Roberto Cláudio Archives - Página 4 de 5 - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Roberto Cláudio

Diga-me com quem andas…

Por Wanfil em Eleições 2014

17 de Fevereiro de 2014

Acusado pelo Ministério Público Eleitoral de fazer campanha antecipada, Zezinho Albuquerque, presidente da Assembleia Legislativa do Ceará, pré-candidato ao governo estadual pelo PROS, compareceu a mais um evento promovido por órgão do Poder Executivo. Desta vez,pela Prefeitura de Fortaleza, comandada por seu correligionário Roberto Cláudio. Juntos, inauguraram uma UPA, na última sexta-feira (14).

Na ocasião, Zezinho discursou e teceu fartos elogios ao governador Cid Gomes, que em breve poderá decidir quem será o eventual candidato do PROS na disputa pela sucessão ao governo do Estado. A participação do parlamentar no evento tem a gentil divulgação de sua assessoria de imprensa, que para informar a sociedade sobre as ideias e ações dessa liderança emergente, enviou-nos a foto que segue abaixo.

UPA LÁ LÁ

Os bons companheiros: Cid, Carlos Mesquita, Leonelzinho Alencar, Roberto Cláudio, Zezinho Albuquerque, Walter Cavalcante e o ex-professor Evaldo. Foto: divulgação.

 

Pode não ser campanha, mas que parece, parece. Pode não ser palanque, mas que tem cara de palanque, isso tem. Não digo isso apenas pelas devidas semelhanças estéticas. Qualquer inauguração que reúna políticos, a rigor, lembra um palanque. No presente caso, a associação é inevitável e automática por causa das circunstâncias que amplificam o significado do evento: ato custeado com dinheiro público em ano eleitoral, com a presença destacada de pré-candidato, naturalmente levanta suspeições. Que a justiça eleitoral averigue o caso.

Entretanto, para o eleitor, o mais interessante é ver quem é quem nesse jogo. Como diz o ditado, diga-me com quem andas, que te direis quem és. Sendo assim, vamos lá.

Na foto, destacados em vermelho, da esquerda para direita: Cid Gomes (ex-diversos partidos e atualmente PROS), Carlos Mesquita (PMDB, ex-juracista, ex-luiziannista e atual claudista), Leonelzinho Alencar (procurar no Google: Leonelzinho + Bolsa Família + bicicletas + Iprede), Roberto Cláudio (PROS), Zezinho Albuquerque (ex-patrão da Primeira Dama Maria Célia), Walter Cavalcante (PMDB, presidente da Câmara de Fortaleza) e o vereador ex-professor Evaldo (PCdoB, ex-secretário de Esportes de Luizianne e agora líder do governo Roberto Cláudio na Câmara).

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Vox Populi no Ceará: não tá fácil pra ninguém

Por Wanfil em Pesquisa

03 de Fevereiro de 2014

O eleitorado das capitais costuma ser indócil. As pessoas são mais escolarizadas, dizem uns; aglomerações ajudam a repercutir críticas, dizem outros. Em Fortaleza, reza a lenda, há um espírito afeito à contestação. O fato é que os eleitores da capital cearense andam ressabiados, como mostra a mais recente pesquisa Vox Populi, divulgada na última sexta-feira pela Rede Bandeirantes e Sistema Jangadeiro.

Entre a presidente Dilma (PT), o governador Cid e o prefeito Roberto Cláudio (ambos do Pros), somente a petista consegue aprovação superior, entre bom e ótimo, à metade dos entrevistados. E mesmo assim, é no limite. Vamos aos números:

Dilma – Bom 47%, Ótimo 7% = Total de 54%
Cid – Bom 35%, Ótimo 4% = Total de 39%
Roberto Cláudio – Bom 20%, Ótimo 4% = Total de 24%

O prefeito
Roberto Cláudio começa seu segundo ano pressionado. A eleição foi difícil e dividiu a cidade. Para vencer, adotou o estilo “administrador competente e realizador”, sempre escorado na parceria com o governador. Depois de eleito continuou em clima de campanha e deu a entender que seria possível recuperar o tempo perdido na gestão anterior. O atraso nas obras para a Copa do Mundo e o afobamento fizeram a expectativa virar frustração. Para piorar, não consegue “vender” seus acertos, como a obrigação de bater ponto para médicos em postos de saúde.

