PT Archives - Página 3 de 17 - Blog do Wanfil 
Publicidade

Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

PT

Propaganda eleitoral: Camilo fala em “coragem” e General Theophilo em “autoridade”

Por Wanfil em Eleições 2018

03 de setembro de 2018

(FOTO: Reprodução)

Os primeiros programas eleitorais e inserções de rádio e televisão na campanha para o Governo do Ceará mostraram as linhas de comunicação preparadas por cada equipe.

Camilo Santana

Com mais tempo de propaganda (seis minutos), o programa de Camilo Santana (PT) conseguiu abordar um conjunt0 maior de mensagens. A estética é a mesma de outras campanhas, com grande (e cara) qualidade técnica.

Em relação ao texto, é possível destacar três pontos. Primeiro, a preocupação com o novo. Nesse ponto, uma afirmação é ressaltada: “Um novo Ceará está surgindo e talvez você não saiba”. Clara tentativa de anular o apelo por novidade, que poderia beneficiar a oposição, sobretudo nesse momento de desconfiança em relação aos políticos.

Segundo, o destaque conferido para a expressão “de mãos dadas” e para a palavra “união”, ressaltando o perfil conciliador do candidato e justificando, por tabela, o acordo que reúne ex-adversários e até partidos criticados pelo PT.

Terceiro, a ênfase no substantivo “coragem”, grifado diversas vezes no programa e nas inserções. Parece uma vacina para rebater as acusações de que faltaria coragem ao governo para combater as facções, em referência ao tema segurança pública. Essas não foram citadas no programa.

General Theophilo

Pela oposição, o General Theophilo (PSDB), com dois minutos de programa, optou por um misto entre a apresentação de sua história de vida (foco principal do material) e preocupação com saúde e segurança.

Sem ataques mais contundentes (para não antipatizar), o discurso procurou enfatizar a necessidade de um novo perfil de gestor, com mais “autoridade” e capacidade de “botar a casa em ordem”. As facções foram citadas como principal  problema a ser enfrentado na área de segurança.

Um segundo plano de mensagens foi trabalhado, sem menções diretas, buscando o eleitor que rejeita a hegemonia política dos Ferreira Gomes, que pode ser resumido no próprio nome da coligação da oposição: “Tá na hora de mudar”.

Ailton Lopes

O candidato Ailton Lopes, do PSOL, preferiu falar, nos seus 17 segundos, sobre temas como o uso de“agrotóxicos” ou “falso moralismo”, sem poder, pela limitação de tempo, aprofundar os temas.

Próximos capítulos

Os demais candidatos ainda esperam juntar tempo suficiente para tentar passar suas mensagens. A disputa agora consistirá em tentar pautar os principais temas e os tons do debate eleitoral. A ver.

Publicidade

Diferenças e semelhanças (sim, elas existem) entre petistas e bolsonaristas

Por Wanfil em Eleições 2018

01 de setembro de 2018

Movimento apartidário e descentralizado que nasceu da insatisfação contra o politicamente correto e a corrupção, o bolsonarismo ganhou ares de causa ao incorporar o antipetismo. Velho ator político na cena brasileira, o petismo, combalido por escândalos e pela recessão, viu nas diatribes de um deputado do baixo clero a oportunidade de resgatar a mística da luta do bem contra o mal.

Assim, o bolsonarismo depende do antipetismo para ir além da imagem de Jair Bolsonaro e o petismo precisa do antibolsonarismo para superar a prisão de Lula por crime de corrupção. São forças que se retroalimentam e que se fortalecem mutuamente.

A crença no voluntarismo, no personalismo e no populismo, a dificuldade em reconhecer a legitimidade do adversário e a retórica agressiva dos seus adeptos são outras características em comum.

Existem, claro, diferenças marcantes. A primeira e mais óbvia é que o antibolsonarismo conta com o apoio de partidos políticos de esquerda, com longa tradição no aparelhamento do funcionalismo público, dos movimentos sociais, artes, redações, sindicatos e universidades.

