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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

PT

Ciro pressiona Camilo contra Eunício

Por Wanfil em Eleições 2018

13 de julho de 2018

Durante evento do PDT, na última quinta-feira, em Fortaleza, o presidenciável Ciro Gomes defendeu a candidatura do deputado federal André Figueiredo, seu correligionário, para uma das duas vagas em disputa ao Senado, na chapa de Camilo Santana (PT).

A primeira, como todos sabem, está reservada para Cid Gomes. E como todos também sabem, o governador defende uma aliança com o senador Eunício Oliveira (MDB).

Ao discursar, Ciro lembrou que responde a processos movidos por Eunício, para em seguida afirmar que nunca fora processado por homens de bem, mas só por corruptos e picaretas. Se para bom entendedor meia palavra basta, imagine então uma oração completa assim, com sujeito e predicado.

Os vídeos do evento com as passagens citadas foram publicados em dois textos no site Focus.jor, do jornalista Fábio campos, parceiro do Sistema Jangadeiro na cobertura das eleições 2018: Ciro dispara míssil contra Eunício ao dizer que quer votar em André para senador /Ciro diz que só foi processado por puro corrupto, puro picareta e puro assaltante.

Antes de continuar, um aviso: na próxima quarta-feira, eu e Fábio vamos estrear o programa Focus Jangadeiro, na Tribuna Bandnews, ao meio-dia.

Voltando ao texto, não é novidade o que Ciro e Eunício pensam um do outro. Desse modo, a impressão que fica é de que o recado foi também – ou principalmente – para Camilo, que obviamente fica em posição delicada.

Se mantiver o acordo com o MDB, contraria Ciro e o PDT; se romper, mesmo com a justificativa de ceder aos desejos da maioria, deixa a impressão de que não está no comando da própria chapa.

É bom lembrar que Ciro também corre o risco de ficar em situação constrangedora mais adiante. Caso a aliança não se dê nos termos que ele sugere (ou cobra?), ou seja, com a exclusão do MDB, a pressão se inverte. O PDT estaria moralmente obrigado a romper com o PT de Camilo, afinal, como poderia apoiar um candidato aliado com o mesmo MDB que Ciro acusa dos piores crimes e que promete destruir? São dilemas, sem dúvida, mas nada que o velho e bom pragmatismo eleitoral não passe por cima, como sempre.

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Nota do PT coloca governadores contra o Judiciário na confusão sobre prisão de Lula

Por Wanfil em Partidos

10 de julho de 2018

O Partido dos Trabalhadores divulgou que 11 governadores, incluindo o cearense Camilo Santana, assinaram nota criticando a Justiça e em particular o juiz Sérgio Moro, por causa da confusão armada após decisão de um desembargador aliado do Tribunal Federal da 4ª Região para soltar Lula, preso em Curitiba, no escurinho de um plantão judiciário, domingo passado. Decisão revertida no mesmo dia pelo próprio TRF-4.

A nota afirma que “a condenação do Presidente Lula se deu de forma contrária às leis brasileiras e à jurisprudência de nossas cortes superiores”.

Em bom português, o trecho considera ilegal a prisão do ex-presidente pelos crimes de corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Quando menos, é o mesmo que acusar de fraude processual instituições como PF, MP, PGR, TRF-4, STJ e STF, que fizeram parte do trâmite das investigações, da condenação e dos pedidos de Habeas Corpus para Lula.

Nada impede que governadores tenham opinião pessoal sobre o caso, porém, produzir notas públicas questionando a lisura do Judiciário certamente não é de interesse dos seus estados e cidadãos, muitos dos quais concordam com a manutenção da prisão de Lula. Confundir o cargo impessoal que ocupam com a militância que deles se espera, ou se cobra, é confundir o público com o privado.

Por isso, para quem acompanha a política no Ceará, fica evidente que a nota nem sequer combina com o estilo apaziguador e respeitoso de Camilo Santana, tanto que nada foi divulgado em suas redes sociais. Por outro lado, é perfeitamente compreensível que ele a tenha subscrito. Se não o fizesse, imagine a reação dos petistas que o acusam de ser menos leal a Lula do que a Ciro Gomes, do PDT.