O governador
Já Cid Gomes inicia seu último ano com aprovação de quatro em cada dez fortalezenses. Dado o desastre na segurança pública e a maré negativa para gestores que se consolidou após os protestos de junho de 2013, é um número razoável. Tem gente muito pior por aí. E há ainda o interior, onde a dependência da população em relação a políticas assistencialistas aumenta o capital eleitoral do governo estadual. Por outro lado, vale lembrar que Cid praticamente governa sem uma oposição organizada, de atuação sistemática e estratégica. Assim, há um considerável desgaste não forçado registrado na pesquisa. Houvesse aos olhos do público uma alternativa em vista, a reprovação poderia ser bem maior.

A presidente
Assim, pelo Vox Populi, Dilma é o maior cabo eleitoral no jogo da sucessão em 2014. A ironia é que de todos esses gestores, é justamente a presidente quem menos fez pela cidade ou pelo Estado. Nada significativo foi realizado pelo governo federal em Fortaleza. Nada. Nem sequer uma reforma no aeroporto conseguiram fazer. Nenhuma inauguração relevante. Sua vantagem, parece, é estar distante, além de contar com aliados que não temem demonstrações reiteradas de subserviência em qualquer circunstância.

Futuro
Dizer que pesquisas são retratos do momento já virou clichê. Se a popularidade de políticos e gestores públicos não anda lá essas coisas, o suspense está mesmo no desenrolar dos próximos meses, com a previsão cada vez mais nítida de que mais protestos e manifestações podem acontecer, elevando a desaprovação geral poucos meses antes das eleições.

 

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Roberto Cláudio ou Luizianne Lins: quem é o verdadeiro culpado pelo atraso nas obras da Copa?

Por Wanfil em Partidos

29 de Janeiro de 2014

O prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (Pros), admitiu o que todos já sabiam desde antes das eleições: parte das obras de responsabilidade do município para a Copa do Mundo não ficará pronta a tempo para o evento. E justificou: “Nós tivemos um ano e meio pra fazer o que deveria ter sido feito em quatro anos”. Trocando em miúdos, a culpa pelo fracasso seria exclusivamente da gestão passada, não obstante o esforço da atual na tentativa de recuperar o tempo perdido.

Com todo respeito, não é bem assim. Se por um lado é verdade que Roberto Cláudio assumiu a administração com cronogramas bem atrasados, o rompimento entre seu padrinho Cid Gomes a ex-prefeita Luizianne Lins (PT) é coisa recente, bem posterior ao anúncio de Fortaleza como sede para os jogos da Copa. O racha resultou de divergência internas na aliança, não de confrontos ideológicos ou programáticos.

Tanto é assim que o PROS e o PT, sigla que comandou a capital por oito anos, continuam aliados no Ceará, por partilharem, digamos assim, uma mesma visão. Essa parceria, desde o tempo em que Cid G0mes e Roberto Cláudio estavam no PSB, foi cantada em verso e prosa desde o primeiro mandato da petista. Não seria essa comunhão a razão maior para o eleitor mantê-los no poder?

Portanto, se existe um culpado pelo atraso, é a aliança política da qual souberam se beneficiar eleitoralmente PT e Pros, cada um a seu tempo.

Não é o caso de isentar a gestão passada. Pelo contrário. O prefeito tem razão quando deixa a entender que Luizianne tem grande parcela de culpa por essa situação vexatória. Mas não pode, de maneira alguma, descolar seu grupo político de uma gestão que foi eleita e reeleita com apoio de seu grupo político.

