punição Archives - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

punição

E o escândalo da venda habeas corpus no TJCE? Periculum in mora, senhores juízes…

Por Wanfil em Judiciário

20 de Maio de 2014

No início do último mês de abril, o presidente do Tribunal de Justiça do Ceará, desembargador Luiz Gerardo Brígido, revelou que dois magistrados daquela Corte estavam sob investigação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), acusados de vender habeas corpus em plantões nos finais de semana. O esquema envolveria também advogados, mas até o momento, nenhum nome foi revelado ao distinto público. Abril acabou, maio já caminhando para o final e nada. Parece não haver urgência (pode ser efeito cultural da famosa morosidade dos processos judiciais). Ocorre que a denúncia do pecado sem a divulgação da identidade dos pecadores e a aplicação das devidas punições, o mal não foi expurgado.

Fica a impressão de que existe um limite de tolerância com a má conduta, mas que o rigor das medidas de correção é brando. Não se está aqui a diminuir o papel do desembargador Brígido. Pelo contrário. É raro ver um órgão de Justiça dar conhecimento de seus problemas internos, especialmente os de corrupção. Brígido prestou um grande favor à sociedade ao dar transparência àquilo o que já era objeto de especulação em diversas esferas sociais e que ainda corrói a autoridade de todo o Judiciário estadual.

Se o cidadão comum não sabe quem são os fraudadores do TJCE, entre os chamados “operadores do Direito” (expressão cafona, mas em voga) muito se fala sobre quem seriam os acusados. Na verdade, comenta-se que poderiam ser mais de dois… E que a venda de liminares não se restringiria, necessariamente, apenas aos plantões judiciários.

Fazer o quê? É o que dá esse clima de suspeição geral. Se a denúncia assustou os envolvidos, o segredo e a demora em dar um fim ao caso alimentam ainda mais os mecanismos da desconfiança generalizada, afinal, como se trata de um colegiado, todos os seus membros, por mais corretos, acabam encobertos, quando menos, pela sombra da omissão. Como diz o ditado, basta uma maçã podre para estragar toda a cestada.

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Torcedor baderneiro precisa é de punição pesada

Por Wanfil em Segurança

14 de Maio de 2012

Torcedores usam pedras e rojões em briga registrada próximo ao terminal da Parangaba. Imagem: TV Jangadeiro

É sempre assim. Arruaceiros protagonizam espetáculos de baderna e violência nas ruas, assustando e até afastando pessoas de bem dos grandes jogos de futebol. O pior é que tudo se repete clássico após clássico, como bem reportagem do programa Barra Pesada, da TV Jangadeiro. Não adianta autoridades anunciarem mais policiamento. Não adianta jogadores, jornalistas e celebridades pedirem paz nos estádios. Os marginais não se sensibilizam com nada disso.

O esporte tem enorme capacidade de promover integração social, não obstante o surgimento de algumas rivalidades. Tudo saudável. No entanto, o fanatismo de alguns pode gerar um subproduto: os bandos de arruaceiros, geralmente abrigado dentro de torcidas organizadas. Como evitar que esses poucos atrapalhem a maioria?

Juventude mimada

Invariavelmente os grupos de baderneiros é composto por maioria de jovens. Não é por acaso. Temos uma juventude mimada no Brasil, que cresceu acreditando ter direitos e mais direitos, sem arcar com nenhuma obrigação. Se reprovam na escola, a culpa é dos professores; se não conseguem socializa-se, a culpa é dos pais; se roubam, a culpa é da publicidade que lhes alimenta o desejo de consumir; se não conseguem emprego, a culpa é do capitalismo; se brigam nos estádios, a culpa é falta de políticas públicas de lazer para a juventude. A responsabilidades pelos atos do jovem só nunca é imputada ao próprio indivíduo e seu livre arbítrio.

O marmanjo de 17 anos que apedreja um coletivo se sente algo entre uma vítima que reaje ao mundo que lhe parece opressor, e um herói destemido que luta em nome de uma causa sem nome e inimigos imaginários.