Pelo constrangimento causado em relação a um dos poderes da República, o PT mesmo deveria poupar seus governadores e governadores aliados de uma exposição tão desnecessária, que não muda em nada a decisão dos tribunais. Ademais, o cargo de governador não pertence às instâncias partidárias.

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É simples: quem defende mais Estado, defende aumento de impostos

Por Wanfil em Ideologia

05 de julho de 2018

O novo Código Tributário de Fortaleza, aprovado em tempo recorde no final do ano passado e previsto para entrar em vigor no próximo mês, com aumentos expressivos na cobrança de taxas para alvará de funcionamento e registro sanitário, tem gerado muita polêmica, sobretudo junto ao setor produtivo, mas não deveria surpreender ninguém.

A iniciativa está em sintonia com a pregação de partidos de esquerda. No Ceará, onde o ICMS sobre a gasolina chega a 29%, o PT tem o governo estadual; e o PDT controla a capital.

Ao contrário dos liberais, que pregam a redução de impostos e a diminuição do Estado, nossos ditos progressistas defendem a ampliação da máquina pública, com suas estatais “estratégicas” e órgãos aboletados de companheiros, subsídios de ocasião, direitos para grupos alinhados, controle burocrático sobre empresas e sobre a vida privada dos cidadãos, etc. Tudo isso, é claro, demanda mais e mais dinheiro. E todo direito ofertado pelo estado corresponde a uma obrigação que recai sobre os pagadores de impostos. Encontrar o equilíbrio ideal nessa relação é o desafio.

Governos de direita também podem aumentar impostos e o ente estado além da conta, mas quando fazem isso, se realmente possuem um DNA ideológico, agem em traição aos postulados das doutrinas que dizem defender. Nesse caso, aí sim, há uma contradição.

De todo modo, a culpa não só de governantes esquerdistas. Embora jamais digam nas campanhas eleitorais que pretendem bancar suas promessas com mais impostos, os brasileiros em geral, incluindo empresários, têm concordado com a ideia de estado grande, paternalista e interventor.

Talvez muitos imaginem que o dinheiro para tudo isso caísse do céu. Não cai. Ele provém  justamente dos impostos que pagamos. Quer menos impostos? Cuidado com quem promete mais estado.

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Futebol e política: Eunício e Camilo inauguram campinho no mesmo time

Por Wanfil em Eleições 2018

25 de junho de 2018

Foto: divulgação/Instragam/Eunício Oliveira

O site Focus.Jor noticiou a divulgação, nas redes do senador Eunício Oliveira, de uma partida de inauguração na entrega da Areninha de Limoeiro do Norte, com destaque para a participação do governador Camilo Santana.

Para quem não sabe, no Ceará Areninha é o nome gourmet para campinho de futebol, e PT e MDB jogam juntos no mesmo time.

É verdade que parece campanha eleitoral, com direito a equipes de filmagem, uso de equipamento público, gol de pré-candidato e ao tradicionais beijos em criancinhas; mas como dizem todos os jogadores nas entrevistas, ninguém nem sequer pensa em eleição, somente em trabalhar pela população.

No futebol, assim como na política, o adversário de ontem pode ser o parceiro de hoje. Assim, Eunício e Camilo, que no campeonato passado enfrentaram-se em final acirrada, com acusações recíprocas de supostas tentativas de comprar o juiz, agora, na Copa do Acordão, trocam passes com desenvoltura, apesar das críticas constantes de Ciro Gomes, que disputa outra competição pelo PDT.

Na política, assim como no futebol, escândalos, denúncias e investigações comprometem a credibilidade de cada atividade. Desse modo, a metáfora é mesmo bem apropriada.

Ainda é cedo para dizer se o time para as eleições será mesmo esse que jogou em Limoeiro. Como diz Lula, comentando da cadeia os jogos da Seleção para José Trajano, “treino é treino, jogo é jogo”.

Confira o vídeo promocional da partida:

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Deputados cearenses estão entre os autores do requerimento para a CPI da Lava Jato

Por Wanfil em Política

19 de junho de 2018

O pedido para a instalação de uma CPI na Câmara Federal para investigar suposta manipulação de delações premiadas por um escritório de advocacia, gerou uma grande confusão no meio político.

