PT Archives - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

PT

Cristiane Brasil e Lula: condenados podem ou não podem pleitear cargos públicos?

Por Wanfil em Política

11 de Janeiro de 2018

A pergunta do título não tem por objetivo avaliar a legislação sobre Ficha Limpa e coisas tais. É antes retórica e diz respeito ao aspecto moral que envolve a questão.

Óbvio que a nomeação de pessoa condenada pela Justiça do Trabalho para comandar o Ministério do Trabalho é uma ideia descabida. Que autoridade teria, se não pode apresentar a própria conduta como exemplo de respeito às leis trabalhistas?

Sendo assim, a polêmica envolvendo a deputada federal Cristiane Brasil (PTB-RJ) e o governo Michel Temer é compreensível.

O curioso é que partidos de esquerda, especialmente PT e PDT, não tomaram posição nesse debate. Criticam a parlamentar por outros episódios, mas não pela tentativa de nomeação, que aliás foi suspensa pela Justiça Federal. Onde estão os sindicatos para dizer que não aceitam negociar com uma condenada para o Ministério do Trabalho? Cadê a CUT?

O silêncio é revelador. “Há coisas que melhor se dizem calando”, já dizia Machado de Assis em Brás Cubas. É que a premissa do impedimento moral por causa de condenação judicial vale também para outra figura: Lula da Silva, pré-candidato petista ao Palácio do Planalto, condenado em primeira instância a nove anos de prisão por corrupção e prestes a ser julgado em segunda instância.

A lógica moral é a mesma. Que autoridade teria um presidente nessa condição para editar medidas provisórias isentando impostos para um setor da economia? Especialmente para aqueles setores com os quais mantinha relações indevidas, como revelou a Lava Jato? A suspeita de favorecimento ilegal seria automática. Esse é só um exemplo. Como poderia um presidente condenado por corrupção demitir um ministro condenado por corrupção?

Assim, por conveniência, as supostas entidades de representação dos trabalhadores fazem de conta que nem sabem direito quem é Cristiane Brasil, não obstante o fato de ser filha de Roberto Jefferson, aquele do Mensalão. Os partidários da deputada acusam injustamente de perseguição do PT. É só uma desculpa para insistir na indicação, na esperança de ganhar a simpatia de antipetistas. Não cola.

A maior diferença entre Lula e Cristiane, no que concerne aos problemas de cada um com a justiça, é que corrupção é muito mais grave que uma irregularidade trabalhista. Neste, o caso foi reparado, naquele, o prejuízo atingiu as vidas de milhões de brasileiros, que agora pagam a conta.

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Camilo e Eunício na foto que vale por mil palavras

Por Wanfil em Política

04 de dezembro de 2017

Dizem que uma imagem vale por mil palavras. De fato, o teatro político onde se encena o acordão entre PMDB, PT e PDT no Ceará foi resumido de forma contundente por uma foto publicada e divulgada no Facebook do governador Camilo, no último dia 2, durante entrega de casas no Crato, numa parceria com o Governo Federal, que reproduzo abaixo.

Eunício e Camilo entregam casa no Crato: sombra e luz (Foto: divulgação Facebook)

Sob a luz radiante do sol, Camilo Santana sorri. Do outro lado, atrás da janela fechada, no plano escurecido, como coadjuvante, acena Eunício Oliveira. É a imagem que ilustra à perfeição o discurso que busca explicar a presença incômoda do ex-adversário, do PMDB, aliado de Michel Temer, nas hostes governistas lideradas por aqueles que se dizem os maiores inimigos do PMDB e de Temer.

Segundo os Ferreira Gomes a aliança com Eunício é uma espécie mal necessário. Pelo menos foi o que Cid deu a entender em setembro, quando disse a correligionários que “o importante é que a gente não se misture: eu estou fazendo aqui uma aliança, não estou me misturando“.

A estratégia é óbvia. Facilitar a reeleição de Camilo, dividir a oposição e tirar proveito político da liberação de verbas federais (pelo menos até o período das convenções estaduais em 2018). Mais adiante, a depender do cenário nacional, aí as coisas serão realmente definidas. Por enquanto, apenas o governador se mistura.

