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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

sindicatos

Reajuste de 2% não mobiliza sindicatos de servidores no Ceará. Por que será?

Por Wanfil em Política

17 de Março de 2017

Reajuste criticado, mas sem protestos constrangedores para o governo estadual

Foi aprovado pela Assembleia Legislativa do Ceará a proposta do Governo do Estado que concede aumento de 6,29% para servidores que recebem salário mínimo e de 2% para os demais. É pouco, mas ninguém ignora a crise econômica.

No Ceará, muitos servidores já dão de bom tamanho receber em dia, obrigação que, de fato, virou um feito no atual contexto nacional. Talvez por isso os sindicatos ligados ao funcionalismo não tenham conseguido fazer grande pressão sobre o governo.

Também concorre para amenizar o espírito contestador dessas entidades uma predisposição política, uma vez que o governador Camilo Santana é do Partido dos Trabalhadores, que tem inegável e notória ascendência sobre o movimento sindical.

Se fosse em outros tempos, ameças de greve geral, paralisações de setores fundamentais e até manifestações em frente a sede do governo seriam algumas das ações contra uma proposta de reajuste menor que a inflação. Agora, não.

É diferente ainda, por exemplo, dos protestos contra a reforma da previdência. Nesses os sindicatos mergulharam de cabeça com a esperança de iniciar um movimento que ultrapasse os limites da militância partidária e chegue ao cidadão comum, tudo para atingir o governo federal, que agora é do PMDB. É legítimo, claro, mas não deixa de ser revelador, se lembrarmos que na época em que Dilma propôs reformas nesse sentido, nada disso não aconteceu. A diferença de postura mostra que, no fundo, é o tipo de convicção que atende antes as demandas da disciplina política.

Desse modo, a reação contrária ou favorável não depende tanto do mérito do debate, mas de quem propõe reformas ou reajustes. No final, tudo se resume mesmo a uma questão de conveniência.

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Servidores sem aumento: quem planta, colhe

Por Wanfil em Ceará

07 de junho de 2016

Os servidores públicos do Ceará queriam 12,67% de aumento salarial. Nada feito. O Governo do Estado irá reajustar em 10,67% os vencimentos dos funcionários que ganham até um salário mínimo, o que garante apenas a reposição da inflação. Os demais terão que negociar por categoria e os acordos podem ser diferenciados.

O Fórum Unificado das Associações e Sindicatos do Estado do Ceará (Fuaspec) anunciou que não aceita a proposta e que uma greve geral pode acontecer.

E por que o aumento real não foi possível? Por que Dilma Rousseff destruiu a economia nacional, atingindo em cheio os caixas de estados e municípios. A ironia é que para fazer o que fez, Dilma contou com o apoio do governo do Ceará e da maioria (talvez todos) dos  sindicatos dos servidores estaduais. Colhem, portanto, o que ajudaram a plantar.

PS. Pelo menos o funcionalismo possui estabilidade, ao contrário de outros 11,2 milhões de trabalhadores da iniciativa privada que perderam seus empregos.

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Servidores sem aumento: quem planta, colhe

Por Wanfil em Ceará

07 de junho de 2016

Os servidores públicos do Ceará queriam 12,67% de aumento salarial. Nada feito. O Governo do Estado irá reajustar em 10,67% os vencimentos dos funcionários que ganham até um salário mínimo, o que garante apenas a reposição da inflação. Os demais terão que negociar por categoria e os acordos podem ser diferenciados.

O Fórum Unificado das Associações e Sindicatos do Estado do Ceará (Fuaspec) anunciou que não aceita a proposta e que uma greve geral pode acontecer.

E por que o aumento real não foi possível? Por que Dilma Rousseff destruiu a economia nacional, atingindo em cheio os caixas de estados e municípios. A ironia é que para fazer o que fez, Dilma contou com o apoio do governo do Ceará e da maioria (talvez todos) dos  sindicatos dos servidores estaduais. Colhem, portanto, o que ajudaram a plantar.

PS. Pelo menos o funcionalismo possui estabilidade, ao contrário de outros 11,2 milhões de trabalhadores da iniciativa privada que perderam seus empregos.