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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

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O que não dá pra disfarçar é a insegurança

Por Wanfil em Segurança

11 de Abril de 2014

O governo do Estado lançou na quinta-feira (10) o Programa em Defesa da Vida, que já vinha funcionando em “caráter experimental” desde janeiro. É o conjunto de ações implementadas pelo secretário Servilho Paiva, importado de Pernambuco para tentar estancar a sangria nos índices de violência no Ceará, com destaque para divisão do Estado em 18 áreas de segurança e a remuneração extra para policiais que alcançarem as metas estabelecidas.

Na ocasião, o governador Cid Gomes afirmou, em tom de desabafo, que gostaria de andar disfarçado para ver como funciona a criminalidade. Trata-se, claro, de uma figura de linguagem que não deve ser levada ao pé da letra. Na verdade, o desejo aí expressado é uma forma oblíqua de dizer que a complexidade da insegurança ultrapassa a efetividade das ações empreendidas na área até o momento. Indo mais longe um pouco, não deixa de ser um reconhecimento de que a autoridade constituída não sabe o que fazer. Daí a necessidade de um programa em “caráter experimental” lançado no último ano de sua segunda gestão.

A frustração do governador é compreensível. Certamente, ninguém mais do que ele gostaria de acertar o rumo, mas isso não basta, como atestam os números surreais no setor. E com poucos meses restando para o fim do mandato, é praticamente impossível alguma mudança de impacto ainda na a gestão Cid Gomes. Resta tentar estabilizar o quadro e reduzir os danos de imagem aferidos em pesquisas, já que estamos em ano eleitoral.

Consciente disso, o governo busca um novo discurso para amenizar as inevitáveis críticas de opositores de até de aliados. A conversa batida sobre grandes investimentos, apesar de verdadeira, não cola mais, uma vez que os resultados não apareceram. Aliás, soa mesmo como uma confissão de que os recursos não foram bem utilizados. Por isso agora o reforço de argumentação, com o anúncio de novas metodologias baseadas em análises científicas. A prioridade agora é reunir material para os marqueteiros trabalharem.

Só que aí relatórios de organismos internacionais (até a ONU!) teimam em ofuscar o discurso oficial, classificando o Ceará como um do lugares mais perigosos do mundo. Se o governador quisesse mesmo andar disfarçado, isso seria fácil, porém, perigoso. Difícil mesmo é enxergar uma saída até outubro ou até o final da gestão. Se tem algo que não tem como disfarçar de jeito nenhum, é a nossa insegurança.

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Quem manda no Ceará é o Pros. Quem?!?

Por Wanfil em Partidos

11 de novembro de 2013

O Partido Republicano da Ordem Social (Pros) tem a maior bancada na Assembleia Legislativa do Ceará e comanda 66 prefeituras no Estado, entre as quais a de Fortaleza. É a maior força política local. Mas todos sabem que o grande “mérito” da sigla para esse sucesso se resume a servir de abrigo para o grupo político que hoje comanda o governo estadual, liderado pelos irmãos Ciro e Cid Gomes, após a tumultuada saída do PSB. Em outras palavras, o Pros nasceu para atender contingências de momento, feitas por uma soma de conveniências que fazem do partidarismo brasileiro uma piada.

O próprio PSB e o PSDB já experimentaram aqui o gosto da ascensão e da queda: cresceram enquanto governo, minguaram na oposição. Mas são siglas, goste-se ou não delas, com algum estofo ideológico, conteúdo programático e história. Também o PT cearense tem uma marca própria, apesar de se contentar, atualmente, a orbitar no entorno do governo Cid como força de apoio em busca de migalhas. De todo modo, dos quadros desses três partidos já surgiram lideranças nacionais. E o Pros? O que é o Pros?

O partido foi criado recentemente por um tal de Eurípedes Júnior, que é seu presidente nacional. Vazio por dentro, a sigla se vale de lugares comuns e generalidades como a “consolidação dos direitos individuais e coletivos, o exercício democrático participativo e representativo, a soberania nacional“, blá, blá blá. A indefinição o define como espaço para qualquer um. Nada mais natural para de um partido de aluguel.

