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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

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Mais uma secretaria de estado = mais verbas, mais licitações, mais…

Por Wanfil em Tribuna Band News FM

12 de Abril de 2013

Meu comentário na rádio Tribuna BandNews FM – 101.7, sobre a possibilidade de criação de mais uma secretaria do governo estadual.

Segue a transcrição:

A Assembleia Legislativa do Ceará aprovou projeto de indicação que autoriza a criação da Secretaria das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, de autoria do deputado Daniel Oliveira, do PMDB.

Não será estranho se o Executivo estadual, que tem absoluto controle sobre o que é aprovado ou rejeitado no Legislativo, topar essa iniciativa. Aliás, não seria novidade alguma. Esse modelo administrativo que aumenta a máquina para saciar o apetite de aliados é largamente utilizado pelo governo federal e serviu de inspiração, aqui no estado, para a criação recente, por exemplo, das secretarias da Pesca, das Cidades e da Copa.

É bom deixar claro que cada nova pasta corresponde a novos gastos com infraestrutura, manutenção, equipamentos, carros, servidores de carreira e terceirizados, viagens, projetos e um infinidade de contas que, no final, são pagas pelo contribuinte.

Além disso, existe ainda o cipoal de cargos de confiança que serão preenchidos por indicação política, com todos de olho nas verbas e nas licitações desse novo órgão administrativo. Leia mais

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A eminência parda e a rainha da Inglaterra na Secretaria de Segurança do Ceará

Por Wanfil em Ceará, Segurança

08 de Abril de 2013

A Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS) agora conta com a ajuda extraoficial do ex-governador e ex-ministro Ciro Ferreira Gomes, que ultimamente tem comparecido ao órgão com frequência com a missão de acompanhar as ações da pasta, embora até o momento não haja nomeação alguma nesse sentido no Diário Oficial do Estado.

Segundo o governador Cid Gomes, irmão mais novo e herdeiro político de Ciro, a contribuição é voluntária e atende a um pedido pessoal do próprio governador.

Sem desculpas

É inegável que Ciro Gomes, que no passado já foi uma das maiores promessas políticas do Brasil, tem todo o  direito de querer ajudar o irmão a escapar do completo fiasco na área da segurança pública, bandeira de campanha mais famosa do governador. Pior que o mais implacável crítico e o mais ferrenho opositor (caso ainda exista um), é parecer fracassado diante da população que apostou suas fichas nessa gestão. E o fato é que a incompetência do governo em prover soluções para a alta da criminalidade no estado não pode mais ser disfarçada com pirotecnias ou desculpas.

Aliás, diga-se de passagem, o próprio pedido de ajuda do governador ao irmão mais experiente é sinal reluzente de que o incômodo que a sociedade vive nessa área finalmente chegou ao centro das preocupações governo. Talvez seja tarde demais para a atual administração. De qualquer forma, o sinal vermelho acendeu.

Quem manda na SSPDS?

O problema é que a informalidade da presença de Ciro na secretaria cria um quadro de confusão e de incertezas que termina por complicar ainda mais a situação. Afinal, Ciro presta contas a quem? Somente ao governador? Qual sua autoridade para emitir eventuais ordens ou determinações? O fato é que essa participação sem lastro oficial acaba criando a figura da eminência parda, ou seja, abre um comando paralelo que termina por enfraquecer o próprio secretário Francisco Bezerra, que agora fica com cara de rainha da Inglaterra, mero enfeite burocrático sem poder de fato.

Tanto isso é verdade, que Cid Gomes já precisou vir à público dizer que não pretende promover mudanças na cúpula da Segurança. Ora, quando um gestor se vê na situação de negar a possível demissão de um secretário é porque já existem pressões nesse sentido atuando fortemente. Além disso, fica a desconfiança de que a mudança não será necessária justamente porque é Ciro quem dá as cartas no órgão.

Comando disperso

Nas questões de poder, não existe vácuo. Se o secretário Francisco Bezerra e Ciro Gomes divergirem em algum ponto, muito provavelmente a opinião do irmão do governador prevalecerá. Mas existe o outro lado da moeda. Ciro talvez não possa assumir oficialmente cargos na Segurança por não possuir liderança sobre o efetivo policial. Durante a greve que paralisou a Polícia Militar e o governador Cid Gomes no início de 2012, Ciro bateu de frente com a categoria. Em um de seus arroubos característicos, chamou os grevistas de marginais fardados. Assim, o ex-governador pode até contar com o aval do irmão para atuar, mas sua presença ali é causa de constrangimento diante dos comandados. Daí a necessidade de manter uma rainha da Inglaterra no organograma da pasta.

