Senado Archives - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Senado

Girão e Tasso assinam CPI de Brumadinho

Por Wanfil em Política

06 de Fevereiro de 2019

As imagens da tragédia em Brumadinho chocaram o Brasil e o mundo. Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros de MG

O requerimento para a instalação de uma comissão parlamentar de inquérito no Senado para investigar as causas do rompimento da barragem de Brumadinho conta com a assinatura de 30 senadores, de um total de 81 parlamentares na Casa.

Além de verificar as responsabilidades pelas mais de 300 vítimas diretas do episódio, a iniciativa é importante para ajudar as milhares de pessoas que vivem próximas a outras barragens em todo o país.

Segue abaixo a lista divulgada pelo site O Antagonista com os nomes dos signatários do requerimento. Da bancada cearense, Tasso Jereissati (PSDB) e Eduardo Girão (PODE) apoiaram a iniciativa.

1- Carlos Viana (PSD-MG)
2 – Mailza Gomes (PP-AC)
3 – Roberto Rocha (PSDB-MA)
4 – Eliziane Gama (PPS-MA)
5 – Rodrigo Pacheco (DEM-MG)
6 – Marcos Rogério (DEM-RO)
7 – Chico Rodrigues (DEM-RR)
8 – Tasso Jereissati (PSDB-CE)
9 – Plínio Valério (PSDB-AM)
10 – Jorge Kajuru (PSB-GO)
11 – Reguffe (sem partido-DF)
12 – Davi Alcolumbre (DEM-AP)
13 – Weverton Rocha (PDT-MA)
14 – Simone Tebet (MDB-MS)
15 – Randolfe Rodrigues (REDE-AP)
16 – Jayme Campos (DEM-MT)
17 – Antonio Anastasia (PSDB-MG)
18 – Sergio Petecão(PSD-AC)
19 – Angelo Coronel (PSD-BA)
20 – Arolde de Oliveira (PSD-RJ)
21 – Lucas Barreto (PSD-AP)
22 – Irajá Abreu (PSD-TO)
23 – Nelsinho Trad (PSD-MS)
24 – Lasier Martins (PSD-RS)
25 – Omar Aziz (PSD-AM)
26 – Elmano Férrer (PODE-PI)
27 – Oriovisto Guimarães (PODE-PR)
28 – Eduardo Girão (PODE-CE)
29 – Selma Arruda (PSL-MT)
30 – Dário Berger (MDB-SC)

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Destaque cearense na derrota de Renan

Por Wanfil em Política

04 de Fevereiro de 2019

Eduardo Girão, Tasso Jereissati e Davi Alcolumbre – Foto: Agência Senado.

A ruidosa derrota de Renan Calheiros (MDB-AL) na disputa pela presidência do Senado, em sessão marcada por polêmicas, foi a ilustração perfeita do choque entre o “velho que não quer passar” e o novo que tenta chegar (adaptando uma célebre frase de Ernest Bloch).

Mais do que a vitória do desconhecido Davi Alcolumbre (DEM-AP), o que marcou essa eleição foi mesmo a repulsa da opinião pública contra a chamada “velha política”, da qual Renan – com sua extensa ficha de acusações, processos e escândalos – é um dos expoentes.

A ideia de renovação permeou os discursos e enfrentamentos em sessão acompanhada (e comentada nas redes) ao vivo por milhões de eleitores. E talvez nenhuma bancada tenha representado melhor esse momento do que a do Ceará.

Por mais uma vez, o novo presidente do Senado agradeceu a Tasso Jereissati (PSDB) pelos conselhos e pela articulação política que mudou a correlação de forças na Casa. Aliás, o próprio Renan, de dedo em riste, apontou Tasso como um dos responsáveis pela mudança: “A culpa é sua!”, gritou ainda na sexta-feira.

Eduardo girão (de saída do PROS para o Podemos) foi decisivo para manter viva a campanha pelo voto aberto, que prevaleceu até ser proibida por Dias Toffoli, do STF. Responsável pela coleta de assinaturas pela transparência na eleição, Girão não recuou. E se os senadores contrários a Renan não mostrassem o voto para as câmeras, a pressão do público, via redes sociais, não surtiria o mesmo efeito.

