público Archives - Blog do Wanfil 
Publicidade

Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

público

Ex-ministro morou em casa paga pelo governo do Ceará: “Larguem o osso!”

Por Wanfil em Corrupção

23 de Março de 2015

No curto espaço de tempo em que ocupou o cargo de ministro da Educação, Cid Gomes morou numa casa alugada pelo governo do Ceará no Lago Sul, bairro nobre de Brasília, pelo valor de 15 mil reais por mês, fora despesas com manutenção e segurança, segundo reportagem da revista Época. Na edição desta segunda, o jornal O Povo mostra que a casa foi alugada em 2011 para servir como residência oficial de “Representação do Governo do Estado do Ceará” na capital federal.

Que mal há nisso?
A explicação seria a reforma no imóvel funcional destinado aos eventuais ocupantes da pasta. Não basta. Por que então o ministério não alugou outro imóvel? No fundo, somos tentados a compreender a situação. Tentações são assim, dissimuladas. Sabe como é, a casa já estava ali mesmo, sem ninguém morando, e o governador Camilo Santana, além de aliado, deve sua eleição ao seu antecessor. Que mal faria? Aparentemente, nenhum, mas ocorre que Cid não representava o Ceará em Brasília, mas sim o governo federal, responsável, portanto, pelos custos de sua estadia na cidade. Cada um no seu quadrado, diz a canção.

Caso algum outro cearense vá a capital do Brasil trabalhar poderá se hospedar na tal casa? Se fosse um político de oposição, teria o mesmo tratamento? Claro que, não! A hospedagem de Cid foi favor feito com dinheiro público aos amigos do poder, exemplo nada republicano. Aliás, tratar o público como privado – igual ao que já havia acontecido no caso do jatinho alugado para a famosa viagem à Europa com a sogra – infelizmente, é comum na tradição política nacional. É o famoso patrimonialismo, vício que está na raiz de nossa corrupção crônica.

Do ex-ministro ao ex-governador
Como todos sabem, Cid chamou o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, do PMDB, de achacador. Também desafiou rebeldes da base aliada a largarem o osso. O cidadão comum, gostou, é claro. Mas o que vem a ser esse osso? Ora, são as benesses oferecidas pelo governo a um partido em troca de apoio. Como políticos andam desacreditados, Cid surgiu após o episódio como no papel de defensor da moralidade na política. Muita gente nem percebeu que o até então ministro dizia a quem se vendeu, que entregasse a mercadoria ou fosse para a oposição.  Seus aliados locais foram às raias da histeria, sonhando até com uma candidatura presidencial. Menos de uma semana depois, a casa caiu.

Cid disse algumas verdades? Sim! E ouviu outras também, diga-se. Eles se conhecem. De todo modo, quanta ironia, com a revelação da moradia indevida, o recado do ex-ministro da Educação aos parlamentares cabe como uma luva para o ex-governador do Ceará e seus convidados reunidos no luxo da casa paga pelos contribuintes cearenses: “Larguem o osso!”

Publicidade

Paciência tem limite!

Por Wanfil em Tribuna Band News FM

25 de Abril de 2013

Agricultores bloqueiam diversas rodovias no Ceará para protestar contra a demora nas ações de combate à seca. No mérito da questão, fazem coro às reclamações feitas recentemente por empresários cearenses em uma carta para a presidente Dilma.

Em Fortaleza, motoristas e trocadores de ônibus paralisam terminais rodoviários em protesto contra a violência, depois que um motorista foi baleado no olho por um adolescente em mais um assalto.

Essas manifestações possuem um objetivo comum: exigir soluções para problemas gravíssimos e de conhecimento geral. Devem, ou deveriam, servir também de alerta aos gestores.

É que nos últimos anos, as únicas instâncias que cobravam isso ou aquilo do poder público eram o Ministério Público e a imprensa. Tanto que, não por acaso, projetos de lei que visam coibir a ação de ambos tramitam no Congresso Nacional.

Agora, setores da sociedade se organizam para fazer, eles próprios, essas cobranças que, aliás, são justíssimas. E não adianta culpar a oposição, porque essa, coitada, não consegue mobilizar ninguém mesmo. Também não adianta fingir que o problema não existe, pois isso apenas demonstraria que os responsáveis pela situação não sabem como resolvê-lo.

Os governos podem fazer muitas coisas, como estádios para copas, shows internacionais, promover torneios de luta e até construir hospitais, o que seja, mas tudo isso acaba menor quando a insegurança e a fome batem à porta das pessoas.

Propagandas e discursos podem até servir para ganhar algum tempo, mas os fatos, sempre os fatos, acabam se impondo. É quando a paciência do distinto público, não suportando mais tanta conversa para tão pouca ação, chega ao fim.

Ouça o áudio:

[haiku url=”http://tribunadoceara.uol.com.br/blogs/wanderley-filho/files/2013/04/POLITICA-WANDERLEYFILHO-25-04-13.mp3“]

Publicidade

Paciência tem limite!

Por Wanfil em Tribuna Band News FM

25 de Abril de 2013

Agricultores bloqueiam diversas rodovias no Ceará para protestar contra a demora nas ações de combate à seca. No mérito da questão, fazem coro às reclamações feitas recentemente por empresários cearenses em uma carta para a presidente Dilma.

Em Fortaleza, motoristas e trocadores de ônibus paralisam terminais rodoviários em protesto contra a violência, depois que um motorista foi baleado no olho por um adolescente em mais um assalto.

Essas manifestações possuem um objetivo comum: exigir soluções para problemas gravíssimos e de conhecimento geral. Devem, ou deveriam, servir também de alerta aos gestores.

É que nos últimos anos, as únicas instâncias que cobravam isso ou aquilo do poder público eram o Ministério Público e a imprensa. Tanto que, não por acaso, projetos de lei que visam coibir a ação de ambos tramitam no Congresso Nacional.

Agora, setores da sociedade se organizam para fazer, eles próprios, essas cobranças que, aliás, são justíssimas. E não adianta culpar a oposição, porque essa, coitada, não consegue mobilizar ninguém mesmo. Também não adianta fingir que o problema não existe, pois isso apenas demonstraria que os responsáveis pela situação não sabem como resolvê-lo.

Os governos podem fazer muitas coisas, como estádios para copas, shows internacionais, promover torneios de luta e até construir hospitais, o que seja, mas tudo isso acaba menor quando a insegurança e a fome batem à porta das pessoas.

Propagandas e discursos podem até servir para ganhar algum tempo, mas os fatos, sempre os fatos, acabam se impondo. É quando a paciência do distinto público, não suportando mais tanta conversa para tão pouca ação, chega ao fim.

Ouça o áudio:

[haiku url=”http://tribunadoceara.uol.com.br/blogs/wanderley-filho/files/2013/04/POLITICA-WANDERLEYFILHO-25-04-13.mp3“]