prejuízo Archives - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

prejuízo

Mesmo com tatuzões, metrô avança apenas 1% em três anos. De quem é a culpa?

Por Wanfil em Ceará

07 de novembro de 2016

O atraso nas obras do metrô de Fortaleza (Linha Leste), que após três anos conclui apenas 1% do projeto, ganhou destaque nacional com uma matéria do O Globo, publicada no domingo (6).

“Um dos emblemas do fracasso da empreitada é a imagem dos quatro ‘tatuzões’ adquiridos pelo governo do Ceará”, explica o jornal, que cita o caso como exemplo da “megalomania empreendedora que tomou conta do país até o estouro da crise econômica”.

O Globo informa que Cid Gomes, “então governador e mentor da empreitada”, não quis comentar o assunto, mas ressalta que “aliados dos irmãos Ferreira Gomes admitem a frustração com a paralisação das obras e o custo de manutenção do equipamento”. Parece que o anonimato desperta nesses um tímido senso crítico. Oficialmente, porém, ainda segundo a matéria, o governo cearense responsabiliza a legislação e uma empresa privada que abandonou o consórcio responsável pela obra pelo atraso.

É sempre assim. Foi a mesma coisa com a segurança pública, com os hospitais superlotados e com o Acquário Ceará, outra obra milionária parada. Ninguém admite a mínima falha, preferindo acusar a Lei de Licitações ou a legislação ambiental, o preço do dólar, o TCU, os médicos, os policiais, a oposição ou a imprensa.

É bem verdade que existe uma antipatia da imprensa fora do Ceará em relação a Ciro Gomes, pré-candidato do PDT à Presidência, mas isso não muda os fatos em relação ao metrô e aos tatuzões. Fica evidente que os responsáveis não conseguem aprender com seus próprios erros porque são incapazes de admiti-los e até mesmo de enxergá-los.

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O vexame do Acquario Ceará: a contrapartida paga para um empréstimo que não existe

Por Wanfil em Ceará

06 de Abril de 2015

Churchill, o inglês, via longe. Já o Governo do Ceará...

Churchill, o inglês, via longe. Já o Governo do Ceará…

Os deputados estaduais Carlos Matos (PSDB) e Renato Roseno (Psol) ficaram insatisfeitos com os esclarecimentos feitos pelo governo do Estado acerca da polêmica obra do tal Acquario Ceará, segundo matéria do O Povo. A dupla reclama da falta de detalhamentos e de dados desatualizados. O deputado Audic Mota (PMDB) também critica cláusulas do contrato que estariam sujeitas à variações cambiais.

Um ponto levantado por Matos merece destaque. É que a obra começou a ser construída antes que o financiamento obtido junto ao Eximbank fosse avaliado e liberado pelo Senado. Caso não seja aprovado até novembro, o empréstimo será cancelado. Mesmo assim, o Tesouro estadual já enterrou US$ 45 milhões no aquário sem água.

Diante disso, a pergunta óbvia é: como diabos iniciam uma obra pública sem confirmar o financiamento? Se fosse um prédio residencial, os moradores estariam na rua com a obra inacabada.  Segundo o governo, a ideia seria evitar atrasos. O problema é que a conclusão do empreendimento, prevista 2014, foi adiada 2017.

Entre o ruim e o muito ruim, escolheram o ruim e ficaram com o muito ruim
Certa feita, ao comentar o pacto entre Inglaterra, França e a Alemanha nazista, ainda em 1938, Churchill disse: “Entre a desonra e a guerra, escolheram a desonra e terão a guerra”.

Descontadas as diferenças históricas e de relevância política, no Ceará, em 2015, entre a pressa e o prejuízo, escolheram a pressa e tiveram prejuízo. Sim, porque a obra está parada e atrasada, situação que gera perda financeira, especialmente com o dólar subindo. E só para fazer justiça, não faltou quem avisasse que a obra, cujo orçamento e utilidade são questionados por muitos, não poderia ser feita assim no atropelo.

Pode ser que o empréstimo seja aprovado? Sim. Mas também pode ser que não. Escolhas mal feitas são assim: ficam por conta da sorte.

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Afinal, qual o resultado prático das greves nas universidades federais? E quem paga a conta?

Por Wanfil em Brasil

14 de setembro de 2012

Quem paga a conta das greves do setor público que terminam sem nada resolvem? Resposta: o contribuinte! De maioria pobre e sem diploma universitário.

