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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

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Ibope mostra impopularidade de governadores nas eleições municipais. Veja resultado no Ceará

Por Wanfil em Pesquisa

09 de setembro de 2016

Em 2012 o saldo médio positivo era de 20 pontos. Em 2016 o saldo inverteu para 10 pontos negativos.

Em 2012 o saldo médio positivo era de 20 pontos. Em 2016 o saldo inverteu para 10 pontos negativos.

O Ibope divulgou pesquisa no último dia 06 de setembro, com a avaliação dos governadores nas capitais. Em Fortaleza, o governador Camilo Santana (PT) tem 31% de avaliação negativa, contra 23% de positiva. O saldo negativo é de oito pontos.

O governador mais popular do Brasil é Ricardo Coutinho (PSB), de João Pessoa (PB), com 61% de aprovação e 8% de rejeição. O mais impopular é Suely Campos (PP), de Boa Vista (RR), com 70% de desaprovação e 8% de positivo.

Governadores costumam ser cabos eleitorais de peso, cuja presença nas campanhas municipais é apresentada por aliados como trunfo. No entanto, com o conturbado cenário político e a recessão econômica, a situação mudou. A média dos governadores brasileiros nas capitais é de 34% de ruim/péssimo e 24% de ótimo/bom. Saldo negativo geral de 10 pontos.

Em 2012, segundo o Ibope, “o saldo médio de popularidade dos governadores nas capitais era 20 pontos positivo: 41% de ótimo/bom contra 21% de ruim/péssimo. Naquela época, apenas seis governadores eram impopulares nas capitais”. Agora, somente em dez capitais, dos 26 estados avaliados, os governadores conseguem ter índice de aprovação maior que de rejeição.

São números que ajudam a entender a pouca participação e até mesmo a ausência de muitos governadores nas propagandas e no material de campanha de seus candidatos nas capitais.

Confira abaixo a tabela com a popularidade/impopularidade dos governadores. Leia mais

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Atenção, base aliada: mais da metade dos nordestinos reprova a gestão Dilma, aponta Datafolha. E agora?

Por Wanfil em Pesquisa

18 de Março de 2015

Pesquisa do instituto Datafolha publicado nesta quarta-feira pelo jornal Folha de São Paulo dá números ao que todos já sabiam: a popularidade da presidente Dilma Rousseff, do PT, desabou neste início de segundo mandato. Nada menos do que 62% dos brasileiros consideram a gestão ruim ou péssima e somente 13% entendem que é boa ou ótima.

Quem quer seguir Dilma?
Agora vejam esse gráfico, também publicado na Folha:

Datafolha Dilma regiões

Olha aí a região Nordeste com 55% de reprovação ao governo Dilma. Mais da metade da população, o que significa dizer que é um sentimento que não se reduz a um estrato social (ver o próximo gráfico).

Se até o ano passado a presidente era bajulada por políticos da região como ativo eleitoral, agora as coisas mudaram. E a perspectiva é de que essa rejeição aumente na proporção que os efeitos da crise econômica se intensificarem. Nesses casos, via de regra, o instinto de sobrevivência de políticos sugere distância de quem é mal visto pelos eleitores. E agora base aliada, o que fazer? E agora deputado que corria para tirar fotos ao lado da presidente, a quem apelar? E agora prefeito ou candidato a prefeito, que parcerias serão prometidas nas eleições do ano que vem?

Camilo Santana e petistas em geral estão obrigados a defender a correligionária. Cid Gomes, do PROS, até agora parceiro de Dilma, já percebeu a fria em que se meteu: desgastado por ser obrigado a cortar verbas do Ministério da Educação, isolado após criticar a Câmara dos Deputados, só tem a perder estando ao lado da “presidente mais ágil que já houve”. Vamos ver se o PROS do Ceará continua ardente aliado da presidente sem apoio popular. Já o PMDB está em pé de guera com o PT, o que libera seus filiados a adotar uma postura mais independente, sem esquecer que o partido é especialista em pressentir naufrágios eleitorais, para mudar de lado quando preciso.

Essa elite!
Agora um segundo gráfico, publicado pela Folha, com base na pesquisa do Datafolha:

Datafolha Dilma rendaPois é. Você que viu nas redes sociais governistas e simpatizantes menosprezando os protestos de domingo como coisa da elite, da Aldeota, dos eleitores da oposição chateados com a ascensão da classe C, olhe aí os números: 60% dos que ganham até dois salários mínimos reprovam Dilma. Essa é a elite dos cegos que não querem ver.

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Dilma repete Collor e potencializa protestos. Tiro no pé!