Para ser aprovado, o requerimento 43/2018 precisava de 171 assinaturas. Ao todo, 190 foram colhidas, mas quando a notícia de que o alvo da CPI são juízes e procuradores da Operação Lava Jato se espalhou, pelo menos 35 deputados pediram para retirar seus nomes da lista, alegando que terem sido enganados.

Diante da repercussão, o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que já trabalhava para indicar o presidente e o relator da comissão, deverá indeferir o pedido.

No requerimento original, 16 deputados aparecem como autores; destes, três são do Ceará: Domingos Neto, líder do PSD na Câmara – o mesmo que pretende mudar o nome oficial do açude Castanhão de Padre Cícero para Paes de Andrade; André Figueiredo, líder do PDT – aliado de Cid Gomes e Antonio Balhmann, dois citados na delação da JBS; e José Guimarães, do PT, líder da Oposição, que dispensa apresentações.

Juízes e procuradores devem ser fiscalizados, eventuais abusos precisam ser corrigidos. Isso ninguém discute. A questão é que essa CPI da Lava Jato, em ano eleitoral, proposta por partidos investigados pela Lava Jato – MDB, PT, PP; apoiados por PSOL, PCdoB, PDT e PSB – levanta dúvidas sobre o uso de um dos poderes da República para retaliar e intimidar seus investigadores. Todos negam, mas que parece, parece.

Ainda que as razões tenham sido as mais sublimes e desinteressadas possíveis, a imagem do corporativismo que visa a impunidade é tudo que o eleitor cansado de corrupção mais condena.

Confira aqui a íntegra do requerimento.

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A aliança envergonhada de Eunício e Cid

Por Wanfil em Eleições 2018

05 de junho de 2018

O acordo eleitoral entre PDT, PT e MDB no Ceará segue em busca de uma forma ideal para acomodar os interesses de cada partido. É que a união sofre a interferência das eleições nacionais.

Cid Gomes defendeu publicamente no último domingo que a parceria com o MDB seja clandestina: “Eu defendo aqui que a gente lance só um candidato ao Senado e não faça coligação com o MDB”. E qual a razão? Segundo o ex-governador, isso poderia prejudicar o discurso de Ciro Gomes, crítico do MDB, à Presidência da República.

Ciro e o PDT afirmam que parte do MDB é uma quadrilha, incluindo o nome do senador cearense na lista. Eunício já chamou Ciro de batedor de carteira e de desocupado. Pela lógica do respeito próprio, o natural seria que ambos rejeitassem qualquer aproximação, mas a lógica eleitoral é diferente. Camilo Santana, do PT, partido que acusa o MDB de golpista, defende a aliança por razões óbvias: o senador, em busca de um lugar na chapa oficial, tem ajudado o governo a conseguir recursos nos ministérios.

Sendo assim, pela sugestão de Cid, a aliança não se formalizaria no papel, porém, seria mantida por fora. Com apenas um candidato, o governismo abriria caminho para Eunício se reeleger. Seria uma espécie de aliança envergonhada (ou desavergonhada, se é que me entendem).

A ideia tem dois problemas. Primeiro, se Eunício for confirmado como aliado em convenção do PT, Cid sairá como derrotado. Se for barrado, Camilo será visto como perdedor. Segundo, é inconveniente do ponto de vista ético, para dizer o mínimo. No fundo, propõe iludir eleitores, fingindo incompatibilidade moral com o MDB, mas informalmente conciliando projetos com o mesmo MDB no Ceará.

Se vai dar certo, ninguém sabe. O fato é que as acusações mútuas de corrupção, de incompetência, as críticas e ataques pessoais, as objeções supostamente incontornáveis de um passado recente, tudo isso já foi superado em nome de um pragmatismo segundo o qual feio mesmo é perder eleição. O resto vale.

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A voz de Ciro no PT

Por Wanfil em Eleições 2018

17 de Maio de 2018

A velha lição de Júlio César: “Divide et impera”

Camilo Santana disse, em entrevista ao Estadão, que a insistência do PT na candidatura de Lula é suicida. Defendeu que a melhor opção é embarcar agora na campanha de Ciro Gomes, do PDT, à presidência.