PS. Uma conhecida figura que transita bem nos bastidores do Palácio da Abolição fez o seguinte comentário sobre a foto: “É o lado sombrio da força querendo se chegar ao lado luminoso”, numa alusão ao universo de Star Wars. Respondi, brincando, que respeitássemos George Lucas.

 

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Camilo, RC e Eunício confraternizam enquanto Estado vive crise na saúde

Por Wanfil em Sem categoria

17 de novembro de 2017

O governador Camilo Santana, o prefeito Roberto Cláudio e o senador Eunício Oliveira trocaram afagos durante solenidade de lançamento do programa “Juntos por Fortaleza”, nesta sexta-feira.

No mesmo horário, funcionários do Hospital do Coração, em Messejana, protestavam contra o atraso nos salários. Durante a semana, entidades como o Conselho Regional de Medicina e o Sindicato dos Médicos do Ceará denunciaram a falta de remédios e insumos cirúrgicos em diversos hospitais estaduais e da capital.

É claro que ninguém deve criticar quando autoridades deixam diferenças partidárias de lado para cumprir suas obrigações em benefício da população. É desejável a separação entre questões políticas e funções administrativas ou representativas. Agora, é diferente quando essas diferenças são ignoradas em razão de projetos particulares, de natureza eleitoral, deixando em segundo plano os problemas reais da população. Quando projetos que ainda estão no papel recebem mais atenção do que crises como a que temos nos hospitais, é sinal de que alguma coisa está fora da ordem, numa inversão de prioridades entre gestão e eleição.

Nesse exato instante, doentes correm o risco de morrer por falta de condições mínimas de atendimento. Se isso não for uma urgência, nada mais será. Em nota à imprensa, a Secretaria da Saúde justificou o caos jogando a culpa em fornecedores e na burocracia. Repete assim o padrão de desculpas já bem estabelecido na área da Segurança: nunca, jamais admitir erro algum; sempre sustentar que somente as melhores medidas são tomadas; jamais tentar explicas como é que apesar de tantos acertos, os resultados continuam desastrosos.

Sem solução para os problemas do presente, importantes autoridades se reúnem para celebrar novas promessas para o futuro. É o cartão de visitas do acordão entre PT, PMDB e PDT.

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Ciro Gomes critica aproximação entre PT e PMDB: abre o olho, Eunício

Por Wanfil em Política

10 de novembro de 2017

O acirramento de ânimos no PSDB nacional acabou reduzindo a repercussão, no Ceará, sobre um episódio importante para as articulações eleitorais por estes lados. Mais precisamente, uma fala de Ciro Gomes, pré-candidato à presidência da república pelo PDT, em Minas Gerais, na última quinta-feira. Reproduzo trecho, segundo relato do Estadão:

“O PT votou no Eunício para a presidência do Senado. Como é que a gente diz pro povo que houve ‘golpe’ e, ato contínuo, pratica a contradição de confraternizar com o chefe dos ‘golpistas’?”.

Opa! Como é que fica então o acordão entre o PT de Camilo e o PMDB de Eunício, costurado com consentimento do PDT de Cid Gomes? Se o PMDB não presta para a candidatura de Ciro, por que então seria aceitável no Ceará?

Imaginem o presidenciável sendo confrontado por adversários na campanha, que o acusariam de operar com dois pesos e duas medidas, de pregar rompimento em âmbito nacional e ao mesmo tempo se aliar em casa com aqueles aos quais critica.

Sem contar que Eunício já havia dito que seu candidato é Lula, evidenciando que não pretende pedir votos para Ciro, ou seja, que o limite para a composição é justamente a indisposição pessoal entre os dois.

Bem observadas as coisas, o possível acordão entre adversários das eleições passadas no Ceará tem um imenso empecilho: as eleições presidenciais. As conversas entre Camilo e Eunício, com Cid se limitando a dizer que não se nega apoio de ninguém, tiveram até agora dois efeitos práticos: dividir a oposição e deixar o governo estadual compartilhar o bônus político da liberação de verbas federais. Enquanto for útil para quem está tirando proveito da situação, isso será mantido. Porém, está muito claro que a presença de Eunício numa coligação com Camilo e de Cid seria uma contradição incontornável para o discurso de Ciro.

