu, e no livro homônimo escrito posteriormente por Nicolau Maquiavel.

Se na guerra a disseminação de boatos (desinformação e contrainformação) é arma de reconhecida importância, na política o apelo à vaidade e o aceno ao medo da traição são poderosos instrumentos de dissensão. Não é de graça que Ciro coloca Alckmin, padrinho político de Doria, como principal concorrente. Ao ressaltar a liderança do governador, Ciro faz as especulações sobre o prefeito novato parecerem atrevimento diante das pretensões públicas de Alckmin. Como sabemos, a desconfiança envenena qualquer relação.

Tudo isso pode ser percebido a partir da lógica elementar: se Alckmin fosse mesmo o nome mais difícil de ser batido e Doria o mais fácil, seria mais lógico bater no primeiro e não no segundo, para induzir os adversários ao erro, escolhendo quem fosse mais fácil de bater. É ou não é? A única certeza é que ressentidos e separados, eles ficam mais fracos.

Mais uma coisa. Ciro afirmou ainda que uma candidatura de Lula colocaria o passional acima do racional, polarizando a disputa entre PT e PSDB. Como se não estivesse o próprio Ciro usando uma retórica passional para adiantar e polarizar o debate eleitoral.

É a arte da guerra, travada por generais que lideram apenas suas próprias ambições. No fim, é mais guerra do que arte.

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Ciro Gomes ataca (de novo) João Doria: a arte da guerra e a guerra sem arte

Por Wanfil em Política

03 de Abril de 2017

Ciro Gomes (PDT) voltou a provocar João Doria (PSDB), prefeito de São Paulo: “Daria uma surra nele”, disse em relação as eleições presidenciais. Segundo Ciro, seus adversários mais fortes seriam Lula, o réu, e Geraldo Alckmin (PSDB), governador de São Paulo.

É interessante observar a movimentação do ex-governador cearense, reveladora das artimanhas entre profissionais da política. Quando um comportamento ou um discurso são repetidos, há nisso mais cálculo e premeditação do que espontaneidade. E essa não é a primeira vez que Ciro mira Doria, que tem 70% de aprovação e atua com forte viés midiático.

Além de tentar polarizar com quem está em evidência, ganhando espaço na cobertura da imprensa, Ciro busca alimentar a discórdia na hoste inimiga, no melhor estilo “dividir para vencer”, conceito militar consagrado em A Arte da Guerra, de Sun Tzu, e no livro homônimo escrito posteriormente por Nicolau Maquiavel.

Se na guerra a disseminação de boatos (desinformação e contrainformação) é arma de reconhecida importância, na política o apelo à vaidade e o aceno ao medo da traição são poderosos instrumentos de dissensão. Não é de graça que Ciro coloca Alckmin, padrinho político de Doria, como principal concorrente. Ao ressaltar a liderança do governador, Ciro faz as especulações sobre o prefeito novato parecerem atrevimento diante das pretensões públicas de Alckmin. Como sabemos, a desconfiança envenena qualquer relação.

Tudo isso pode ser percebido a partir da lógica elementar: se Alckmin fosse mesmo o nome mais difícil de ser batido e Doria o mais fácil, seria mais lógico bater no primeiro e não no segundo, para induzir os adversários ao erro, escolhendo quem fosse mais fácil de bater. É ou não é? A única certeza é que ressentidos e separados, eles ficam mais fracos.

Mais uma coisa. Ciro afirmou ainda que uma candidatura de Lula colocaria o passional acima do racional, polarizando a disputa entre PT e PSDB. Como se não estivesse o próprio Ciro usando uma retórica passional para adiantar e polarizar o debate eleitoral.

É a arte da guerra, travada por generais que lideram apenas suas próprias ambições. No fim, é mais guerra do que arte.