Em sentido contrário, a presidente nacional do partido, Gleisi Hoffmann, declarou no início do mês que “Ciro não passa no PT nem com reza brava”. A senadora, que visita o ex-presidente regularmente na cadeia, hoje é a voz de Lula no PT.

Camilo nunca foi uma liderança proeminente dentro do petismo, mas a força do cargo empresta peso às suas palavras. Seu maior ativo eleitoral foi a legítima relação política com Cid e Ciro Gomes. Combinadas as circunstâncias, o governador cearense hoje é a voz de Ciro no PT.

Sem Lula para garantir a unidade do PT, as divisões internas tendem a se acirrar. É a oportunidade para os estrategistas de Ciro buscarem, quando menos, o apoio informal de lideranças regionais petistas já no primeiro turno, sobretudo no Nordeste, reeditando a histórica estratégia – pregada desde César até Maquiavel – de dividir para conquistar.

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O general tem chance?

Por Wanfil em Eleições 2018

14 de Maio de 2018

É a pergunta que mais tenho escuto há pelo menos duas semanas. Amigos, leitores, colegas jornalistas, ouvintes e até mesmo políticos querem saber um pouco mais sobre o general Guilherme Theophilo (PSDB), o pré-candidato surpresa da oposição para o Governo do Ceará.

É difícil, agora, nesse momento, oferecer ao interlocutor uma resposta que o satisfaça. O pesquisador americano Duncan Watts, no livro “Tudo é Óbvio”, explica que previsões exatas são possíveis dentro de sistemas razoavelmente simples. Prever com precisão a órbita de um satélite ou a velocidade para um avião decolar, embora sejam feitos espetaculares, é fácil: basta fazer os cálculos certos. O resto é física. Já adivinhar o valor do dólar no próximo mês ou qual série de televisão terá mais audiência é algo bem mais complexo, pois as variáveis econômicas, sociais e psicológicas envolvidas são muitas.

Só depois que o resultado aparece é que a maioria, olhando em perspectiva, considera-o óbvio. As explicações surgem aos montes, mas prever mesmo que é bom…

O mesmo vale para eleições. No máximo, é possível estabelecer probabilidades a partir de um conjunto de fatores, como base partidária, apoiadores, capacidade financeira, a conjuntura ou a eficácia da propaganda, podem influenciar. Nesse sentido, Camilo Santana (PT) é o favorito, isso ninguém discute. Até porque é mais conhecido e tem a máquina do estado. Em relação ao general Teophilo ainda existem muitas dúvidas, mas algumas condições pré-estabelecidas já podem ajudar na avaliação de perspectivas.

Seu perfil profissional combina com segurança pública e eficiência administrativa. Há uma parcela do eleitorado indisposta em relação a candidatos indicados pela família Ferreira Gomes, basta conferir os resultados das últimas eleições. Algo ali na casa dos 35%. É um outsider que conta com apoio de políticos experientes. É uma base que pode lhe dar alguma competitividade. As variáveis, repito, são muitas.

Por fim, a curiosidade dos que acompanham a política no dia a dia sobre é um indicativo interessante. Quando o candidato não tem potencial de crescimento, a regra é o desinteresse. O general tem chance? Eu diria que tem chance de conferir emoção a uma disputa que se anunciava sem graça. Já é mais do que esperavam, até uns dias atrás, o governo e a própria oposição.

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Incertezas que pairam sobre as eleições no Ceará: aliança PT-MDB, oposição indefinida, delação da JBS, crise na segurança

Por Wanfil em Eleições 2018

24 de Abril de 2018

As eleições no Ceará prometiam ser uma das mais insossas dos últimos tempos. O governo estadual aumentava sua base de apoio e a oposição permanecia desarticulada. Mas os dias que correm estão atribulados de um modo que fazem lembrar de Cícero nas Catilinárias: “oh tempos, oh costumes”. 

Assim, para além da aparência de marasmo, um conjunto de dúvidas ganhou força a ponto de fazer do atual período de pré-campanha um dos mais tensos que já se viu.