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Aliança entre PT (PDT) e PMDB: tudo a ver

Por Wanfil em Política

04 de novembro de 2017

A reaproximação entre PT e PMDB no Ceará não constitui um ponto fora da curva, uma exceção a corromper uma suposta incompatibilidade de valores entre as siglas, demarcada sobretudo após o impeachment. Ao contrário, pelo que informa a imprensa do sul, é antes parte de um movimento bem mais amplo, mais evidente nas regiões Norte e Nordeste.

No Ceará, se algo dificulta essa reaproximação é a relação tumultuada entre Eunício Oliveira e os irmãos Cid e Ciro Gomes, pois o PT por aqui virou um puxadinho do PDT. Nada que a necessidade de garantir foro privilegiado com o menor risco possível não possa superar.

Bacanas mesmo são as declarações de parte a parte. PT e PDT dizendo que podem até aceitar compor com os “golpistas” em nome de uma incerta candidatura de Lula; o PMDB garantindo que prefere deixar ressentimentos de lado para trabalhar, de olhos fechados, para o bem do Ceará. Até parecem que fazem favor ao outro e não agem por interesse próprio.

Tanto sacrifício e amor pelo bem comum podem até comover os que anseiam uma sinecura estatal, mas não apaga a troca de acusações das eleições passadas, que subsistem agora como prova de que todos sempre se conheceram muito bem.

Nota – Quando partidos de oposição no Ceará, especialmente PSDB e PR, aceitam esperar o PMDB decidir de que lado está, aguardando autorização do PDT para fechar com o PT e voltar ao governismo, se igualam àqueles que criticam. 

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A arte de esperar: Eunício espera por Tasso, que espera por Eunício, que espera por Camilo, que espera por Cid, que espera por Ciro…

Por Wanfil em Política

21 de outubro de 2017

Entre as várias artes da política – falo das habilidades desenvolvidas dentro da legalidade – a de esperar é uma das mais difíceis de administrar. E quanto mais confusos o ambiente e o período, maior a necessidade de saber esperar até o último minuto, para não queimar etapas ou perder oportunidades. E como toda espera gera ansiedade, é comum que os espíritos fiquem mais sensíveis a todo tipo de interpretação, sugestão, indícios e especulações.

Atualmente, descontadas as manchetes que refletem as excitações do momento, o que temos no Ceará é um conjunto de esperas que se misturam. O senador Eunício Oliveira, que disputará uma das duas vagas em jogo para continuar no Senado, precisa de um nome que atue como carro-chefe para ao governo estadual, puxando as demais candidaturas da chapa oposicionista. Assim, espera que o senador Tasso Jereissati concorra ao Executivo: é conhecido e tem mandato garantido no Senado por mais quatro anos após as eleições.

Tasso, por sua vez, espera que Eunício feche antes com a oposição para depois escolher alguém para disputar o executivo no Estado. A estrutura de campanha e o recall de ambos fariam alavancar a candidatura oposicionista ao Palácio da Abolição.

Camilo espera que Eunício feche com o governo para enfraquecer a oposição. Eunício espera que esse flerte pressione Tasso a concorrer ao governo. Se isso não acontecer, Eunício espera que Camilo possa convencer Cid Gomes, também candidato ao Senado, por uma aliança com o ex-aliado. Cid não veta por antecipação porque espera ver como a candidatura de Ciro à Presidência da República se encaminha para então decidir o que fazer.

Nesse jogo, qualquer declaração definitiva, no estilo ou vai ou racha, será precipitação.

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Ciro mira Tasso, mas acerta Camilo

Por Wanfil em Política

16 de outubro de 2017

Com tantos alvos na mira, fica difícil manter a pontaria

Ciro Gomes afirmou, durante a convenção estadual do PDT, que uma possível candidatura do senador Tasso Jereissati ao governo do Ceará seria traição ao petista Camilo Santana. A lógica é a seguinte: o atual secretário de Planejamento, Maia Júnior, é filiado ao PSDB. Uma candidatura do partido representaria, por essa ótica, deslealdade, em razão do cargo.