Padrão Fifa…

Na Matriz de Responsabilidades para as obras da Copa no Ceará, não apenas as que estão a cargo do município estão atrasadas. As federais também estão (a reforma do aeroporto, por exemplo). E as estaduais não estão garantidas.

O Castelão, em Fortaleza, foi o primeiro estádio para a competição a ficar pronto, antes mesmo do prazo previsto. Na ocasião, os responsáveis não cansaram de celebrar a própria competência.

Infelizmente, o que foi vendido como um modelo administrativo “padrão Fifa” não passou de um ponto fora da curva. O que tem predominado é a constante corrida contra o tempo, algo que não combina com a conversa de planejamento, eficiência, compromisso etc., etc.

Na hora de assumir a responsabilidade por esses atrasos, ninguém aparece. A Copa nem começou, mas o jogo de empurra está em pleno andamento.

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O IPTU e a guerrinha dos fantoches

Por Wanfil em Política

08 de Janeiro de 2014

A vontade dos fantoche está na mão que o sustenta e conduz.

A vontade de um fantoche está na mão de quem o conduz. Qualquer semelhança com o impasse sobre o IPTU de Fortaleza, não é mera coincidência.

O aumento do IPTU em Fortaleza continua dando o que falar. Com os ânimos exaltados, o presidente do PT municipal, Elmano de Freitas, e o prefeito Roberto Cláudio (PROS), andaram trocando farpas pela imprensa. Na verdade – e isso não é segredo –, o caso é mais um capítulo do novelesco rompimento entre a ex-prefeita Luizianne Lins e o governador Cid Gomes. É pessoal, nada mais. Os comandados apenas refletem o comando.

Não existem aí questões de fundo norteando um debate mais profundo sobre a cidade, muito menos alguma incompatibilidade programática, ética ou ideológica entre as partes. Tanto é que o PT e o Pros são aliados nos governos estadual e federal.

A questão do IPTU pode ser reveladora sobre a natureza de um projeto político-administrativo para um município. Mas aqui, infelizmente, é reduzida às conveniências de cada um. Para a gestão, é instrumento de financiamento da máquina e de promessas feitas nas eleições passadas (a promessa de hoje é o imposto de amanhã, diz o ditado); para os opositores da hora, não passa de oportunidade para desgastar o governo.

Assim, esses grupos mobilizam suas forças – e agora a Justiça –, em razão de antipatias e ressentimentos entre Cid e Luizianne.

O episódio serve, desde já, para ilustrar como seria um eventual rompimento entre o Pros e o PMDB de Eunício Oliveira, que afirma ser candidato ao governo estadual queira Cid ou não, apesar de ter apadrinhados na gestão. Os aliados de hoje queimariam então suas juras de lealdade na fogueira das vaidades e no calor da disputa do poder pelo poder.

Essas divergências mostram a falta que faz uma oposição forte, pois sem alternativas para o eleitor, os que estão no poder se acomodam e terminam consumidos por disputas internas, mas que em nada divergem substancialmente. Desnudam também uma realidade em que projetos  pessoais acabam prevalecendo sobre a discussão de ideias e a definição de rumos para o Ceará.

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Ibope mostra que a gestão Roberto Cláudio já nasceu velha

Por Wanfil em Pesquisa

18 de dezembro de 2013

Antes de completar um ano, a gestão de Roberto Cláudio em Fortaleza mostra sinais de fadiga e desgaste. Pelo menos é o que indica a pesquisa Ibope/CNI, em que a administração é reprovada por nada menos do que 42% dos entrevistados (12% de ruim somado a um impressionante 30% de péssimo). Para 29% o governo municipal é apenas regular e 24% o aprovam (mirrados 2% de ótimo e 22% de bom).

Quando digo fadiga, não falo da operacionalidade ou da disposição do prefeito, mas das imagens, da gestão e do gestor, que são projetadas para o público.

