seca Archives - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

seca

‘Babado’ na churrascaria

Por Wanfil em Ceará

15 de Fevereiro de 2017

E a conta?

A Assembleia Legislativa do Ceará divulgou ontem, terça-feira (14), ter recebido confirmação do Banco do Nordeste sobre um financiamento de R$ 90 milhões para a perfuração de seis mil poços no interior do Estado.

É uma iniciativa de enorme importância, sem dúvida. Por isso mesmo chama a atenção sua pouca divulgação. Até a tarde desta quarta-feira, nem mesmo no site do BNB havia menção a esse financiamento de poços. As notícias mais recentes falam sobre projetos esportivos (futsal e atletismo), a exposição cultural “Babado Solidário” e o lançamento de um livro sobre a Lei Rouanet.

Por falar nisso, também na página de notícias do banco não há nada sobre outro babado do momento,  a palestra que o gerente de Recuperação de Crédito da instituição, Alan Coelho Silva, irá proferir durante o encontro que o PMDB do Ceará promove na churrascaria Sal e Brasa para prefeitos e lideranças políticas do Estado, marcado para a próxima sexta-feira (17). Também está prevista a participação do Diretor Geral do Dnocs, Ângelo José de Negreiros Guerra. No cardápio, crise hídrica e dívidas de agricultores.

É muito assunto para dar conta.

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Ocupados demais para falar sobre seca

Por Wanfil em Assembleia Legislativa

13 de Janeiro de 2017

O Ceará enfrenta o sexto ano de seca. Não há quem não coloque o combate aos seus efeitos como a prioridade das prioridades no momento. Pois bem. O Diário do Nordeste desta sexta-feira apresentou m levantamento sobre a tramitação de matérias na Assembleia Legislativa sobre o tema, entre 2015 e 2016.

Segundo o jornal, “os deputados estaduais apresentaram pelo menos 16 projetos de Lei e 15 de Indicação com propostas relacionadas à convivência com a estiagem. Destes, porém, apenas quatro projetos de Lei e cinco de Indicação foram apreciados na Casa”.

Pelo visto, o comando do legislativo estadual não enxergam os projetos desses deputados como prioridade. Estes, por sua vez, talvez não façam a devida pressão sobre os responsáveis por pautar as votações na Casa.

E não dá para alegar falta de tempo, pois tempo nunca falta na hora de batizar ruas e escolas ou para homenagear autoridades e amigos com medalhas e salamaleques, coisas sem as quais, devem imaginar, o Ceará não pode sobreviver.

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Lição do dia: oposição não libera verba

Por Wanfil em Política

25 de novembro de 2016

Há uma discussão sobre a paternidade da liberação de verbas do Ministério da Integração Nacional para obras contra a seca no Ceará, nesta semana. Para uns, o presidente Michel Temer cedeu à pressão feita pelo governador Camilo Santana. Para outros, a articulação de aliados do presidente foi que possibilitou o aporte de recursos.

Vamos agora submeter as versões ao velho teste da lógica. Camilo é oposição ao governo federal. Oposição não libera verbas, quem libera é a situação. Oposição não pressiona, oposição critica e fiscaliza; quem pressiona por verbas a mais são os aliados.

Imaginar que um opositor consiga benefícios apenas por falar grosso com um presidente (ou “presidenta”) é brigar com a lógica.

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Camilo finalmente cobra o Governo Federal por transposição: antes tarde do que nunca!

Por Wanfil em Ceará

08 de novembro de 2016

Dilma vistoria transposição atrasada no Ceará

Dilma vistoria transposição no Ceará, em 2014. Na ocasião, a conclusão da obra, prevista para 2010 e depois para 2012, foi adiada para 2015. Seus aliados nunca reclamaram.

O governador Camilo Santana, ainda no PT, responsabilizou publicamente, em entrevista coletiva, o governo Michel Temer (PMDB) pelo atraso das obras de transposição do Rio São Francisco. A cobrança é válida e pertinente, uma vez que a conclusão do projeto foi mais uma vez adiada, agora para o ano que vem, embora os efeitos da seca prolongada se agravem a cada dia.

Está, portanto, certíssimo o governador em expor a situação na sua realidade. Quem tem que resolver o problema é o governo Temer e pronto.

Pena que Camilo, e antes dele Cid Gomes, e a bancada federal cearense, com pouquíssimas exceções, não fizeram essas cobranças públicas quando a transposição atolava no mar de incompetência e suspeitas de corrupção que engolia a obra, sem o peso da crise econômica, das gestões dos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff.

