Quixeramobim Archives - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Quixeramobim

Rachel Marques, não seja pessimista!

Por Wanfil em Política

09 de junho de 2016

O site da Assembleia Legislativa informa que a deputada estadual Rachel Marques (PT) cobrou, nesta quinta, “que não haja retrocesso do Governo Federal em relação à criação de faculdade de Medicina no município de Quixadá”.

A parlamentar cumpre seu papel de oposição ao governo interino. Nada contra. É preciso apenas não confundir promessa com obra em andamento ou concluída. Basta lembrar a refinaria da Petrobras, que teve até lançamento de pedra fundamental. Em 2014, ano da reeleição de Dilma, a deputada Rachel Marques garantia que a refinaria seria construída, pois o empreendimento constava na carteira de projetos em licitação da estatal. E criticava quem cobrava a demora no início das obras: “É lamentável, há gente que fica trabalhando no pessimismo”. Deu no que deu.

No caso da faculdade de medicina em Quixeramobim, anunciado pelo então ministro da Educação Aloísio Mercadante  às vésperas do impeachment de Dilma, é fundamental cobrar do governo interino não a execução da obra às cegas, mas a transparência na informação sobre a existência ou não de previsão orçamentária e de dinheiro em caixa para sua realização. Se houver, que seja construída; se não, tudo não terá passado, mais uma vez, de promessa inconsequente.

Sejamos otimistas.

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Incoerências e contradições

Por Wanfil em Política

09 de junho de 2016

No Brasil em geral e no Ceará em particular, o que não falta nos dias de hoje são incoerências e contradições. É só passar a vista no noticiário ou puxar pela memória que facilmente elas aparecem.

1) Enquanto a tocha olímpica passeia pelo Ceará iluminando os jogos do RJ que custarão R$ 39 bilhões aos brasileiros, o Ministério da Integração Nacional apresenta novo cronograma para a transposição do São Francisco, atrasada por falta de pagamento no governo Dilma Rousseff;

2) Construímos um estádio de R$ 518 milhões e nossos principais times de futebol continuam nas séries B e C do campeonato brasileiro;

3) Segundo o IBGE, a produção industrial no Ceará despencou 9,3% nos últimos 12 meses e Fortaleza tem a maior inflação do País. Mesmo assim, o governador Camilo Santana, o prefeito Roberto Cláudio querem a volta de Dilma Rousseff;

4) De acordo com o Ministério Público Federal, os municípios do Ceará estão na oitava posição no ranking dos portais da transparência, ao mesmo tempo em que conseguem ficar nas primeiras posições em fraudes no Bolsa Família;

5) O hospital regional de Quixeramobim não funciona por falta de verbas de custeio e os governos estadual e da capital anunciam a construção de um novo hospital.

Por essas e outras é que a classe política conseguiu ter a mesma credibilidade de contrabandistas paraguaios, aqueles que nas piadas garantem a qualidade dos seus empreendimentos e produtos dizendo: “la garantia soy yo“. Quem é que confia?

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Quixeramobim sem água e sem obras: retrato do “novo Ceará”

Por Wanfil em Ceará

22 de setembro de 2015

AS promessas de salto para o novo Ceará, assim como o açude Quixeramobim, secaram. Foto: Jamandsa, moradora de Quixeramobim

As promessas de salto para o novo Ceará, assim como o açude Quixeramobim, secaram. Foto: Jamandsa, moradora de Quixeramobim

Os açudes que abastecem Quixeramobim, no Sertão Central do Ceará, secaram. Seus habitantes agora dependem integralmente dos carros-pipa ou da compra de água engarrafada.

No dia 13 de junho passado, durante os festejos de Santo Antônio, o governador Camilo Santana (PT), anunciou uma nova adutora para a cidade que traria, até o final do ano, água do açude Pedras Brancas, na vizinha Quixadá. Nesse mesmo dia o governador visitou as instalações do Hospital Regional do Sertão Central, construído em Quixeramobim, onde garantiu que falaria com a presidente Dilma Rousseff (PT) para que a unidade, inaugurada por Cid Gomes (saindo do PROS para o PDT), mas que não funciona por falta de verbas, recebesse o reforço de recursos federais. As conversas com a presidente não renderam muita coisa, já que a prioridade do Planalto é evitar um processo de impeachment por fraudes fiscal e eleitoral.

Retrato
Apesar da expectativa, o hospital continua parado e a adutora, até o momento, nem sequer começou a ser construída. A seca não esperou até o final do ano. Quixeramobim é o retrato do “novo Ceará” prometido à população nas últimas três eleições nacionais, estaduais e municipais.