Via de regra, é raro ver administrações novas com elevada rejeição, sem que para isso tenham ocorridos escândalos ou crises muito graves. Roberto Cláudio foi eleito em segundo turno com 53% dos votos. O resultado apertado, por si só, já garante que boa parte do eleitorado, algo perto da metade, não é entusiasta do prefeito.

Mesmo assim, tradicionalmente os recém-empossados contam com a boa vontade da opinião pública, que precisa de tempo para avaliar o novo governo, ainda em formação.

Minha hipótese para explicar a impaciência dos habitantes de Fortaleza é uma soma de fatores que reúne fatos que antecedem a própria gestão, problemas de comunicação e erros administrativos e políticos.

Herança maldita

Aos olhos do público, tanto Roberto Cláudio quanto seu adversário nas eleições passadas, Elmano de Freitas, nunca passaram de prepostos do governador Cid Gomes e da ex-prefeita Luizinne Lins.

Nessa condição, qualquer dos dois acabaria herdando o desgaste acumulado em duas gestões de seus padrinhos políticos. A gestão, inevitavelmente, nasceria velha, com o peso das lideranças que representam, sem o frescor da renovação genuína, mas como continuísmo de modelos cansados.

Como quem venceu foi RC, é importante anotar que seu fiador, o governo do Estado, conta com a aprovação de apenas 38% dos cearenses.

Imagem atrelada

Outro fator é que, mesmo depois de eleito, Roberto Cláudio optou por manter uma imagem muito atrelada a do governador. Até as agências de propaganda são as mesmas. Fica confuso.

Por vezes, em eventos oficiais, o prefeito mais parece um secretário estadual. Não por acaso Dilma erra o nome de RC.

Polêmicas

É claro que a gestão municipal cometeu seus próprios erros, como nas polêmicas das creches em tempo integral, do aumento do IPTU e do impasse no Parque do Cocó. Nem entro no mérito desses casos, mas na forma como foram travadas as disputas em torno deles.

A prefeitura tem contra si a oposição do PT de Fortaleza, liderado por Luizianne. Não é pouca coisa e certamente isso tem boa influência nos 30% que consideram a gestão péssima, chamada por publicitários de “opinião cristalizada”, contra a qual não adianta argumentar.

A saída

O maior recado da pesquisa é que a nova gestão precisa ter uma imagem própria. Não se trata de rompimento com o governo do estado, não é isso, mas de ter, ou de pelo menos de tentar transparecer, autonomia.

Fazer isso sem melindrar seus aliados é o desafio.

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IPTU maquiavélico em Fortaleza

Por Wanfil em Fortaleza

04 de dezembro de 2013

Maquiavel, autor de O Príncipe: "É preciso fazer todo o mal de uma só vez (...) e o bem pouco a pouco". Retrato em óleo pintado por Santi di Tito, em 1500.

Maquiavel, autor de O Príncipe: “É preciso fazer todo o mal de uma só vez (…) e o bem pouco a pouco”. Retrato em óleo pintado por Santi di Tito, em 1500.

A Prefeitura de Fortaleza enviou para a Câmara Municipal projeto que propõe um reajuste escalonado em três faixas para a cobrança do IPTU em 2014. Imóveis residenciais até RS 52.700 ficam isentos; entre esse valor e R$ 58.500, o aumento será de 17,5%; a partir daí até o valor de R$ 210,600, será de 22,5%; acima disso, o reajuste chega aos 35%.

Essa escala progressiva reflete a ideia de que é preciso cobrar mais dos mais ricos e menos dos mais pobres. Em tese, é justo. Mas ocorre que no mundo real, as coisas não são bem assim preto no branco. Vejamos o reajuste mais baixo, de 17,5%. É um índice pesadíssimo. Tanto é verdade, que na hora de negociar reajustes salariais para os servidores municipais, a hipótese de discutir dois dígitos para o cálculo da folha nem sequer é considerada. Imagine então 22,5% ou 35%. É um despropósito, um abuso.