Por Wanfil em Política

09 de Março de 2015

Dilma pede paciência ao povo. Collor pediu para não ficar só e a resposta foi o povo impaciente nas ruas num domingo.

Dilma pede paciência ao povo. Collor pediu para não ficar só e a resposta foi o povo impaciente nas ruas num domingo. Lula também não quis esperar.

O pronunciamento da presidente Dilma feito neste domingo (8), Dia das Mulheres, não amenizou ânimos ou plantou esperanças, pelo contrário, serviu mesmo foi de catalisador para uma onda de críticas nas redes sociais, que por sua vez reforçaram as convocações para os protestos contra o governo marcados para o próximo domingo, dia 15, em diversas capitais.

Não é para menos. Dilma tentou fazer do pacote de maldades na economia uma prova de competência administrativa e do estelionato eleitoral uma virtude incompreendida pela maioria. Não colou, claro. Como confessar inépcia seria também desastroso para a presidente, melhor seria ter guardado silêncio, até porque o noticiário estava centrado na lista de parlamentares envolvidos no escândalo da Petrobras. Com o discurso, Dilma voltou a protagonizar a decepção geral e a atiçar a indignação do público contra sua própria gestão.

Duas falas da presidente chamaram minha atenção:

– Não é a primeira vez que o Brasil passa por isso;
Peço a vocês que nos unamos e que confiem na condução deste processo pelo governo, pelo Congresso, e por todas as forças vivas do nosso país – e uma delas é você!

Lembram outro chamado de um presidente fragilizado, com acentuada queda de popularidade e sem apoio político, antes de completar a metade do mandato: Fernando Collor de Mello. De fato não é a primeira vez que o Brasil passa por isso. Relembremos.

No dia 21 de junho de 1992, o “caçador de marajás”, acuado por denúncias de corrupção (em níveis muito inferiores aos que temos hoje) e desgastado por uma crise econômica, suplicou à nação em pronunciamento oficial:

– Não me deixem só. Eu preciso de vocês.

É ou não é um pedido de união e confiança semelhante ao feito por Dilma, 23 anos depois? Ainda em 1992, no dia 13 de agosto, Collor discursou pedindo novamente a ajuda dos brasileiros:

Que saiam no próximo domingo de casa com alguma das peças de roupa nas cores da nossa bandeira. Que exponham nas janelas, que exponham nas suas janelas toalhas, panos, o que tiver nas cores da nossa bandeira.

A fala ajudou a mobilizar a população, que saiu às ruas no dia 16 de agosto, um domingo, em protestos por todo o país, vestida de preto. Depois veio o impeachment.

Qualquer semelhança….

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A decepção na Copa pode interferir no jogo eleitoral?

Por Wanfil em Eleições 2014

09 de julho de 2014

A “Copa das copas” fica marcada pela humilhantemente goleada imposta ao Brasil pela seleção da Alemanha. Desde o início o evento foi apresentado como conquista do governo federal, uma oportunidade de alavancar ações de turismo e infraestrutura. E como logo após o seu término tem início uma campanha eleitoral, sua associação com a política foi inevitável.

Durante um bom tempo analistas buscaram compreender se e como essa relação poderia interferir no resultado das eleições. É um exercício complicado, projeção de cenário futuro baseado em premissas incertas.

Propaganda e conjuntura
A história mostra que governos procuram fazer de grandes eventos peças de propaganda oficial disfarçadas, no embalo da comoção geral. Mas para isso acontecer é preciso uma atmosfera favorável, com razoável satisfação com as conjunturas sociais, econômicas e morais no país. Quando a Copa foi anunciada, ainda no governo do ex-presidente Lula, esse era o cenário. No entanto, a insatisfação com o baixo crescimento, obras atrasadas e a corrupção inverteu o cenário.

Por isso políticos evitaram exposição nos jogos. Quando arriscou, Dilma foi duramente vaiada. Governadores e prefeitos foram cuidadosamente evitados pelos telões nos estádios, quase escondidos.

Mas com o avanço da Seleção Brasileira na competição, percebendo a vibração da torcida, o governo viu a oportunidade de faturar e começou a atacar os “pessimistas”. A presidente recuperou um pouco da popularidade perdida. A oposição rapidamente passou a sinalizar que torcia pela vitória brasileira, apesar dos problemas fora do campo.

A impressão era a de que chegando a uma semifinal, ainda que perdesse, o time teria feito bonito. A ordem nas campanhas foi a de buscar alinhamento com o sentimento da torcida. Mas aí veio a maior derrota, a humilhação, o vexame. E a população, que havia sublimado o descontentamento com os atrasos e superfaturamentos das obras para a Copa, acabou decepcionada com seu principal motivo de orgulho: a Seleção. Agora as equipes de comunicação dos candidatos estudam como se comportar.