Cid Gomes foi mais comedido durante a votação e destoou ao não defender o voto aberto. Tasso e Girão mostraram o voto em Davi Alcolumbre. De todo modo, ainda no início do processo eleitoral Cid trabalhou para montar um grupo independente que foi importante para mostrar que a disputa era possível.

É certo que o Senado, assim como o Brasil, ainda será palco para o enfrentamento entre práticas antigas e novas ideias. A história mostra que grandes mudanças não acontecem por obra de rupturas repentinas, mas por derivarem de processos lentos que se desenvolvem ao longo dos anos até culminarem em eventos marcantes. Nesse caminho, erros e acertos, avanços e retrocessos podem acontecer. Porém, mesmo lentas, é certo que estão em curso neste instante. E a maior característica dessa onda de mudanças é o peso da cobrança dos representados, sobre seus representantes.

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Cid mostra como fazer oposição

Por Wanfil em Política

19 de novembro de 2018

Cid Gomes – (Foto: Fabio Pozzebom/Agência Brasil)

Em entrevista ao jornal o Estado de São Paulo, o senador eleito Cid Gomes (PDT) falou sobre a formação de uma frente de partidos que não sejam “nem oposição sistemática nem situação automática”.

Por oposição sistemática, entenda-se PT, que de acordo com Cid, tem “posição histórica” nesse sentido “quando não são eles no governo”. A proposta, resumindo, é criar um centro de oposição responsável, programática e suprapartidária, para fiscalizar e analisar as propostas e projetos do novo governo.

Sobre isso, dois pontos a observar. Primeiro, o PDT continua a bater mais no PT do que em Bolsonaro; segundo, a ideia deveria ser vir de inspiração para a oposição no Ceará, esvaziada na última legislatura pela cooptação descarada promovida pelos aliados PT e PDT (ainda parceiros no estado). De 14 deputados estaduais opositores eleitos na primeira gestão de Camilo Santana (PT), restaram apenas seis nessa condição ao final do mandato. MDB, PR e SD mudaram de lado. Agora, para a segunda gestão, foram eleitos oito para a oposição.

É isso. Sem uma estratégia para sobreviver, sem um plano de atuação que mantenha vivo o debate político, a oposição tende a ser engolida pela agenda oficial. Cid Gomes aponta um caminho para mobilizar atenções no Congresso. Por aqui, a oposição pode propor uma frente parlamentar que não seja “oposição sistemática” e que possa contar, eventualmente, com nomes que não sejam “situação automática”.

Se isso é bom para o Brasil, por que não seria para o Ceará?

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Após ataques ao PT, Cid procura Tasso

Por Wanfil em Política

07 de novembro de 2018

A escolha do substituto de Eunício Oliveira (MDB) na presidência do Senado, em fevereiro do ano que vem, já movimenta os bastidores da política em Brasília. Um dos nomes bem cotados entre senadores consultados pela imprensa é o do senador Tasso Jereissati (PSDB), em razão do perfil moderado, com credibilidade política e junto ao mercado e independente, seja em relação a oposição ou ao governo.

O Senado, diferentemente das assembleia legislativas, onde os governos estaduais praticamente nomeiam seus presidentes, possui uma dinâmica própria, que exige negociação e diálogo. Até agora Tasso não falou em candidatura. É cedo e o momento é de avaliação, de estudo, mas a lembrança espontânea indica que o tucano se mantém como uma das lideranças da Casa.

De certo modo, esse processo serve também de amostra para novos posicionamentos políticos que se desenham entre os partidos, com inevitáveis reflexos no Ceará.