Vale lembrar ainda que imóveis não residenciais terão todos reajuste de 35%, de modo linear. Pode ser o grande ou o pequeno estabelecimento comercial. É óbvio que custo será repassado para os consumidores, encarecendo produtos e serviços. No fim, até que é isento acabará pagando, de forma indireta, o aumento.

É preciso ter em conta o IPTU não deve servir de medir supostas evoluções na renda das pessoas. Ter um imóvel valorizado durante um ano não significa necessariamente, aumento salarial. Pelo contrário, com o mercado imobiliário aquecido, é comum que o preço dos imóveis suba em ritmo bem superior aos salários.

A busca de compensar alguma eventual desfasagem ou necessidade de caixa, nesse caso, é de tal forma exagerada que acaba por invalidar o benefício apregoado com a escala proposta, que não passa mesmo, no final das contas, de populismo fiscal, de uma camuflagem travestida de consciência social para disfarçar um agressão aos contribuintes.

Para aumentar impostos com esse apetite, é preciso antes ter a autoridade moral de quem primeiro se esforça para cortar os próprios gastos. Onde foi que a prefeitura reduziu custos? Não havia nada a fazer nesse sentido? O fato é que para arcar com a gastança do poder público, famílias serão obrigadas a fazer mais sacrifícios, sem o devido retorno em serviços de qualidade.

O prefeito Roberto Cláudio recentemente acenou com a possibilidade de regulamentar mais uma taxa, a chamada contribuição de melhoria. Dias depois propõe um aumento pesado no valor do IPTU. Por que não reajustar um pouco mais a cada ano, fortalecendo gradualmente a arrecadação, ao invés de querer tirar tudo o que pode de uma vez só?

A prefeitura cumpre, talvez sem saber disso, o conselho de Nicolau Maquiavel: “É preciso fazer todo o mal de uma só vez a fim de que, provado em menos tempo, pareça menos amargo, e o bem pouco a pouco, a fim de que seja mais bem saboreado”. Ou sejam, o público tende a esquecer a dor que passa e a se manter grato satisfeito com o agrado que dura no tempo.

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Acabou agosto, mas não o desgosto

Por Wanfil em Ceará, Política

02 de setembro de 2013

Dizem que agosto é o mês do desgosto. Pode ser injustiça, superstição, não sei. O fato é que agosto de 2013 foi especialmente negativo quando o assunto é política, particularmente para o governador do Ceará, Cid Gomes, para o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, e principalmente para o cidadão, coitado, que sempre arca com os prejuízos.

De memória, cito alguns casos que marcaram o mês.

Acquário Ceará – as obras, tocadas pela Secretaria de Turismo do Ceará foram paralisadas devido a suspeitas de irregularidades na licitação, entre as quais, a de direcionamento do contrato para uma empresa norte-americana;

Convênios da Sesporte – O Ministério Público de Contas denunciou a Secretaria de Esportes do Estado por causa de convênios com empresas fantasmas, algo semelhante com o que ocorreu no famigerado “escândalo dos banheiros”;

Socialismo caviar (buffet de luxo) – A revelação de gastos milionários com quitutes refinados para eventos do governo estadual mediante contratação de um buffet de luxo desgastou nacionalmente a imagem da gestão;

Helicópteros sem licitação – Suspeitas levantada pela imprensa sobre a compra de helicópteros para a Secretaria da Ciência e Tecnologia sem licitação foi outro motivo de dor de cabeça para Cid Gomes;

Blitz no Detran – O Ministério Público estadual acusa o Detran de fraudar contratos com empresas prestadoras de serviços;