Impunidade

No fundo, sabem que não terão que arcar com o que fazem. Sabem que na hora de prestar contas sobre os seus atos serão tratados como coitados incapazes de compreender o que fizeram. Contam com a complacência do progressismo bacana que tudo entende. Pedir cadeia para esses jovens é ser reacionário. Quem disser que punição severa para baderneiros, com proibição de frequentar estádios e multas pesadas, é ação didática que serve de exemplo para que outros vândalos não façam o mesmo, será acusado de incitar, vejam só, a violência. E ai do policial que prender um membro dessas torcidas. Será suspenso por truculência.

A melhor forma de evitar novas cenas de violência patrocinadas por esses jovens mimados é cobrar das autoridades tolerância zero com esses sujeitos. Quantos foram presos? Onde estão agora? Poderão voltar ao estádio no próximo jogo? A resposta é a seguinte: todos estão soltos e assistem jogos quando quiserem – e como quiserem. Enquanto for assim, não adianta pedir bons modos aos violentos.

Confira o vídeo

 

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Torcedor baderneiro precisa é de punição pesada

Por Wanfil em Segurança

14 de Maio de 2012

Torcedores usam pedras e rojões em briga registrada próximo ao terminal da Parangaba. Imagem: TV Jangadeiro

É sempre assim. Arruaceiros protagonizam espetáculos de baderna e violência nas ruas, assustando e até afastando pessoas de bem dos grandes jogos de futebol. O pior é que tudo se repete clássico após clássico, como bem reportagem do programa Barra Pesada, da TV Jangadeiro. Não adianta autoridades anunciarem mais policiamento. Não adianta jogadores, jornalistas e celebridades pedirem paz nos estádios. Os marginais não se sensibilizam com nada disso.

O esporte tem enorme capacidade de promover integração social, não obstante o surgimento de algumas rivalidades. Tudo saudável. No entanto, o fanatismo de alguns pode gerar um subproduto: os bandos de arruaceiros, geralmente abrigado dentro de torcidas organizadas. Como evitar que esses poucos atrapalhem a maioria?

Juventude mimada

Invariavelmente os grupos de baderneiros é composto por maioria de jovens. Não é por acaso. Temos uma juventude mimada no Brasil, que cresceu acreditando ter direitos e mais direitos, sem arcar com nenhuma obrigação. Se reprovam na escola, a culpa é dos professores; se não conseguem socializa-se, a culpa é dos pais; se roubam, a culpa é da publicidade que lhes alimenta o desejo de consumir; se não conseguem emprego, a culpa é do capitalismo; se brigam nos estádios, a culpa é falta de políticas públicas de lazer para a juventude. A responsabilidades pelos atos do jovem só nunca é imputada ao próprio indivíduo e seu livre arbítrio.

O marmanjo de 17 anos que apedreja um coletivo se sente algo entre uma vítima que reaje ao mundo que lhe parece opressor, e um herói destemido que luta em nome de uma causa sem nome e inimigos imaginários.

Impunidade

No fundo, sabem que não terão que arcar com o que fazem. Sabem que na hora de prestar contas sobre os seus atos serão tratados como coitados incapazes de compreender o que fizeram. Contam com a complacência do progressismo bacana que tudo entende. Pedir cadeia para esses jovens é ser reacionário. Quem disser que punição severa para baderneiros, com proibição de frequentar estádios e multas pesadas, é ação didática que serve de exemplo para que outros vândalos não façam o mesmo, será acusado de incitar, vejam só, a violência. E ai do policial que prender um membro dessas torcidas. Será suspenso por truculência.

A melhor forma de evitar novas cenas de violência patrocinadas por esses jovens mimados é cobrar das autoridades tolerância zero com esses sujeitos. Quantos foram presos? Onde estão agora? Poderão voltar ao estádio no próximo jogo? A resposta é a seguinte: todos estão soltos e assistem jogos quando quiserem – e como quiserem. Enquanto for assim, não adianta pedir bons modos aos violentos.

Confira o vídeo