Já o antipetismo é difuso, fruto das redes sociais. Não conta com estruturas tradicionais da política, resistindo e avançando sem partidos, recursos e estratégias bem articuladas, quase que no improviso, encontrando em Bolsonaro uma válvula de escape. É fenômeno novo e inusitado à espera de interpretação mais acurada.

São diferenças importantes e que produziram uma profunda divisão política no Brasil. Dificilmente o resultado das eleições conseguirá apaziguar o cenário. Uma vez no poder, é impossível antever as ações práticas inspiradas pelo antipetismo ou pelo antibolsonarismo. É que o petismo agora já não é o petismo “Lulinha paz e amor” do passado, mas um novo, ressentido com a perda da hegemonia moral do debate político e com a Lava Jato. Do outro lado, o bolsonarismo é uma incógnita que acena, sem maiores detalhes, com intenções liberais na economia e conservadoras no campo moral.

Caso o vencedor não consiga efetivar as reformas necessárias, é bem provável que um ou outro venha a repetir, no exercício do poder, a mesma lógica que os motiva hoje na campanha, fazendo dos seus adversários, reais ou imaginários, a razão maior e prioritária para a sua própria existência. O resto é o resto.

Publicidade

Camilo acertou ou errou ao deixar de ir ao debate?

Por Wanfil em Eleições 2018

23 de agosto de 2018

(FOTO: Reprodução/TV Jangadeiro)

No debate promovido pelo Sistema Jangadeiro e pelo portal Focus.jor, o governador Camilo Santana, do PT, optou por não comparecer ao evento. Certamente sua equipe avaliou as circunstâncias, prós e contras, para definir sua estratégia. Os demais convidados, é claro, aproveitaram a oportunidade.

Durante o debate foi possível perceber algumas linhas de abordagem que deverão dar o tom neste início de campanha.

Ailton Lopes, do PSOL, insistiu no dualismo antagônico dos ricos contra pobres. Em linhas gerais, pareceu um discurso mais voltado para a própria militância;

General Theophilo, do PSDB, aproveitou para se apresentar. Naturalmente, fez menções ao senador Tasso Jereissati, seu correligionário e principal apoiador. Foi ajudado nesse sentido (involuntariamente) por Ailton Lopes;

Hélio Góis, do PSL, procurou marcar posição à direita. Fez questão de se apresentar como representante do presidenciável Jair Bolsonaro, também do PSL, de olho no seu eleitorado.

Todos, sem exceção, criticaram Camilo Santana e associaram sua ausência a uma postura inata do governador diante de situações mais difíceis, em referência ao avanço dos crimes no Ceará. Não concordo, nem discordo, só observo. Do outro lado, com recall alto e vantagem nas primeiras pesquisas, ainda sem a propaganda eleitoral que poderia repercutir mais ainda o debate, a ida de Camilo poderia render mais visibilidade aos adversários. Faz sentido, mas ao evitar a confrontação, abdicou de se defender.

Esse é precisamente o risco assumido pela equipe de Camilo (e logo o que mais pode expor o candidato), pois deu aos adversários a chance de projetar no governador uma imagem passiva e de frouxidão, quando a população quer pulso firme e determinação para reagir de fato ao avanço das facções.

Respondendo ao título deste post, Camilo acertou se tudo se mantiver como está, mas pode ter errado caso as coisas mudem de rumo com algum fato novo. É o tipo de ação que só pode ser avaliada mesmo, com precisão, retroativamente.

O fato é que as críticas dos opositores já eram esperadas, afinal, é eleição. O problema é se elas acabarem realçadas pelos fatos, potencializando eventuais desgastes, como agora, quando um dia após o debate, três policiais foram executados em Fortaleza. A notícia assusta porque é a repetição de uma rotina onde o poder público parece acuado, impotente como um púlpito vazio.