Inflação goleia salários
Não é possível dizer se isso irá interferir nas eleições. A festa pelo hexa poderia criar uma onda de otimismo capaz de eclipsar a desconfiança com o governo? Talvez. Com a derrota, e com a forma como ela aconteceu, há uma tristeza pungente no ar. Isso beneficia a oposição? É cedo para dizer.

Em minha modesta opinião, o que tem mesmo poder de influenciar com peso as eleições é a inflação. Na mesma terça-feira em que o Brasil foi goleado, outra notícia ruim foi timidamente registrada na imprensa: a alta de preços acumulada nos últimos 12 meses estourou o teto da meta de inflação. A meta é de 4,5% e o teto é de 6,5%. O IPCA está em 6,52%. Todos percebem o impacto desses números quando vão ao supermercado fazer as compras do mês.

Uma vitória poderia amenizar as críticas ao governo, mas ela não veio. De resto, não é de olho em partidas de futebol que o eleitor decidirá em quem votar, mas sentindo o bolso. Quando a carestia goleia os salários, aí sim o jogo eleitoral pode virar.

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Popularidade de Dilma desaba após protestos e cai 27 pontos em 21 dias

Por Wanfil em Brasil

29 de junho de 2013

O tsunami de protestos que varreu as ruas e o cenário político no Brasil derrubou o que parecia ser a mais sólida aprovação de um governo: a gestão presidente Dilma Rousseff viu seu recorde de popularidade desabar 27 pontos, segundo pesquisa Datafolha realizada na sexta-feira e publicada neste sábado (29). A pesquisa anterior, que serve de base de comparação, foi realizada há 21 dias, no início do mês.

Os 57% que consideravam a administração boa ou ótima até a primeira semana de junho agora somam 30%. Já o grupo que considera o governo ruim ou péssimo subiu de 9% para 25%.

De acordo com o jornal Folha de São Paulo, esta é a maior queda na aprovação de um governo desde 1990, quando o ex-presidente Fernando Collor de Mello, hoje aliado de Dilma, confiscou a poupança dos brasileiros e viu a popularidade da gestão cair de 71% para 36%.

Nordeste

Na região Nordeste a queda entre os que aprovam a gestão foi de 24 pontos em apenas 21 dias: de 64% para 40%. O percentual dos que a consideram regular subiu de 27% para 44%. A desaprovação ao governo na região cresceu 10 pontos, de 6% para 16%.

Nota

É cedo ainda para dizer se a queda acentuada é um fenômeno irreversível. Ainda falta mais de um ano para as eleições do ano que vem e o descontentamento geral pode ter encontrado no governo federal o símbolo que reúne tudo o que tem sido repudiado nos protestos. Mas nem isso é certo.

O que mais impressiona é que a desaprovação ocorre num ambiente em que a oposição tem força nula. A convulsão política que derrubou a popularidade do governo aconteceu a despeito do que pensa ou propõe seus adversários. E isso, longe de ser um fator de alívio, é fonte de preocupação para o Planalto, já que não é possível culpar ninguém de fora pelo desabamento da popularidade que lhe servia de lastro. Nesses casos, o poder geralmente volta sua frustração contra a imprensa, que teima em mostrar os fatos que o constrangem.

Charge

O traço certeiro do Moesio Fiúza

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O que importa agora, de todo o modo, é que o governo e a presidente Dilma se mantenham firmes para evitar a tentação de medidas econômicas populistas num momento em que a necessidade de mais rigor fiscal é fundamental para debelar o repique inflacionário. Nem que isso signifique mais descontentamento popular. Ser um estadista não é a busca por aplausos, mas ter convicções.

Nota 2

Dilma desistiu de participar do encerramento da Copa das Confederações, no Rio de Janeiro. Do jeito que a coisa vai, um plebiscito agora pode ser um tiro no pé.

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Dilma bate recorde de aprovação? Agora é que o Ceará fica sem nada mesmo

Por Wanfil em Ceará

20 de Março de 2013

Diante de um governo federal com popularidade recorde, a maioria das forças estaduais se rende ao pragmatismo da subserviência.

Diante de um governo federal com popularidade recorde, a maioria das forças estaduais se rende ao pragmatismo da subserviência.

O Ibope divulgou nova pesquisa mostrando que o governo da presidente Dilma é aprovado por 63% dos brasileiros. No nordeste, esse número sobe para 85%. É um recorde que explica muito sobre a dinâmica da política feita no Ceará nos últimos anos.

