Seplag Archives - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Seplag

Maia Júnior na gestão Camilo: fatos e versões

Por Wanfil em Política

10 de Janeiro de 2017

Principal assunto político do momento no Ceará, a ida do empresário Francisco Queiroz Maia Júnior para a gestão Camilo Santana tem suscitado diversas especulações: para alguns significaria uma reaproximação entre Tasso e Ciro Gomes; para outros, indicaria um afastamento entre Camilo e Cid Gomes. As eleições de 2018 ampliam esse leque de possibilidades jogadas ao vento e fontes ouvidas por jornalistas aproveitam para “vender” o fato de acordo com seus interesses e desejos pessoais. Camilo disputaria uma reeleição ou abriria espaço para um Ferreira Gomes? Boatos, boatos, boatos.

No final, quem atira para todos os lados acabará dizendo, mais adiante, que acertou, mas a verdade é que no momento as certezas são poucas. É que a trajetória política de Maia Júnior atiça imaginações. Filiado ao PSDB, foi secretário de Infraestrutura de Tasso e vice-governador de Lúcio Alcântara, mas é sua visão sobre gestão pública que melhor pode indicar o principal real sentido dessa escolha.

Nos cargos que ocupou, Maia Júnior se destacou por adotar como parâmetro de gestão pública os padrões de eficiência e controle da administração privada, justamente o entendimento que prevaleceu nos governos de Tasso, marcados pelo desafio de retomar o caminho do crescimento em tempos de crise. Diz o ditado que o sapo não pula por boniteza, mas por necessidade. Pois é.

Camilo Santana recebeu de seu antecessor Cid Gomes uma herança pesada de obras não concluídas, com problemas judiciais, que não funcionam ou de pouca serventia. Sem contar os problemas na segurança, que consumiram grandes investimentos sem apresentar resultados. Com a recessão, o peso dessa herança aumentou. É preciso sair do marasmo, é preciso ação.

Acerta pois quem diz que a escolha pelo nome de Maia Júnior é primordialmente técnica, com experiência e boa circulação em variados setores, para atender uma demanda operacional por eficiência. As consequências políticas dessa escolha dependerão dos resultados das ações do governo para os próximos dois anos e da relação de seu novo homem forte com outros nomes da gestão.

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Ceará terá recorde de investimento público em 2014. Quando dinheiro na mão é vendaval…

Por Wanfil em Ceará

23 de dezembro de 2013

O volume de investimentos públicos no Ceará em 2014 será o maior de sua história. A previsão de caixa do governo é de R$ 9,4 bilhões.

Boa parte desse dinheiro, cerca de R$ 3,8 bilhões, terá como fonte o governo federal. É que em ano eleitoral a generosidade de Brasília aumenta com aliados. Depois volta ao normal. Outro montante, algo em torno de R$ 2,8 bilhões, vem de empréstimos, ou seja, é dívida para a próxima gestão.

Média

A execução orçamentária de 2013 no Ceará foi de 75% do total previsto, desempenho razoável, segundo palavras do governador Cid Gomes. De um total de R$ 4,8 bilhões disponíveis, o governo do Estado investiu em ações R$ 3,43 bilhões.

O que deixou de ser aplicado em ações, soma, portanto, cerca de R$ 1,4 bilhão, justamente o valor previsto pelo Tesouro estadual para o ano que vem.

Quem faz e quem não faz

Esse são números gerais, que perfazem uma média. Mas no dia a dia de sua aplicação, o fato é que algumas secretarias conseguem ser mais competentes, outras não. Uma rápida conferida no site da Secretaria de Planejamento e Gestão basta para conferirmos isso.

Por exemplo: no acumulado até dezembro, a Casa Militar, órgão que faz a segurança pessoal do governador, usou 99% do orçamento disponível para 2013.

A Secretaria da Fazenda, que recolhe os nossos impostos, também mostrou eficiência e conseguiu empenhar 85% de sua receita.

O Gabinete do Vice-Governador, vejam que importante, consumiu 92,69% dos R$ 5.289.700,16 que foi autorizado a gastar.

Mas outras áreas não foram tão bem.

No ano em que a seca mais castigou os cearenses, a Secretaria de Recursos Hídricos utilizou apenas 26% do dinheiro que lhe foi destinado.

Na Secretaria de Desenvolvimento Agrário, a execução foi de 48%.

E a Secretaria da Pesca e da Aquicultura, empenhou mirrados 16% do seu orçamento.

Tem ainda a questão da qualidade dos gastos. É o caso das secretarias que gastam muito e ficam muito aquém do resultado esperado, como a de Segurança Pública, que com 87% de execução, amargou seu pior ano.