O senador eleito Cid Gomes (PDT) procurou e foi recebido por Tasso na semana passada, informação revelada pelo portal Focus.Jor. Dias depois, Carlos Lupi, presidente do PDT, confirmou que uma frente de partidos de oposição pode apoiar o tucano para a presidência do Senado. Se isso ajuda ou atrapalha, ainda é cedo para dizer, mas o fato é que essa frente exclui o PT, que por sua vez apoia Renan Calheiros (MDB).

A busca de reaproximação com Tasso, mesmo que não resulte em aliança formal, revela mais uma vez o pragmatismo com que Ciro e Cid conduzem seu projeto político. Quando a Era Lula começou, ainda na campanha de 2006, Tasso foi isolado por ser oposição ao PT. Agora que o ciclo petista se encerrou, os irmãos, atualmente no PDT, voltam a procurar o ex-aliado. Pode ser a senha para, mais adiante, tentar pelo menos a neutralidade do PSDB em Fortaleza nas eleições municipais de 2020, com a estratégia de reduzir espaços da oposição. Se vai dar certo, só o tempo dirá.

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Quem vota em um, vota no outro?

Por Wanfil em Eleições 2018

07 de agosto de 2018

(FOTO: Divulgação)

Nas eleições de 2010 o então presidente Lula, no auge da popularidade, gravou um vídeo pedindo a seus eleitores que votassem em José Pimentel (PT) e Eunício Oliveira (PMDB, hoje MDB), para o Senado.

“Quem vota ni um, vota no outro (SIC); quem vota no outro, vota no outro, e não precisa votar em mais ninguém, só nos dois”, ensinava o petista.

Agora, em 2018, a estratégia de vinculação não poderá se repetir. Em razão das coligações e com a aliança informal do PT e PDT com o MDB no Ceará, e mesmo com Eunício declarando apoio a Lula, o único candidato a presidente que poderá pedir votos para o senador do MDB nos programas eleitorais será… Henrique Meirelles, seu correligionário e de Michel Temer. O candidato oficial na chapa de Camilo, do PT de Lula, é Cid, do PDT de Ciro.

Evidentemente, com a perspectiva de fiasco de Meireles, a estratégia para a reeleição de Eunício desta vez será “melhor só do que mal acompanhado”.

E antes que alguém faça objeção, adianto que sim, realmente são circunstâncias muito diferentes. Lembrando que nessa condição que mora o perigo, afinal, nas circunstâncias do passado, deu tudo certo, agora, vamos aguardar.

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Brás Cubas explica silêncio de Eunício sobre críticas de “aliados”

Por Wanfil em Eleições 2018

30 de julho de 2018

(FOTO: Marcelo Camargo / Agência Brasil)

Fábio Campos destaca no site Focus o silêncio de Cid Gomes diante das críticas de seus irmãos Ciro e Lia Gomes (PDT) contra o senador Eunício Oliveira (MDB). Candidata a uma vaga na Assembléia Legislativa, Lia aconselha publicamente que ninguém vote em candidatos do MDB, nem mesmo para senador.

Vez por outra Cid procura contemporizar declarações dos irmãos, mas quando o assunto é a coligação com o MDB no Ceará, prefere tergiversar. A observação sobre esse silêncio me fez lembrar de outro, do próprio Eunício, ele mesmo alvo de constantes críticas feitas por nomes do PT e do PDT.

Certamente ele aposta na discrição para garantir o apoio do governador Camilo Santana. Ocorre que ao calar, o senador parece consentir com a ideia de que PT e PDT apenas o toleram como um parceiro útil administrativamente, mas inconveniente na perspectiva eleitoral, uma espécie de mal necessário. Por essa razão é que união entre MDB e os partidos que comandam a chapa governista tende a ser, pelo menos até o momento, informal. É o reconhecimento de que se trata de uma aliança envergonhada.

O artigo ainda me trouxe à memória uma fala de Brás Cubas, personagem de Machado de Assis, bastante útil para a compreensão de certas ausências no debate político: “Há coisas que melhor se dizem calando”.