(Texto publicado originalmente no portal Tribuna do Ceará)

Publicidade

Camilo Santana ajuda Ciro após pesquisa no Ceará

Por Wanfil em Eleições 2018

20 de agosto de 2018

Em discurso, o petista não poupou elogios ao presidenciável (FOTO: Reprodução/Nordestv)

Vejam o que eu disse na coluna Política, que faço para a rádio Tribuna BandNews (101.7), no sábado passado (18):

“O Ibope [pesquisa divulgada pela TV Verdes Mares na semana passada] mostrou que, para a disputa presidencial, Ciro Gomes (PDT) teria apenas 15% da preferência dos cearenses, contra 56% do ex-presidente Lula (PT), preso por corrupção. Já no cenário sem o petista, Ciro subiria para 39%, desempenho ainda bem inferior ao registrado pelo governador Camilo Santana (PT), que largou com 64% para tentar a reeleição. É bem verdade que os adversários na disputa estadual ainda são desconhecidos, o que facilita as coisas para Camilo neste início, mas, de toda forma, e por isso mesmo, o engajamento do governador na campanha de Ciro seria fundamental para dar uma margem maior ao presidenciável em seu próprio estado. Neste começo, Camilo sinalizou ter optado pela neutralidade entre Lula e Ciro, mas, agora, com vários candidatos podendo ir ao segundo turno, qualquer ponto percentual poderá fazer a diferença no final. Assim, a pressão por aqui pode aumentar muito.”

Pois é, dito e feito. Horas mais tarde, durante evento do PDT, Camilo Santana deixou de lado as costumeiras tergiversações da política e foi direto ao ponto, como registrou a Tribuna do Ceará: Camilo finalmente diz de que lado está: “Ciro, estamos juntos”.

A matéria mostra ainda outra passagem no discurso do governador: “Quero desejar [a Ciro] toda a sorte do mundo, que Deus abençoe a sua missão, para que você possa cumprir essa missão pelo povo brasileiro”.  Por sua missão, entenda-se vencer as eleições, derrotando até mesmo um candidato petista.

Obviamente as falas e as agendas coincidiram com uma ação de aproximação de imagens. Que situação. Resta ver como o PT irá reagir caso Fernando Haddad, o substituto de Lula na chapa presidencial, cresça nas pesquisas mais adiante.

Publicidade

“A disputa é comigo!”, diz Ciro Gomes sobre Lula e o PT. Bem que eu avisei…

Por Wanfil em Eleições 2018

02 de agosto de 2018

O ex-presidente da República Lula da Silva comandou as articulações para impedir que Ciro Gomes e o PDT conseguissem montar uma coligação com partidos de esquerda, mais precisamente, PSB e PCdoB.

Em entrevista à Globonews, na noite de quarta-feira (1), Ciro disse não entender a razão de ser tratado assim pelo ex-presidente. Tudo leva a crer que Lula não quer arriscar a “hegemonia moral” – para usar uma expressão ao gosto de Ciro – e o controle real sobre a esquerda brasileira.

O próprio Ciro confirma essa linha de análise: “A disputa é comigo. Não querem que eu seja o candidato que vai representar uma renovação do pensamento progressista brasileiro”.

Bem antes da informação de que Lula fechou acordo pela neutralidade do PSB, nesta semana, escrevi aqui no Focus Jangadeiro, no dia 23 de julho passado, o seguinte artigo: O maior inimigo de Ciro é o PT.

Para Lula e o PT, Bolsonaro é o adversário ideal para um eventual segundo turno. Na hipótese de a disputa ser contra Geraldo Alckmin, seria a reedição da polarização com o PSDB. Para isso, claro, é preciso ir ao segundo turno. Nesse caso, o desafio é saber se o candidato que substituirá Lula terá nome e fôlego para representar a esquerda ou se dentro desse campo perderá votos para… Ciro!

Por isso o pedetista virou alvo. Como ele mesmo disse, “cabra marcado pra morrer”.

PS. A conferir, os impactos dessa confrontação direta, aqui no Ceará.

Publicidade

Camilo reconhece que segurança pública será o grande tema das eleições no Ceará

Por Wanfil em Eleições 2018

01 de agosto de 2018

Camilo Santana reconhece que segurança será tema central nas eleições 2018. (FOTO: Tribuna Band News)

Durante evento com aliados na última segunda-feira (30), quando os ataques promovidos por facções criminosas completavam o quarto dia seguido, o governador Camilo Santana (PT) causou suspense entre os presentes ao anunciar que falaria sobre segurança pública.