No Facebook – Em sua conta no Facebook, o governador cometeu duas, digamos assim, gafes: 1) anunciou o sorteio para um show da cantora Beyoncé, enquanto a população sofre com o descontrole da criminalidade; 2) postou foto em que parece cometer flagrante falta de trânsito. Os casos acabaram servindo de combustível nas redes para críticas ao estilo pessoal do gestor, quando não viraram motivo de chacota;

A novela do Parque do Cocó – A Prefeitura de Fortaleza viu agosto passar sem conseguir resolver o impasse do Parque Cocó. Foram quatro semanas perdidas, consolidado a confusão jurídica e falta de autoridade como características negativas neste início da gestão do prefeito Roberto Cláudio;

Maus exemplos – O secretário da Educação do município, Ivo Gomes, ainda atrapalhou ao se expor em brigas pela internet, com uso de palavrões – recurso amplamente utilizado em debates na Assembleia Legislativa e na Câmara de Fortaleza nos últimos 30 dias;

Patrocínio da impunidade – Como se não bastasse, o povo testemunhou os desavergonhados arquivamentos dos pedidos de cassação do vereador Leonelzinho Alencar, em Fortaleza, e do deputado federal Natan Donadon, em Brasília, com direito a ausência de sete parlamentares do Ceará na votação.

Em defesa do calendário

Em defesa do mês de agosto, diga-se que é muita corrupção e impunidade para se distribuir pelo calendário do ano. Nesse caso, o desgosto não se limita a um único mês. As datas, afinal, são meras convenções que existem independente das deliberações humanas.

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Cid fala sobre ações da prefeitura e Roberto Cláudio defende governo estadual: senhores, cada um no seu quadrado!

Por Wanfil em Ceará, Fortaleza

21 de agosto de 2013

Em entrevista concedida à rádio Tribuna Bandnews, o prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio falou sobre a polêmica dos viadutos do parque do Cocó.

Roberto Cláudio disse que o movimento contra a obra tem direcionamento político e ressaltou que aceita as divergências como parte da democracia, mas advertiu que a legalidade deve ser respeitada por todos. Enfim, mais do mesmo, nessa história que já ficou cansativa.

A novidade foi a defesa que o prefeito fez dos gastos milionários do governo estadual com a contratação de um buffet para eventos. Fugindo ao seu estilo, Roberto Cláudio classificou de maldade os questionamentos nesse episódio.

Digo novidade no sentido de ver o prefeito tratando sobre temas que dizem respeito à esfera estadual e fazendo ainda, juízo de valor sobre a ação de opositores na Assembleia Legislativa.

Nesse sentido, ele imita o governador Cid Gomes, que vez por outra interfere em temas exclusivamente municipais, inclusive no caso dos tais viadutos.

Entende-se que sejam aliados, mas é preciso delimitar o campo de atuação de cada um, para evitar confusão. Numa gestão, não há espaço para dois líderes, assim como numa aeronave não é possível dois comandantes. Sempre que as coisas se misturam, a duplicidade prevalece e as equipes perdem a referência. Cedo ou tarde, as contradições aparecem.

Sem contar que, quando se trata de uma parceria entre padrinho e apadrinhado, fica aquela impressão de um manda e o outro se esforça para agradar. Como diz aquela música horrível, “cada um no seu quadrado”.

Ademais, voltando à fala de Roberto Cláudio, não fica claro onde estaria a maldade no caso do contrato com o buffet de luxo. Que mal há em um parlamentar pedir detalhamento desses gastos?

Nesses casos, não existindo problemas e sendo tudo tão natural quanto diz o prefeito, o melhor a se fazer é colocar tudo em pratos limpos. Se não há o eu temer, o certo seria agradecer à oposição pela a oportunidade de mostrar o quão correto é o governo. Tanto barulho assim dá até pra desconfiar.

Esta foi meu comentário desta quarta-feira na Tribuna Bandnews

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Dilma no Ceará: Ô memória traiçoeira!

