Roberto Cláudio Archives - Página 5 de 5 - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Roberto Cláudio

Gestão Roberto Cláudio completa 100 dias: eu cobro assim como sou cobrado

Por Wanfil em Fortaleza

04 de Abril de 2013

Comigo é assim: cobro na mesma medida em que sou cobrado. A mim não é dado o direito de ignorar ou atrasar prazos. Portanto...

Comigo é assim: cobro na mesma medida em que sou cobrado. A mim não é dado o direito de ignorar ou atrasar prazos. Portanto…

Dias atrás, no post Governar é diferente de fazer campanha, registrei a perceptível mudança na estratégia de comunicação da Prefeitura de Fortaleza: “o ímpeto midiático dos primeiros dias da nova gestão arrefeceu”.

Na ocasião, ainda fiz um alerta: “O risco é justamente gerar mais expectativas, quando o momento é de baixá-las, mostrando que as promessas demandam tempo para serem cumpridas”.

Água na fervura

Parece que não sou o único a pensar assim. Tanto é que agora no começo de abril, em entrevista gravada ao programa Ideia Jangadeiro, o prefeito Roberto Cláudio aproveitou a marca de 100 dias (a ser completada no próximo dia 10) à frente do Paço Municipal, para falar sobre a gestão e botar água na fervura.

Como eu disse em minha coluna diária na Tribuna BandNews, é o trabalho de trazer o debate político, contaminado pela emoção da disputa eleitoral, para a realidade da administração. Se durante a campanha a ordem é gerar expectativas; depois da posse, o negócio é amoldá-las aos limites do orçamento.

Estrategicamente, para evitar qualquer impressão de paralisia operacional, a prefeitura elegeu a saúde, área de grande apelo e castigada nos últimos anos, como prioridade. Para outras demandas, Roberto Cláudio pontuou  que tudo a seu tempo e  que o prazo para atendê-las é de quatro anos.

Pai Nosso

Ainda é cedo para avaliações mais profundas sobre o estilo administrativo do novo prefeito, que merece, até o momento, um voto de confiança. Mas, em todo caso, sempre faço valer a lei de reciprocidade que aprendi com a bela oração Pai Nosso: “Perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido”.

Nesse caso, ressalto a função sintática e moral da conjunção subordinativa comparativa assim como. O ideal de justiça da prece reside no fato de que o pedido de perdão é legitimado pela capacidade de perdoar. Há, portanto, uma condição que legitima a concessão do perdão. Da mesma forma, por analogia, só deve receber o benefício da elasticidade dos prazos quem os estica aos outros.

O governo tem quatro anos para fazer o que foi prometeu? Tecnicamente, sim. Seria até justo, se o contribuinte tivesse, por exemplo, quatros anos para pagar o IPTU, mediante a seguinte argumentação: olha, viajei e ao voltar para casa vi que a situação estava pior do que eu supunha, com as contas em desordem, falta de remédios e de material escolar, de forma que pagarei os impostos somente no ano que vem. Pois é, tem coisas que não dá para negociar.

Eu cobro com a mesma medida com que sou cobrado. Simples assim. Não sendo possível a realização de tudo agora, o mínimo que o governo tem a fazer é apresentar prazos para cada promessinha feita na campanha eleitoral. Se não for assim, as chances de estelionato eleitoral sempre aumentam. Tenhamos fé.

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Gestão Roberto Cláudio em Fortaleza: governar é diferente de fazer campanha

Por Wanfil em Fortaleza

23 de Março de 2013

Hora de guardar o megafone - O marketing eleitoral não deve contaminar a comunicação governamental: a realidade agora é outra

Hora de guardar o megafone – O marketing eleitoral não deve contaminar a comunicação governamental: a realidade agora é outra.

Faltando praticamente uma semana para o prefeito Roberto Cláudio (PSB) completar três meses de governo em Fortaleza, já possível dizer que o ímpeto midiático dos primeiros dias da nova gestão arrefeceu.