Foi preciso esperar o impeachment para que os então governistas do Ceará acordassem para a urgência que o caso pede, denunciando a situação para a população. Em 2014, ano eleitoral, uma exposição dessas poderia ter acelerado o cronograma. Agora a cobrança ficou tão atrasada quanto a obra. Porém, nos dois casos, antes tarde do que nunca.

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Dnocs: briga por verbas contra a seca é coisa antiga

Por Wanfil em Política

19 de agosto de 2016

Ouvintes da Band News e leitores aqui do blog pedem para que eu fale sobre a decisão do governo federal de transferir dos estados para o Dnocs o controle de ações de combate aos efeitos da seca.

O PT e aliados reclamam que a medida é tecnicamente errada e não passa de uma manobra política para fortalecer o PMDB. Já o PMDB garante que o objetivo é revitalizar o principal órgão de obras contra a seca.

Nos últimos anos, PT e PMDB, então aliados, nunca reclamaram de nada. Parece até que as medidas de convivência com a seca eram exemplares. Tudo era só elogio. Rompidos, agora brigam pelo controle das verbas para a seca.

O PT chora a perda de prestígio político. Aliás, por isso sucateou o Dnocs, para que aliados locais do governo federal escanteassem seus adversários. Foi assim no Ceará e nos demais estados do Nordeste. Hoje o PMDB faz o caminho inverso, tendo o PT como adversário e retirando de seus parceiros os instrumentos que tantas vantagens eleitorais lhes renderam.

No final, todos garantem que estão preocupados somente com a qualidade de vida da população.

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Cagece dando nó em pingo d’água!

Por Wanfil em Ceará

15 de julho de 2016

A Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) cancelou coletiva de imprensa marcada para esta sexta (15) sobre o Plano de Contingência para economizar água, especialmente em Fortaleza.

Desta vez, (já houve um adiamento anterior) os motivos não foram informados. Será que a urgência para a adoção de medidas nesse sentido são águas passadas? Talvez a Cagece esteja esperando um momento melhor (recesso legislativo?) ou pelas águas de março.

A pior hipótese seria a de que, nesse altura do campeonato, o plano de contingência ainda não esteja pronto. Nesse caso, o cancelamento foi tentativa de dar nó em pingo d’água.

 

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Polícia Federal mostra verdadeiro motivo para atrasos na transposição do São Francisco

Por Wanfil em Corrupção

24 de junho de 2016

Dilma em Jati, no Ceará. O governo subestimou a obra e nós subestimamos o governo

Transposição em Jati. Obra subestimada, explica Dilma; orçamento superestimado para desvios, mostra a PF

Na campanha pela reeleição a presidente afastada Dilma Rousseff justificou os constantes atrasos nas obras de transposição do rio São Francisco, previstas inicialmente para ficarem prontas em 2010, dizendo o seguinte: “Houve atraso porque se subestimou a sua complexidade. Éramos bastante inexperientes. O Brasil jamais fez uma obra dessa dimensão”. Isso aconteceu em maio de 2014, na cidade de Jati, aqui no Ceará.

Agora a Polícia Federal informa que outros fatores podem ter contribuído para a demora. É que nesta semana a Operação Turbulência descobriu um esquema de propina usado na compra do avião que matou o candidato à Presidência Eduardo Campos. Uma das empresas fantasmas utilizadas era a Câmara e Vasconcelos, de propriedade do laranja Paulo César Morato, encontrado (misteriosamente ) morto na quarta-feira, que recebeu quase R$ 19 milhões da construtora OAS para obras da transposição. Repito: trata-se de uma EMPRESA DE FACHADA.

Somando-se a isso o fato de que o custo da transposição pulou de R$ 4,8 bilhões para R$ 8,2 bilhões na gestão Dilma, fica claro que se por um lado faltou experiência técnica ao governo para o projeto, como afirmou Dilma, por outro sobrou experiência em corrupção.

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Governo Federal libera recursos para a transposição. Ótima notícia, mas é bom permanecer alerta

Por Wanfil em Ceará

23 de dezembro de 2015

Finalmente uma boa notícia do governo federal para o Ceará neste 2015, conforme registrado no site do governo estadual:

O Governo do Ceará, por meio da Secretaria das Cidades, assinou nesta terça-feira (22) o Termo de Compromisso com o Ministério da Integração Nacional, visando o repasse de recursos no valor de R$93.902.137,48 para a implantação, operação e manutenção da infraestrutura de abastecimento de água de comunidades rurais localizadas no Ceará, ao longo dos canais de integração do Rio São Francisco. O compromisso foi firmado durante visita da presidente Dilma Rousseff a Pernambuco.