Por Wanfil em Ceará

19 de julho de 2013

Cid e Dilma em mais uma inauguração do Metrô de Fortaleza. À direita, quase fora do enquadramento, o prefeito Roberto Cláudio. Foto: Ricardo Stucker/PR/Agência Brasil

Cid e Dilma em mais uma inauguração do Metrô de Fortaleza. À direita, quase fora do enquadramento, o prefeito Roberto Cláudio. Foto: Ricardo Stucker/PR/Agência Brasil

Dilma Rousseff foi traída pela memória durante evento oficial realizado no Ceará nesta quinta-feira. A presidente esqueceu o nome do prefeito Roberto Cláudio, quando discursava na cerimônia de inauguração, em caráter experimental, de duas estações da Linha Sul do Metrô de Fortaleza, o metrô mais inaugurado do Brasil, embora ainda não funcione pra valer.

Tudo bem, exagerar sobre isso é bobagem. Quem nunca passou por uma situação dessas? Mas, aproveitando a deixa, esse não foi o único ‘esquecimento’ que marcou a visita presidencial. Na verdade, esse foi o menor deles.

Outros ‘esquecimentos’

Os deputados estaduais esqueceram de aproveitar a oportunidade para cobrar a refinaria prometida por Dilma, como fazem em propaganda paga, quando ela está longe. Tudo bem, o dia era de festa e se a refinaria não veio até agora, não valia estragar a visita com esse negócio de cobranças. Talvez por isso, por esse espírito de congraçamento entre políticos, algumas autoridades se viram obrigadas a deixar o local por saídas laterais, esquecidos dos manifestantes que protestavam do lado de fora.

Dilma, José Guimarães, Cid Gomes e, mais atrás, Roberto Cláudio. Foto: Ricardo Stucker/PR/Agência Brasil

Dilma, José Guimarães, Cid Gomes e, mais atrás, Roberto Cláudio. Para quem gosta de semiótica, a imagem diz muito sobre a gafe de Dilma no evento. Foto: Ricardo Stucker/PR/Agência Brasil

O cerimonial da Presidência esqueceu ainda de chamar alguns aliados para a inauguração, como o ex-ministro Ciro Gomes, a ex-prefeita Luizianne Lins ou o senador Eunício Oliveira. Ou então foram eles que esqueceram de ir… De qualquer forma, as ausências de figuras que ainda causam dúvidas sobre o futuro, mostram que de uma coisa ninguém esquece: as eleições do ano que vem.

No evento, vale destacar, estavam presentes o governador Cid Gomes, claro, e o deputado federal Eudes Xavier. Certamente esqueceram que os dois trocaram acusações mútuas de espionagem recentemente.

Na ocasião, Dilma assinou uma ordem de serviço para a construção do Cinturão das Águas, obra que, de acordo com a promessa, deverá resolver o problema de abastecimento d’água no estado. Parece que a presidente esqueceu que, para o Cinturão funcionar, é preciso antes concluir a transposição do Rio São Francisco.

Ô memória traiçoeira!

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Dilma para Roberto Cláudio: “Olha aqui, meu filho!”

Por Wanfil em Brasil, Política

25 de junho de 2013

Governadores e prefeitos reunidos com a presidente. Muita pose e pouca ação. Divulgação.

Governadores e prefeitos reunidos com a presidente. Muita pose e pouca ação. Divulgação.

O jornal O Globo publicou matéria sobre os bastidores da reunião entre a presidente Dilma, governadores e prefeitos, realizada na segunda-feira, por um pacto de melhoria dos serviços público. Segue em azul reprodução de trecho em que o prefeito de Fortaleza é citado (grifos meus):

Quando o prefeito de Fortaleza, Roberto Claudio (PSB), reclamou da dificuldade de os municípios reduzirem as tarifas de ônibus, foi enquadrado com muita irritação por Dilma.

Olha aqui, meu filho! Eu conheço muito bem todos esses números! — interrompeu a presidente, de dedo em riste na direção do prefeito.