Contraste de estilos

Ao ser empossad0, o novo prefeito fez uma série de visitas a postos de saúde, com ampla cobertura da imprensa, para ver a situação dos pacientes que buscam atendimento no serviço municipal.

A postura contrastava com o estilo da ex-prefeita Luizianne Lins, que nos últimos anos se caracterizou pelo isolamento dos gabinetes, talvez por causa da baixa popularidade. Enfim, a construção da imagem de gestor ativo que vai ao encontro das pessoas e não tem medo de encarar problemas parecia a todo vapor.

Ainda na área da saúde, o começo da gestão deu sinais de caminhar para um corajoso acerto de contas: a secretária Socorro martins acusou o desvio de aproximadamente 30 milhões de reais no repasse de recursos do Ministério da Saúde na gestão anterior. Esse seria outro ponto da imagem a ser destacado: a honestidade do líder refletida numa gestão transparente e sem rabo preso.

No entanto, passados mais alguns dias, esse furor midiático e voluntarista do início foi cedendo espaço para a cautela. O prefeito não visita mais postos com seu séquito de vereadores ávidos por fotografias. A secretária não tocou mais no assunto do suposto desvio, como se nada houvesse acontecido.

Nem tudo é imagem

Gestores públicos de primeira viagem, via de regra, assumem mandatos no Poder Executivo preocupados em criar uma marca administrativa que os singularize, especialmente nos casos em que paira no ar a sombra de um padrinho político. MAis do que uma marca, é preciso provar que o gestor tem uma identidade própria.

O perigo é deixar o clima do marketing eleitoral, onde a regra é prometer fervorosamente novos amanhãs, contaminar a rotina administrativa. Se a disputa nas urnas tiver sido dura, como foi em Fortaleza, há o risco de incorrer em contradição na mensagem que se quer passar ao público, como a manutenção de um discurso de ruptura facilmente desmentido pela cooptação da base parlamentar que serviu a gestão anterior.

O risco de cair nessas armadilhas é justamente o de gerar mais expectativas, quando o momento é o de baixá-las, mostrando que as promessas demandam tempo para serem cumpridas. Estrategicamente, eventuais dados podem ser divulgados, sem alarde justiceiro, como prova de que o desafio exigirá grandes sacrifícios e tal, mas nada que comprometa alianças ou que exija ações imediatas de reparação.

Choque de realidade

Tudo ainda é muito novo em relação ao governo Roberto Cláudio. A mudança de postura verificada não significa necessariamente um recuo, mas pode ser um ajuste. O choque de realidade, onde as contas não fecham, o caixa é insuficiente, os custos são elevados e os problemas se multiplicam em velocidade alucinante, parece ter sido o suficiente para conter qualquer propensão ao discurso fácil.

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O secretariado de Roberto Cláudio: cadê a renovação?

Por Wanfil em Fortaleza

21 de dezembro de 2012

Alguns critérios de escolha para o novo secretariado não combinam com a mensagem de renovação defendida por Roberto Cláudio durante a campanha. Imagem: TV Jangadeiro / reprodução.

O prefeito eleito de Fortaleza Roberto Cláudio assumirá o comando do município a partir do dia 1º de janeiro de 2013. Entretanto, com a divulgação dos nomes do futuro secretariado, podemos dizer que ele fez sua estreia no Executivo, afinal, cada escolha pressupõe um método, uma visão de administrativa, política e moral dos fatos. É um cartão de visitas. E aí, infelizmente, a nova gestão começa mal.

Durante a campanha, a renovação do modo de fazer o governo deu o tom da comunicação   Acontece que, apesar da conversa de que o perfil da equipe é técnico, a lógica que sustenta as novas indicações não destoa daquela utilizada no governo Luizianne Lins: loteamento de espaços para aliados (por critérios exclusivamente políticos) e inchaço da máquina. Mudaram os nomes, mas a renovação em sentindo profundo parece que ainda não veio. Trata-se de mais do mesmo, com a esperança de que seja bem executado desta vez.