A indefinição sobre a candidatura de oposição é apenas um elemento a mais de ansiedade, diante de outras incertezas. O futuro da possível coligação entre o MDB de Eunício Oliveira e o PT de Camilo Santana é uma delas. Ciro Gomes, do PDT, tem feito críticas à presença do senador na chapa governista. Não é para menos, uma vez que essa aliança é uma contradição com o rompimento pregado por Ciro em relação ao MDB.

Por falar em corrupção, o jornal O Globo desta terça-feira informa que Joesley Batista, da JBS, anexou novos documentos para comprovar o suposto pagamento de propina ao ex-governador Cid Gomes para sua reeleição em 2010 e para a campanha de Camilo em 2014.

O caso, se não for apurado rapidamente, gera insegurança, afinal, nunca se sabe quando a Polícia Federal pode fazer uma operação com prisões. E para completar, até o foro privilegiado, tão sonhado por investigados, pode ser revisto pelo Supremo.

Por fim, tem ainda a crise na segurança pública, que gera inegável desgaste para a atual gestão. Nada que seja definitivo, pois as variáveis são muitas. Porém, quando é assim, sempre há o risco de uma tempestade perfeita, como dizem os meteorologistas.

No balanço entre certezas e incertezas para as eleições no Ceará, começa a ganhar peso, o suspense.

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Aliados no Ceará silenciam no day after de Lula

Por Wanfil em Política

05 de Abril de 2018

No dia que se seguiu à derrota de Lula no STF, a repercussão política no Ceará foi muito discreta. Onde estão aqueles que durante anos pediram votos e fizeram festa orbitando ao redor do petismo, ou mais precisamente, do lulismo no Estado?

Não houve notas, coletivas ou protestos por parte desses aliados. Não houve endosso formal e público às manifestações de repúdio contra a decisão da Suprema Corte. É tudo muito recente, eu sei, mas o calor do momento, especialmente com o ultimato do juiz Sérgio Moro para que o ex-presidente se entregue à Polícia Federal para dar início ao cumprimento de pena, é fundamental para reverberar a mensagem de solidariedade.

É óbvio que esses partidos já estavam preparados para assimilar qualquer desfecho no julgamento, especialmente aqueles que pretendem ter candidatura própria ao Palácio do Planalto, como é o caso do PDT, maior partido no Ceará. Todos disputam o espólio eleitoral do ex-presidente, ms temem o desgaste de associar-se nesse instante a alguém condenado e caminhando para a prisão por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

Como especula-se que manobras e reviravoltas ainda são possíveis no segundo semestre, quando Dias Toffoli assumira a presidência do STF, os companheiros de outrora preferem esperar quietinhos para ver no que vai dar.

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Aliados no Ceará silenciam no day after de Lula

Por Wanfil em Política

05 de Abril de 2018

No dia que se seguiu à derrota de Lula no STF, a repercussão política no Ceará foi muito discreta. Onde estão aqueles que durante anos pediram votos e fizeram festa orbitando ao redor do petismo, ou mais precisamente, do lulismo no Estado?

Não houve notas, coletivas ou protestos por parte desses aliados. Não houve endosso formal e público às manifestações de repúdio contra a decisão da Suprema Corte. É tudo muito recente, eu sei, mas o calor do momento, especialmente com o ultimato do juiz Sérgio Moro para que o ex-presidente se entregue à Polícia Federal para dar início ao cumprimento de pena, é fundamental para reverberar a mensagem de solidariedade.

É óbvio que esses partidos já estavam preparados para assimilar qualquer desfecho no julgamento, especialmente aqueles que pretendem ter candidatura própria ao Palácio do Planalto, como é o caso do PDT, maior partido no Ceará. Todos disputam o espólio eleitoral do ex-presidente, ms temem o desgaste de associar-se nesse instante a alguém condenado e caminhando para a prisão por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

Como especula-se que manobras e reviravoltas ainda são possíveis no segundo semestre, quando Dias Toffoli assumira a presidência do STF, os companheiros de outrora preferem esperar quietinhos para ver no que vai dar.