Comentário

Que dias confusos. Um pacto não pode ser imposto com irritação, apesar da gravidade do momento. Trata-se, pois, de um acordo. Roberto Cláudio não merecia ser tratado, pelo que se lê, como um subalterno inconveniente, um intrometido que não sabe o próprio lugar.

Além de sujeito cordado e educado, o prefeito é também uma figura institucional. Não pode ser levado na base do “meu filho”, especialmente em encontro oficial. Ali, na condição de autoridade constituída, Roberto Cláudio representa não um aliado qualquer, mas o povo de Fortaleza. Respeito no trato é o mínimo que se espera de outra autoridade, especialmente de uma que está em apuros. Ainda que as circunstâncias do momento possam servir de atenuante, não justificam a deselegância.

Dilma merecia ouvir, em resposta, a seguinte constatação: “Presidente, se a senhora sabe de tudo, não precisamos estar aqui. Com todo o respeito, tenho muito trabalho a fazer na minha cidade”. Mas isso falo eu, que não devo nada a Sua Excelência, que escrevo movido pelo orgulho ferido de cidadão indignado com o descaso e o desdém com os quais o Ceará vem sendo tratado nos últimos anos, na base de promessas que nunca são cumpridas, como a refinaria, afinal, o voto aqui é fácil.

Por outro lado, é bem verdade que quem muito se sujeita, acaba menosprezado. E isso explica, em parte, a postura da presidente. Como se diz por aí, é o encontro da fome com a vontade de comer.

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Dilma para Roberto Cláudio: “Olha aqui, meu filho!”

Por Wanfil em Brasil, Política

25 de junho de 2013

Governadores e prefeitos reunidos com a presidente. Muita pose e pouca ação. Divulgação.

Governadores e prefeitos reunidos com a presidente. Muita pose e pouca ação. Divulgação.

O jornal O Globo publicou matéria sobre os bastidores da reunião entre a presidente Dilma, governadores e prefeitos, realizada na segunda-feira, por um pacto de melhoria dos serviços público. Segue em azul reprodução de trecho em que o prefeito de Fortaleza é citado (grifos meus):

Quando o prefeito de Fortaleza, Roberto Claudio (PSB), reclamou da dificuldade de os municípios reduzirem as tarifas de ônibus, foi enquadrado com muita irritação por Dilma.

Olha aqui, meu filho! Eu conheço muito bem todos esses números! — interrompeu a presidente, de dedo em riste na direção do prefeito.

Comentário

Que dias confusos. Um pacto não pode ser imposto com irritação, apesar da gravidade do momento. Trata-se, pois, de um acordo. Roberto Cláudio não merecia ser tratado, pelo que se lê, como um subalterno inconveniente, um intrometido que não sabe o próprio lugar.

Além de sujeito cordado e educado, o prefeito é também uma figura institucional. Não pode ser levado na base do “meu filho”, especialmente em encontro oficial. Ali, na condição de autoridade constituída, Roberto Cláudio representa não um aliado qualquer, mas o povo de Fortaleza. Respeito no trato é o mínimo que se espera de outra autoridade, especialmente de uma que está em apuros. Ainda que as circunstâncias do momento possam servir de atenuante, não justificam a deselegância.

Dilma merecia ouvir, em resposta, a seguinte constatação: “Presidente, se a senhora sabe de tudo, não precisamos estar aqui. Com todo o respeito, tenho muito trabalho a fazer na minha cidade”. Mas isso falo eu, que não devo nada a Sua Excelência, que escrevo movido pelo orgulho ferido de cidadão indignado com o descaso e o desdém com os quais o Ceará vem sendo tratado nos últimos anos, na base de promessas que nunca são cumpridas, como a refinaria, afinal, o voto aqui é fácil.

Por outro lado, é bem verdade que quem muito se sujeita, acaba menosprezado. E isso explica, em parte, a postura da presidente. Como se diz por aí, é o encontro da fome com a vontade de comer.