“Eu queria colocar aqui um tema, que pra mim é muito precioso, porque talvez seja o grande debate que ocorrerá esse ano, nessas eleições, que é o problema da segurança.”

Logo em seguida, a frustração. Candidato à reeleição, Camilo evitou falar dos acontecimentos que mobilizavam até a grande imprensa nacional. Disse que o problema é complexo e envolve os poderes Legislativo e Judiciário, e que o combate ao tráfico de drogas é constitucionalmente uma obrigação do Governo Federal. Entretanto, no que diz respeito ao Estado, o governador se mostrou otimista.

“Eu tenho dito pras pessoas, da mesma forma que o Ceará construiu uma política de sucesso na educação, eu não tenho dúvida que também nós estamos construindo uma política de segurança pública que a médio e longo prazo nós seremos uma referência para o País, eu não tenho dúvida disso”.

O lapso sobre os ataques não foi casual, é claro. O governador coloca a questão de modo mais abrangente para prevenir maiores desgastes de imagem. Até mesmo a oposição anda cautelosa, para não parecer que torce pelo pior. Aliás, ela sabe que a simples cobertura dos acontecimentos já gera um impacto considerável junto a opinião pública.

Apesar do silêncio sobre os ataques, o governador acertou em cheio quando disse que segurança será o tema central da campanha. Assim, para que o debate seja realmente frutífero, tão importante quanto compreender que o assunto é difícil, é saber que a prevalência do tema não se dá por indução ou manipulação política de adversários ou de “oportunistas”, mas pela imposição nua e crua dos fatos. E das facções.

(Texto originalmente publicado no portal Tribuna do Ceará).

Publicidade

“Tenho sido alvo do PT”, diz Ciro na véspera de encontro petista no Ceará

Por Wanfil em Eleições 2018

27 de julho de 2018

“Sou candidato contra o candidato do PT e tenho sido alvo do PT” palavras de Ciro Gomes a jornalistas em convenção do PDT de São Paulo, quinta-feira passada (26). Para contextualizar, a declaração busca rebater a repercussão negativa causada por uma fala anterior, quando o candidato havia dito que sua eleição seria a melhor chance de tirar Lula da cadeia.

Está certíssimo. Eu mesmo já escrevi que o maior inimigo de Ciro é o PT. Acontece que ressaltar esse antagonismo justamente na véspera do encontro em que o PT definirá se terá ou não candidatura própria ao Senado – tese que contraria o acordo com o PDT de Cid Gomes, dono de uma das vagas na chapa de Camilo Santana – é uma forma de alimentar divergências internas no partido do governador bem no início da campanha.

Tudo o que um governador não precisa, mesmo tendo uma coligação gigantesca, é de uma base dividida. Por enquanto, nada grave, desde que a disputa siga sem sobressaltos, com algum adversário crescendo nas pesquisas.

De toda forma, apesar das divisões no PT do Ceará, tudo continua sob o controle do PDT de Ciro e Cid. Por outro lado, talvez esse talvez seja o problema. O costume de controlar aliados subservientes em casa pode ter criado uma expectativa falsa em relação as lideranças de outros estados na hora de costurar apoios.

Publicidade

Luizianne pressiona Camilo a decidir entre Lula e Ciro

Por Wanfil em Eleições 2018

25 de julho de 2018

(FOTO: Iago Monteiro/Tribuna do Ceará)

No programa Focus Jangadeiro desta quarta-feira, um ouvinte perguntou para a deputada federal Luizianne Lins: “Você vota no governador Camilo Santana?”

Ela não pestanejou: “Se o Camilo se comprometer a apoiar o Lula ou o candidato do PT, eu votarei. Até porque, se não fizer isso, eu já coloquei que vou disputar essa posição [de candidato ao governo estadual], caso ele não saia do encontro [próximo sábado, dia 28] dizendo categoricamente – que até agora ele não disse – que vai apoiar o Lula ou o candidato do PT”.

