solidariedade Archives - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

solidariedade

Uma pausa no blog para a campanha “Ajude a Larinha a vencer esta batalha”

Por Wanfil em Ao leitor

13 de setembro de 2017

Li no jornal Diário do Nordeste que a família da jovem Lara Virgínia Torquato (foto), que por causa de uma leucemia precisou transplantar a medula óssea, iniciou uma campanha para custear outro tratamento, agora contra uma síndrome que ataca pacientes transplantados. O valor total do tratamento é de aproximadamente R$ 180 mil (R$ 15 mil por cada caixa do medicamento Ruxolitinib). É uma corrida contra o tempo. Doações podem ser feitas na página Ajude a Larinha a vencer esta batalha.

Meu pai, o jornalista Wanderley Pereira, fez um transplante de coração em 2014. Infelizmente, ele não resistiu a uma série de infecções hospitalares após a operação. Mas adurante a espera pela doação, um ano, algumas das lembranças que mais marcaram minha família dizem respeito à solidariedade de amigos, colegas de trabalho, parentes e até de pessoas que nunca vimos (como a família que doou o coração de um ente querido para nos presentear com esperança), além daquelas que conhecemos nesse processo, as enfermeiras, os médicos e outros pacientes e seus acompanhantes. Precisar de ajuda e encontrá-la sem dar nada em troca é algo tão sublime que é difícil até mesmo de explicar.

Ao ver o esforço da família de Lara lembrei-me do conforto que aquela solidariedade deu a nós, familiares, e a ele, paciente. A maioria dos que ajudaram certamente deve achar que fez pouco, sem saber o imenso valor de cada visita, telefonema, ajuda material ou emocional. Nada foi em vão. Dessa experiência meu pai ainda escreveu um livro intitulado “Cura Teu Coração”, para mostrar como enfermidades do corpo podem servir de remédio para a alma de todos que vivem ou viveram situação semelhante. Todos: os que doam e os que recebem.

E por isso resolvi dar um tempo nos assuntos habituais aqui do blog para falar de Lara e da oportunidade de sermos realmente solidários. Quem puder ajudá-la, com qualquer valor, pode ir na página que mencionei ou transferir diretamente para uma das seguintes contas apontadas na matéria do Diário. Quem não puder, ajude a espalhar esse pedido. Estamos na torcida.

Banco Itaú
Agência: 3827
Conta: 38922-6
Nome: Maria das Vitórias Torquato

Banco Santander
Agência: 4458
Conta: 01013680-0
Nome: Francisco Fábio de Oliveira Sousa

Banco do Brasil
Agência: 4376-1
Conta: 12044-8
Nome: Antônia C Torquato

 

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Camilo Santana e o retrato de uma assombração

Por Wanfil em Política

23 de julho de 2015

Lá vem ela descendo, descendo, descendo...

Retrato do momento: lá vem ela descendo, descendo, descendo…

Após cerimônia para a promoção de policiais militares realizada na quarta-feira (22), o governador Camilo Santana comentou com a imprensa sobre os baixos índices de popularidade do governo Dilma Rousseff. Segundo pesquisa CNT/MDA, de cada 100 brasileiros, apenas sete aprovam a gestão federal e 71% a reprovam.

Camilo foi cauteloso na resposta. Disse que esses números são um “retrato do momento” e que Dilma precisa dialogar mais com a sociedade. A comparação com fotografias é um clichê da política, mas não deixa de ser real. Significa dizer que as coisas podem mudar. O problema desse retrato que assombra os governistas é a tendência de queda que não estanca e a tentativa de reagir com uma agenda positiva ainda não funcionou.

Em que pese o estilo cordato do governador, é de se notar sua opção de não polemizar na defesa da presidente, sua aliada e correligionária (ambos são do PT). No lugar de declarações enfáticas, a preferência pela cautela. Há nessa postura uma lógica elementar, como é próprio dos profissionais da política. A impopularidade do governo e da própria presidente não é por acaso. Crise econômica, incompetência administrativa, estelionato eleitoral, promessas não cumpridas, compromissos quebrados, falta de articulação política e corrupção descontrolada, são alguns ingredientes que minaram a credibilidade do Palácio do Planalto em diversas frentes, conforme demonstram as pesquisas. Não adianta acusar conspirações.