Governismo profissional

Um dos efeitos mais evidentes é o fato de que todos por aqui, com raríssimas exceções, querem ser aliados do governo federal, independente de eventuais diferenças locais, de escrúpulos morais ou ideológicos. Aliás, o segredo é ser, quando menos, amoral e apartidário. De resto, no Brasil, é muito mais fácil e cômodo ser eleito a qualquer cargo quando se está nas fileiras do governismo.

Como consequência dessa disposição adesista, a nova oposição, sem o esteio de estratégias de ocupação de espaços na sociedade civil e longe das benesses oficiais, enfraqueceu a ponto de virar espécie em risco de extinção. E assim nessa toada, conseguimos a proeza de ter uma das bancadas federais mais obedientes vontades do poder central, sem que isso se traduza em prestígio político. Pelo contrário, quanto mais se mostram servis, mais são desprezados.

Cadê a refinaria, senhores governistas?

Prova disso é a surrada promessa da refinaria que a Petrobras construiria no Ceará. Trata-se do mais acintoso estelionato eleitoral já visto no estado, sobre o qual não se ouve uma miserável crítica das nossas autoridades, que teimam em citar a obra inexistente como prova de compromisso e de força política.

Aliás, por falar nisso, a Petrobras divulgou seu plano de negócios até 2017. Sobre novas refinarias, está lá o seguinte (grifos meus):

A carteira em implantação prevê investimentos de US$ 43,2 bilhões no Abastecimento, sendo os principais projetos a Refinaria Abreu e Lima e a primeira fase do Comperj. (…) Os investimentos em expansão da capacidade de refino da carteira em avaliação avançaram na maturidade da fase de elaboração dos seus respectivos projetos. Atualmente, passam por otimização buscando o alinhamento com métricas internacionais.

Traduzindo: a refinaria prometida aos cearenses não sairá do papel.

Servidão voluntária

Com o Executivo estadual a coisa não é muito diferente. O governador Cid Gomes abriu uma dissidência interna no PSB para minar a pré-candidatura de Eduardo Campos à Presidência da República, o que facilita o projeto de reeleição de Dilma. Entre o correligionário e a presidente popular, fez-se uma escolha, digamos assim, pragmática. É um estilo político que garante sucesso no curto prazo, mas que com o tempo gera desconfiança, tanto que o grupo do governador não consegue se estabelecer como liderança nacional em partido algum.

Como explicar a popularidade do governo federal no Ceará? Simples, sem opositores e com aliados bem comportados, a distribuição de dinheiro através de programas assistencialistas dá conta do recado. São ações que aliviam a miséria, mas não a eliminam. Politicamente, entretanto, servem para garantir a elevada aprovação da presidente e a subserviência de seus companheiros estaduais. Como dizem, o rio corre para o mar. O risco, nesse caso, é o mar engolir o rio.

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Pesquisa Ibope mostra aprovação recorde para o governo Dilma e apagão da oposição

Por Wanfil em Pesquisa

29 de junho de 2012

Pesquisas refletem cenários mutáveis. Cada momento permite diversas leituras, cada leitura diversos caminhos. O governo escolheu o seu enquanto a oposição fecha os olhos, esperando pela sorte.

Os números da pesquisa CNI/Ibope divulgados nesta sexta-feira (29) mostram recorde de aprovação para o governo Dilma Rousseff : 59% dos entrevistados consideram a gestão da petista boa ou ótima. A confiança na presidente não alterou em relação à pesquisa anterior e permanece em 72%. Parece um mundo perfeito, mas não é.

Os curiosos que foram além das manchetes de jornal puderam ver que o governo é reprovado em três áreas fundamentais. São informações relevantes que acabam aparecendo como complementos secundários. A saúde é ruim para 66% , a educação é reprovada por 54% e a segurança pública é condenada por 61%.

Já imaginou se algum noticiário destacasse esse ponto do levantamento? “Brasileiros desaprovam atuação do governo na saúde, segurança e educação”. No outro dia apareceriam os defensores do “controle social” da imprensa falando em golpe. Mas como a manchete é positiva, então a isenção está comprovada e ninguém reclama. Veja onde chegamos.

Ocorre que não adianta cobrar que a imprensa seja a única instância de alerta para os problemas que vivemos. Onde está a oposição? Por que não criam fatos para mostrar o descontentamento registrado pela pesquisa? E aí chegamos ao ponto central deste post:  Como explicar a alta popularidade de um governo mal avaliado em áreas de tamanha importância?