Confira aqui o desempenho de outras secretarias e órgãos estaduais: Execução Orçamentária 2013.

Pecado Capital

Números são frios. No caso do orçamento, não falam de metas irreais, mas de capacidade operacional. Existe burocracia, áreas mais sensíveis, questões políticas, disputas por esses recursos, mas é difícil sustentar a posição de quem não consegue aplicar nem sequer a metade do que poderia.

Existem gestores que ao perceberem sinais de ineficiência, despacham o secretário e procuram outro nome. Se quiser resultados, optará por nomes técnicos. Se quiser fazer política, loteia o órgão junto a aliados.

Essa discrepância entre discursos e realizações, entre intenção e execução real, me faz lembrar a canção de Paulinho da Viola, Pecado Capital:

Dinheiro na mão é vendaval
É vendaval!
Na vida de um sonhador
De um sonhador!
Quanta gente aí se engana
E cai da cama
Com toda a ilusão que sonhou
E a grandeza se desfaz

É isso. Não bastar ter dinheiro em caixa. É preciso saber eleger prioridades e cobrar competência.

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Ceará terá recorde de investimento público em 2014. Quando dinheiro na mão é vendaval…

Por Wanfil em Ceará

23 de dezembro de 2013

O volume de investimentos públicos no Ceará em 2014 será o maior de sua história. A previsão de caixa do governo é de R$ 9,4 bilhões.

Boa parte desse dinheiro, cerca de R$ 3,8 bilhões, terá como fonte o governo federal. É que em ano eleitoral a generosidade de Brasília aumenta com aliados. Depois volta ao normal. Outro montante, algo em torno de R$ 2,8 bilhões, vem de empréstimos, ou seja, é dívida para a próxima gestão.

Média

A execução orçamentária de 2013 no Ceará foi de 75% do total previsto, desempenho razoável, segundo palavras do governador Cid Gomes. De um total de R$ 4,8 bilhões disponíveis, o governo do Estado investiu em ações R$ 3,43 bilhões.

O que deixou de ser aplicado em ações, soma, portanto, cerca de R$ 1,4 bilhão, justamente o valor previsto pelo Tesouro estadual para o ano que vem.

Quem faz e quem não faz

Esse são números gerais, que perfazem uma média. Mas no dia a dia de sua aplicação, o fato é que algumas secretarias conseguem ser mais competentes, outras não. Uma rápida conferida no site da Secretaria de Planejamento e Gestão basta para conferirmos isso.

Por exemplo: no acumulado até dezembro, a Casa Militar, órgão que faz a segurança pessoal do governador, usou 99% do orçamento disponível para 2013.

A Secretaria da Fazenda, que recolhe os nossos impostos, também mostrou eficiência e conseguiu empenhar 85% de sua receita.

O Gabinete do Vice-Governador, vejam que importante, consumiu 92,69% dos R$ 5.289.700,16 que foi autorizado a gastar.

Mas outras áreas não foram tão bem.

No ano em que a seca mais castigou os cearenses, a Secretaria de Recursos Hídricos utilizou apenas 26% do dinheiro que lhe foi destinado.

Na Secretaria de Desenvolvimento Agrário, a execução foi de 48%.

E a Secretaria da Pesca e da Aquicultura, empenhou mirrados 16% do seu orçamento.

Tem ainda a questão da qualidade dos gastos. É o caso das secretarias que gastam muito e ficam muito aquém do resultado esperado, como a de Segurança Pública, que com 87% de execução, amargou seu pior ano.

Confira aqui o desempenho de outras secretarias e órgãos estaduais: Execução Orçamentária 2013.

Pecado Capital

Números são frios. No caso do orçamento, não falam de metas irreais, mas de capacidade operacional. Existe burocracia, áreas mais sensíveis, questões políticas, disputas por esses recursos, mas é difícil sustentar a posição de quem não consegue aplicar nem sequer a metade do que poderia.

Existem gestores que ao perceberem sinais de ineficiência, despacham o secretário e procuram outro nome. Se quiser resultados, optará por nomes técnicos. Se quiser fazer política, loteia o órgão junto a aliados.

Essa discrepância entre discursos e realizações, entre intenção e execução real, me faz lembrar a canção de Paulinho da Viola, Pecado Capital:

Dinheiro na mão é vendaval
É vendaval!
Na vida de um sonhador
De um sonhador!
Quanta gente aí se engana
E cai da cama
Com toda a ilusão que sonhou
E a grandeza se desfaz

É isso. Não bastar ter dinheiro em caixa. É preciso saber eleger prioridades e cobrar competência.