Ninguém é culpado pela seca, evidente, mas também é óbvio que se trata de fenômeno recorrente no Nordeste. Surpresa, portanto, é que não é. Aliás, indo mais além, as autoridades sempre souberam da gravidade da atual estiagem, mas preferiram passar os últimos três anos dizendo que tudo estava sob controle, enquanto as reservas hídricas caíam drasticamente, irresponsabilidade semelhante a que aconteceu em São Paulo, do governador Geraldo Alckmin (PSDB), com o agravante de que lá seca é incomum.

E que ninguém se engane: a região metropolitana de Fortaleza segue o mesmo roteiro de imprevidência, com risco no abastecimento a partir do próximo ano, mas pouco se fala sobre o assunto. Nada de racionamento ou de campanhas pesadas contra o desperdício.

Imprevidência
Em outros municípios cearenses, adutoras foram construídas antes de a água acabar, mas tudo feito às pressas, tanto que algumas apresentam problemas constantes. Diante disso, é de se esperar, por pudor, que nenhum gestor federal, estadual ou municipal venha posar de herói por ações emergenciais, porque seca não é desastre repentino. Correr agora para contratar mais carros-pipa ou construir mais adutoras, é prova material da imprevidência dos que tinham que ter atuado antes e não o fizeram.

Pagar o pato
Quando as autoridades dizem que o problema é a falta de dinheiro para esconder a própria incompetência ou a incompetência de seus antecessores e aliados, dizendo ainda que a solução é aumento de impostos, lembre-se desses vídeos, feitos para a campanha “Eu não vou pagar o pato”, da Fiesp. Não esbarramos na crise por acaso. Fomos conduzidos a ela por esses governantes, que pedem que os prejudicados paguem o pato.

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Quixeramobim sem água e sem obras: retrato do “novo Ceará”

Por Wanfil em Ceará

22 de setembro de 2015

AS promessas de salto para o novo Ceará, assim como o açude Quixeramobim, secaram. Foto: Jamandsa, moradora de Quixeramobim

As promessas de salto para o novo Ceará, assim como o açude Quixeramobim, secaram. Foto: Jamandsa, moradora de Quixeramobim

Os açudes que abastecem Quixeramobim, no Sertão Central do Ceará, secaram. Seus habitantes agora dependem integralmente dos carros-pipa ou da compra de água engarrafada.

No dia 13 de junho passado, durante os festejos de Santo Antônio, o governador Camilo Santana (PT), anunciou uma nova adutora para a cidade que traria, até o final do ano, água do açude Pedras Brancas, na vizinha Quixadá. Nesse mesmo dia o governador visitou as instalações do Hospital Regional do Sertão Central, construído em Quixeramobim, onde garantiu que falaria com a presidente Dilma Rousseff (PT) para que a unidade, inaugurada por Cid Gomes (saindo do PROS para o PDT), mas que não funciona por falta de verbas, recebesse o reforço de recursos federais. As conversas com a presidente não renderam muita coisa, já que a prioridade do Planalto é evitar um processo de impeachment por fraudes fiscal e eleitoral.

Retrato
Apesar da expectativa, o hospital continua parado e a adutora, até o momento, nem sequer começou a ser construída. A seca não esperou até o final do ano. Quixeramobim é o retrato do “novo Ceará” prometido à população nas últimas três eleições nacionais, estaduais e municipais.

Ninguém é culpado pela seca, evidente, mas também é óbvio que se trata de fenômeno recorrente no Nordeste. Surpresa, portanto, é que não é. Aliás, indo mais além, as autoridades sempre souberam da gravidade da atual estiagem, mas preferiram passar os últimos três anos dizendo que tudo estava sob controle, enquanto as reservas hídricas caíam drasticamente, irresponsabilidade semelhante a que aconteceu em São Paulo, do governador Geraldo Alckmin (PSDB), com o agravante de que lá seca é incomum.

E que ninguém se engane: a região metropolitana de Fortaleza segue o mesmo roteiro de imprevidência, com risco no abastecimento a partir do próximo ano, mas pouco se fala sobre o assunto. Nada de racionamento ou de campanhas pesadas contra o desperdício.

Imprevidência
Em outros municípios cearenses, adutoras foram construídas antes de a água acabar, mas tudo feito às pressas, tanto que algumas apresentam problemas constantes. Diante disso, é de se esperar, por pudor, que nenhum gestor federal, estadual ou municipal venha posar de herói por ações emergenciais, porque seca não é desastre repentino. Correr agora para contratar mais carros-pipa ou construir mais adutoras, é prova material da imprevidência dos que tinham que ter atuado antes e não o fizeram.

Pagar o pato
Quando as autoridades dizem que o problema é a falta de dinheiro para esconder a própria incompetência ou a incompetência de seus antecessores e aliados, dizendo ainda que a solução é aumento de impostos, lembre-se desses vídeos, feitos para a campanha “Eu não vou pagar o pato”, da Fiesp. Não esbarramos na crise por acaso. Fomos conduzidos a ela por esses governantes, que pedem que os prejudicados paguem o pato.