Foram meses de paralisação. Alunos sem aula, custos com a manutenção de prédios vazios, atraso na formação de mão de obra qualificada, semestre retomado às pressas para atender ao formalismo do calendário acadêmico, prejuízo para o contribuinte que sustenta o ensino superior nas universidades federais e para os alunos que estudam de verdade. Nesse caso, prejuízos financeiros e pedagógicos. “Não existe almoço grátis”, ensinava o saudoso Milton Friedman. Não existe ensino gratuito, muito menos greve gratuita. Alguém sempre paga a conta, meus caros.

A relação custo-benefício

A questão é saber se o resultado compensa, digamos, o investimento. Uma greve que repara injustiças, que valoriza a profissão e a instituição ou que proporciona correções de rumo preservando a natureza e a qualidade dos serviços prestados, pode-se dizer, se converte em ganho para a sociedade. Portanto, encerrado o movimento dos docentes dessas instituições, cabe perguntar aos seus líderes: Qual o resultado de tudo isso?

Certamente os professores recuaram para “salvar” o semestre letivo e não prejudicar ainda mais os alunos. Aliás, esse é um roteiro previsível. Grevistas nunca ultrapassam o prazo limite para o cancelamento do semestre (imaginem quantas ações judiciais não decorreriam dessa perda). E o governo sabe disso. E como greve em universidade pública não causa danos imediatos, o governante da hora nem mesmo é pressionado pela população. Dilma Rousseff não perdeu um minuto de sono por causa dessa paralisação.

Perguntas

Dessa forma, algumas questões podem e devem ser levantadas agora que o movimento acabou. Será que a greve é o melhor instrumento de pressão para reivindicar o que quer que seja nessas universidades? Pela frequência com que são feitas, as greves não acabaram banalizadas? Por que não há greve em universidades ou faculdades particulares? O movimento terminou e o que mudou em relação à política de expansão das universidades públicas ou à carreira docente? Qual o custo de um semestre perdido e reposto com aulas improvisadas? Como encarar os alunos? Leia mais

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Afinal, qual o resultado prático das greves nas universidades federais? E quem paga a conta?

Por Wanfil em Brasil

14 de setembro de 2012

Quem paga a conta das greves do setor público que terminam sem nada resolvem? Resposta: o contribuinte! De maioria pobre e sem diploma universitário.

Foram meses de paralisação. Alunos sem aula, custos com a manutenção de prédios vazios, atraso na formação de mão de obra qualificada, semestre retomado às pressas para atender ao formalismo do calendário acadêmico, prejuízo para o contribuinte que sustenta o ensino superior nas universidades federais e para os alunos que estudam de verdade. Nesse caso, prejuízos financeiros e pedagógicos. “Não existe almoço grátis”, ensinava o saudoso Milton Friedman. Não existe ensino gratuito, muito menos greve gratuita. Alguém sempre paga a conta, meus caros.

A relação custo-benefício

A questão é saber se o resultado compensa, digamos, o investimento. Uma greve que repara injustiças, que valoriza a profissão e a instituição ou que proporciona correções de rumo preservando a natureza e a qualidade dos serviços prestados, pode-se dizer, se converte em ganho para a sociedade. Portanto, encerrado o movimento dos docentes dessas instituições, cabe perguntar aos seus líderes: Qual o resultado de tudo isso?

Certamente os professores recuaram para “salvar” o semestre letivo e não prejudicar ainda mais os alunos. Aliás, esse é um roteiro previsível. Grevistas nunca ultrapassam o prazo limite para o cancelamento do semestre (imaginem quantas ações judiciais não decorreriam dessa perda). E o governo sabe disso. E como greve em universidade pública não causa danos imediatos, o governante da hora nem mesmo é pressionado pela população. Dilma Rousseff não perdeu um minuto de sono por causa dessa paralisação.

Perguntas

Dessa forma, algumas questões podem e devem ser levantadas agora que o movimento acabou. Será que a greve é o melhor instrumento de pressão para reivindicar o que quer que seja nessas universidades? Pela frequência com que são feitas, as greves não acabaram banalizadas? Por que não há greve em universidades ou faculdades particulares? O movimento terminou e o que mudou em relação à política de expansão das universidades públicas ou à carreira docente? Qual o custo de um semestre perdido e reposto com aulas improvisadas? Como encarar os alunos? (mais…)