Pois é. A cautela recomenda evitar comentários sobre especulações, para não passar recibo de preocupação e não produzir efeitos indesejados. É o que tem feito, por exemplo, o governador Camilo. Como Ciro é mais impulsivo, ao antecipar juízo de valor sobre o que ainda não passa de boato, acabou atingindo, involuntariamente, seu aliado. Façamos uma leitura mais atenta das implicações desse caso, por partes:

1) A nomeação de Maia Júnior não se deu por acordo fisiológico para cooptação do PSDB. Foi antes uma escolha de viés técnico, como sempre pontuaram governador e secretário. A cobrança de alinhamento eleitoral em troca da secretaria, como fez Ciro, depõe contra a postura ética do governo na formação de seu secretariado;

2) ao reclamar publicamente da possibilidade eleitoral, Ciro deixou a impressão de que não confia no potencial eleitoral do governador frente a oponentes fortes. No futebol, o treinador sempre diz que adversário não se escolhe, justamente para mostrar que não teme ninguém e que aposta mais no trabalho do seu time;

3) a necessidade “proteger” o governador reforça a velha desconfiança que acompanha toda gestão de continuidade, qual seja, a de que seus fiadores tutelam o escolhido, condição que fragiliza a imagem de independência e de liderança que se espera de um chefe do Executivo;

4) a reação desproporcional serviu para criar mais expectativas sobre uma eventual candidatura de Tasso ao governo, o que pelo menos aumenta seu papel como apoiador de outra candidatura.

Sobre o outro boato do momento, que diz respeito a um possível acordão entre governistas no Ceará e o PMDB de Eunício Oliveira, inimigos de Ciro, nada se disse. Silêncio que acabou percebido como uma autorização tácita para negociações. Nesse caso, vejam só que conveniente para o PDT, qualquer acerto será debitado na conta do governador e do PT.

Com aliados assim, quem precisa de oposição?

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Camilo e Eunício unidos novamente? Tudo é possível no país das conveniências

Por Wanfil em Política

04 de setembro de 2017

Corre a notícia de que emissários de Camilo Santana e Eunício Oliveira estudam uma reaproximação entre PT e PMDB no Ceará, com vistas à reeleição de ambos. Seria isso possível depois das eleições de 2014, quando os dois trocaram insultos e acusações? E após o impeachment que pôs PT e PMDB em litígio no plano nacional? Como nenhuma das partes veio a público rejeitar os rumores e dizer que dessa água não beberá fica claro que a hipótese está, quando menos, sujeita a estudo, afinal, feio é perder eleição, diz a anedota.

Segundo o deputado estadual Audic Mota, do PMDB, em declaração ao jornal O Povo, “política é feita de conversa, de consenso, desde que não envolva nada ilícito”. Verdade. Poderia acrescentar ainda que também é feita ainda convicções e valores inegociáveis, mas é bem aí que as coisas sempre se complicam, e não é de hoje.

O historiador Paulo Mercadante, no clássico “A Consciência Conservadora no Brasil”, observa que desde a época do Império tudo se resolve entre a elite política com uma boa conversa, mesmo entre adversários aparentemente inconciliáveis. As lideranças liberais e conservadoras, reacionárias e revolucionárias, republicanas e monarquistas, escravistas e abolicionistas, por mais que se engalfinhassem em disputas políticas, conseguiam invariavelmente construir um denominador comum que pudesse resguardar posições na divisão do poder, sendo capazes até de absorver parte do ideário oposto para modular o entendimento.

É que na tradição política nacional valores e convicções sempre podem ser negociados. Como observou Vasconcellos de Drummond, diplomata e político amigo de José Bonifácio e de Dom Pedro II, ainda no século 18, com “governo de transações, convém ceder para conciliar”. O mesmo espírito pragmático com que, séculos depois, deputados, prefeitos e vereadores no Ceará pulam de partido em partido para apoiar o governo da hora, sem a menor cerimônia ou vergonha.

Se por um lado a propensão ao entendimento afasta o risco de extremismos, no Brasil a virtude do equilíbrio foi corrompida pelos jeitinhos, de modo que “a consciência conservadora” tornou-se eufemismo para o oportunismo que permite conservar o poder pelo poder. Por tudo isso, uma nova aliança local entre PT e PMDB no Ceará para 2018 não seria surpresa alguma e apenas confirmaria o princípio pelo qual, historicamente, quase sempre na política brasileira as conveniências pairam acima de qualquer convicção.

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Caravana de Lula contra a Lava Jato chega ao Ceará

Por Wanfil em Política

29 de agosto de 2017

A caravana do ex-presidente Lula pelo Nordeste chega ao Ceará, onde passa por municípios do interior. Condenado a nove anos de prisão por corrupção e réu em outros cinco processos. A excursão foi batizada de “ato em defesa da democracia”. Entenda-se por isso ato contra a Lava Jato.