Assim, defender a presidente agora é correr o risco de ser contaminado pelo sentimento de rejeição que predomina no panorama atual. Por outro lado, atacá-la é certeza de aplauso (nesse ponto, a oposição, inclusive, tem sido moderada, diga-se de passagem, sem juízo de valor). Parlamentares ainda podem nadar um pouco contra a maré, já que suas eleições são proporcionais, ou seja, não precisam de maiorias, mas apenas de determinado número de eleitores. Mesmo assim, a margem está de tal modo pequena que somente alguns líderes fazem isso, e por dever de ofício. Já para aliados eleitos pelo sistema majoritário, como governadores, que necessitam ainda de apoio da opinião pública para manterem a autoridade e liderança, o melhor é sair de perto da presidente e mudar de assunto.

No caso de Camilo, como para os demais governadores da base, criticar o governo federal pode custar verbas ao Estado; elogiá-lo pode custar votos aos governantes locais.

Em política, solidariedade não rima com impopularidade.

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As revelações da seca que castiga o Ceará. Ou: Sem água, não adianta ter aquário

Por Wanfil em Ceará

25 de Maio de 2012

Retirantes (1944), de Cândido Portinari. Sina nordestina?

O Nordeste sofre mais uma vez com a seca. Mais precisamente, a gente humilde do sertão sofre com a estiagem. Para socorrê-las, o governo do Ceará lançou uma campanha de arrecadação de água potável e de alimentos não perecíveis para distribuir entre as famílias atingidas, batizada de Força Solidária. Ninguém em sã consciência é contra uma iniciativa dessas. Nessa hora de necessidade, qualquer ajuda é preciosa. No entanto, é preciso estar atento para não se deixar enganar pelas aparências. O que parece agilidade governamental na verdade é disfarce para a própria imprevidência da gestão pública. Vejamos.

Fenômeno cíclico

Primeiro, não estamos diante de uma catástrofe inesperada. Secas são fenômenos perfeitamente esperados no semi-árido por uma série de razões, como pode atestar qualquer climatologista. Não constituem, portanto, nenhuma novidade ambiental resultante de eventuais desequilíbrios. Via de regra, é algo com que temos que conviver.

Segundo, quando governos lançam campanhas de solidariedade, é justamente a condição de emergência – o inesperado – que as justificam. Dificuldades de acesso ao locais a serem atendidos, destruição dos estoques ou grande número de desabrigados em função de alguma tragédia, demandam esforços adicionais que não estavam previstos. Agora, se o caso é crônico – “histórico”, como bem lembrou o secretário Nelson Martins, do Desenvolvimento Agrário – ou cíclico, políticas públicas de prevenção ou de convivência deveriam ter sido ser estipuladas pelo governo. Se ao longo dos anos as ações de vários governos contribuíram para reduzir os impactos de secas menores, fica claro que ainda não conseguimos conviver com uma seca maior. Leia mais

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As revelações da seca que castiga o Ceará. Ou: Sem água, não adianta ter aquário

Por Wanfil em Ceará

25 de Maio de 2012

Retirantes (1944), de Cândido Portinari. Sina nordestina?

O Nordeste sofre mais uma vez com a seca. Mais precisamente, a gente humilde do sertão sofre com a estiagem. Para socorrê-las, o governo do Ceará lançou uma campanha de arrecadação de água potável e de alimentos não perecíveis para distribuir entre as famílias atingidas, batizada de Força Solidária. Ninguém em sã consciência é contra uma iniciativa dessas. Nessa hora de necessidade, qualquer ajuda é preciosa. No entanto, é preciso estar atento para não se deixar enganar pelas aparências. O que parece agilidade governamental na verdade é disfarce para a própria imprevidência da gestão pública. Vejamos.

Fenômeno cíclico

Primeiro, não estamos diante de uma catástrofe inesperada. Secas são fenômenos perfeitamente esperados no semi-árido por uma série de razões, como pode atestar qualquer climatologista. Não constituem, portanto, nenhuma novidade ambiental resultante de eventuais desequilíbrios. Via de regra, é algo com que temos que conviver.

Segundo, quando governos lançam campanhas de solidariedade, é justamente a condição de emergência – o inesperado – que as justificam. Dificuldades de acesso ao locais a serem atendidos, destruição dos estoques ou grande número de desabrigados em função de alguma tragédia, demandam esforços adicionais que não estavam previstos. Agora, se o caso é crônico – “histórico”, como bem lembrou o secretário Nelson Martins, do Desenvolvimento Agrário – ou cíclico, políticas públicas de prevenção ou de convivência deveriam ter sido ser estipuladas pelo governo. Se ao longo dos anos as ações de vários governos contribuíram para reduzir os impactos de secas menores, fica claro que ainda não conseguimos conviver com uma seca maior. (mais…)