O presidente da sigla no Ceará é Danilo Serpa. Até onde me é dado saber, é pessoa de confiança do governador, de quem é chefe de gabinete. Alguns amigos em comum me garantem: é gente boa, jovem trabalhador e leal ao chefe. Falsos companheiros criticam-no pelas costas, acusando-o de ser inacessível (característica que, a meu ver, depõe a seu favor, por revelar pouca disposição para tratar com políticos). No conjunto, parece um perfil mais apropriado a um gerente de loja de departamento ou um a executivo de empresa privada, do que a um líder partidário. Com efeito, não se trata de uma liderança com brilho próprio, mas de um mero arranjo, como tudo mais no Pros.

A sigla fez um jantar de adesão (e quem não aderir considere-se fora do governo) na última sexta-feira (8), cujo convite custava mil reais. Foram tantos os abnegados filiados empolgados abrindo o bolso que ao final foi anunciada uma arrecadação de R$ 1,2 milhão.Na ocasião, Ciro Gomes discursou para os correligionários enfatizando que é preciso defender as conquistas do governo. Disso eu não duvido. Defender conquistas é um ideal bem arraigado nesse pessoal que muda de partido dia sim, dia não.

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Quem manda no Ceará é o Pros. Quem?!?

Por Wanfil em Partidos

11 de novembro de 2013

O Partido Republicano da Ordem Social (Pros) tem a maior bancada na Assembleia Legislativa do Ceará e comanda 66 prefeituras no Estado, entre as quais a de Fortaleza. É a maior força política local. Mas todos sabem que o grande “mérito” da sigla para esse sucesso se resume a servir de abrigo para o grupo político que hoje comanda o governo estadual, liderado pelos irmãos Ciro e Cid Gomes, após a tumultuada saída do PSB. Em outras palavras, o Pros nasceu para atender contingências de momento, feitas por uma soma de conveniências que fazem do partidarismo brasileiro uma piada.

O próprio PSB e o PSDB já experimentaram aqui o gosto da ascensão e da queda: cresceram enquanto governo, minguaram na oposição. Mas são siglas, goste-se ou não delas, com algum estofo ideológico, conteúdo programático e história. Também o PT cearense tem uma marca própria, apesar de se contentar, atualmente, a orbitar no entorno do governo Cid como força de apoio em busca de migalhas. De todo modo, dos quadros desses três partidos já surgiram lideranças nacionais. E o Pros? O que é o Pros?

O partido foi criado recentemente por um tal de Eurípedes Júnior, que é seu presidente nacional. Vazio por dentro, a sigla se vale de lugares comuns e generalidades como a “consolidação dos direitos individuais e coletivos, o exercício democrático participativo e representativo, a soberania nacional“, blá, blá blá. A indefinição o define como espaço para qualquer um. Nada mais natural para de um partido de aluguel.

O presidente da sigla no Ceará é Danilo Serpa. Até onde me é dado saber, é pessoa de confiança do governador, de quem é chefe de gabinete. Alguns amigos em comum me garantem: é gente boa, jovem trabalhador e leal ao chefe. Falsos companheiros criticam-no pelas costas, acusando-o de ser inacessível (característica que, a meu ver, depõe a seu favor, por revelar pouca disposição para tratar com políticos). No conjunto, parece um perfil mais apropriado a um gerente de loja de departamento ou um a executivo de empresa privada, do que a um líder partidário. Com efeito, não se trata de uma liderança com brilho próprio, mas de um mero arranjo, como tudo mais no Pros.

A sigla fez um jantar de adesão (e quem não aderir considere-se fora do governo) na última sexta-feira (8), cujo convite custava mil reais. Foram tantos os abnegados filiados empolgados abrindo o bolso que ao final foi anunciada uma arrecadação de R$ 1,2 milhão.Na ocasião, Ciro Gomes discursou para os correligionários enfatizando que é preciso defender as conquistas do governo. Disso eu não duvido. Defender conquistas é um ideal bem arraigado nesse pessoal que muda de partido dia sim, dia não.