Vamos aguardar para ver quem, fora do petismo no Ceará, irá confraternizar em desagravo ao corrupto condenado e contra os investigadores. Aliás, será o caso de até mesmo conferir se alguns petistas que na verdade são alinhados com o PDT comparecerão.

Não se trata mais de dar um voto de confiança a um suspeito. É prestar solidariedade com alguém condenado, não obstante ter caríssimos e competentes advogados de defesa.

 

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Como eu avisei, aliados no Ceará não botam a mão no fogo por Lula

Por Wanfil em Política

13 de julho de 2017

Quem brinca com fogo pode se queimar

Eu não disse? A repercussão no Ceará da condenação de Lula por corrupção mobilizou, no meio político, protestos somente de nomes do PT, que acusaram uma grande armação contra o inocente ex-presidente.

Os adversários optaram por não tripudiar da situação, para não soarem antipáticos.

Já os aliados, vejam que coisa, preferiram não colocar a mão no fogo pelo ex-presidente, tudo conforme o roteiro que antecipei no post anterior: Quem ganha e quem perde no Ceará com a condenação de Lula?

Importante também destacar a posição do governador Camilo Santana, que é do PT, mas que também é Ciro para 2018, elogiou Lula, mas não contestou a decisão de Moro. Disse, sobre o ex-presidente, que nada poderá tirar-lhe “o brilho de sua história”.

O prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT), não tocou no assunto e cumpriu agenda em Brasília junto ao Ministério da Saúde. Foco na gestão. O resto é o resto. Ivo Gomes (PDT), prefeito de Sobral, foi mais além e afirmou que “tudo o que o Brasil não precisa” é a volta de Lula, que “prestigiou a alta bandidagem brasileira”. Cid não se pronunciou ainda.

Ciro Gomes (PDT), em nota, disse “torcer” para que Lula prove sua inocência. Torce porque não tem certeza, é o recado. Como escrevi antes, o PDT conta com a saída de Lula do páreo para fazer de Ciro o candidato das esquerdas, herdando de quebra parte de seus votos. Postura devidamente copiada pelos liderados do pedetista.

O problema para o PT, e em especial para o PT cearense, é que se o partido quiser usar os palanques estaduais para defender Lula é ficar atento para ver se conta com nomes realmente dispostos a queimar a mão no fogo.

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Como eu avisei, aliados no Ceará não botam a mão no fogo por Lula

Por Wanfil em Política

13 de julho de 2017

Quem brinca com fogo pode se queimar

Eu não disse? A repercussão no Ceará da condenação de Lula por corrupção mobilizou, no meio político, protestos somente de nomes do PT, que acusaram uma grande armação contra o inocente ex-presidente.

Os adversários optaram por não tripudiar da situação, para não soarem antipáticos.

Já os aliados, vejam que coisa, preferiram não colocar a mão no fogo pelo ex-presidente, tudo conforme o roteiro que antecipei no post anterior: Quem ganha e quem perde no Ceará com a condenação de Lula?

Importante também destacar a posição do governador Camilo Santana, que é do PT, mas que também é Ciro para 2018, elogiou Lula, mas não contestou a decisão de Moro. Disse, sobre o ex-presidente, que nada poderá tirar-lhe “o brilho de sua história”.

O prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT), não tocou no assunto e cumpriu agenda em Brasília junto ao Ministério da Saúde. Foco na gestão. O resto é o resto. Ivo Gomes (PDT), prefeito de Sobral, foi mais além e afirmou que “tudo o que o Brasil não precisa” é a volta de Lula, que “prestigiou a alta bandidagem brasileira”. Cid não se pronunciou ainda.

Ciro Gomes (PDT), em nota, disse “torcer” para que Lula prove sua inocência. Torce porque não tem certeza, é o recado. Como escrevi antes, o PDT conta com a saída de Lula do páreo para fazer de Ciro o candidato das esquerdas, herdando de quebra parte de seus votos. Postura devidamente copiada pelos liderados do pedetista.

O problema para o PT, e em especial para o PT cearense, é que se o partido quiser usar os palanques estaduais para defender Lula é ficar atento para ver se conta com nomes realmente dispostos a queimar a mão no fogo.