(Texto originalmente publicado no portal Tribuna do Ceará)

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Caso Aécio: senador não é o Senado

Por Wanfil em Política

20 de outubro de 2017

A decisão do Senado de barrar as medidas cautelares impostas pelo STF ao senador mineiro Aécio Neves, do PSDB, nesta semana, contou com a seguinte composição: o corporativismo da maioria do legislativo, a proteção dos colegas de partido e o interesse próprio de uma penca de senadores investigados ou réus na justiça. Uns por esperteza, outros por amizade e mesmo alguns movidos pela ideia equivocada de que a independência do Senado estava em jogo, confundindo o Senado com um de seus membros, gravado pedindo dinheiro a Joesley Batista.

Desse conjunto, apenas os que estão enrolados com a lei, a começar pelo próprio Aécio, têm o que comemorar. Para o resto, o estrago foi gigantesco. O Senado passou a ser visto como antro de impunidade e o PSDB conseguiu ficar pior no filme que o PT, protagonista maior da Lava Jato, junto com o PMDB. 

A perceberem o erro, talvez tarde demais, parte do Senado cobra agora que Aécio responda ao Conselho de Ética da Casa por quebra de decoro, e parte do PSDB quer que o mineiro renuncie à presidência da sigla, da qual está apenas afastado, aprofundando a divisão entre os tucanos governistas, ligados a Temer e Aécio, e os que pedem a independência do partido, ligados ao presidente interino Tasso Jereissati. Segundo Tasso, a situação chegou ao limite, é o que informa a Folha de São Paulo. Aliás, a imprensa nacional afirma que Aécio está chateado com Tasso, que seguiu o partido e votou contra as medidas cautelares. Como recompensa, ganharam a maior crise de imagem que já experimentaram.

Para os que festejam, em silêncio, a impunidade de Aécio (gente de todos os partidos, diga-se), quanto mais todos forem vistos como farinha do mesmo saco, melhor. A conversa de políticos em maus lençóis de que suas pessoas são a quintessência das instituições que deveriam respeitar, é truque para diluir entre seus pares os ônus de seus erros particulares.

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Assembleia tenta enquadrar TCM e acaba enquadrada pelo STF e o Senado

Por Wanfil em Política

10 de Março de 2017

Sede da Assembleia Legislativa do Ceará, devidamente enquadrada

Segue tramitando na Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal, a PEC que proíbe a extinção de tribunais de contas por iniciativa dos legislativos estaduais. A informação foi confirmada pelo presidente da Casa, Eunício Oliveira (PMDB), após encontro com Domingos Filho, do Tribunal de Contas dos Municípios do Ceará.

Como todos sabem, no final do ano passado a maioria governista na Assembleia Legislativa aprovou um projeto do deputado de oposição Heitor Férrer (PSB), acabando com o TCM, alegando corte de gastos. Foi uma retaliação contra Domingos, por causa de um racha na base aliada.

O caso foi parar no STF, que suspendeu a decisão por causa de problemas na tramitação do projeto, tocado às pressas no apagar das luzes de 2016. Governistas chegaram a ameaçar entrar com outro projeto, mas nesse meio tempo Eunício Oliveira assumiu o comando do Senado e acabou com a brincadeira.

A humilhação é o preço que os aliados de Cid e Ciro Gomes e o próprio Heitor pagam por deixarem o parlamento ser rebaixado a instrumento de vingança do governo estadual. Pior ainda que mesmo com o apoio do governador Camilo Santana e do presidente da AL, Zezinho Albuquerque, a base fracassou, dando tempo a uma reação.

O Senado também aceitou entrar nesse jogo de intriga, é verdade, mas não foi, como aqui, por subserviência. Ninguém realmente está muito preocupado em melhorar o controle de contas públicas, mas que a base aliada na Assembleia não precisava de mais esse vexame, não precisava.

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O Ceará entre PECs e beicinhos

Por Wanfil em Política

03 de Fevereiro de 2017

“A minha emenda está longe dessa brigas, desses beicinhos, de aliados de ontem. No caso, Cid Gomes, Ciro Gomes, Domingos Filho, Chico Aguiar. Esses aliados de ontem estão de beicinhos hoje e nada me interessa essa briga. Aliás, me interessa muito porque dessa briga sobrou votos para eu aprovar um desejo que é antigo e que nós defendemos há muitos anos.”