Para começo de conversa, Roberto Cláudio nomeou para a uma das pastas mais poderosas o próprio irmão, repetindo o governador Cid Gomes, seu padrinho político. Segundo o STF, a contratação de parente para “exercício de cargo eminentemente político” não configura nepotismo. Fica a dica para os demais prefeitos nomearem familiares: é só criar cargos eminentemente políticos. Não faço crítica ao irmão do prefeito. Pode até ser bom gestor, veremos, mas a questão é que a mensagem de austeridade fica comprometida. Empregar parentes é prática do Brasil atrasado, patrimonialista. A título de prevenção, convém ao gestor tornar sua administração algo impessoal. Renovar práticas políticas contratando parente é um retrocesso.

Depois, o anúncio de SETE novas secretarias. É impossível cortar despesas desnecessárias e reduzir gastos com contratações de terceirizados aumentando a máquina. Além disso, fica evidente que algumas pastas foram criadas apenas para abrigar companheiros políticos, como a indicação de Karlo Kardozo para a Secretaria de Cidadania e Direitos Humanos. Onde está o perfil técnico? Trata-se de um jurista? Não. Sua credencial é ser chefe do PSB local. Não se renova usando cargos públicos como prêmio a companheiros de partido.

Na Secretaria Extraordinária da Copa, o escolhido foi o deputado federal Domingos Neto, que tem no currículo o fato de ser filho do vice-governador Domingos Filho. É a renovação da cota do PMDB. Moeda de troca.

E o PCdoB? Usufruiu o quanto pode de cargos na gestão de Luizianne, rompeu na última hora para aderir à candidatura de Roberto Cláudio. Pelo feito, a sigla foi recompensada com a Habitafor para Eliana Gomes e a liderança na Câmara, com o neófito Evaldo Lima (que foi secretário de Esporte na gestão que termina). Renovar com políticos que aderem a qualquer governo é ilusão. 

Existem nomes sérios, claro, com bons currículos. Além disso, em muitas áreas, será difícil piorar a situação: a tendência é que o mínimo de trabalho apresente resultados. No entanto, a atual gestão também tinha nomes bons em algumas pastas e isso não bastou. Vamos torcer para dar certo, mas sem perder a capacidade de avaliar o que está no caminho certo e o que está no caminho errado. E dizer isso o quanto antes, não após quatro anos.

O novo governo busca abrigar o maior número de partidos e forças políticas, pois o prefeito é um conciliador por natureza. Mas até esse perfil precisa de limites, e o primeiro deveria ser não nomear parentes e apadrinhados, nem aceitar indicações políticas sem lastro técnico. Como demitir um secretário ruim se ele foi indicado pelo governador, é da família ou militante profissionais de partidos aliados? Mostrando desde o primeiro dia que assim será. Não seria fácil, mas certamente seria renovador.

Governar, em boa medida, é saber dizer não a aliados.

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PT apresenta denúncia contra PSB em Fortaleza: Só isso?

Por Wanfil em Fortaleza

23 de novembro de 2012

Elmano de Freitas, candidato derrotado, protocola denúncia contra Roberto Cláudio no TRE. Acusação tardia, frágil e superficial. Urgente mesmo é a transição que não anda… Foto: Omar Jacob / Jangadeiro

Se há algo que o PT de Fortaleza e a gestão de Luizianne Lins deveriam ter aprendido com a derrota nestas eleições é a importância do senso de urgência. Antes tarde do que nunca, não é verdade? Mas  não, parece que para ambos, partido e governo, tudo sempre pode esperar um pouco mais.

Vejam o caso das alardeadas denúncias de irregularidades feitas contra o candidato eleito Roberto Cláudio (PSB), anunciadas logo após a divulgação do resultado da disputa. Foram necessários 25 dias para que o PT apresentasse um primeiro questionamento na Justiça. O candidato petista Elmano de Freitas protocolou junto ao TRE pedido de investigação sobre uma suposta paralisação de várias unidades da equipe RAIO, grupo de elite do Pelotão de Motos da Polícia Militar do Estado do Ceará. Comprovado, imaginam os denunciantes, o fato provaria uso da máquina em favor de Roberto Cláudio.