Como todos sabem, a situação hídrica no estado é alarmante. O volume de água nos reservatórios está em 12,4% de sua capacidade total. Com previsão de mais um ano de estiagem, o empenho para garantir a conclusão da transposição em 2016 é vital para os cearenses e o governo estadual sabe disso.

Ver para crer
Durante a solenidade, o governador do Ceará, Camilo Santana, que pacientemente tem buscado recursos federais cada vez mais escassos por causa da recessão, comemorou:

“Para quem não acreditava, a transposição do rio São Francisco já é uma realidade e será muito importante para nosso estado e para toda Região Nordeste”.

Trata-se, repito, de uma ótima notícia. É um rumo que aponta para uma saída, uma luz no fim do túnel, mas ainda não é uma realidade pronta e acabada. Não há dúvida de que o aporte de água será muito importante para o Ceará e o Nordeste. E realmente muita gente, principalmente no início do empreendimento, não acreditava que a transposição fosse viável. Falava-se até no risco de prejudicar o São Francisco. Isso parece superado, portanto, é importante não confundir esses incrédulos com os que criticam o atraso e as suspeitas de corrupção na obra. A cobrança também é parte importante, pois impele o cobrado a agir.

Portanto, a liberação dos recursos é um alívio, porém, convém não descansar enquanto a transposição não estiver funcionando plenamente, levando água para os cearenses. A história de sua construção mostra que a obra está sujeita a problemas diversos, principalmente de gerenciamento e de custos, que adiantem sua finalização. Com a seca, isso não é mais tolerável. Vamos aguardar mais notícias positivas, alertas para que nada as prejudique.

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Quixeramobim sem água e sem obras: retrato do “novo Ceará”

Por Wanfil em Ceará

22 de setembro de 2015

AS promessas de salto para o novo Ceará, assim como o açude Quixeramobim, secaram. Foto: Jamandsa, moradora de Quixeramobim

As promessas de salto para o novo Ceará, assim como o açude Quixeramobim, secaram. Foto: Jamandsa, moradora de Quixeramobim

Os açudes que abastecem Quixeramobim, no Sertão Central do Ceará, secaram. Seus habitantes agora dependem integralmente dos carros-pipa ou da compra de água engarrafada.

No dia 13 de junho passado, durante os festejos de Santo Antônio, o governador Camilo Santana (PT), anunciou uma nova adutora para a cidade que traria, até o final do ano, água do açude Pedras Brancas, na vizinha Quixadá. Nesse mesmo dia o governador visitou as instalações do Hospital Regional do Sertão Central, construído em Quixeramobim, onde garantiu que falaria com a presidente Dilma Rousseff (PT) para que a unidade, inaugurada por Cid Gomes (saindo do PROS para o PDT), mas que não funciona por falta de verbas, recebesse o reforço de recursos federais. As conversas com a presidente não renderam muita coisa, já que a prioridade do Planalto é evitar um processo de impeachment por fraudes fiscal e eleitoral.

Retrato
Apesar da expectativa, o hospital continua parado e a adutora, até o momento, nem sequer começou a ser construída. A seca não esperou até o final do ano. Quixeramobim é o retrato do “novo Ceará” prometido à população nas últimas três eleições nacionais, estaduais e municipais.

Ninguém é culpado pela seca, evidente, mas também é óbvio que se trata de fenômeno recorrente no Nordeste. Surpresa, portanto, é que não é. Aliás, indo mais além, as autoridades sempre souberam da gravidade da atual estiagem, mas preferiram passar os últimos três anos dizendo que tudo estava sob controle, enquanto as reservas hídricas caíam drasticamente, irresponsabilidade semelhante a que aconteceu em São Paulo, do governador Geraldo Alckmin (PSDB), com o agravante de que lá seca é incomum.

E que ninguém se engane: a região metropolitana de Fortaleza segue o mesmo roteiro de imprevidência, com risco no abastecimento a partir do próximo ano, mas pouco se fala sobre o assunto. Nada de racionamento ou de campanhas pesadas contra o desperdício.

Imprevidência
Em outros municípios cearenses, adutoras foram construídas antes de a água acabar, mas tudo feito às pressas, tanto que algumas apresentam problemas constantes. Diante disso, é de se esperar, por pudor, que nenhum gestor federal, estadual ou municipal venha posar de herói por ações emergenciais, porque seca não é desastre repentino. Correr agora para contratar mais carros-pipa ou construir mais adutoras, é prova material da imprevidência dos que tinham que ter atuado antes e não o fizeram.