Economia e comunicação

Para o Ibope, a população está satisfeita com a política econômica. Certamente isso tem impacto positivo, mas não explica tudo. Haveria, pelo menos, um flanco aberto que poderia causar desgaste à imagem do governo. Falta, entretanto, quem ligue criatura ao criador aos olhos da opinião pública.

Dessa forma, a popularidade de Dilma é resultado da soma de uma boa comunicação do governo com a mudez total da oposição. Leia mais

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A popularidade de Dilma, o peso da economia e a sombra de Lula

Por Wanfil em Pesquisa

23 de Abril de 2012

Criatura e criador. Entre os dois sempre haverá uma conjunção adversativa: "Ela é boa, mas ele é mito". Foto: Ricardo Stucker/Instituto Lula

O instituto Datafolha divulgou nova pesquisa sobre a popularidade do governo Dilma junto aos brasileiros. O resultado foi um novo recorde de aceitação. Ao todo, 64% aprovam a gestão, 29% a consideram regular e 5% a desaprovam, deixando os ex-presidentes FHC e Lula para trás, comparando-se os resultados de cada após um ano e três meses de mandato.

A mesma pesquisa mostra que o brasileiro está otimista com os rumos da economia. Para 49%, situação econômica do país irá melhorar, 13% acreditam que ficará pior, e 34% acham que nada mudará.

A variante econômica
O cruzamento desses números confirma a tese segundo a qual, em condições normais de temperatura e pressão, ou sja, em ambientes políticos estáveis, a popularidade de um governo oscila de acordo com o desempenho da economia. Em caso de crise, sem indicativo de recuperação, a imagem dos governantes desabam.

Popularidade e consumo
Com a crise que atinge os mercados financeiros na Europa e nos EUA, o brasileiro percebe que o Brasil tem uma posição privilegiada. Se foi obra do PROER do Fernando Henrique ou da política monetária de Lula, pouco importa para o público. Vale o aqui e o agora.

O fato é que, com a manutenção da estabilidade econômica, boa parte da população conquistou, ao longo dos anos, ganhos reais de renda e novas oportunidades de consumo, lastreadas no endividamento a base de juros altos, e não em poupança, como seria recomendável. O que conta para o brasileiro médio é saber se há emprego e se é possível planejar compras a prestação.

Méritos
Dilma tem seus méritos, é inegável. Não foram poucas as apostas de que ela jamais conseguiria ter a popularidade de Lula, quanto mais ultrapassá-la. E olha que problemas não faltam. Leia mais

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A popularidade de Dilma, o peso da economia e a sombra de Lula

Por Wanfil em Pesquisa

23 de Abril de 2012

Criatura e criador. Entre os dois sempre haverá uma conjunção adversativa: "Ela é boa, mas ele é mito". Foto: Ricardo Stucker/Instituto Lula

O instituto Datafolha divulgou nova pesquisa sobre a popularidade do governo Dilma junto aos brasileiros. O resultado foi um novo recorde de aceitação. Ao todo, 64% aprovam a gestão, 29% a consideram regular e 5% a desaprovam, deixando os ex-presidentes FHC e Lula para trás, comparando-se os resultados de cada após um ano e três meses de mandato.

A mesma pesquisa mostra que o brasileiro está otimista com os rumos da economia. Para 49%, situação econômica do país irá melhorar, 13% acreditam que ficará pior, e 34% acham que nada mudará.

A variante econômica
O cruzamento desses números confirma a tese segundo a qual, em condições normais de temperatura e pressão, ou sja, em ambientes políticos estáveis, a popularidade de um governo oscila de acordo com o desempenho da economia. Em caso de crise, sem indicativo de recuperação, a imagem dos governantes desabam.

Popularidade e consumo
Com a crise que atinge os mercados financeiros na Europa e nos EUA, o brasileiro percebe que o Brasil tem uma posição privilegiada. Se foi obra do PROER do Fernando Henrique ou da política monetária de Lula, pouco importa para o público. Vale o aqui e o agora.

O fato é que, com a manutenção da estabilidade econômica, boa parte da população conquistou, ao longo dos anos, ganhos reais de renda e novas oportunidades de consumo, lastreadas no endividamento a base de juros altos, e não em poupança, como seria recomendável. O que conta para o brasileiro médio é saber se há emprego e se é possível planejar compras a prestação.

Méritos
Dilma tem seus méritos, é inegável. Não foram poucas as apostas de que ela jamais conseguiria ter a popularidade de Lula, quanto mais ultrapassá-la. E olha que problemas não faltam. (mais…)