Esse comportamento de quem imagina ter todo o tempo do mundo me faz lembrar do romance Oblómov, do russo Ivan Gontcharóv (1812-1891). De tanto viver com o rosto tomado pela “luz neutra da indiferença”, o personagem-título virou adjetivo: “oblomovismo”, sinônimo de inércia. Mais tarde volto a ele.

Só isso?

O clima de indignação dos derrotados, somados aos boatos de sempre e ao reconhecimento de que eleições no Brasil tem suas peculiaridades, criou alguma expectativa de que algo coisa mais sério poderia acontecer. O tempo passou e expectativa começou a se transformar em desconfiança. A primeira denúncia apenas reforça a sensação de que tudo não passa de choro de quem não sabe perder.

Qual seria a relação entre uma paralisação de veículo de um grupo cujo foco é o “combate ao porte ilegal de armas, o consumo e o tráfico de drogas em pontos de vendas nos bairros de Fortaleza”? A não ser que o número de eleitores traficantes e usuários que estivessem comercializando drogas no dia da eleição seja grande o bastante para mudar o resultado do pleito, o pedido não faz sentido.

Não satisfeitos com a demora em apresentar essa, vá lá, “denúncia”, a coligação comandada pelos petistas ainda avisa que está reunindo provas de outras irregularidades praticadas pelos apoiadores de Roberto Cláudio..

Os meios qualificam a oposição

A inércia do governo municipal custou-lhe o poder em Fortaleza e a aliança com o PSB. No livro que citei, a apatia de Oblómov contrasta com o estilo do seu adversário na trama, o empreendedor Stolz. Essa é a lição! Que a inércia de uns não atrapalhe a iniciativa de quem pode trabalhar.

Não faço aqui defesa de candidato algum, não é meu papel, e nem isento ninguém de nada. Apenas me atenho aos fatos. Se o PT tem algo de concreto, que o apresente já. Por que esperar? Ou tem ou não tem as provas alegadas. Se as tiver, a imprensa fará certamente o seu trabalho na apresentação delas ao público. Se não as tiver, que respeitem a decisão dos eleitores.

Nesse momento, quando Fortaleza carece de tantas ações e o Ceará vive uma seca de grandes proporções, é hora de fazer o melhor trabalho possível na transição para o novo governo. Problemas não faltarão para debater no futuro. No entanto, esse clima de denúncias forçadas e de ameaças sem efeito apenas conturba o processo político e administrativo. Na verdade, a impressão que fica é exatamente essa: o objetivo das acusações, até o momento frágeis e superficiais, é justamente o de atrapalhar. E isso não qualifica positivamente a oposição.

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Fortaleza tem novo prefeito. E agora?

Por Wanfil em Eleições 2012

28 de outubro de 2012

Divulgado o resultado das urnas com a vitória de Roberto Cláudio para a Prefeitura de Fortaleza, não faltarão falsos profetas analisando causas que o expliquem. Geralmente são palpites inócuos e servem apenas de adorno ao noticiário. O fato é que ainda é cedo para projeções e tarde para conselhos eleitorais. O que importa agora, passada a festa de quem ganha e o lamento de quem perde, é voltar à realidade que aguarda o novo prefeito a partir desta segunda-feira.

Divisão

A pequena diferença entre o prefeito eleito Roberto Cláudio (PSB) e o derrotado nas urnas Elmano de Freitas (PT), de apenas seis pontos (53% a 47%), repete o desenho político esboçado ainda no primeiro turno: um eleitorado dividido.

Assim, apesar da vitória, Roberto Cláudio assume de certa forma sob o signo da desconfiança de quase metade dos eleitores. O desempenho de Elmano de Freitas, que foi mais longe do que indicavam as pesquisas de avaliação da gestão por ele representada, indica que há um patrimônio eleitoral que o PT deve buscar preservar.