Pagar o pato
Quando as autoridades dizem que o problema é a falta de dinheiro para esconder a própria incompetência ou a incompetência de seus antecessores e aliados, dizendo ainda que a solução é aumento de impostos, lembre-se desses vídeos, feitos para a campanha “Eu não vou pagar o pato”, da Fiesp. Não esbarramos na crise por acaso. Fomos conduzidos a ela por esses governantes, que pedem que os prejudicados paguem o pato.

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Camilo, ouça o Barão de Itararé: “De onde menos se espera, é que não vem nada mesmo”

Por Wanfil em Ceará

22 de Maio de 2015

Uma comitiva formada por doze deputados estaduais e o governador Camilo Santana visitou, nesta sexta-feira, as obras do Cinturão das Águas, na região do Cariri, no Sul do Ceará. Com o quadro de seca cada vez mais grave, é fundamental conferir de perto o andamento desse projeto, última esperança para cidades que já estão sem água pelo interior do Estado. Pelo menos é um modo de chamar a atenção e mostrar a expectativa pelo empreendimento.

Cinturão só com Transposição
A previsão é que a obra fique pronta até o segundo semestre de 2016. O problema é que, para funcionar, o Cinturão das Águas necessita antes da conclusão da transposição do rio São Francisco, que deveria ter ficado pronta lá em 2010, quando não havia crise econômica e as contas públicas ainda eram razoáveis. A transposição foi depois adiada para 2012, 2014, 2016…

Pressão limitada
Assim, por precaução, o governador Camilo Santana disse assim durante a visita: “Vamos ver se a gente consegue pressionar para que o prazo seja cumprido”. É isso aí, como não dá para confiar na palavra empenhada por Dilma na campanha eleitoral, tem que marcar colado mesmo. Mas aí o governador, ainda que se reconheça a disposição em cobrar a gestão federal, esbarra nos limites da sua condição de aliado, que o impede de ir às últimas consequências.

A lição de Itararé
Como agora a prioridade da União não é a saúde, o combate à seca ou a educação, mas o corte de gastos por causa da crise criada pelos erros do próprio governo, é melhor nossas autoridades estaduais não se iludirem (e ao público) com a frágil esperança de que prazos sejam cumpridos, investimentos realizados ou repasses corrigidos. Como já dizia o Barão de Itararé, “de onde menos se espera, é que não vem nada mesmo”.

Cinturão das Águas depende da transposição do São Francisco. Melhor esperar sentado a seca acabar.

O Cinturão das Águas aguarda a transposição do rio São Francisco, adiada desde 2010. Melhor esperar sentado a seca acabar sozinha.

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Camilo, ouça o Barão de Itararé: “De onde menos se espera, é que não vem nada mesmo”

Por Wanfil em Ceará

22 de Maio de 2015

Uma comitiva formada por doze deputados estaduais e o governador Camilo Santana visitou, nesta sexta-feira, as obras do Cinturão das Águas, na região do Cariri, no Sul do Ceará. Com o quadro de seca cada vez mais grave, é fundamental conferir de perto o andamento desse projeto, última esperança para cidades que já estão sem água pelo interior do Estado. Pelo menos é um modo de chamar a atenção e mostrar a expectativa pelo empreendimento.

Cinturão só com Transposição
A previsão é que a obra fique pronta até o segundo semestre de 2016. O problema é que, para funcionar, o Cinturão das Águas necessita antes da conclusão da transposição do rio São Francisco, que deveria ter ficado pronta lá em 2010, quando não havia crise econômica e as contas públicas ainda eram razoáveis. A transposição foi depois adiada para 2012, 2014, 2016…

Pressão limitada
Assim, por precaução, o governador Camilo Santana disse assim durante a visita: “Vamos ver se a gente consegue pressionar para que o prazo seja cumprido”. É isso aí, como não dá para confiar na palavra empenhada por Dilma na campanha eleitoral, tem que marcar colado mesmo. Mas aí o governador, ainda que se reconheça a disposição em cobrar a gestão federal, esbarra nos limites da sua condição de aliado, que o impede de ir às últimas consequências.

A lição de Itararé
Como agora a prioridade da União não é a saúde, o combate à seca ou a educação, mas o corte de gastos por causa da crise criada pelos erros do próprio governo, é melhor nossas autoridades estaduais não se iludirem (e ao público) com a frágil esperança de que prazos sejam cumpridos, investimentos realizados ou repasses corrigidos. Como já dizia o Barão de Itararé, “de onde menos se espera, é que não vem nada mesmo”.

Cinturão das Águas depende da transposição do São Francisco. Melhor esperar sentado a seca acabar.

O Cinturão das Águas aguarda a transposição do rio São Francisco, adiada desde 2010. Melhor esperar sentado a seca acabar sozinha.