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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

reforma administrativa

Reforma administrativa no Ceará: sem a crise, não existiria

Por Wanfil em Ceará

31 de Março de 2017

A reforma administrativa aprovada pela Assembleia Legislativa, de autoria do governo estadual, corta secretarias e reduz nada menos que 25% dos cargos comissionados. Foram riscados do mapa a Secretaria de Relações Institucionais e Já o Instituto de Desenvolvimento das Cidades (Ideci). Casa Militar e o Conselho Estadual de Educação perderam a condição de secretarias, sendo incorporadas pelo Gabinete do Governador.

O objetivo, segundo o governo, é aliar maior eficiência com economia de recursos. Não deixa de ser, também, a admissão tímida de que existiam enormes folgas na máquina pública cearense comprometendo a eficácia da gestão. Folgas deliberadamente criadas para acomodar aliados na locomotiva governista.

O ajuste, portanto, é positivo, mas infelizmente não resulta de uma nova base conceitual sobre a estrutura administrativa. no fundo, a mudança foi impelida pela necessidade de respostas à crise econômica (sem isso, tudo seguiria como estava, com possibilidade de aumento nos desperdícios). É adaptação com vistas à sobrevivência. Ou como dizia minha vó, a dor ensina a gemer.

De todo modo, a mudança é bem-vinda, afinal, descarta excessos que simplesmente não deveriam existir. Poderia, na verdade, ter sido maior. Poderia ainda servir de exemplo para o Judiciário e o Legislativo estaduais.

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Reforma administrativa no Ceará: sem a crise, não existiria

Por Wanfil em Ceará

31 de Março de 2017

A reforma administrativa aprovada pela Assembleia Legislativa, de autoria do governo estadual, corta secretarias e reduz nada menos que 25% dos cargos comissionados. Foram riscados do mapa a Secretaria de Relações Institucionais e Já o Instituto de Desenvolvimento das Cidades (Ideci). Casa Militar e o Conselho Estadual de Educação perderam a condição de secretarias, sendo incorporadas pelo Gabinete do Governador.

O objetivo, segundo o governo, é aliar maior eficiência com economia de recursos. Não deixa de ser, também, a admissão tímida de que existiam enormes folgas na máquina pública cearense comprometendo a eficácia da gestão. Folgas deliberadamente criadas para acomodar aliados na locomotiva governista.

O ajuste, portanto, é positivo, mas infelizmente não resulta de uma nova base conceitual sobre a estrutura administrativa. no fundo, a mudança foi impelida pela necessidade de respostas à crise econômica (sem isso, tudo seguiria como estava, com possibilidade de aumento nos desperdícios). É adaptação com vistas à sobrevivência. Ou como dizia minha vó, a dor ensina a gemer.

De todo modo, a mudança é bem-vinda, afinal, descarta excessos que simplesmente não deveriam existir. Poderia, na verdade, ter sido maior. Poderia ainda servir de exemplo para o Judiciário e o Legislativo estaduais.