Deputado estadual Heitor Férrer (PSB), para a Tribuna Band News, sobre a polêmica PEC que extingue o Tribunal de Contas dos Municípios do Ceará, aprovada a mando de Cid e Ciro Gomes (PDT) pelos governistas na Assembleia Legislativa, suspensa por liminar do STF e que agora corre o risco de ser invalidada por uma PEC de Eunício Oliveira (PMDB) no Senado, que propõe impedir que tribunais de contas sejam extintos.

O Ceará conseguiu fazer do beicinho uma categoria política.

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Confusão em Brasília, calmaria no Ceará: o que é pior?

Por Wanfil em Política

06 de dezembro de 2016

Em Brasília, Renan Calheiros desfia o STF e desestabiliza relação entre poderes. Já aqui no Ceará, todos se entendem...

Renan Calheiros desafia o STF e complica relação entre poderes. Já no Ceará, todos se entendem…

Em Brasília, Renan Calheiros esperneia contra a decisão do STF de afastá-lo da Presidência do Senado. No Ceará, o clima é de calmaria, após uma conturbada eleição para a Presidência da Assembleia Legislativa, marcada por divisões internas e interferências externas, com a vitória de Zezinho Albuquerque sobre Sérgio Aguiar.

No caso de Renan, fala-se em crise institucional. No caso de Zezinho, fala-se, nos corredores da Assembleia, em recompor a base aliada.

No entanto, esses desacertos em Brasília refletem, de certo modo, o clima de cobrança sobre poderes acuados pela crise econômica e pela opinião pública. Já a busca pelo restabelecimento da harmonia por aqui revela, mais uma vez, falta de autonomia do legislativo estadual. A recente disputa não passou de acomodação fisiológica de grupos políticos, até mesmo da oposição. Tanto que bastou um aceno do governo com verbas e cargos, para que parte desta corresse para compor com a base aliada.

Às vezes, conflitos entre poderes podem significar depuração institucional, com cada um estabelecendo seus limites e controles. Às vezes não, é claro. Do mesmo modo, calmaria pode ser sinal de maturidade, ou então, expressão de submissão, omissão ou cumplicidade, no pior sentido da palavra.

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Confusão em Brasília, calmaria no Ceará: o que é pior?

Por Wanfil em Política

06 de dezembro de 2016

Em Brasília, Renan Calheiros desfia o STF e desestabiliza relação entre poderes. Já aqui no Ceará, todos se entendem...

Renan Calheiros desafia o STF e complica relação entre poderes. Já no Ceará, todos se entendem…

Em Brasília, Renan Calheiros esperneia contra a decisão do STF de afastá-lo da Presidência do Senado. No Ceará, o clima é de calmaria, após uma conturbada eleição para a Presidência da Assembleia Legislativa, marcada por divisões internas e interferências externas, com a vitória de Zezinho Albuquerque sobre Sérgio Aguiar.

No caso de Renan, fala-se em crise institucional. No caso de Zezinho, fala-se, nos corredores da Assembleia, em recompor a base aliada.

No entanto, esses desacertos em Brasília refletem, de certo modo, o clima de cobrança sobre poderes acuados pela crise econômica e pela opinião pública. Já a busca pelo restabelecimento da harmonia por aqui revela, mais uma vez, falta de autonomia do legislativo estadual. A recente disputa não passou de acomodação fisiológica de grupos políticos, até mesmo da oposição. Tanto que bastou um aceno do governo com verbas e cargos, para que parte desta corresse para compor com a base aliada.

Às vezes, conflitos entre poderes podem significar depuração institucional, com cada um estabelecendo seus limites e controles. Às vezes não, é claro. Do mesmo modo, calmaria pode ser sinal de maturidade, ou então, expressão de submissão, omissão ou cumplicidade, no pior sentido da palavra.