Desse jeito, a ajuda tal voluntária de Ciro acaba por se transformar em mais um ponto de dispersão de energia (e recursos) que tanto caracteriza a gestão Cid Gomes na Segurança Pública, sem que apareçam os devidos resultados.

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Nova gestão acusa desvio de recursos na Saúde em Fortaleza – Follow the money secretária!

Por Wanfil em Fortaleza

04 de Janeiro de 2013

A nova secretária de Saúde de Fortaleza, Socorro Martins, acusou o “desvio” de aproximadamente R$ 27 milhões entre recursos destinados a pagamentos relativos ao exercício de 2012 e despesas previstas para janeiro de 2013.

Mais do que uma mera provocação ou estocada na gestão anterior, recurso característico dessa transição entre ex-aliados, a situação agora é diferente e ganha contornos de caso de polícia. A situação fica ainda mais estranha quando lembramos que a ex-secretária Ana Maria Fontenele pediu exoneração antes o fim da gestão de Luizianne Lins, numa polêmica sobre o uso de recursos do Ministério da Saúde.

Socorro Martins sinaliza disposição para agir com transparência, tomando ainda as devidas precauções jurídicas. A nova titular da Saúde não fala em roubo, mas em desvio. Às vezes esses sumiços de grana pública podem ser apenas incompetência ou atecnias, como gostam de dizer os burocratas, embora seja preciso uma boa dose de ingenuidade para acreditar nisso. De qualquer forma, o que secretária ela pode dizer agora, certamente com base em documentos, é que as verbas não chegaram ao destino previsto. A pergunta é: onde foram parar os recursos?

Sobre os R$ 27 milhões, Socorro Martins informou ao Jangadeiro Online: “Estamos investigando. Não podemos dizer com clareza quem foi o responsável pela autorização [do desvio], mas que houve uma determinação superior, houve”.

Os americanos usam uma expressão (famosa pelo caso Watergate) quando querem descobrir os beneficiários de um “desvio”: follow the money! (Siga o dinheiro!). Se os recursos estavam à disposição da secretaria, é possível rastrear as contas que foram abastecidas com eles. E como todo o rigor com dinheiro alheio (o nosso) nunca é demais, é bom levar o caso para as autoridades policiais e ao Ministério Público.

Quanto mais transparência, melhor.

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Nova gestão acusa desvio de recursos na Saúde em Fortaleza – Follow the money secretária!

Por Wanfil em Fortaleza

04 de Janeiro de 2013

A nova secretária de Saúde de Fortaleza, Socorro Martins, acusou o “desvio” de aproximadamente R$ 27 milhões entre recursos destinados a pagamentos relativos ao exercício de 2012 e despesas previstas para janeiro de 2013.

Mais do que uma mera provocação ou estocada na gestão anterior, recurso característico dessa transição entre ex-aliados, a situação agora é diferente e ganha contornos de caso de polícia. A situação fica ainda mais estranha quando lembramos que a ex-secretária Ana Maria Fontenele pediu exoneração antes o fim da gestão de Luizianne Lins, numa polêmica sobre o uso de recursos do Ministério da Saúde.

Socorro Martins sinaliza disposição para agir com transparência, tomando ainda as devidas precauções jurídicas. A nova titular da Saúde não fala em roubo, mas em desvio. Às vezes esses sumiços de grana pública podem ser apenas incompetência ou atecnias, como gostam de dizer os burocratas, embora seja preciso uma boa dose de ingenuidade para acreditar nisso. De qualquer forma, o que secretária ela pode dizer agora, certamente com base em documentos, é que as verbas não chegaram ao destino previsto. A pergunta é: onde foram parar os recursos?

Sobre os R$ 27 milhões, Socorro Martins informou ao Jangadeiro Online: “Estamos investigando. Não podemos dizer com clareza quem foi o responsável pela autorização [do desvio], mas que houve uma determinação superior, houve”.

Os americanos usam uma expressão (famosa pelo caso Watergate) quando querem descobrir os beneficiários de um “desvio”: follow the money! (Siga o dinheiro!). Se os recursos estavam à disposição da secretaria, é possível rastrear as contas que foram abastecidas com eles. E como todo o rigor com dinheiro alheio (o nosso) nunca é demais, é bom levar o caso para as autoridades policiais e ao Ministério Público.

Quanto mais transparência, melhor.