Mais do que uma ameaça vazia, a fala de Luizianne, cirurgicamente dirigida à militância, é uma cobrança de engajamento partidário, de uma definição que deixe claro, de uma vez por todas, que entre Lula (ou um preposto) e Ciro Gomes, do PDT, Camilo escolhe o petista.

Não há sinais de que o movimento da deputada tenha apoio do comando estadual para impor um constrangimento desses a Camilo e dificilmente ela conseguiria uma indicação ao governo estadual. O objetivo, portanto, é mesmo pressionar Camilo em nome de uma estratégia nacional e conseguir, de quebra, aprovar uma candidatura petista ao Senado.

De todo modo, convém ao governador não subestimar a situação. O petismo é conhecido por suas disputas internas. Se evitar o problema, silenciando ou tergiversando, dando a entender que prefere Ciro, o governador perde algum prestígio dentro do próprio partido; se optar pelo petismo, pedindo votos para o candidato do partido, corre o risco de colidir com os Ferreira Gomes, que controlam o PDT.

Às vésperas da eleição, não é uma situação confortável.

E vocês, acham que Camilo prefere quem? Lula ou Ciro?

(Esse texto foi publicado originalmente no portal Tribuna do Ceará).

Publicidade

O maior inimigo de Ciro é o PT

Por Wanfil em Eleições 2018

23 de julho de 2018

Quis o destino, essa entidade irônica quando o assunto é política, que o PT do Ceará chegasse ao poder no Ceará graças ao apoio do ex-governador Cid Gomes, hoje no PDT, que na véspera das convenções em 2014 escolheu Camilo Santana para concorrer à sucessão.

É que durante muitos anos o petismo cearense viu na figura de Ciro, o irmão mais velho dos Ferreira Gomes, o seu maior inimigo, especialmente quando este, ainda no PSDB de Tasso Jereissati, ocupou os cargos de prefeito, governador e ministro da Fazenda.

É bem verdade que em Sobral a parceria já rendia frutos, mas nada que indicasse uma afinidade ideológica, digamos assim, mais profunda. De todo modo, a condição de aliado dos governos de Lula possibilitou uma maior aproximação entre ciristas e petistas que, em contrapartida, aderiram ao governo Cid.

Tudo ia bem até que em 2009 Ciro – então no PSB – a pedido de Lula, mudou seu domicílio eleitoral para São Paulo e acabou sem legenda para disputar a Presidência no ano seguinte, quando Dilma foi eleita.

Agora, pela primeira vez, Ciro é candidato sem que o PT tenha um nome viável. Preso e impedido de concorrer, Lula no máximo poderá indicar um substituto que, mesmo assim, terá dificuldades, como apontam as pesquisas. Pela lógica, se apoiasse Ciro, a esquerda teria maiores chances, dado o cenário fragmentado da disputa.

Assim, o PT mais uma vez se faz obstáculo para Ciro. Impediu que PSB e PCdoB o apoiassem. O maior inimigo hoje do projeto presidencial dos ciristas, por incrível que pareça, não é o PSDB ou Bolsonaro (adversários naturais, portanto, de onde se espera o combate), mas o PT.

Por isso, ironia do destino é que seja o PT, no Ceará, de longe o maior beneficiado na aliança com o PDT de Ciro e Cid Gomes. Tem o governo do Estado, ainda que seja como inquilino, e fecha as portas do Planalto para os parceiros.

(Esse texto foi publicado originalmente no portal Tribuna do Ceará).

leia tudo sobre

Publicidade

Ciro pressiona Camilo contra Eunício

Por Wanfil em Eleições 2018

13 de julho de 2018

Durante evento do PDT, na última quinta-feira, em Fortaleza, o presidenciável Ciro Gomes defendeu a candidatura do deputado federal André Figueiredo, seu correligionário, para uma das duas vagas em disputa ao Senado, na chapa de Camilo Santana (PT).

A primeira, como todos sabem, está reservada para Cid Gomes. E como todos também sabem, o governador defende uma aliança com o senador Eunício Oliveira (MDB).

