Stoner Archives - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Stoner

Dica de livro: Stoner

Por Wanfil em Livros

17 de junho de 2017

Simplesmente fantástico. Emocionante, pungente, forte e delicado.

Cheguei a Stoner, de John Williams, por indicação de uma amiga, a jornalista Cláudia Albuquerque. Não conhecia a obra (publicada em 1965) nem o autor, mas se ela (que escreve muito bem) recomendava o livro, então valeria a leitura, intuí com acerto. Lá encontrei tudo o que admiro num escritor: elegância, esmero, paciência nos pormenores que sempre se revelam, cedo ou tarde, fundamentais. Williams é ao mesmo tempo simples e sofisticado na construção de imagens, personagens e sentimentos. E isso não é fácil.

Para aumentar ainda mais o brilho da narrativa, o personagem título, William Stoner, não lidera revoltas nem é perseguido por governos opressores, não é porta-voz de causas nem símbolo de lutas contra preconceitos, é somente um professor universitário sem grandes obras, de poucos amigos e limitada conexão com a família. Parece demasiadamente banal, um convite ao tédio, mas mesmo assim, é complicado explicar, temos em Stoner uma baita história. Certamente uma das mais emocionantes que li.

No posfácio, Peter Cameron explica essa singularidade: “Nada disso [as premissas do livro] parece material muito promissor para um romance. No entanto, de alguma forma, quase milagrosamente, John Williams transforma a existência de William Stoner em uma história apaixonante, profunda e pungente”. É isso! Milagre. De onde percebemos como a vida pode ser poderosa em seus detalhes, se a olharmos com atenção.

Poucas vezes um livro despertou em mim, na hora mesmo da leitura, sentimentos tão intensos. Cláudia, minha amiga, e Cameron, do posfácio, comentam reações semelhantes que, a princípio, imaginei exagero. Não é. De algum modo, a história de uma pessoa comum – e assim como as nossas próprias histórias – pode ter muito mais significado do que se imagina.

Um livro fantástico. Experimente.

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Dica de livro: Stoner

Por Wanfil em Livros

17 de junho de 2017

Simplesmente fantástico. Emocionante, pungente, forte e delicado.

Cheguei a Stoner, de John Williams, por indicação de uma amiga, a jornalista Cláudia Albuquerque. Não conhecia a obra (publicada em 1965) nem o autor, mas se ela (que escreve muito bem) recomendava o livro, então valeria a leitura, intuí com acerto. Lá encontrei tudo o que admiro num escritor: elegância, esmero, paciência nos pormenores que sempre se revelam, cedo ou tarde, fundamentais. Williams é ao mesmo tempo simples e sofisticado na construção de imagens, personagens e sentimentos. E isso não é fácil.

Para aumentar ainda mais o brilho da narrativa, o personagem título, William Stoner, não lidera revoltas nem é perseguido por governos opressores, não é porta-voz de causas nem símbolo de lutas contra preconceitos, é somente um professor universitário sem grandes obras, de poucos amigos e limitada conexão com a família. Parece demasiadamente banal, um convite ao tédio, mas mesmo assim, é complicado explicar, temos em Stoner uma baita história. Certamente uma das mais emocionantes que li.

No posfácio, Peter Cameron explica essa singularidade: “Nada disso [as premissas do livro] parece material muito promissor para um romance. No entanto, de alguma forma, quase milagrosamente, John Williams transforma a existência de William Stoner em uma história apaixonante, profunda e pungente”. É isso! Milagre. De onde percebemos como a vida pode ser poderosa em seus detalhes, se a olharmos com atenção.

Poucas vezes um livro despertou em mim, na hora mesmo da leitura, sentimentos tão intensos. Cláudia, minha amiga, e Cameron, do posfácio, comentam reações semelhantes que, a princípio, imaginei exagero. Não é. De algum modo, a história de uma pessoa comum – e assim como as nossas próprias histórias – pode ter muito mais significado do que se imagina.

Um livro fantástico. Experimente.