Isso não diminui a legitimidade do processo, evidente, mas é um dado que deve ser levado em consideração tanto pelo gestor eleitor, como pelo grupo que perde. Para o que ganha para evitar a soberba e para como estímulo contra eventuais irresponsabilidades.

Dúvidas

Sobre o futuro governo Roberto Cláudio, algumas dúvidas pairam no ar:  Roberto Cláudio conseguirá imprimir uma liderança própria?   O PT será oposição na capital e aliado em âmbito estadual? A prefeita Luizianne Lins promoverá um processo de transição organizado ou se fechará em ressentimento? O correto é contribuir para que a futura equipe de governo possa ter acesso a todas as informações necessárias para iniciar o seu trabalho da melhor forma possível. Seria incontestável prova de maturidade e transparência, que no entanto está condicionada ao esquecimento da animosidade do processo eleitoral, em respeito à decisão das urnas.

Certeza

Depois da festa, o desafio. Diante das naturais dúvidas que se colocam sobre um novo governo, sobretudo sobre um novo gestor, a maior certeza que existe no momento é que toda a expectativa gerada com a construção da imagem de Roberto Cláudio como político capaz de imprimir um ritmo intenso de ações e obras, especialmente nas áreas de educação e saúde, lhe deverá ser devidamente cobrada. É esperar para ver.

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Fortaleza tem novo prefeito. E agora?

Por Wanfil em Eleições 2012

28 de outubro de 2012

Divulgado o resultado das urnas com a vitória de Roberto Cláudio para a Prefeitura de Fortaleza, não faltarão falsos profetas analisando causas que o expliquem. Geralmente são palpites inócuos e servem apenas de adorno ao noticiário. O fato é que ainda é cedo para projeções e tarde para conselhos eleitorais. O que importa agora, passada a festa de quem ganha e o lamento de quem perde, é voltar à realidade que aguarda o novo prefeito a partir desta segunda-feira.

Divisão

A pequena diferença entre o prefeito eleito Roberto Cláudio (PSB) e o derrotado nas urnas Elmano de Freitas (PT), de apenas seis pontos (53% a 47%), repete o desenho político esboçado ainda no primeiro turno: um eleitorado dividido.

Assim, apesar da vitória, Roberto Cláudio assume de certa forma sob o signo da desconfiança de quase metade dos eleitores. O desempenho de Elmano de Freitas, que foi mais longe do que indicavam as pesquisas de avaliação da gestão por ele representada, indica que há um patrimônio eleitoral que o PT deve buscar preservar.

Isso não diminui a legitimidade do processo, evidente, mas é um dado que deve ser levado em consideração tanto pelo gestor eleitor, como pelo grupo que perde. Para o que ganha para evitar a soberba e para como estímulo contra eventuais irresponsabilidades.

Dúvidas

Sobre o futuro governo Roberto Cláudio, algumas dúvidas pairam no ar:  Roberto Cláudio conseguirá imprimir uma liderança própria?   O PT será oposição na capital e aliado em âmbito estadual? A prefeita Luizianne Lins promoverá um processo de transição organizado ou se fechará em ressentimento? O correto é contribuir para que a futura equipe de governo possa ter acesso a todas as informações necessárias para iniciar o seu trabalho da melhor forma possível. Seria incontestável prova de maturidade e transparência, que no entanto está condicionada ao esquecimento da animosidade do processo eleitoral, em respeito à decisão das urnas.

Certeza

Depois da festa, o desafio. Diante das naturais dúvidas que se colocam sobre um novo governo, sobretudo sobre um novo gestor, a maior certeza que existe no momento é que toda a expectativa gerada com a construção da imagem de Roberto Cláudio como político capaz de imprimir um ritmo intenso de ações e obras, especialmente nas áreas de educação e saúde, lhe deverá ser devidamente cobrada. É esperar para ver.