Ao discursar, Ciro lembrou que responde a processos movidos por Eunício, para em seguida afirmar que nunca fora processado por homens de bem, mas só por corruptos e picaretas. Se para bom entendedor meia palavra basta, imagine então uma oração completa assim, com sujeito e predicado.

Os vídeos do evento com as passagens citadas foram publicados em dois textos no site Focus.jor, do jornalista Fábio campos, parceiro do Sistema Jangadeiro na cobertura das eleições 2018: Ciro dispara míssil contra Eunício ao dizer que quer votar em André para senador /Ciro diz que só foi processado por puro corrupto, puro picareta e puro assaltante.

Antes de continuar, um aviso: na próxima quarta-feira, eu e Fábio vamos estrear o programa Focus Jangadeiro, na Tribuna Bandnews, ao meio-dia.

Voltando ao texto, não é novidade o que Ciro e Eunício pensam um do outro. Desse modo, a impressão que fica é de que o recado foi também – ou principalmente – para Camilo, que obviamente fica em posição delicada.

Se mantiver o acordo com o MDB, contraria Ciro e o PDT; se romper, mesmo com a justificativa de ceder aos desejos da maioria, deixa a impressão de que não está no comando da própria chapa.

É bom lembrar que Ciro também corre o risco de ficar em situação constrangedora mais adiante. Caso a aliança não se dê nos termos que ele sugere (ou cobra?), ou seja, com a exclusão do MDB, a pressão se inverte. O PDT estaria moralmente obrigado a romper com o PT de Camilo, afinal, como poderia apoiar um candidato aliado com o mesmo MDB que Ciro acusa dos piores crimes e que promete destruir? São dilemas, sem dúvida, mas nada que o velho e bom pragmatismo eleitoral não passe por cima, como sempre.

Publicidade

Ciro pressiona Camilo contra Eunício

Por Wanfil em Eleições 2018

13 de julho de 2018

Durante evento do PDT, na última quinta-feira, em Fortaleza, o presidenciável Ciro Gomes defendeu a candidatura do deputado federal André Figueiredo, seu correligionário, para uma das duas vagas em disputa ao Senado, na chapa de Camilo Santana (PT).

A primeira, como todos sabem, está reservada para Cid Gomes. E como todos também sabem, o governador defende uma aliança com o senador Eunício Oliveira (MDB).

Ao discursar, Ciro lembrou que responde a processos movidos por Eunício, para em seguida afirmar que nunca fora processado por homens de bem, mas só por corruptos e picaretas. Se para bom entendedor meia palavra basta, imagine então uma oração completa assim, com sujeito e predicado.

Os vídeos do evento com as passagens citadas foram publicados em dois textos no site Focus.jor, do jornalista Fábio campos, parceiro do Sistema Jangadeiro na cobertura das eleições 2018: Ciro dispara míssil contra Eunício ao dizer que quer votar em André para senador /Ciro diz que só foi processado por puro corrupto, puro picareta e puro assaltante.

Antes de continuar, um aviso: na próxima quarta-feira, eu e Fábio vamos estrear o programa Focus Jangadeiro, na Tribuna Bandnews, ao meio-dia.

Voltando ao texto, não é novidade o que Ciro e Eunício pensam um do outro. Desse modo, a impressão que fica é de que o recado foi também – ou principalmente – para Camilo, que obviamente fica em posição delicada.

Se mantiver o acordo com o MDB, contraria Ciro e o PDT; se romper, mesmo com a justificativa de ceder aos desejos da maioria, deixa a impressão de que não está no comando da própria chapa.

É bom lembrar que Ciro também corre o risco de ficar em situação constrangedora mais adiante. Caso a aliança não se dê nos termos que ele sugere (ou cobra?), ou seja, com a exclusão do MDB, a pressão se inverte. O PDT estaria moralmente obrigado a romper com o PT de Camilo, afinal, como poderia apoiar um candidato aliado com o mesmo MDB que Ciro acusa dos piores crimes e que promete destruir? São dilemas, sem dúvida, mas nada que o velho e bom pragmatismo eleitoral não passe por cima, como sempre.